Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Crachá de ouro para Escritor Transmontano

por aquimetem, Falar disto e daquilo, em 05.05.18

CCE19042011_00001 FOTO e ASSINATURA.jpg

 Por intermédio de Barroso da Fonte chegou-me ao conhecimento esta noticia que como transmontano muito me honra e divulgo:

"Já estamos em Maio e o tempo continua muito pouco primaveril. As temperaturas têm estado abaixo do que é suposto e para o meu gosto. Chuva não significa Inverno, mas depois de uma pausa ela veio repor no solo o preciso líquido que tanta falta fazia.                                                                                                                                    

 Faz pouco tempo que os Bombeiros Voluntários de Fafe decidiram entregar o crachá de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses ao Dr. Artur Coimbra,  vice-presidente daquela instituição, no âmbito das comemorações dos 128 anos de existência (fundado em 1890). Aqui o felicitamos pela distinção. O 1.º de Maio é o Dia do Trabalhador. Há 44 anos que se comemora este Dia, após o restabelecimento da Democracia. A propósito, sabem quando foi a primeira vez que se comemorou o Primeiro de Maio em Fafe?                                                                                                                                Segundo o Povo de Fafe, de 3 de Maio de 1916,[1] foi a primeira vez que o operariado local, por intermédio da Associação de Classes Artísticas Fafense, que tinha sede na Rua Teófilo de Braga (actual Serpa Pinto), comemorou o 1.º de Maio. A chuva prejudicou a festa, fazendo com que as manifestações de rua não tivessem a imponência desejada, mas a conferência e o espetáculo constituíram dois bons números.           Por sua vez, O Desforço, de 4 de Maio de 1916, referindo-se à festa do 1.º de Maio, em Fafe, escreveu que ela se iniciou com uma alvorada, com os foguetes a anunciarem o dia festivo. Junto à sede da instituição, a Banda de Revelhe tocou o hino do trabalho ou 1.º de Maio, para depois encabeçar o cortejo que esta associação de trabalhadores levou a cabo da parte da tarde. A primeira paragem foi junto à fábrica do Ferro, onde discursou Francisco Pinto Cerqueira, empregado tipógrafo do Porto. Falou sobre o significado do 1.º de Maio e do facto dos operários da fábrica estarem a trabalhar no seu dia, no que foi muito aplaudido. Depois de percorrer as várias artérias da vila iniciou-se a sessão solene, na sua sede, sob a presidência do presidente da Câmara, Dr. Artur Vieira de Castro, secretariado pelo Administrador do concelho. Francisco Cerqueira voltou a usar da palavra fazendo, segundo Pinto Bastos, um discurso frenético e realçando a essência do dia e da festa no contributo para o progresso do Socialismo. Seguiu-se a votação de uma moção para o cumprimento da lei das 8 horas de trabalho.[2] Durante a tarde tocou no largo da vila uma banda de música queimando-se bastante fogo. O dia terminou com um espetáculo com fitas cinematográficas, monólogos e a comédia “Os dois caturras”, achando-se a casa literalmente cheia. [3] A sede da associação iluminou-se nessa noite.

[4]                                                                                                                               

Artur Coimbra nasceu nas Minas da Borralha, Montalegre, em 1956. Cedo a família se transferiu para o concelho de Fafe, onde foi vereador da Cultura. Licenciou-se em História e fez o Mestrado na UM em Cultura Moderna e Contemporânea. Brilhou no Dirigismo, no associativo, no jornalismo e em todo o tipo de  modalidades literárias, em  prosa e verso. O Crachá de Ouro dos Bombeiros Voluntários, simboliza uma vida cheia de serviço comunitário, que já lhe granjeou muitos outros prémios nas artes, nas letras, no jornalismo e na saga dos caminhos que a sociedade democrática reclama para o líder incontestado  do concelho" .  Aureliano Barata

----

[1].Cf. Povo de Fafe n.º 513, 1.ª série, de 3 de maio de 1916, “1.º de Maio”.

[2].ESTEVÃO, João Antunes, O Milho na crise das subsistências, 1916-1920. Dos motins da fome à ação do Celeiro Municipal de Fafe. in Actas das 3.ªas Jornadas de História Local, pp.204-205. Edição da Câmara Municipal de Fafe, 2002.

[3].Cf. Povo de Fafe n.º 513, 1.ª série, de 3 de maio de 1916, “1.º de Maio”.

[4].Cf. O Desforço de 4 de maio de 1916.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:58



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D