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Portugal, minha terra.

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10.02.18

Os políticos e o código deontológico dos jornalistas

aquimetem, Falar disto e daquilo

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A democracia tem servido a muitas classes para levarem a água ao seu moinho. De uma maneira geral são os políticos que mais temem a comunicação social. E por isso se agarram a ela, ora para bem, ora para mal, consoante as suas conveniências. Precisam dela para sobreviverem no poder. É ela que mede a temperatura ao longo dos mandatos. É ela que lhes leva as sondagens da popularidade. Quando essa popularidade é boa, mostram-se e mostram esses indicadores. Mas, se na próxima que chegar, esses indicadores forem negativos, os técnicos e os veículos que as divulgam passam de bestiais a bestas.

 A vida social tem vivido assombrada porque o poder judicial, como que por instinto divino, parece ter renascido das cinzas. É inegável que a justiça mudou, porque tinha de mudar. O regime estava abúlico e, sem grandes alaridos, os efeitos surtiram-se, para gáudio de quase todos. Só não gosta da justiça quem está de consciência intranquila.

Os jornalistas são pessoas comuns. Mas formam uma classe que tem contribuído, positivamente, para dignificar o seu papel de formar e de informar. Este binómio é a auto-estrada que leva, em segurança, todos os passageiros, ao destino certo. Estão identificados cerca de seis mil destes servidores. Não ostentam sinais exteriores de riqueza, nem usam armas, como não fazem assaltos. Limitam-se a cumprir, formando e informando. É este o símbolo que os une e os distingue. E os servidores da justiça, a partir daquilo que os técnicos da informação descobrem nas escavações arqueológicas, contra a democracia, cumprem o dever de peneirar as informações, separando o trigo do joio. O terceiro dever do código deontológico exige que:

 «O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos».

O que de mal se tem passado na sociedade Portuguesa é que os políticos que temos  tido, de uma maneira geral, entram nela com segundas intenções. Não fazem escola. Acumulam muita demagogia em comparação com a pouca prática. E, esses laivos de ignorância, quando podem dominar a verdade, a técnica e a própria justiça, descarrilam e precipitam-se no pântano. É o que está a passar-se na sociedade portuguesa, cada dia que um jornal, um canal televisivo ou uma rádio trazem à tona. Haverá muitos leitores que não conhecem o código deontológico do jornalista. Deixo-o aqui para lerem e conservarem.

-O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.-O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.- O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.-O jornalista deve utilizar meios legais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.- O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexatas ou falsas. -O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência. -O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. -O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, exceto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas. -O jornalista deve salvaguardar a presunção de inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado.- O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor. -O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade, ou sexo.

-O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende.- O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas. -O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. -O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesse. 

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