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Portugal, minha terra.

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16.06.16

As Ripadas do Padre Domingos Barroso

aquimetem, Falar disto e daquilo

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De Barroso da Fonte:

Dias Vieira, é um coronel da GNR que nasceu em Sezelhe, Montalegre, em 1944. Frequentou o Seminário de Vila Real, de onde saiu quando completou o curso Filosófico. Enveredou pela carreira militar na Guarda Republicana e frequentou o curso para oficial Superior por escolha, reformando-se como coronel. Fixou residência em Vila Real, onde continua a prestar serviço, como voluntário em diversas instituições de caráter social. Desde novo teve propensão para a escrita, colaborando em jornais e revistas, com relevo para o estudo de biografias Barrosãs. É autor de diversos livros: O Cabaneiro (romance), o Vinho do Porto na Cozinha (receitas), Guerra em Rima, Polymyxos, Barroso as Fonte - 60 anos de jornalismo de causas e casos e, neste último dia 9 de de Junho apresentou, As ripadas do Padre Domingos Barroso».
O facto do livro ser apresentado no programa oficial do 9 de Junho, dia em que se completaram 743 anos do foral de Montalegre já foi uma justa escolha. Mas o livro vem demonstrar que num concelho que em 1950 tinha cerca de 30 mil habitantes e tem hoje um terço de pessoas, não devem endeusar-se uns e exorcizar-se outros. Montalegre é o coração das Terras de Barroso. Só nos princípios do século XX se revelaram no Barroso profundo alguns nomes, como os padres: Domingos Pereira, Joaquim Álvares de Moura, José Liberal, Domingos Barroso, Artur Maria Afonso, Manuel Baptista, João Manuel Gonçalves Anjo Montalvão Machado e poucos mais. Foi em 1934 que Ferreira de Castro, veio por aí acima e deu nas vistas como o Romance «Terra Fria».
Surgiu nos meados do século uma geração de ensaístas, sem que algum deles se tenha imposto. Pelo meio chegaram mitos que em nome da maçonaria, da arrogância e da revolução, irromperam como que um ovni do quinto império.
Dias Vieira é dos primeiros da segunda geração do século XX. Tem estado no silêncio das confusões.
Pela facilidade no acesso à Voz de Trás-os-Montes, recolheu desse periódico de referência, cenas do
melhor que se escreveu nas Terra Fria. Já saíram três obras dessa pesquisa: «Guerra em Rima», «60 anos de Jornalismo», «Ripadas do Padre Domingos Barroso» e o mais que se verá.
Neste dia 9 de Junho último fez-se alguma clarificação. «As Ripadas do Padre Domingos Barroso», autor do famoso livro «Perdigueiro Português», vieram acalmar aqueles que ao longo de anos catapultaram a vulgaridade para os céus histeria coletiva. Será preciso conhecer o que esses esteios fizeram para julgar esses mitos que ocuparam todos os tronos, possíveis e imaginários do mesmo planeta.
Orlando Alves, autarca-mor dos barrosões esteve presente e aquilo que ali se viu e ouviu, talvez faça acordar aquele povo para uma nova realidade, da qual estivemos muito afastados algumas décadas. Esse autarca afirmou no prefácio dessas ripadas. «Não sei se haverá livros que possam ser catalogados como maus. Sei, isso sim que o trabalho que o sempiterno dedicado à cultura popular barrosã Dias Vieira, agora nos apresenta é uma daquelas produções livrescas que a um qualquer mortal daria subida honra prefaciar e ao Município de Montalegre apraz patrocinar». Na sessão solene desta solene apresentação Orlando Alves disse mais:
«É um livro que acrescenta valor à cultura barrosã. É um daqueles livros que será um sacrilégio se houver algum barrosão, residente ou não no nosso território, que não tenha a curiosidade de o ler. É daqueles livros que fica bem na mesa de cabeceira de cada um de nós. Este livro dá categoria e honra ao município de Montalegre. Está aqui um "caldo" bem feito, comestível e saboroso. É um homem que não podia continuar na penumbra da nossa história. Salta agora para a ribalta, pela mestria e pelo engenho da compilação de textos a cargo de Dias Vieira».
Barroso Magalhães, conterrâneo e professor do autarca explicou em termos claros. O livro tem três partes. Na primeira, as "ripadas" zurzem sobre coisas de Barroso. São 33 artigos, publicados entre 1948 e 1951. Na segunda parte, com 14 textos ao de leve, publicados em 1952, muda o título mas mantém o estilo e os temas de crítica social e de ataque cerrado aos falsos amigos de Barroso, sejam escritores ou autoridades. Manifesta-se preocupado com o marasmo das populações e das famílias; a falta de apoios para o desenvolvimento regional, na criação de gado e na conservação e aprimoramento da raça barrosã; na agricultura, na floresta, na caça e pesca e na reduzida rede de comunicações. Na terceira parte, não menos acutilante e cáustica, aparecem 32 poesias, publicadas entre 1950 e 1952».
Um livro que pela sua elevação, pelo seu estilo, pela pureza linguística e por tudo, ofusca veleidades balofas.

24.06.15

Já lá vão 65….

aquimetem, Falar disto e daquilo

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Por finais de década de 50 apareceu na região do Coronado, como professor na escola do Outeiro, um celoricense que eu conhecia de Fermil de Basto. Por respeito e na dúvida se era ele ou não, também não me atrevi a ir a falas com ele. Um dia em casa do vigário de São Mamede, Sr. Padre Joaquim de Sousa Ferreira e Silva, dei com ele ali ocupado em frente duma escrivaninha, e sem perguntar nada, vai o Sr. Padre Joaquim e anuncia: “tens aqui um homem da tua terra”. Apresentados que fomos, dai em diante a nossa amizade estreitou-se como de irmãos se tratasse. Foi um encontro providencial, este, com o “Pascoal de Molares”, como era conhecido o Prof. José Lopes, pois deu origem à minha primária licenciatura (4ª. classe) e a um convite para iniciar colaboração no extinto Noticias de Basto, ao tempo do tipografo “Sousa”, que gostava mais de abelhas que do Noticias. Resisti ao convite visto que não me sentia atraído por tão interessante meio de ocupar o tempo livre e de servir a sociedade. Mas fui forçado por ele a entrar no redil, e cá me conservo já lá vão mais de 50 anos! Nessa ocasião também o vírus da magia me tinha contagiado, e por terras do Coronado e da Maia me tinha tornado conhecido pelo pseudónimo de Jaucop. Foi uma das etapas bonitas da minha vida e por isso aqui a recordo e assiná-lo com a transcrição do que foi o meu primeiro labor jornalístico faz amanhã, dia 25 de Junho, 55 anos. Dê-lhe por titulo: RECORDAR É VIVER.

           “É já no próximo dia 4 de Julho que passa mais um aniversário (28) do Ressurgimento para o Céu de D. Bernardo de Vasconcelos. “Recordar é viver” disse um certo filósofo; e, a figura de D. Bernardo nunca é demais recordá-la, visto que nos legou exemplos de sublime transcendência moral e espiritual.

           Todas as almas grandes, se tornaram sublimes pelo sacrifício que fizeram de si mesmas a Deus. E, D. Bernardo de Vasconcelos. foi um autêntico holocausto vivo de Sacrifício. o que ele humildemente chamava : “Uma bênção do Céu”

           A sua pequena grande vida, é um livro aberto em cujas páginas se encontram gravados os mais belos exemplos que devem servir de modelo aos jovens portugueses, a essa mocidade radiante que há-de formar o Portugal de amanhã.

           Compreendendo o alcance das sublimes virtudes de Frei Bernardo, não admiro que a devoção popular lhe haja erigido um altar em seu coração fiel e crente”.

 

09.12.06

São tudo coisas deste mundo

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          O gosto que cedo nutri pela arte de ilusionar os sentidos, deu-me azo a penetrar em muitos dos  "segredos" com que algumas das "pessoas com virtudes" se servem para iludir  quem as procura em busca de saúde, amor, sorte e até de coisas do arco da velha.... Ganhei com isso porque entretanto deixei de acreditar em bruxas, mas também por isso perdi uma ou outra amizade dado não pactuar com aldrabices, pois não é que há pessoas que querem mesmo ser aldrabadas?

           Mas isto é complicado dado que também existem fenómenos  parapsicológicos que não podem ser vistos de ânimo leve, como é o caso das "casas assombradas" que embora nada tenha de sobrenatural merece  um estudo cuidado, como aconselha o P. Albano Nogueira, em Terras de Basto, de 30 Novembro. Não sendo sobrenaturais "esses fenómenos são provocados por pessoas próximas da casa (50 metros). Trata-se de pessoas com problemas, pessoas que vivem em conflito sempre ou de vez em quando. Esse conflito interno  provoca  certa carga de energia externa que pode variar (eléctrica, sonora, motora). Esta energia manifesta-se em sons, ruídos, movimentos de objectos, cheiros, luzes, etc. Se se retirarem essas pessoas do lugar para mais de 50 metros de distância da casa , os fenómenos desaparecem".  

          É bom que se saibam estas coisas que um médico, um psicólogo ou um sacerdote podem ajudar a perceber melhor e até a colaborar na cura dum conflito psíquico que nas bruxas só se agrava, e alimenta a superstição.

14.07.06

Romaria de São Tiago

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     É uma das mais antigas romarias do Norte, esta  que ainda hoje em honra de São Tiago se realiza em terras de Basto e cujo epicentro tem lugar no "coto" do Monte Farinha. Já sem aquela rude tradição de se subir ao monte  para honrar o "Santinho" e não descer sem assistir a um ou mais arraiais de forte pancadaria, a romaria de São Tiago  entretanto ganhou em civilização o apreço  dos romeiros que agora com bons acessos são cada vez mais a visitar  o Santuário de NS da Graça por ocasião da Romaria de Santiago (25 de Julho). Este ano com um aliciante programa para quem lá for em quaisquer dos dias 22,23,24 ou 25 do corrente.

12.06.06

Fraternidade e cultura

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     Se na tarde do passado sábado fui com a família Borges Lopes até à Feira do Livro, da parte de manhã tinha ido ao aeroporto da Portela esperar a Gi que  regressou de Cabo Verde, onde esteve em missão de voluntariado, como veterinária, durante um mês.  Foi um dia de fim-de-semana em cheio,  que a vitória de Portugal, no jogo de ontem para o Mundial/06, sobre Angola, por 1-0, veio tornar ainda mais assinalado. E porque a fraternidade não impede que se corrijam as faltas,  ao ter à mão um livro de Calderon Dinís , intitulado "Braga e seu distrito"  fico triste ao ver fazer referências à região de Basto, como esta : " Mais para o Norte passa-se a Baúlhe, uma freguesia bem minhota com uma velha igreja  do séc. XVII e onde se realiza uma feira anual das mais concorridas de 13 a 15 de Dezembro", e na descrição, se tenha ignorado a igreja de Santa Senhorinha, com o túmulo desta  santa portuguesa do séc. X ,  ali na vizinha freguesia do mesmo nome. Mas desculpo, pois  também já cometi o mesmo erro. A freguesia de Santa Senhorinha fica entre o Arco de Baúlhe e Cabeceiras de Basto.

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