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Quando o blog vale mais que o jornal

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 01.01.18

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 Por: Barroso da Fonte

Rendo-me ao mério dos blogues que vieram preencher o vazio das revistas cor-de-rosa e dos jornais que vendem o crime como se fosse o erotismo dos antropófagos. O universo entrou em erupção a começar pela seres humanos que se julgam donos de quanto a vista alcança e o sonho ficciona.  A informática agigantou-se perante o que o poder da mente atingira como explicável. Na viragem do século XX para o XXI, o progresso científico marcou o fim do ciclo empírico para o qualitativo, cujos sortilégios ofuscam os homens que se consideravam deuses.A estação espacial das novas gerações, ainda não foi localizada porque a mente humana, cedeu à ambição dos mais ousados.

O blog é hoje a ferramenta mais usada para cruzar o globo e para incendiar o planeta que nos foi colocado debaixo dos pés, como palco de todas as veleidades científicas.

Desde que troquei o cajado de pastor pela lapiseira, viciei-me na arte de formar e de informar. É esta a definição do jornalismo com o qual noivei  aos catorze anos. Foi em 1953 que contraí esse vício. Faz 65 anos no próximo dia 24 (de Janeiro). O calendário informa que o ano tem: 365,242199 dias.Se multiplicar estes 365,242199  (dias) por 65 anos, sendo certo que todos os dias escrevi, em média, um artigo, confirmará que fui autor de, pelo menos: 23.9740 742. É óbvio que, simultaneamente, colaborei em diversos jornais, regiomais e nacionais, diários, semanários, quinzenários e mensários. De uns fui mero colaborador, de outros, chefe de redação, de mais alguns  fundador e diretor.

 Se menciono estas minúcias no intróito do blog tempocaminhado@gmail.com é para lembrar aos mais novos que nestes meus 65 anos de «cabouqueiro» da imprensa regional (e não só), é porque o jornalismo atravessou diversas fases até chegar ao estado  em que o vemos perder o impacto que teve entre os séculos XX e o XXI.

 Nos últimos 50 anos do século passado era o tempo do chumbo. Existiam as muitas tipografias que tinham os tipos (daí o nome de tipografia) no tabuleiro. Os tipógrafos, encostados às mesas com esses tabuleiros, com o texto manuscrito ou dactilografado à sua frente, por ordem alfabética das letras de cada palavra, compunham as colunas e as páginas, pesadas e inamovíveis. A seguir vieram as grandes rotativas que através de elevadas temperaturas transformavam o chumbo, em linhas uniformes que depois de arrefecidas em água, alinhavam nas colunas e com estas páginas. As fotografias tinham que ser fundidas em zinco-gravuras. No Porto havia, pelo menos, uma  casa especializada no tratamento dessas chapas que vinham coladas num soco de madeira, com a altura da página.

A quarta fase trouxe-nos a geração do offset que aboliu a zinco -.gravura e evitou as viagens apressadas ao Porto. A geração mais recente é a edição digital em que tudo se faz com um computador, equipado com programas para realizar todas as tarefas inerentes às publicações. Deixaram de ser precisas ferramentas, como: o estêncil, o telex e o fax.

A internet simplificou centenas de anos, porque a era da informática e da internet revolucionaram tudo quanto se usara no mundo da informação.

 Aquilo que por muitos anos se chamava jornalismo, passou a chamar-se comunicação audiovisual no sentido lato do termo. O vocábulo jornalismo era restrito à imprensa escrita. É um francesismo que se usava para divulgar as notícias do dia.

Podemos hoje, tratar por tu: a comunicação escrita, falada e vista. Ou aquilo que se escreve, se fala ou se vê: jornal, rádio e televisão. Outros chamam ao trio: os audiovisuais.

A generalização destas ferramentas dividiram a sociedade em duas metades:antes e depois da internet.

Pessoalmente resisti ao salto para o uso da nomenclatura informática. Uso-a pela certeza de que é irreversível. Veio para ficar. Da minha geração para trás quem não se integrar ficará isolado. Na linguagem falada, na utilização dos meios tecnológicos, no  acesso aos sortilégios do desenvolvimento, na equidade aos meios sociais, na fruição dos bens da natureza.Na era do áudio não sou exemplo para ninguém. Mas dá para reconhecer que o defeito é meu e não da complexidade tecnológica em que todos estamos envolvidos.

A beleza feminina desmente o Aparthei em Angola

Armando Palavras faz do seu blog as delícias da desmitificação da terminologia rançosa que algumas mentes desvirtuam  para gozo doméstico. Na mensagem que colocou às 23,41 de 28, com «as Boas Festas para os cidadãos da Antiga África Portuguesa» tentou, diplomaticamente, demonstrar que em Angola, no tempo dos Portugueses, não se praticava o Apartheid.

Teve o bom gosto de colocar diante dos olhos desse historiador, uma dúzia de misses da beleza humana mais deslumbrante que povoa esse País «da Antiga África Portuguesa». Elas fazem água na boca e pedem meças às mais belas de qualquer paraíso terrestre.

Ele que tem o apelido do Rosas, se tiver os cromossomas e os genes vitais da Raça Lusitana, não se negará a rastejar para lhes beijar o rosto e os seios, como fizeram, ao longo dos tempos, milhares de brancos que preferiram as angolanas para mães das suas filhas, netas e bisnetas. Quantas mulheres brancas se cruzaram com angolanos que demandaram o «puto», como  jogadores de futebol e que por cá ficaram, pulverizando a sociedade com com gente igual na alma, ainda que desigual na cor da pele?

Boas Entradas no Novo Ano e muitos fãs para o tempocaminhado@gmail.com

 

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publicado às 12:55



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