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Na alvorada da Liberdade

por aquimetem, em 23.04.18

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Do autor, o académico João de Deus Rodrigues, recebi um dos seus poemas que falam de Abril, aquele Abril com que muitos sonharam e que passadas quatro décadas muitos continuam a sonhar. Ao menos a LIBERDADE se de facto basta só por sí;  ou antes o poema, se a liberdade é sem regra:

Na alvorada da Liberdade

Peguei nos meus filhos pequeninos pela mão,
Nessas manhãs claras que o tempo libertava,
E caminhamos no meio da esfuziante multidão,
Que comungando dos mesmos ideais, lutava. 

Não queria, tinha a mim mesmo prometido,
Que as estradas que se abriam ao nosso querer,
Jamais apontassem na direcção de um só sentido,
Ou alguém cativasse a Liberdade, acabada de nascer. 

Por isso, eis que agora, em Abril, rompe de novo,
O grito do Poeta, espalhado pelas avenidas,
Que é bom lembrar Camões e Goya ao Povo. 

Para que a memória esteja presente no futuro,
De todos os que queiram viver na Cidade,
Para perpetuar nas avenidas o grito Liberdade. 

 In Livro “O Acordar das Emoções” – Tartaruga Editora

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publicado às 21:56


2 comentários

De Anónimo a 27.04.2018 às 12:45

A BANDA D`ALÉM

Na memória do tempo,
caminhando no passado,
desci o rio,
na Banda d`Além.
E onde ontem era suor,
trabalho e brio,
hoje paira o silêncio de ninguém.

Nem no eco das veredas,
outrora percorridas
com passos ligeiros,
em noites bem dormidas,
se fazia ouvir alguém.

Nada.

Tudo era silêncio e frio,
na Banda d`Além.
De onde, um a um foram partindo,
todos aqueles que lhe queriam bem.

In O Acordar das Emoções

João de Deus Rodrigues

De Anónimo a 27.04.2018 às 12:56

AS PEDRAS DA MINHA CALÇADA

Vós, ó pedras da calçada,
filhas do etéreo Universo,
e outrora astros incandescentes,
sois o verso e o reverso,
de movimentos crescentes.
E que agora à luz do sol,
e no relento da geada,
no meu passar indolente,
piso-vos na minha calçada.

Oh!, quem me dera passar sobre vós,
leve como as penas do vento.
E desvendar vossos segredos,
guardados no firmamento.

João de Deus Rodrigues

In O Acordar das Emoções

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