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Portugal, minha terra.

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10.06.11

Camões perdoa e desculpa

aquimetem, Falar disto e daquilo

          Castelo Branco foi este ano a cidade escolhida para festejar o 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Presidiu à Comissão Organizadora das Comemorações o Dr. António Barreto, modelo de cidadão e de político honrado. No seu discurso de abertura ficou bem patente esse seu modo de ser, deixando fortes criticas aos que se servem dos cargos, em vez de servir no cargo. Frontal como é disse coisas como  estas: " Tudo é novo! Novo é também o facto de alguns políticos não terem dado o exemplo do sacrifício que impõem aos cidadãos". Quem não se sentiu muito à vontade com os discursos do dia foi Sócrates que vaiado pelo povo, seu conterrâneo, à entrada da sessão solene, veio dizer no fim que não "faz comentários sobre politiquices ou política". Mais optimista e responsável no dizer e pensar esteve Passos Coelho, o futuro Primeiro Ministro de Portugal que com aquela serenidade dos verdadeiros líderes, desabafou: " Gostei muito de qualquer dos discursos, foram muito importantes, mas não vou fazer comentários".

          A ideia que partiu do Sr. Presidente da Republica em festejar este 10 de Junho na cidade albicastrense é de louvar pois é também pelo interior beirão  que deve começar a reconstrução de um País potencialmente agrícola e turístico que se deixou adormecer e  acordou agora...sobressaltado. Por isso uma vez mais alertou Cavaco Silva: "Está na hora de mudar de atitude, de desenvolver uma estratégia clara de revalorização do País, incentivando e apoiando o espírito indomável daqueles que aqui vivem e trabalham". Como Passos Coelho, também eu digo: Todos falaram bem, neste dia de Camões cujo nome quase não foi citado nas cerimónias, porque ao momento político interessa mais as teses de um José Mattoso e de um Orlando Ribeiro do que falar de Camões aos portugueses. Mas Camões perdoa e desculpa  

2 comentários

  • Nem outra coisa separava da Mg , pois como eu concorda que somos um povo habituado a só mostrar a sua força e garra nos momentos em que a desgraça lhe bate ao ferrolho. É o que já está a começar a suceder, embora muitos ainda não acreditem e continuem a brincar às greves e manifestações. Não foi por mero acaso que Salazar, Franco e outros patrióticos, defensores do seu país, condicionaram a liberdade dos seus concidadãos. Por norma os abusos do bem comum dão nisso... Com aquela frontalidade que lhe é peculiar e própria da sua origem transmontana António Barreto deu de facto na sessão solene do Dia de Portugal a sapiente lição que só um político honesto como ele tem força moral para dar. O Sócrates por direito e obrigação tinha que lá estar, mas bem podia ter entrado pela porta de serviço, evitando assim ser vaiado pelos seus próprios co-provincianos . Paulo Portas que certamente seria recebido com palmas evitou os aplausos, retardando no abandonar a sala. Quanto ao Presidente da Republica também sei que se ele tentasse demitir o Governo ainda que só meio ano atrás, hoje Sócrates continuaria a ser 1º Ministro e Portugal tinha agora a banca rota seguramente garantida. Á espera desse deslize de Cavaco Silva deviam estar muitos socialistas, daqueles "já com o seu..." nos bancos da Suíça .
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