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Portugal, minha terra.

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Portugal, minha terra.

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09.11.11

Cozinhar em Catapú

aquimetem, Falar disto e daquilo

          Com o titulo " Parabéns à TCTDalmann" já no passado dia 29 de Julho fiz aqui referencia a este complexo industrial que para além do abate de árvores com destino exclusivo à fabricação de mobiliário, se encarrega de paralelamente zelar e manter o equilibrio ambiental através da reflorestação e protecção da flora e fauna originais da zona onde tem a exploração: Catapú. Nos termos contratuais, entre o governo e o operador James White, consta a obrigação de "proteger todos os aspectos do meio ambiente incluindo florestas e animais. Animais, passarinhos, insectos, população, ar e água formam o meio ambiente, sendo que uma suporta a sobrevivência de outra espécie". - são palavras de White.

   

          Local ideal para o ecoturismo, pesquisa cientifica e centro de um ambicioso programa com base comunitária, este acampameto está situado 32km a sul  do rio Zambeze e da cidade de Caia, na Estrada Principal N1, posto administrativo de Inhmitanga. O Catapú M'phingwe, além do restaurante e dormitórios tem para oferta aos seus clientes passeios guiados que incluem visita à serração, onde é cortada a madeira que fornece a fábrica da Beira, e caminhadas através da mata concessionada que permitem ver e ficar a conhecer muitas das espécies da flora e fauna existentes.

          Fiquei  por exemplo a saber que a famosa madeira de "Pau-Preto" também é conhecida em certas zonas de Moçambique pela designação de  m'phingwe (=pau-preto), e logo daí revelado o significado do termo que dá nome ao restaurante.  

           Dispõe ainda de uma pequena loja de artesanato em madeira feito pelas comunidades locais, resultado do empenho da TCT Dalmann na formação dos membros das comunidades, ensinando-os a tornear madeira derrubada espalhada pela mata e machambas que tem valor e não deve ser queimada. O restaurante, como as casinhas de madeira sem paredes, onde à noite, centenas de borboletas negras, lindas, voam à volta das luzes e das mesas são motivo de admiração. As peças são feitas exclusivamente de madeiras duras como Panga-Panga e Mutondo, e os desenhos das colecções são inspirados nos rios de Moçambique.

  

          Mas não só de noite, também de dia estas exemplares poisam em tudo quanto é sítio e são motivo de atenta observação 

           Outra das atracções do Catapú M'phingwe são os bebedouros, onde uma variedade infinita de passarinhos vão matar a sede e em bando se retiram para dar a vez ao bando seguinte. Uma lição que os humanos deviam aprender com estas aves da floresta africana, sobretudo a classe política que uma vez no bebedouro só quer a água e tempo para si.

  

           Mas nos passeios e safaris através dos carreiros e trilhos da exploração onde entre os antílopes  predomina a gazela vermelha e nyala, pode acontecer também encontrar outras espécies como leopardo, búfalo, crocodilo pois são animais desta região.

 

           Como os pássaros e os demais habitantes da fauna local dispõem de bebedouros, também as abelhas tem particular tratamento sendo honradas com hospedagem em colmeias de fina madeira, onde constroem seus favos e produzem o delicioso mel.

          Com uma forte vertente cultural, os passeios e safaris ofertados pelo Catapú M'phingwe aos seus clientes tem a vantagem de serem enriquecidos por um guia explicativo, onde constam os nomes e os números de algumas espécies, sobretudo da flora por ser ali, a madeira, o principal ramo de exploração.  

           Alguns dos muitos exemplares da floresta que os anos se encarregaram de encarquilhar, antes de abatidos em tempos remotos e agora sob totela  da TCT Dalmann.  Empresa de quem diz John Burrows : " Se todas as operadoras florestais pudessem ser tão selectivas e cuidadosas com o ambiente como em Catapú, talvez então houvesse um futuro para as poucas florestas tropicais remanescentes". Elogio que neste ramo poucas operadoras em Moçambique são merecedoras de receber, e também o não recebe.

           Árvores de todo o tamanho e feitio povoam o parque do Catapú M'phingwe

          No regresso de um passeio ou safari um almoço ou jantar de carnes servido à casa faz parte do programa.

          ......e para o efeito aguardar pela hora das refeições ou antes de recolher ás casinhas é muito reconfortante este acolhedor espaço; junto da lareira, onde nas noites mais frescas se fica em conversa ou a  contemplar o luar africano.

 

          As casinhas são muito simples mas confortáveis, com duas camas, um armário e mesa de cabeceira. Quarto de banho e um salinha de estar.Não têm cozinha porque não é permitido aos clientes cozinhar em Catapú.

07.11.11

A surpresa era Catapú !

aquimetem, Falar disto e daquilo

 

          No post anterior, já dava a entender que o dia seguinte prometia; e como vou demonstrar, acertei em cheio. No sábado, dia 16, com um sol radiante, eis-nos, cerca das 08h45, a passar em frente da igreja da Sagrada Família de Quelimane, com destino a terras de Sofala, para gozar ali um inesquecível fim de semana.  

          Situada no centro de Moçambique, a província de Sofala é um dos principais pontos de confluência nas ligações entre o Sul, o Norte e o Oeste; estas últimas através do corredor da Beira, uma via importante e muito antiga, para penetração no interior de outros países vizinhos. Tem a cidade da Beira como capital e a província é limitada a Norte por Tete e Zambézia, a Sul por Inhambane, a Oeste por Manica e a Leste pelo Indico.

 

          A estrada até Niocuadala já me não era totalmente estranha, pois por ali passei, ao cair do sol, quando vim da Ilha de Moçambique. Mas ver, seja o que for, à luz do dia, tem outro encanto e é também um outro dos predicados do astro-rei: dar luz e tudo fazer brilhar.

          Trajecto para apreciar agora, ainda que de passagem, na sua normal dimensão diurna que um povo em movimento anima e torna atraente ver. 

           A "ginga", que em Quelimane e em toda a província da Zamézia, reina como meio privilegiado de locomoção, tanto idividual como no transporte de pessoas e haveres compete com o taxe ou outro qualquer tipo de transporte utilitário. 

 

           Mas é também o fantasma, que assusta e faz abrandar os condutores de motorizados que circulam nas ruas ou estradas onde a bicicleta, a "ginga", impera e domina. Que sempre seja rainha e o exemplo ganhe adeptos nos grandes centos urbanos da Europa, porque além de económico e saudavel não polui o ambiente.

           Todavia para fazer, em tempo útil, a viagem de fim de semana que me foi dado gozar, não fui de "ginga" antes  preferi a comodidade e rapidez do poluidor veículo motorizado, e como "Maria vai com as outras" até me esqueci que a poluição também actua onde nós respiramos. A maioria dos ecologistas também se esquecem e andam de pópó.

 

          Já com cerca de duas horas de viagem, e com pena de não poder imitar os andantes que em sentido oposto caminham despreocupados em terra de animais selvagens e fama de ferocidade, uma paragem era oportuna e acontecia daí a pouco.

          Ainda na província da Zambézia, e com a moderna ponde do Caia à vista, vamos através dela entrar na província de Sofala. Depois de atravessado o Zambeze, mais à frente umas bonbas gasolineiras e uma loja de apoio... ao cliente. Saí para esticar as pernas. 

          Rio Zambeze, um dos maiores rios africanos.

 

           Caia -  Bombas de Gasolina, da Ponte.

 

           E com uma paisagem e motivos sempre grandiosos e belos, lá continuamos estrada fora à espera da maior surpresa da viagem:o local de alojamento. Esperar para ver.

 

           Cerca de quarenta muitos depois de Caia, um sugestivo sinalizador de transito indicava um desvio à esquerda, sem isitações para lá embicou a minha condutora, e  picada fora logo à frente uma cancela automática se abriu e...

          .... ao cabo de três horas de viagem fiquei a saber o destino, e que a surpresa era Catapú!

29.07.11

Parabéns à TCT Dalmann !

aquimetem, Falar disto e daquilo

 

          Uma filha muito dilecta e generosa proporcionou aos pais um mês de férias que só uma vez na vida se pode gozar, foi esta! Connosco de Lisboa para Maputo ali fomos levados a visitar a cidade e pela fronteira de Ressano Garcia ir à África do Sul  ver o Kruger Park. Isto antes de partirmos para Cabo Delegado, onde em Pemba e na ilha de IBO nos sentimos quase príncipes com tão fino tratamento. De Cabo Delegado passamos a Nampula, para na Ilha de Moçambique também nos deliciar, e dali ir abancar 800km afastado, na capital da Zambézia. E como já não bastasse de percorrer tantas províncias e distritos, ainda nos presenteou nas despedidas de Quelimane com um passeio e dormida na província de Sofala, de modo a  eu também poder dizer que  vi com  ”estes dois” a imponência do grande rio moçambicano que é o Zambeze; bem como levado a conhecer e sentir a autenticidade de viver no interior da floresta africana, como aconteceu no Catapú Mphingwe, complexo hoteleiro integrado num parque florestal  com a área de 35.000ha  destinada à exploração de madeira para mobiliário. Ali além da preocupação em proteger o ambiente também a floresta é uma dessas principais prioridades, que se verifica na limpeza da mata, seu repovoamento e venda de plantas raras como o pau-ferro, umbila, chanfuta e outras mais em risco de extinção. Parabéns à TCT DALMANN !

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