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Portugal, minha terra.

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Portugal, minha terra.

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22.05.17

Os três milagres do 13 de Maio: Religião, música e futebol

aquimetem, Falar disto e daquilo

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 Por: Barroso da Fonte

«O 13 de maio ainda é o que era. Se calhar, nunca foi tão avassalador como este. O centenário das aparições em Fátima na presença do Papa? Benfica a caminho de um inédito tetra? Salvador Sobral na iminência de mais um brilharete no Festival da Eurovisão? Tudo a 13 de maio? Os três F (futebol, fado e Fátima) de outros tempos reganham força em 2017, só com uma pequena substituição musical. Os portugueses vão voltar a estar bem entretidos neste sábado, com vários tipos de emoções ao rubro, de manhã, ao final da tarde ou à noite. Assim não se perde pitada».
Esta questão foi colocada por Gonçalo Palma, ao meio dia de 12 do corrente, no seu blogue. Na noite do dia 13, tudo se tinha cumprido: Fátima foi o palco mundial, dignamente programado, os dois mais jovens Santos da Igreja Católica, foram canonizados na terra em que nasceram, o Papa regressou, sem qualquer incidente; e os dois feitos naturais que se seguiram nesse mesmo dia - : a vitória do «tetra» para o Benfica e o triunfo de Salvador Sobral, no festival da Eurovisão, foram tão surpreendentes que levaram muita gente a interrogar-se sobre se tão invulgares sucessos, na mesma data, ato contínuo à despedida do Papa Francisco, ainda naquele clima emocional do Santuário Mariano, não seriam sinais (ou hierofanias = manifestações) do divino.
Não sou teólogo, não sou exemplo para ninguém sobre a minha religiosidade, sou crente, a religião que professo dá resposta às minhas dúvidas e, depois de tantos fracassos pessoais e comunitários, sempre esperei que um dia fosse surpreendido por qualquer sinal, vindo do alto.
Mais me convenci deste sortilégio pela paz interior que as imagens de Fátima me tocaram: a felicidade de ver tanta gente, irmanada, vinda de tão longe e em condições tão adversas, que nenhum conselheiro humano, por mais convincente que fosse, seria capaz de exercer em mim ou noutros como eu, influências tão fortes e tão generosas. O fato de ver e ouvir o Bispo de Fátima, António Marto, anfitrião dessa moldura humana, sendo ele um Transmontano (de Tronco, Chaves), que foi meu condiscípulo seis anos (entre 1957 e 1962) reconfortou-me tanto, esse orgulho telúrico e humano que eu próprio partilhei essa gratidão interior que terá sido extensiva aos antigos alunos do Seminário de Vila Real.
Recordo aquilo que essa minha geração viveu. Por sermos oriundos de famílias numerosas e sem rendimentos, não podíamos optar pelos liceus e escolas públicas. A alternativa eram os seminários. Essa diferença social refletia-se pela vida fora. A classe livre e a classe pobre. Aquela refugiava-se na liberdade de nada lhe faltar para «cultivar» o sinal distintivo que os superiorizava no estatuto académico e profissional. Esta sujeitava-se à seleção natural: uns «marravam», eram zelosos e impunham-se pelo saber e pelo cumprimento rigoroso da disciplina interna. Outros transigiam e, aqui ou ali, davam sinais de insegurança pelo que iam abandonando.
Pertenci a este número. Mas nunca me arrependi, antes mantive pela Instituição, pelos professores e, sobretudo pelos meus condiscípulos, total solidariedade, admiração e respeito.
Gilberto Canavarro Reis,(1951), Amândio Tomás (1955) e António Marto (1957) prosseguiram estudos e ascenderam, por mérito próprio, a Bispos. Ainda estão todos vivos e, felizmente, com saúde. São o nosso orgulho, como tantos outros que ocuparam altos cargos na Jurisprudência, nas cátedras universitárias, na administração de empresas, no funcionalismo e até na política ativa. Nenhum de nós tem complexos de inferioridade. Antes prestigiaram sempre, a Instituição que nos preparou para a vida e à qual anualmente regressamos, no 3º Sábado de Maio. Sempre que um antigo aluno aparece em público e o localizamos, logo torcemos por ele, para o bem ou para o mal. Felizmente, como agora aconteceu, com o Doutor António Marto, ao vê-lo a abraçar o Papa Francisco e a falar para cerca de um milhão de presentes e a muitos milhões de católicos de todo mundo. Aquele sotaque e aquele sorriso que as televisões mostraram, é como se aquele fortíssimo abraço ao Papa e ao mundo também fosse nosso. Eles nos representam. Nós deles nos orgulhamos!
Mas não devemos confundir a religião com o clubismo. A festa do Benfica é trivial. Venceu, justamente, mais um campeonato. E ainda há-de vencer mais. Mas, embora as televisões tenham ofuscado a grandiosidade do 13 de Maio, com o Tetra do «Benfiquismo», nada de comparável com a universalidade de Fátima. E nem sequer com a Vitória, mais que merecida de Salvador Sobral, no Festival de Eurovisão. Este feito foi enorme, já tardava e tudo o que se possa confundir com mais um milagre de N. Senhora de Fátima é pura fantasia. Aceita-se enquanto modelo de grandeza e de pioneirismo. Entre 1956 e 2017 já houve 61 festivais da canção. Este que ocorreu dia 13 de Maio, foi pura coincidência. Mas para Portugal valeu – isso sim – por termos andado mais de meio século a brincar aos festivais da canção. Salvador Sobral e a irmã Luísa, venceram pela sua simplicidade, pela certeza de que fizeram o melhor que sabiam e, perante 18 países a atribuírem a classificação máxima a Portugal, foi feito que nunca qualquer outra canção ou outro qualquer país concorrente havia conseguido. E por isso valeu a pena.
Trago este tema à praça pública para glorificar as consciências que andam empedernidas, açaimadas e raivosas, na tentativa de branquearem o que foram, o que são e o que valem. Em qualquer parte do planeta como em Terras de Barroso.

01.05.17

Vale por todo o resto.

aquimetem, Falar disto e daquilo

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 Só o 1º de Maio de 1974 foi espontâneo, sentido e calorosamente vivido, a partir daí, nem hoje com a desconchavada gerigonça, os representantes dos trabalhadores se juntam e se entendem para servir a classe operária e o país. As organizações sindicais mais ao serviço dos partidos que das classes que representam, quando chega esta data vai de testar forças e como pavões emproados exibir a roupagem que mais agrade ao pagode…

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 Em Portugal, com o Estado Novo, não se festejava a data, só a partir de Maio de 1974 é que livremente passou a ser festejado e a feriado nacional. Nem o facto da Igreja consagrar a data a São José Operário, demovia o poder político da proibição de celebrar o significativo evento. Com a designação de Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho ou Dia Internacional dos Trabalhadores é uma data anualmente celebrada no dia 1º de Maio, em muitos países, sendo feriado em Portugal, e noutros países de expressão portuguesa como Brasil, Angola e Moçambique. Mas ainda quanto à forma varia consoante o gosto dos operantes, desta vez em Portugal temos a CGTP a promover “festivais” em cerca de 40 localidades. E em Lisboa, com vários eventos e durante a tarde com desfile entre o Martim Moniz e a Alameda  D. Afonso Henriques.

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Já a UGT decidiu festejar a data em Viana do Castelo, com o tema: “Crescimento, Emprego, Mais Justiça Social”. E como faz parte do sistema... a intervenção politico-sindical do secretário-geral da organização Carlos Silva, e da presidente do Centro Cultural da cidade, Lucinda Dâmaso. 

Bem mais importante para quem festeja a Vida e a defende é a MANIFESTAÇÃO CONTRA A EUTANÁSIA /SUICÍDIO ASSISTIDO que às 15h00 deste 1º de Maio vai ter lugar no Largo de São Bento-Lisboa, com momento de oração na Basilica da Estrela, às 15h30. Vale por todo o resto.

19.02.17

Não é jornalista quem quer

aquimetem, Falar disto e daquilo

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De Barroso da Fonte

 E o jornalismo é uma atividade que deve estar imunizada contra os vírus sociais, comerciais e políticos. Sem jornalismo sério, isento, oportuno e espevitado, a democracia não funciona na sua pureza original.
O conceito de Jornalista anda adulterado por razões políticas.
Na década de oitenta do século passado deram-se passos decisivos em Portugal para regulamentar o seu exercício, colocando-o no patamar que lhe compete. Tal tarefa não foi fácil mas foi meritória. Em consequência dela mudaram-se muitas atitudes sociais, extinguiram-se alguns vícios e desbloquearam-se meios tecnológicos e até mentais. Alguns órgãos de informação acabaram, outros os substituíram e o sector evoluiu, nuns casos para melhor, noutros casos para pior.
Passado um quarto de século olha-se para trás e nota-se que nem tudo foi bom. Sobretudo na proliferação do conceito de Jornalista e do seu exercício. Desprezou-se o primado do essencial, em relação ao supérfluo. O que não tem interesse de maior para a felicidade dos cidadãos, sobrepôs-se aos valores absolutos que não devem, nem podem, perturbar o primado da democracia.
Os órgãos de informação deixaram de ser, veículos de uso permanente ao serviço de todos, para serem armas de arremesso dos poderosos contra os indefesos. E para que essa tramoia vingasse,onde deviam colocar-se jornalistas colocaram-se jornaleiros,em vez de técnicos da escrita,escolheram demagogos, panfletários de palavras ocas, talhadinhas ao gosto dos mandantes.
Resultado: o papel que cabe aos jornalistas e ao jornalismo, retirou-se do léxico da profissão e da sua serventia,para se entregar a comissários políticos que povoam as televisões, as rádios e os jornais do jetset.
As Universidades passaram a formar jornalistas, ensinando o abc da profissão. Mas os mercados estão pejados de comentadores residentes,que faturam por processos ínvios,os serviços prestados à margem de leis que alguns deles ajudaram a fazer.
A opinião pública vive intoxicada com debates grotescos,pífios e rafeiros. De manhã à noite, de todos os dias, em todos os canais que justificam a sua existência com informação pura, nada de novo, porque se repetem as caras, se ouvem as mesmas vozes, se multiplicam os insultos.
A Comissão da Carteira Profissional,de dois em dois anos, informa os seus legítimos detentores com esta assertiva linguagem:
«a CCPJ lembra que o exercício da atividade jornalística sem título profissional válido constitui contra-ordenação punível com coima de 1.000 a 7.500 euros». E avisa mais: «A admissão ou manutenção de pessoas, por parte das empresas, para o exercício da atividade jornalística, sem que, para tanto, estejam legalmente habilitadas, constitui uma contra-ordenação, punível com coima de 2.500 até 15.000».
Todos os dias lemos, sobretudo nos Jornais diários, deputados que se dão ao luxo de aporem junto à foto, para impressionar: nome, acrescido de: «deputado e professor universitário». Nas televisões chegam a constar nas fichas técnicas. Nos casos de comentadores «residentes»,auferem verbas regulares pela sua presença. Em todos os casos há um atropelo ao Estatuto jurídico da Comunicação Social. Se não houvesse jornalistas capazes, ainda se tolerava. Mas com tantos profissionais no desemprego, por que não acabar com acumulações esdrúxulas,injustas, antidemocráticas e,sobretudo, a com cheiro a esturro.
Vivo numa cidade que na última década do século passado tinha sete jornais. Hoje tem três. E um desses apareceu há um ano para ser a voz do partido do poder. Mas o poder nesta cidade está tão enraizado, tão entranhado, tão viciado que mais parece o partido único de outros tempos. Pois esta cidade e este partido único acabam de ser confrontados com um novo jornal, cujo estatuto editorial é assinado por Armindo Costa e Silva, acrescido de Presidente da Comissão Política Concelhia do PS. Este senhor é, nem mais nem o menos, o administrador do SMAS que se traduz por Serviço Municipal de Águas Saneamento.
Tem o título de «Guimarães merece – Jornal do Partido Socialista de Guimarães – Janeiro de 2017» Tem 16 páginas, todo a cores e em tudo é um órgão que só peca por não ter ficha técnica.
É,pois um jornal sem registo, sem depósito legal, sem domicílio e, certamente, vem poluir a cidade, já de si muito poluída a todos os títulos.
Saberá a ERC- Entidade Reguladora da Comunicação da existência deste novo periódico que se presume mensal?
Se a moda pega e não há organismos que controlem esta bandalheira, qualquer dia há charlatanice em vez de informação, há ofensas onde deverá existir civismo e há desordem onde apenas deve haver disciplina.

03.02.17

Os destroços que ficam de qualquer festa de arromba

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Por: Barroso da Fonte

O atual governo tinha prometido reverter, praticamente, tudo aquilo que o governo anterior fizera.
Um governo que faz promessas desse estilo revela mais ódio do que bom senso. Porque mexe com pessoas, com serviços, com estruturas que custam balúrdios ao erário público e, para desfazer o que foi mal feito, destrói trabalho, esbanja o que estraga e consome, com vinganças, novas somas de dinheiro que seria muito mais útil em serviços inexistentes. Esse hábito de desfazer quem chega, o que o anterior deixou feito, é, declaradamente, um grave erro. É um erro pior do que aquele que pretende corrigir.
Recentemente a Câmara de Lisboa resolveu inutilizar a ampla Avenida da República e introduzir um novo figurino que, a avaliar pelos testemunhos que os media repercutiram, não facilita a circulação de pessoas e de viaturas. A centenas de milhões que ali foram investidos dariam melhores frutos se investidos na construção de casas para os sem-abrigos. Só que as eleições na apetecida Câmara de Lisboa não se ganham com a resolução de situações sociais, mas materiais. Têm que ser espaços de fachada opulenta e com um centro propício à colocação de uma placa vistosa para esculpir o nome do político que ordenou esse seu desejo.
O exemplo de Lisboa simboliza o que se passa em qualquer vila ou cidade de outras zonas do País.
Em Guimarães, onde vivo, com os 111 milhões destinados à realização da Capital Europeia da Cultura, deu-se um reboliço que mexeu com todos. Cometeram-se dezenas de erros urbanísticos de toda a ordem. Esse programa europeu ficou na retina de quem viu e gostou de dois espetáculos primorosos: a inauguração e o encerramento. Tudo o mais foi fachada, maquilhagem, confusão urbanística e um amontoado de ideias e de projetos, dos quais resultaram frustrações, falências, logros, numa palavra: um fiasco.
Em 2009, quando foi feito o anúncio da CEC, Guimarães vibrou de euforia. Quando se soube que viriam 111 milhões, anunciados pela então ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, todos os comensais da área do poder, esfregaram as mãos de contentes porque tanto dinheiro nunca mais acabaria. A cidade acordou como se tivesse acontecido algo de fantástico. Tal desarrumação durou até 2012. E para qualquer reclamação vinha a desculpa: tenham paciência,isto é por causa da CEC.
Ora da CEC ficaram na retina apenas dois momentos: a inauguração e o encerramento. Dois espetáculos de excelência que iludiram milhões de tele-espetadores. No meio desses programas e programinhos houve quem vendesse prédios urbanos, devolutos, condenados a ruínas de longo curso, para museus, casa de estudantes, laboratórios da paisagem, albergue de arquitetura, casa da memória...
De Lisboa, Porto e arredores chegaram técnicos, formaram-se orquestras, editaram-se mais de uma centena de livros e publicações cor-de-rosa.
Seis anos depois ainda há processos de indemnização para resolver. Só um desses reclama 400 mil euros- A viatura do Presidente da CEC, apodrece num parque da Oficina. Foi o JN que a mostrou.
Meia dúzia de mamarrachos às moscas. A Casa da (triste ) Memória, já tem montões de queixas.
O gabinete de imprensa para liderar essa opulenta comandita funcionava em Lisboa. Constituiu-de uma Fundação para gerir essa panóplia de intenções. O partido do poder que já tinha poderes a mais, reforçou essas lideranças. Toda a gente ganhava dinheiro pelas vindas à cidade para a qual traziam ideias e levavam prémios. Dizia-se à boca cheia que a CEC publicou mais de uma centena de livros. Esses livros terão vindo e voltado com quem os coordenou. Nós que somos pessoa de livros quisemos comprar uma coleção dessa centena. Nunca soubemos onde encontrá-los.
Soubemos que uma boa parte desses livros estiveram armazenados, ao longo de anos. Publicava-se um ou outro. Mas ninguém tinha acesso a eles. Só para os amigos.
João Serra que foi o chefe da Casa Civil do Dr. Jorge Sampaio, quando este foi PR, terá ficado desempregado. E o chefe, por solidariedade, deve tê-lo convidado a acompanhá-lo. Como A. Magalhães, ao seu estilo ditatorial, saneou Cristina Azevedo, da Presidência da CEC, por esta ter admitido o Dr. Ricardo Rio por um contrato de seis meses, ela deixou o lugar para o Prof. João Serra. Sempre a família política a gozar com o dinheiro de todos. Volvidos seis anos esse processo do saneamento, na altura mediado pelo Dr. Jorge Sampaio, com a sua capa partidária, diluiu a gravidade do despedimento selvagem. Cristina voltaria para a CCRN e a CEC pagaria a diferença de salário. Só que como disse ao JN o vereador da Cultura, de Guimarães, o dinheiro da CEC (ou da Câmara), guardado para essa indemnização, entretanto, foi gasto noutros fins. E Cristina Azevedo, é, desde aí, colunista residente do JN. Exige ela 400 mil euros para que Magalhães e o Conselho de Opinião durmam sossegados. O diferendo prossegue, na exata dimensão da CEC que tem meia dúzia de mamarrachos às moscas nos quais gastou muitos milhares de Euros.
Apesar destas cumplicidades de muitos implicados, José Serra, no flash do JN de 21 de Janeiro veio elogiar a CEC e o Vereador da Cultura da Câmara de Guimarães. Num corajoso gesto de agradecimento político, não se coibiu de defender o passado cultural de Guimarães ao afirmar que «foi (a CEC) uma excelente aposta, bem como a Casa da Memória». Disse mais: «Penso que a CEC foi um momento que potenciou, pelo menos, duas décadas de política cultural consistente».
O 2º Presidente da CEC, nos cerca de 3 anos que esteve em Guimarães, não investigou a verdade. Investigou apenas aquilo que lhe interessou dizer pelo emprego que lhe entregaram por causa do saneamento da sua antecessora. Irei demonstrar isso em livro em preparação.

25.01.17

António Costa tem mau perder

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 Por: Barroso da Fonte

Quem acompanhou o último debate parlamentar, dia 17 de Janeiro, deve ter-se rido a valer, com o cinismo com que o primeiro ministro liderou essa tarde de sol de inverno. Tinha chegado da Índia, feliz com o regresso desses pedaços de Portugalidade, que guardam, a sete chaves, expressões linguísticas que são o nosso orgulho. Gostámos das imagens de Goa que deixámos nos meados do século passado. Presumo que terá valido a pena essa romagem de saudade e de orgulho quinhentista. O futuro o dirá. Ainda com esses sabores orientais nos lábios, falou pelos cotovelos no primeiro debate parlamentar do ano. A dado passo acusou o líder parlamentar de que «tinha mau perder». Passos Coelho gostou dessa afronta porque Costa estava a ver-se ao espelho.
-Então não foi o Senhor que afrontou, com esse mau perder, a anormalidade democrática, ao celebrar um acordo contra nature, com toda a esquerda, rejeitando quaisquer conversações com a direita? Não foi por essa via que chegou a primeiro ministro, cargo a que nunca ascenderia, porque perdeu as eleições que eu ganhei? Quem acusa quem? Nem com essa farsa picaresca, fruto do mau perder, António Costa moderou o tom da sua vozearia. Assunção Cristas chamou-lhe mentiroso com todas as letras. A primeira inverdade ficou no ouvido dos ouvintes: - que o acordo com Concertação Social entrava em vigor no dia seguinte, quando apenas deverá vigorar a partir de 1 de Fevereiro. Se vigorar! Em segundo lugar ao garantir que esse acordo estava assinado por todos os intervenientes, quando, pelo menos três deles, ainda não tinham assinado. Tinha António Costa a intenção. Mas ele sabe, como jurista, que uma coisa é o facto e outra é a intenção. Para saber isso nem é preciso ir a Coimbra. Como as mentiras dos políticos valem mais do que as verdades de muitos que os elegem, como é o exemplo dos deputados, António Costa prosseguirá o seu passeio, de braço dado, com a esquerda e com o guarda-chuva Presidencial. Quando o guarda-chuva lhe fugir com o vento, Costa ainda vai ter que engolir: - Volta José Seguro que estás perdoado...
O deputado Europeu Nuno Melo, no JN de 19 seguinte, clarificou a geringonça em que António Costa se enrolou e nos enrola todos os dias, como acaba de acontecer com a retirada daquilo que é nosso: o dinheiro sagrado dos reformados e dos funcionários públicos no ativo.
Voltando às Geringoncices de Nuno Melo: «mandaria a prudência que, pretendendo o PS uma solução com a Concertação Social, que violava necessariamente as garantias dadas ao BE e ao PEV, António Costa, ao menos, chamasse Passos Coelho e Assunção Cristas às conversações. Mas não. Em outubro de 2015, quando o PSD e o CDS queriam formar Governo, por terem vencido as eleições, Carlos César dizia que, na falta de maioria, Passos Coelho era obrigado a "dialogar com o PS", não podendo "tratar o PS como se fosse o CDS". Perceba então o PS que o CDS e o PSD também não são o PCP, o BE ou o PEV. Felizmente. Se têm a maioria, governem-se. E já agora, governem». Aquilo que os Portugueses querem é que o país viva em paz social. Nada tem faltado a essa paz social, graças, sobretudo, ao Presidente da República. Parece ser inata essa bonomia Marcelista. Mas com outro PR que se remetesse ao silêncio, não fosse tão beijoqueiro e, sobretudo, não se vestisse de Pai natal e de bombeiro voluntário em cada percalço que se adivinha, António Costa não teria a paz social que a providência presidencial antecipa, como se de «milagres» se tratasse.
Desta vez esse providencialismo terá dificuldades em sobrepor-se ao anúncio que o PSD já tornou público. O CDS fica-se pela abstenção. Se António Costa não tivesse criado a geringonça, a oposição deveria viabilizar o acordo da Concertação Social. Como, para chegar a primeiro ministro, rastejou até consumar o «casamento», tem o dever de entender-se com a pareceria a quem se entregou para quatro anos. O povo tem princípios filosóficos para este tipo de litígios: «quem lhe comeu a carne que lhe coma os ossos».

13.01.17

Até para morrer é preciso ter sorte

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Por: Barroso da Fonte

 Nascer e viver são destinos de tudo e de todos aqueles que têm vida. Como as flores estiolam depois de embelezarem a natureza, assim as pessoas que se sucedem em circunstâncias que não conseguem controlar.
Escrevo esta crónica num domingo soalheiro. O país está de luto. Não por morrerem muitas pessoas. Mas por morrer Mário Soares. Não foi por castigo divino porque Deus não é vingativo. Nem por ser republicano, socialista e laico. Morreu porque o seu prazo de validade acabou aos 92 anos de idade. Até nesta sua última batalha foi feliz, porque nada lhe faltou. Teve tudo aquilo que era possível ter. Dignidade.
No momento em que dedilho estas palavras aparece no ecrã do computador, via Público, este dístico: «Soares morreu. Começa agora o combate da imortalidade».
Ora aqui está: não é preciso ser católico para se obter a imortalidade. O que é preciso é ter sorte. Mário Soares era filho do Padre João Soares. Nada lhe faltou na vida, a confirmar que «não custa viver, o que custa é saber viver». Mário Soares soube viver. E por isso vai ficar na História de Portugal. Só por coisas boas? Só por ser revolucionário? Só por ser honesto e pacífico?
Antes que escorregue neste labirinto de congeminações satânicas, vou lembrar outras mortes que ocorreram no mesmo espaço temporal. De entre essas só outro nome mereceu destaque: Guilherme Pinto, Presidente da Câmara de Matosinhos. Todos os canais televisivos, nomeadamente aqueles que se dizem de interesse público, cerraram fileiras, mobilizaram todos os repórteres, rebuscaram todos os arquivos. De noite e de dia, desde as vésperas de Natal, talvez por todo o mês, todo o ano, todos os anos. E o mais que se verá. A imortalidade só agora começou...
No mesmo período temporal morreram três ilustres vultos da cultura portuguesa: Mons. Ângelo Minhava, Padre Doutor João Ribeiro Montes e o Médico especialista Daniel Serrão. Três notáveis personalidades, cada qual a mais ilustrada e todas Transmontanas.
Não tiveram as televisões que nos martirizam o corpo, a alma e a bolsa, uma palavra que fosse, a lembrar esses desaparecimentos.
Para tudo é preciso ter sorte. Até para morrer.
Mário Soares foi, inegavelmente, um Homem diferente, destemido, culto e frontal.
Na qualidade de diretor do Paço dos Duques de Bragança, durante cerca de seis anos, recebi-o três vezes nesse Monumento Nacional que funciona como residência oficial do chefe do Estado no norte do País.
Já antes, em 1986, como vereador da Câmara, eu tinha contribuído para aí se realizar a primeira «semana aberta». O executivo era social democrata. Carneiro Jacinto era o jornalista da Presidência. Falou comigo para auscultar se uma Câmara diferente da sua cor, receberia bem essa experiência presidencial. Passou-se esse dialogo com aquele jornalista na Pousada de Santa Marinho da Costa em 24 de Junho. Ainda nesse espaço de tempo, falei com os vereadores da oposição: CDS (Carlos Costa), PS (Manuel Ferreira), CDU (Capela Dias). Que sim senhor. Avançou-se e a experiência que permitiu a Mário Soares, levar a efeito, outras semanas abertas em várias cidades do País. Conservo no meu espólio uma carta de agradecimento de Mário Soares pela maneira como foi benéfico o meu contributo.
Nada de pessoal me permite censurar o chamado «pai da democracia portuguesa», em quem votei na sua reeleição para a PR, quando concorreu contra Salgado Zenha. O que pasmo é ver e ouvir, chorões e choranas, - verdadeiras poltronas - desta carpidaria-mor do reino.

23.12.16

Uma história «linda de morrer...»

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 De Barroso da Fonte:

O país deveria parar para refletir se vale a pena manter a sociedade que temos, o estado a que chegámos e a que planeta teremos de bater para entregar os corruptos e os corruptores, recebendo em troca, astronautas restaurados, mesmo que sejam feios e reconstruidos.
Deveria ser este o tom da minha mensagem semanal. Mas, ocorre-me a quadra de Natal e do Ano Novo. Devo ter respeito pela tradição e pelos valores tradicionais. Com esses devemos preocupar-nos, dando-os a conhecer aos filhos, netos e bisnetos. Mas a tradição deve ter pausas, etapas, calendário, para sabermos, a partir de que data, a corrupção derrotou a tradição.
Adiando este tema para mais adiante, vou substituir uma crónica vadia por uma estória linda e verdadeira. Talvez possa ser contada como se fosse o Menino Jesus a entrar pela chaminé de todos os lares abençoados, deixando o livro da nossa primeira classe.
Em 4 de Outubro de 1952 entrei no Seminário de Vila Real, com a ideia de ser padre. Eu não gostava muito de estudar e pensei que se podia ser padre sem estudar latim, grego,inglês, francês, matemática, filosofia... Nunca saíra do meu horizonte visual. Mas guardar a vezeira, vacas, ir dormir ao moinho para não «abarbar», tirar esterco das cortes dos porcos, roçar matos, não era coisa que me agradasse. E lá fui para longe desse meu horizonte visual.
Em 8-X-1958 tive de comprar o manual de História de Portugal. O saudoso Padre Bernardino, recomendou-nos o livro da autoria de Fortunato de Almeida, que já ia na décima edição e que fora aprovado pelo Ministério da Educação em 1945.Tinha capa dura e continha 380 páginas. Custou 35$00. Como me habituei a escrever neles o meu nome, número de aluno e a data, entendi apor na 1ª página esta quadra: Barroso da Fonte é seu dono /Enquanto este existir/ Por isso se for perdido/Às suas mãos deve vir.
Em 30 de Junho de 1962 entendi deixar o seminário. Nesse dia à noite coincidiu ser no Teatro Avenida, a sessão da entrega dos Prémios dos primeiros Jogos Florais do Clube de Vila Real, aos quais eu concorrera com uma reportagem sobre uma «chega» de bois em Barroso. Já não me lembro hoje como tive a ideia de convidar quatro meus amigos para jantarem comigo e me acompanharem a essa sessão, na qual fui contemplado com o 1º prémio que consistiu em mil escudos em dinheiro real, além do diploma que conservo, bem como o opúsculo com os nomes do júri, dos premiados e o regulamento. Recordo esses meus colegas: o Padre Albano da Silva, de Murça (ainda vivo) e o saudoso padre Max (Maximino Barbosa de Sousa), o João Granja da Fonseca e o Vaz Gouveia. Cada um de nós seguiu o seu destino. Só o Padre Max já partiu.
Nos 54 anos houve no pais e no mundo muitas e profundas alterações. Não sei o que fiz aos livros, nem à batina que usei quatro anos. Gostava de a ter para me amortalhar quando chegar a minha hora. Mas sabem os meus leitores o que me aconteceu neste último mês de Novembro?
Recebi uma embalagem do meu ilustre Amigo, Nuno Canavez, natural de Mirandela, mas desde há muitos anos radicado no Porto, como livreiro e alfarrabista da Livraria Académica. Poucos serão os Transmontanos e Portuenses que não conheçam este vulto da cultura Portuguesa que, estou certo, a toponímia da Invicta, mais cedo ou mais tarde, há-de registar.
E que surpresa me chegou nessa embalagem do proprietário da livraria Académica do Porto?
Exatamente o compêndio de História, editado em 1945 e já em 10ª edição,do Prof. Fortunato de Almeida, que eu comprara por 35$00, em 8 de Outubro de 1958 e no qual manuscrevera a quadra acima referida.
Acompanhava esse surpreendente «achado» uma carinhosa carta de Nuno Canavez, a cumprir o pedido: « se for perdido/ às suas mãos deve voltar».
Como foi parar ao sítio certo, às mãos do HOMEM que é mestre na arte de apreciar os livros e afins, é mistério que eu próprio não sei explicar, nem Nuno Canavez me soube dizer. De imediato lhe telefonei a agradecer a oferta. E disse-me mais: desde há mais de vinte anos que não mexia na zona de livraria onde o volume se encontrava. Como veio aqui parar não sei. Sei que de um versejador que escreve e acautela os livros com este tipo de referências só poderia ser do meu Amigo. E por isso lho devolvi.
Outra curiosidade, quase mítica: desde Setembro preparo um livro, em coautoria com mais três investigadores sobre «A Saga da Santidade de D. Afonso Henriques». Este reencontro com o livro que me ensinou a História de Portugal, fez-me recordar aquilo que nele vem na página 41: «a batalha de Ourique (25/7/1139) dia em Afonso Henriques fazia 28 anos, refez o prestígio do nosso I Rei e dos seus cavaleiros». Na véspera dessa batalha, em que o nosso Primeiro Rei venceu os 5 reis mouros, apareceu-lhe Jesus Cristo, a garantir-lhe que sairia vencedor. Esse é um dos dez argumentos que o Teólogo José Pinto Pereira, desenvolveu no seu «Aparato Histórico» publicado em Roma, em 1728 e onde concluiu que Afonso Henriques «foi Pio, Beato e Santo».

 

08.12.16

BOAS FESTAS

aquimetem, Falar disto e daquilo

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 Com um poema do poeta e prosador João de Deus Rodrigues, venho desejar a todas as minhas amigas e amigos leitores deste blog um santo Natal e um novo Ano de 2017 cheio de venturas. Boas Festas 

UMA SÚPLICA AO NOVO ANO 2017


Ano Novo, meu amigo,
Não passes depressa,
Que me levas contigo.
E dá-me o que te peço,
A mim e a toda a gente:
Saúde, paz, amor e alegria.
Honestidade e inteligência,
E o pão nosso de cada dia.

E traz-nos o calor do sol,
O cintilar das estrelas,
A bênção da chuva,
O murmúrio das fontes,
O trinar do rouxinol,
E o cheiro dos montes.

E fazei, também,
Com que os frutos da terra,
E os peixes do mar,
Sejam divididos,
Com justiça e equidade,
Por toda a Gente da Cidade.
Sem ter em conta a sua cor,
O sexo, o credo, ou a idade.

E, finalmente,
Protegei todas as crianças,
E livrai-nos da fome,
Da peste e da guerra.
Para que haja Paz, Pão e Esperança,
Nas casas de toda a gente,
Que habita a nossa Terra.

04.12.16

Fica a saudade, a boa fama e a obra que deixou

aquimetem, Falar disto e daquilo

 

DSCN0628.JPG
N. 15/01/1919 – F. 02/12/2016

Em 15 de Janeiro de 2007 escrevi eu neste blog : “ Fez há pouco mais de 2 horas, 88 anos que nasceu, no lugar da Misericórdia, freguesia de Ermelo, o mais notável mondinense de sempre e que Vila Real acolhe como dilecto filho adoptivo, desde 1931: Monsenhor Ângelo do Carmo Minhava “. Foi ordenado sacerdote a 19/12/1942, 23 anos depois do seu nascimento, a 15 de Janeiro de 1919. Os seus dotes artísticos e culturais fora do comum cedo se revelaram e despertaram o apreço e admiração do saudoso Bispo D. António Valente da Fonseca que o convidou para leccionar no Seminário: Latim, Literatura, Francês e Musica. Como musicólogo de nomeada dirigiu o Orfeão do Seminário, do Liceu, da Escola Técnica  e do Instituto Politécnico de Vila Real. Notável poliglota os seus artigos de Critica Literária e Musical ficam dispersos por diversas revistas e jornais, o mesmo acontecendo em relação a trabalhos sobre Linguística e Filosofia. Na condição de autodidacta, tornou-se estudioso da Língua Alemã e Russa, tendo feito a tradução de algumas obras. Também como escritor destaco a “Cabrilada” que mereceu de Teixeira de Pascoais rasgado louvor.Musicou letras de muitos poetas e poetisas de todo o País, incluindo Madeira e Açores. Autor da Música de várias Marchas, recordo a de Vila Real, a de Mondim de Basto, a de Montalegre, a de Mesão Frio, a de Cerva e a de Santa Marta de Penaguião.

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Deste saudoso amigo que tive a honra de merecer dele um comentário na Voz de Trás os Montes, ao meu livro: ” Vilar de Ferreiros- Na história, No espaço e na etnografia”, resta-me honrar a sua memória e por intercessão de Nossa Senhora da Graça pedir a Deus que lhe dê o merecido lugar no céu. Com o seu desaparecimento ficou Portugal e os transmontanos mais empobrecidos. Fica a saudade, a boa fama e a obra que deixou.

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