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Portugal, minha terra.

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09.02.17

Academia de Letras de Trás-os-Montes em Assembleia Geral

aquimetem, Falar disto e daquilo

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Por: Barroso da Fonte


Dia 25 do corrente a Academia de Letras de Trás-os-Montes, reúne em Assembleia Geral ordinária, com uma ordem de trabalhos que, não sendo de fim de mandato, se deseja muito participada pela importância de alguns pontos agendados que se afiguram essenciais para o futuro da Instituição.
A convocatória já foi expedida online para todos os associados. Dela constam cinco pontos, cada qual o mais relevante. No ponto prévio a direção esclarecerá algumas dificuldades que a experiência demonstra serem inevitáveis, mercê do exíguo estatuto que normalmente deve ser esclarecedor e complementado por um regulamento interno que ainda não existe.
A experiência sugere-nos que a direção deve prever que os órgãos sociais, muito especialmente a Direção, deva ser alargada de 5 para sete ou nove elementos, dois dos quais para suplentes. A Academia nasceu em Junho de 2010. Apenas se fixaram 5 elementos para a direção, 3 para a assembleia geral e 3 para o conselho fiscal. Numa associação local, se os mandatos forem de dois anos, poderá acontecer que, um ou dois, possam ficar doentes, ou ausentes, ao mesmo tempo. Com três ainda há quórum. Mas em mandatos de 3 ou mais anos e num universo de sócios, com residência em todo o território nacional, inclusive no estrangeiro, pode acontecer que não haja, ao constituir as listas, a preocupação ou a recomendação de acautelar esses imprevistos e confrontar-se - neste caso a Academia - com situações embaraçosas de ser necessário o recurso a membros suplentes.
Numa coletividade local pode, em último caso, alterar-se o dia, a hora e o local. Não implica viagens de véspera ou noturnas. Já em comunidades com membros diretivos residentes em Lisboa, em Coimbra, ou mesmo do Porto, que tenham de garantir o número correto de presenças, nalguns casos pode ser uma violência, para quem trabalha graciosamente e ainda tem de suportar encargos de vária ordem.
A Academia de Letras de Trás-os-Montes foi uma ideia louvável por parte de quem se lembrou desse projeto. Pensou mais nos outros do que em si próprio, graças ao espírito gregário de solidariedade, de companheirismo e da entre-ajuda.
Teve um início fulgurante que se traduziu na adesão pronta, de muitos e qualificados académicos, tendo à cabeça as representativas figuras do Professor Adriano Moreira, Ernesto José Rodrigues, Amadeu Ferreira, Hirondino Fernandes e muitos outros ilustres associados. No presente mandato, aderiram já 80 novos membros e, muitos mais poderão aderir se, a Academia continuar viva e ativa.
Para tanto muito contribuiu a Câmara Municipal de Bragança que desde a primeira hora franqueou espaço e meios logísticos para ela se emancipar. Logo celebrou protocolos com outras congéneres nacionais e estrangeiras, tudo levando a crer que possa cumprir dignamente os fins para que foi criada.
Contudo, nem tudo correu bem, a começar pela morte de um dos mais talentosos investigadores portugueses: Amadeu Ferreira. Surpreendeu tudo e todos. Se tão notado desaparecimento afetou a Instituição, da qual foi o primeiro presidente da Direção, outras consequências advieram dessa ausência. Ernesto Rodrigues, fulgurante académico, que substituiu Amadeu Ferreira, na Direção, tal como este, viviam em Lisboa, onde ambos brilharam, honrando a Academia de todos aqueles que entretanto foram aderindo. Um terceiro membro, igualmente qualificado, António Tiza, que muito dera nos primeiros tempos, sentiu-se, como vice-presidente, um tanto isolado e, invocando trabalhos académicos, em curso, foi perentório, a preferir eleições antecipadas. Esse segundo mandato ficou, sensivelmente, a meio. E, em 6 de Junho de 2015, realizaram-se eleições, fora do tempo habitual que é, por via de regra, até 31 de Março de cada ano.
Os atuais corpos diretivos foram eleitos e empossados em 6 de Junho, pelo que só nessa data, eles completam dois dos três anos de mandato.
Entretanto dois dos cinco elementos da Direção, por razões pessoais que os próprios, melhor do que ninguém, saberão dar, na altura em que entendam fazê-lo, pediram a demissão, em tempos diferentes. Foram eles o vice-presidente Dr. José Mário Leite e a Tesoureira, Drª Maria Idalina Brito. Como a assinatura de ambos era obrigatória, junto da entidade bancária, a Academia deixou de poder cumprir para com os credores.
A direção passou a ter apenas três elementos: o Presidente, o secretário e um vogal. Se todos pudessem garantir assiduidade e empenhamento, talvez os corpos gerentes pudessem concluir o mandato, pelo menos, até 31 de Março de 2018. A Assembleia Geral e o Conselho Fiscal, são solidários com a Direção, porque todos querem o melhor para a Academia. Mas a próxima assembleia geral deverá, no ponto prévio, expressar a sua vontade, sem ambiguidades ou resistências de qualquer um dos três órgãos: 1) ou se marcam eleições para a data mais próxima que a AG entenda ou 2) se cooptam dois ou mais novos membros para substituir as duas vagas geradas por demissão voluntária.
A razão da Assembleia Geral destina-se, essencialmente, à apresentação, discussão e aprovação do relatório e contas da gerência do ano anterior, à proposta de aprovação de cinco sócios honorários, à eleição de um grupo de 3 ou 5 sócios para estudar e propor um Regulamento interno e, finalmente, ao plano de atividades para o ano de 2017.
Deixamos esta notícia que entendemos útil, necessária e prática, para evitar que se publique um anúncio, num ou mais jornais, como publicidade paga. A Academia está a dar os primeiros passos. São compreensíveis os acertos, comuns a tudo aquilo que é obra humana. As receitas são exíguas e
por isso temos de economizar nos meios de que dispõe, sempre que isso seja possível.
Até dia 25, em Bragança, pelas 10 horas da manhã.

21.07.16

O meu testemunho sobre a obra de Ernesto Rodrigues

aquimetem, Falar disto e daquilo

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Por: Barroso da Fonte

 Só em 19 de Junho de 2016 esbarrei com esta série de testemunhos sobre os 40 anos de Vida literária do Primeiro Presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes que foi Ernesto José Rodrigues. Conheci-o na década de setenta, através do énie que o Carlos Pires, ele e mais alguns jovens bragançanos, iniciaram e exercitaram para altos voos. Foi uma geração mais nova do que a minha. Eu já havia regressado da guerra, em Angola e fixara-me em Chaves, como coordenador do semanário Notícias de Chaves, onde criei o suplemento de artes e letras. Aí saiu alguma poesia dessa geração de poetas. O Carlos Pires só, agora, o revi neste documento do Leonel Brito. Ao Ernesto Rodrigues fiquei mais ligado desde que, já no fins do século XX, seu Tio Padre Videira Pires, me convidou a ir a Bragança, falar com ele, com vista a atribuir-me uma disciplina na Escola Superior de que ele era responsável. Almoçámos os três. E, antes que eu desse o meu aval ao convite para assumir qualquer docência, aleguei ser muito difícil ir 2 vezes, por semana, de Guimarães a Bragança, cuja distância era de 204 kms para cada lado. Com eventuais portagens,a deslocação seria negativa. Por nisso me limitei a agradecer a simpatia. Mas foi um bom pretexto para rever o académico, poeta e ensaísta que Ernesto Rodrigues já era nessa altura.
Em 2010 reiniciou-se, entre nós, uma progressiva empatia, telúrica, diretiva e literária. Esse reencontro deu-se com o ato formal da outorga da Academia de Letras: ambos fomos sócios fundadores e outorgantes. Ernesto Rodrigues foi eleito na primeira Assembleia, como Presidente da Direção e o saudoso Amadeu Ferreira, como P. da Assembleia. Ambos fizeram obra que marcou os alicerces da Instituição que Jorge Nunes inspirou e tornou possível. Desde essa altura pude confirmar os grandes recursos científicos de Ernesto Rodrigues, quer na literatura, quer na docência, quer no dirigismo. E, sobretudo na solidariedade, na hospitalidade e no respeito pela diferença. Marcou-me muito o convite que a Câmara de Montalegre lhe fez para ser o palestrante de honra na sessão solene que assinalou as bodas de ouro de autor, do José Dias Baptista e das minhas. Ambos ingressámos no Seminário de Vila Real, em 1952. Um e outro fizemos das Terras e das Gentes de Barroso, o tema privilegiado da nossa escrita poética e prosaica. Ernesto Rodrigues foi muito sóbrio, profundo e generoso. Sobretudo comigo. Nesse mesmo dia o convidei para escrever o prefácio do meu livro de poemas: Poesia, amoras & presunto, fruto do Prémio Nacional de Poesia «Fernão de Magalhães Gonçalves» que a Editora Tartaruga me atribuiu. A esse prefácio chamou «Um grão de humanidade». Nessas seis páginas demonstra aquilo que afirma logo nas linhas 11 e 12: «espanta, por isso, vê-lo ignorado nas antologias da guerra colonial editadas por nomes da Esquerda». Também na 1ª página desse prefácio escreveu ele: «Conheci Barroso da Fonte, só ao quarto livro, do seu pós-guerra: É preciso amar as pedras (1970). Estava eu no Mensageiro de Bragança, como estivera ele n'A voz de Trás-os-Montes, em Vila Real, ambos em letra de forma, ele aos 13 anos, eu aos 14, e ambos no seminário». Na 2ª página não esconde: «Quando, em 2011, organizei, com o malogrado amigo Amadeu Ferreira, «A Terra de Duas Línguas. Antologia de Autores Transmontanos», selecionei este poema, bem como «na praça pública»...
Nunca serei capaz de agradecer estas gratificantes palavras que um académico assumido da Esquerda, exarou neste prefácio e outras que proferiu, em Montalegre, dia 6 de Junho de 2015, na sessão solene das minhas bodas de ouro de autor. Já não terei, em vida, forma de retribuir a um dos mais lúcidos, sólidos e plenos intelectuais da sua geração, tão declarado apoio acerca daquilo que escrevi, em prosa e verso, nos 63 anos que levo de ligação ao jornalismo e à recensão bibliográfica. Mas não poderia eu omitir esta confissão, a destempo, quando tropeço com esta série de testemunhos gravados no site da Academia de Letras de Trás-os-Montes. São génios, como Ernesto Rodrigues, que fala pouco e que produz muito e bem, que geram o progresso, quando se pensa que já tudo foi dito e inventado. As muitas e engenhosas tarefas académicas que nele se concentram na Universidade que o soube aproveitar, garantem que Bragança vai ter, ao lado do Abade de Baçal, de Hirondino Fernandes, de Adriano Moreira e de Amadeu Ferreira, mais este Bragançano que já tem obra que baste para o busto que lhe está reservado no centro urbano de Mirandela e de Bragança. E até do coração da sua freguesia natal: Torre de D. Chama.

17.11.08

não comia castanhas!

aquimetem, Falar disto e daquilo

 

Um dos pavilhões do conceituado Externato Marista

           Ontem, dia 16, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa, levou a efeito, nas acolhedoras e amplas instalações do Externato Marista (ao Alto dos Moinhos),  o seu tradicional "Magusto Anual" que como de costume foi muito concorrido e animado.  

          A jornada teve início cerca das 10h30 com a chegada dos comerciantes e produtores que ali expuseram muitos dos saborosos produtos que em Trás-os-Montes e Alto Douro se produzem, como: vinhos,  jeropiga,  fumeiro,  broa, doces,  castanha, amêndoa, azeite, etc. Também por essa hora começaram a chegar muitos dos associados e familiares que previamente se tinham inscrito para o almoço-convívio que decorreu antes do magusto, marcado para as 15h30.

           Lá fui mais uma vez a este tradicional magusto graças a um convite, por e-mail, do meu distinto comprovinciano dr. Artur do Couto que se não existisse era um transmontano que tinha de ser  inventado: está em tudo e em todas, desde que seja em prol de Trás-os-Montes! Bem haja e os meus parabéns pelo vosso amor às fragosas origens.

          Comigo levei mais um transmontano e conterrâneo meu, o J.Borges Lopes, o objectivo era apenas ver amigos e muita alegria transmontana. E assim foi, mal entrei dei de caras com o dr. Armando Jorge, que já este ano foi visitar Vilar de Ferreiros e  NS da Graça; depois o Sr. Eng. Tomás Espírito Santo,  e sua dilecta esposa; e logo, gesticulando, no meio dos convivas,  o inconfundível dr. Artur que, como ninguém, conhece a história do "vinho dos mortos", ou não fosse de Boticas. Também o Ni que há tanto tempo não via, e o Dr Jorge Valadares, que como eu se deixou de magias..., tive ocasião de saudar e abraçar. Grandes transmontanos,  grande raça de gente!

          Como disse, ia apenas com  o objectivo de ver amigos, mas acabei por  partilhar também na função gastronómica que o Magusto á moda transmontana recomenda. Com uma "misteriosa" senha que me depositaram na mão lá tive que me meter na fila e de tabuleiro na mão receber: um punhado  de castanhas, uma  alheira e uma fatia de broa, dois copos de vinho e outros dois de jeropiga, que deram de sobra para mais um....

          Pena foi não ter o gosto nem o jeito que a maioria dos transmontanos tem para dançar ao som da música como ali se viu e bons artistas exibiram com instrumentos e voz.  Então a Marcha de Vila Real,  já  no cair da tarde, foi um êxito ensurdecedor...toda a gente parece saber a música e a letra. Aqui também os parabéns muito em especial para meu insigne conterraâneo Mons. Ânjelo Minhava, nutural de Ermelo (Mondim de Basto), freguesia vizinha de Vilar de Ferreiros. Sem ele não havia marcha, e eu sem o dr Artur, não comia castanhas !

 

Aqui temos um assador em brasa e outro... a matar a sede.

Na fila  para as castanhas

Aqui está o taboleiro com a dose...

 o Dr. Valadares a ver repartir a alheira

Os animarores musicais da tarde dançante

Muito publico a dançar e a apareciar a música

o  conjunto que tocou e cantou a Marcha de Vila Real

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