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Portugal, minha terra.

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09.05.18

Desportivo de Chaves foi apeado do quinto lugar

aquimetem, Falar disto e daquilo

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Por: Barroso da Fonte

A corrupção do futebol na temporada que termina no próximo fim de semana vai passar incólume , por exemplo, no jogo de há duas semanas entre o Rio Ave e o Desportivo de Chaves. A emboscada foi antecedida de uma faire play que as televisões, mostraram. No dia do jogo o árbitro Hugo Miguel que em 2015 fora alvo de acusações graves, aí mesmo, em Vila do Conde, terá chegado com  o propósito de acertar contas com o clube da «casa», lesando, grosseira e ostensivamente o Desportivo de Chaves. Toda a imprensa do dia seguinte relatou o «roubo» consumado na anulação de um golo sem espinhas aos Flavienses e na marcação de dois penáltis seguidos a favor do Rio Ave. Esse jogo decidiria a fixação no 5º lugar. O Chaves  com esse golo inicial ficaria, ipso facto, à frente, bastando-lhe ganhar, no jogo seguinte ao Marítimo, o que sucedeu por 4-1.

Hugo Miguel apercebeu-se de que esse resultado não cumpria o seu projecto. Por isso 3 minutos depois da bola ir ao centro, pára o jogo, recorre ao vidro-árbitro e anula «a espinha» que lhe feria a garganta. Já perto do fim do jogo, incrivelmente, assinala dois penáltis contra o Chaves. Não cuidou de ver se eles existiram. E o Rio Ave faz as pazes com os Vila-condenses. Hugo Miguel saía com a consciência purificada, pelos pecadilhos que em 2015, contraíra. Mas o Rio Ave garantia, no jogo seguinte com o Paços de Ferreira, o 5º lugar que pertencia ao Chaves.

IMG_0086.JPG

Curiosamente as televisões, desde o início da época, só passaram a falar dos 5 primeiros classificados. Com estes enchem os sábados, os domingos e as segundas feiras. Esgotaram todos os comentadores do reino e passam esses três dias e noites a encher chouriços.  Mas desde o 6º ao último clube, apenas dão o resultado e em tempos mortos. Esse jogo que garantiu o 5ºlugar ao Rio Ave, sendo ao Chaves que pertencia pelo que jogo em campo. Para que não pensem os meus leitores que estou a falar do que não sei, peço que leiam aquilo que o Correio da Manhã escreveu em Setembro de 2015. Se não ficarem seguros do que fica, consultem a a internet. 

 O Correio da Manhã, de 24/09/2015, em peça jornalística de Octávio Lopes escreveu o texto que a seguir se reproduz, sem qualquer alteração.

 

 - O árbitro internacional Hugo Miguel está a ser investigado pela Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da Liga, pela ligação à empresa Macron, marca desportiva que equipa o Sporting. Segundo soube o CM, foi a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que, a pedido do Conselho de Arbitragem (CA), fez chegar o processo à Liga. O CA, liderado por Vítor Pereira, pediu um parecer jurídico à FPF sobre a eventualidade de haver um conflito de interesses. Já a Federação passou a ‘bola’ à CII, que antes de tomar uma decisão (procedimento disciplinar ou arquivamento) vai ouvir Hugo Miguel, entre outras testemunhas.

O caso começou nas redes sociais por adeptos ligados ao Rio Ave, depois de o juiz de Lisboa, de 38 anos, ter sido nomeado para o jogo com o Sporting, em Vila do Conde, da 4ª jornada da Liga, que os leões venceram por 2-1. Perante esta denúncia, o CA decidiu agir e chegou mesmo a confrontar o árbitro com a situação. Contactado ontem pelo CM, Hugo Miguel confirmou que é agente da Macron, mas vincou não ter negócios com o Sporting. "Os meus clientes são particulares, empresas e alguns árbitros dos distritais. Tenho uma loja em Lisboa, que serve de showroom para os clientes. Nem sequer está aberta ao público. E na loja não tenho nem posso ter camisolas do Sporting. O acordo do Sporting foi feito com a casa-mãe e, pelo que sei, o clube tem a exclusividade para vender os seus equipamentos." Hugo Miguel assegurou ainda que na declaração de interesses que enviou para a Liga menciona a sua ligação à empresa italiana. Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/liga_abre_processo_contra_hugo_miguel»

 

Nota Final

 Na época de 1972/73 foi o signatário  desta nota de leitura, eleito numa assembleia dos «amigos do Clube», promovida pelo então Presidente da Câmara de Chaves, Agostinho Pizarro, para liderar a futura Direcção, a sair dessa incumbência. Nunca o  Chaves subira aos escalões nacionais. Foi essa direção apelidada de «plintras»  a meio da temporada. Verdade é que nessa temporada o Grupo Desportivo de Chaves subiu de divisão, depois de a FPF, ter gerado um imbróglio que envolvia  4 clubes: o Lourosa, o Chaves, o Desportivo das Aves e o Valpaços. O «defeso» de cerca de 3 meses foi necessário para redimir essa escandaleira que apenas foi possível por via do «alargamento» das séries da 3ª divisão, de doze para dezasseis clubes.

Ficou na história do futebol nacional esse rocambolesco episódio que nos custou um processo disciplinar movido pela F.P.F, e do qual fomos amnistiado em Maio de 1974.  Desde essa altura o Chaves já passou pela I divisão e até por duas vezes foi às competições europeias. Nos últimos anos o Clube passou pela criação de uma SAD e os seus timoneiros têm-se revelado de uma competência ímpar que permite estabilidade, prudência e desportivismo.

Em Maio de 2013 publicámos em livro esse historial, com  o título: Grupo Desportivo de Chaves: da humilhação à Glória. O Caso que abalou o futebol português na época de 1972/73.

 Em 1974 na comemoração das bodas de prata (27/9/1974) a direcção do Clube solicitou-nos a letra do Hino que foi musicado pelo Flaviense Carlos Emídio Pereira. Esse hino cantado pela Ágata e ultimamente por Maria José tem duas palavras de força maior: «Valentes Transmontanos» que se generalizaram para denominar o Cube Flaviense. É entoado sempre que há futebol e completa 44 anos de vida.

Seria louvável que a comunidade desportiva respeitasse o espírito da letra e as gentes a que se referem.

Mas árbitros como Hugo Miguel devem ser tratadas como personas non gratas.

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