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Peregrinação de 2018

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 18.08.18

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Como é tradição o bispo diocesano é quem preside à grande peregrinação de Nossa Senhora  da Graça, que no alto do Monte Farinha anualmente se realiza no primeiro domingo de Setembro, e que este ano calha do dia 02. Vamos por isso ter connosco, o bispo D. Amândio, ilustre prelado da diocese de Vila Real, e nosso co-provinciano, natural de Chaves.

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A Peregrinação começa às 08h00 com confissões no santuário, e com o inicio da procissão que às 10h15 sai do Largo de Santiago com destino ao 2º adro. No decorrer da qual será recitado e rezado o terço desse dia, por certos os Mistérios Gloriosos. Ás 11h00 terá inicio a Missa Solene e campal, presidida por D. Amândio.

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O padre João Paulo, pároco de Vilar de Ferreiros e por aderência presidente da Irmandade de Nossa Senhora da Graça,  como anfitreão e encarregado de bem servir os visitantes e em especial os peregrinos que são quem dão vida a este famoso santuário mariano de Trás-os-Montes e miradouro inconfundível do norte de Portugal.

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Agora é que merece a pena subir ao Monte Farinha, não para ver ciclistas, mas para nos encontrarmos com a Mãe de Jesus, e com ela, e por sua interseção, pedir a graça de Deus para ver o mundo mais harmonioso e justo, onde as desigualdades não sejam tão evidentes e escandolosas.

 

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publicado às 15:09


À volta da Volta

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 08.08.18

 

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 Não sei porquê, mas acontece. Quando se tem em mira atingir um fim as coisas dão-se e tudo o mais fica para trás das costas. Estou-me a recordar de quando pela primeira vez vi os corredores passarem em Vilarinho, Vilar, Cainha e Campos, e pela Serra descerem a Mondim. Hoje as Fisgas de Ermelo estão em alta e ainda que zona despovoada a sua imponência telúrica exige particular atenção. De acordo. Entrando pela Anta, Bobal, Bilhó e Cavernelhe, os ciclistas descem do Fojo ( vizinho das Fisgas) até desembocarem na EN 304 em direção ao cimo do Monte Farinha ( Srª da Graça), onde em Mondim têm uma Meta Volante. É dia grande para a mondinense terra, que nesta ocasião atrai centenas de apreciadores deste nobre desporto em que homem a pedalar mostra a sua capacidade e desejo de vencer. Os adeptos são muitos e vem de longe para ver e felicitar os seus "ídolos" de preferência.

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Todo o concelho de Mondim de Basto é espaço ocupado por onde se sabe vão passar os corredores. Mas é ao longo da estrada de acesso ao Monte Farinha que melhor  isso se verifica. É já no próximo sábado, dia 11. Não percam a oportunidade de também visitarem o santuário mais notável de Trás-os-Montes, e de na casa das estampas adquirir uma recordação da visita. E se por lá encontrar o padre João Paulo, pároco de Vilar de Ferreiros, até a recordação já pode vir benzida, se lhe pedirem. 

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publicado às 16:05


A Peregrinação de 2017

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 25.08.17

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A Peregrinação de 2017, em honra e louvor de Nossa Senhora da Graça, vai como de costume realizar-se no 1º domingo de Setembro, que este ano calha no dia 3. Preside , como é tradição, o bispo diocesano D. Amândio Tomás. Do programa deste ano destacamos: às 08h00 - Confissões; às 10h30 - inicio da Procissão no Largo de Santiago com recitação do terço; às 11h00 - Missa Solene;às 12h00 - Procissão de despedida a Nossa Senhora.

Situado no cimo do Monte Farinha - Vilar de Ferreiros, Mondim de Basto - este santuário mariano é dos mais famosos de Trás-os-Montes e do norte de Portugal também. A localização é do mais belo que existe e a região convida à  admiração, tanto como à contemplação. Aproveitemos para o fazer este ano, no dia 3 Setembro, domingo.

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publicado às 14:43


Com 97 anos morreu o Autor da Marcha de Montalegre

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 15.12.16

 

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De Barroso da Fonte

Quem era vivo e tem a memória fresca lembra-se da música dos anos sessenta, durante a guerra do ultramar «Angola é nossa». De resto havia duas canções com o mesmo título. Mas com letra e música diferentes. Ambas muito conhecidas, ritmadas, muito persuasivas e muito empolgantes. Ninguém ficava indiferente à música e à letra. Sobretudo nas rubricas radiofónicas de discos pedidos, tanto uma versão como a outra, eram das mais requisitadas pelos ouvintes, quer em Angola, quer no Continente. Logo após a autonomia das Províncias Ultramarinas, uma e outra versões foram silenciadas, deixando de ouvir-se. Uma dessas versões tinha música e letra do Padre Ângelo do Carmo Minhava, natural de Ermelo, concelho de Mondim de Basto. Este sacerdote Transmontano nasceu em 15 de Janeiro de 1919 e faleceu dia 2 de Dezembro em curso. Foram 97 anos de vida cheia, de entrega aos outros que foram todos aqueles que com ele se relacionaram, que com ele aprenderam nas aulas e cumpriram as normas religiosas.
Ordenou-se no Seminário de Vila Real, em 1942. Desde cedo se dedicou à arte musical e poética, lecionando, formando tunas e orfeões e regendo esses agrupamentos, quer no antigo Liceu Camilo Castelo Branco, na Escola de S. Pedro, no Instituto Politécnico de Vila Real (mais tarde UTAD), quer no próprio seminário a que pertenceu como aluno e mais tarde, o resto da vida, como professor. Foram seus alunos e vários e conhecidos maestros, como José Luís Borges Coelho, Altino Moreira Cardoso, Prof. Magalhães. Padre Branco de Matos.
Foi professor de latim, Francês, Literatura e, obviamente, música. Em 1947 escreveu e publicou o poema herói-cómico – Lírico Cabrilíada. Editou vários outros livros sobre literatura e boas maneiras de falar e de conviver em sociedade. Foi autor de muitas marchas, entre as quais de: Vila Real, Montalegre, Régua, Boticas, Ribeira de Pena, Pensalves, Pontido, Lagoaça. Hino do Regimento Militar de Chaves e de vários regimentos que prestaram serviço no Ultramar. Com letras do autor desta nota, musicou os Hinos das Casas Regionais de Trás-os-Montes de: Guimarães e do Porto; o soneto «Para meu Pai» e o poemeto «Da terra nasce o amor».
O que fica para além da morte do Padre Minhava, depois de 97 anos de vida, são a bondade, o saber o exemplo cívico. Resta seguir as linhas mestras que o Padre Minhava nos incutiu.
Falo por mim que fui seu aluno durante dez anos. Foi meu maestro, meu complemento em coisas que têm a minha assinatura, mas precisei da dele; e, em cultura, que muito me ensinou e que, por culpa minha, tão pouco aprendi.
Perdemos todos os Transmontanos, muitos portugueses e a sociedade, em geral, um dos mais lúcidos, mais sólidos e mais coerentes cidadãos do nosso tempo. Quase um século de uma convivência proveitosa, porque viveu para os outros e não me parece que tenha vivido para si. Permita-me o leitor que fale na primeira pessoa. Há notícias que se escrevem e que podem gerar incomodidades. Mas quando se fala de alguém, como foi o Padre Ângelo do Carmo Minhava, fica-se, com a quase certeza, de que falamos de um ser humano, verdadeiramente exemplar.
Conheci-o em 1952, como meu professor de música. Nunca fui bom aluno em nada, nem sequer em música. Em dez anos solfejei, cantei e até regi algumas vezes, mas só nas aulas e entre colegas. Fui barítono por escolha sua. Nessa condição cheguei a ir, integrado no seu orfeão, atuar aos estúdios da Rádio Alto Douro. Penso que era um brinquedo para o (depois, meu amigo) Carlos Ruela. Era um privilégio nesses tempos, em que não havia estúdios, nem televisões. Mas, de facto, apenas fiz letras que (os hoje maestros) José Luís Borges Coelho e o Altino Moreira Cardoso, musicaram.
Por não conseguir musicar, sinal de que aprendi pouco, em dez anos, tive a rara satisfação de ver quatro poemas meus musicados pelo Mestre de nós os três. Pela vida fora foi lendo os meus escritos em jornais e em livros, em prosa e em verso,que produzi em mais de meio século. Sempre me escrevia a agradecer e a felicitar; e, algumas vezes, a puxar as orelhas, por excessos de linguagem ou discordâncias formais. Recordo que numa entrevista a Gil Silva e a Paulo Mourão ao programa «Perfis -Transmontano sem preconceito», questionado sobre - «o que tem a dizer sobre Pires Cabral, António Cabral e Barroso da Fonte, respondeu assim: - «embora discorde, por vezes, de certas efabulações do escritor Pires Cabral, reconheço nele um escritor de muito mérito... O dr. António Cabral é, desde jovem, vocacionado para as letras. Barroso da Fonte, idem, por vezes bastante conflituoso, mas frontal e grande patriota». Nunca me reconheci tão bem caraterizado. De Ângelo Minhava fica, para além da morte, aquilo que todos nós deveríamos deixar: erudição, obras e exemplos de toda a natureza. A imprensa regional já noticiou o seu desaparecimento. Na imprensa diária, a começar pela RTP que se proclama de serviço público, ainda nada vi, nem ouvi, de entretida que anda com o futebol, com guerras de alecrim e de manjerona e com vedetas vazias de tudo, a não ser a espuma que lhes tapa as mazelas. Espero que o poder político distrital, desde Mondim de Basto a Montalegre, desde Vila Real à Régua, de Chaves a Lagoaça, saiba perpetuar o nome e a obra deste Transmontano do tamanho das Fisgas de Ermelo e do simbolismo intelectual do Douro. Há homens do tamanho do mundo como o Mons. Ângelo Minhava que só aparecem e desaparecem de século a século.

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publicado às 22:16


A D. Alzira Borges deixou-nos

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 01.09.16

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Mondim, 25/11/ 1924 - Mondim, 31/08/2016
Faleceu hoje a saudosa mondinense D. Maria Alzira Teixeira Borges, de 91 ano, era viúva de José Teixeira de Matos e mãe da dinâmica Maria da Graça Borges de Matos, promotora e divulgadora dos transmontanos afectos aos meios culturais , mormente aos que têm as musas por atractivo . Figura muito estimada e respeitada, a D. Alzira depois de viver durante muitos anos na região de Lisboa, após enviuvar;  quis por fim passar o resto da sua existência terrena onde nasceu e quis morrer. Há cerca de um ano tornou-se hospeda do Lar da Misericórdia de Mondim de Basto, onde muito bem cuidada e acompanhada por familiares e amigos viveu feliz até que Deus a chamou para junto de si. O seu funeral realiza-se na próxima 6ª-ferira para o cemitério de M. de Basto, com missa de corpo presente. Aos seus 4 filhos e 2 filhas, em especial à Maria da Graça, os meus sentidos pêsames.

 

 

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publicado às 00:15


Daqui vai o meu abraço

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 25.05.16

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 No Sábado, dia 28, quem tiver oportunidade passe pela Biblioteca Municipal do município mondinense, que com o titulo MONDIM DE BASTO, vai sair mais uma obra do poeta e prosador Luís Jales de Oliveira. É ás 21h30, e cabe lá muita gente amiga do "Ginho" e apreciadora da sua vasta obra editada. Daqui me associo aos seus amigos e admiradores  que nesse fim de tarde se vão deliciar a ver outra pérola burilada com letras e fotos, certamente, pelo punho do conceituado autor, e actor, que muito honra a sua, e minha terra. Daqui vai o meu abraço  

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publicado às 19:46


Parabéns ao "Ginho"

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 18.05.16

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 Não vou poder assistir, mas daqui felicito o meu distinto conterrâneo, Luís Jales de Oliveira, o "Ginho", poeta e prosador insigne, com basta obra editada. Desta vez o titulo é MONDIM DE BASTO, e a sua apresentação vai ser na Biblioteca Municipal, cita na ladeira do morro da Senhora da Piedade, às 21h30 do próximo dia 28, deste mês de Maria. Um forte abraço de parabéns e votos de muitos êxitos no escalar e enriquecer com pergaminhos literários a colina bibliográfica da terra e região que nos viu nascer.  Felicidades

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publicado às 20:34


Coronel Jorge Golias

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 28.04.16

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 Conheci o coronel Jorge Golias na Casa de Trás-os-Montes, em Lisboa, creio que no lançamento de um livro do seu camarada Jorge Laje, voltei a vê-lo, mais tarde no Centro de Apoio Social das Forças Armadas, em acto semelhante, agora de uma obra de António Chaves. Sem com ele manter contacto, tenho no entanto as melhores referências a seu respeito, que me vem de quem com ele viveu de perto, primeiro na Guiné, como seu subordinado, e depois na vida civil. Refiro-me ao mestre António Carmo, consagrado artista da paleta e pincel cujos seus trabalhos correm mundo. Como a Academia de Letras de Trás-os-Montes, também António Carmo, me desafiou para no passado dia 14 estar no Palácio da Independência para assistir ao lançamento de A Descolonização da Guiné-Bissau. Não fui porque me foi impossível. Mas tive muita pena, tanto mais por saber que também este meu  amigo, mereceu constar no texto deste documento histórico saído de punho transmontano.   

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 E não é só o nome deste meu amigo que consta na obra,  também um outro meu prezado amigo, e conterrâneo ilustre, me foi agora dado saber, por TEMPO CAMINHADO, mereceu honra semelhante como reza a noticia : "Para informação dos leitores do blogue: Já contactei com o soldado-poeta Valdemar Rocha. Um poema dele consta neste livro sobre a Descolonização da Guiné-Bissau. Assim como um conto de Jales de Oliveira, também do Norte.
Parabéns ao editor do blogue, Dr. Armando Palavras, pela excelência do mesmo.
Saudações transmontanas.
Jorge Sales Golias".

Pois é. Lá figura o nome de Luís Jales de Oliveira, pelos vistos com um conto. Poeta consagrado e prosador de fina qualidade, fica bem para louvar e assinalar o evento corroa - lo com um poema do Ginho.  

 

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Jales de Oliveira, "Ginho"

(Gadamael Porto, Guiné, 1973)

Nos gritos silenciados
Pelos esgares multiplicados desta metralha horrenda,
Se eu de vós me não lembrar, meu monte e meu rio sagrados,
Que a minha língua se prenda,
Que a minha língua se prenda!

Junto ao Rio de Cacine me sentei chorando,
Com saudades consagradas
Ao meu chão;
Nos palmares do chão manjaco desfiando,
Um rosário de granadas,
De mão.
Partem de Kandiafara mísseis Straella em demanda da minha vida,
Quando eu demando a minha terra da promissão:
Tão longe está o doce favo da partida,
A cama desfeita, os olhos embaciados amarrados ao vulcão.

Não é este o Rio que eu desejo engrossar com as lágrimas salgadas
Desta saudade tamanha;
Jazem a harpa e a G3, dependuradas,
No tarrafe da bolanha.
Não é este o rio das bogas, dos barbos, das enguias, e dos mexilhões
Que eu demando. Este rio não é,
O rio que eu desejo. O rio Cacine tem candambas, tem bicudas, tubarões,
Nasce e morre em quatro horas de maré.

Aqui as bajudas balançam com altivez os chalavares dos camarões,
E os flamingos parecem levitar num golpe d`asa;
Mas a água do meu rio, como o fogo dos vulcões,
É ferro em brasa.

O meu Tâmega sagrado foi rasgado com um grito,
Marcado pelo lume que a profecia diz,
Um pássaro de fogo voando no infinito,
Doce cicatriz.

Junto ao Rio de Cacine me sentei chorando,
Com saudades consagradas
Ao meu chão;
Nos palmares do chão manjaco desfiando,
Um rosário de granadas
De mão.

Nos gritos silenciados
Pelos esgares multiplicados desta metralha horrenda,
Se eu de vós me não lembrar, meu monte e meu rio sagrados,
Que a minha língua se prenda,
Que a minha língua se prenda!

                 In Corre-me um Rio no peito

 

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publicado às 21:53


Vilar de Ferreiros em festa com São José

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 17.03.16

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 Ainda que em tempo de Quaresma, São José tem direito a ser festejado com alegria e fervor por ocasião do Dia do Pai, que é o seu dia, 19 de Março. Como em anos anteriores, na capela de São José do Fojo ( Vilar de Ferreiros), no próximo sábado, vai haver convívio muito animado com lanche repartido da família josesiana, após missa vespertina que às 16H00, o Sr. Padre João Paulo ali irá celebrar . Se o dia se prestar é uma boa ocasião para visitar aquele encantador local, paredes meias com as Fisgas de Ermelo, e tomar parte, senão na eucaristia, no convívio lanche dos muitos Joses que ali se costumam juntar. Chega para todos, mesmo que não sejam da “família”….

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 Também no Domingo, dia 20, na sede de Freguesia há festa, é Domingo de Ramos. Até não há muito tempo, festejava-se neste domingo a Festa do Coração de Jesus, ultimamente deixou de se fazer, passado para outra data, e agora apenas se celebra a festa litúrgica desse domingo, com procissão que saí da vizinha capela de São Sebastião para a igreja paroquial, onde às 15h00 decorrerá a Eucaristia dominical. 

 

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publicado às 22:31


Ossos de um insigne vila-condense

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 03.02.16

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Há quatro anos, em 2012, a propósito deste saudoso e ilustre amigo, escrevi: "Faz um ano, no dia 08 de Fevereiro, que faleceu em Lisboa, onde residia, o Dr. Primo Casal Pelayo, que foi professor, director e proprietário do Externato Latino Coelho, na freguesia de Santa Maria de Belém. Natural de Fajozes, Vila do Conde, foi no colégio de São José, da família Pelayo, que iniciou a sua notável carreira de formador e educador de várias gerações que ainda hoje recordam com saudade o Colégio dos Pelayos, da rainha do Ave. Em Lisboa muitos foram, e são, também, os que ficaram gratos ao Dr. Primo Pelayo e ao colégio de que foi dono, gestor e professor exímio, na Rua da Junqueira.

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Sempre que posso costumo visitar a campa onde, no Cemitério de Benfica, repousam os seus restos mortais; mormente na data do falecimento. Este ano faz cinco anos que deixou o mundo dos vivos, as autarquias que até com os mortos fazem dinheiro, não sei o que a de Lisboa vai fazer da sua ossada. Que ao menos avise os familiares ou a Junta de Freguesia de Fajozes, antes de atirar com ela para a bala comum. São ossos de um insigne vila-condense, e autor da Ermida do Monte Farinha, a quem também muito deve Mondim de Basto.

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publicado às 11:02


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