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Portugal, minha terra.

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21.11.09

adeus ao Bongo

aquimetem, Falar disto e daquilo

          Serviram estes derradeiros três dias de estadia no Bongo para como também aconteceu no Huambo, me despedir das pessoas e dos contrastes paisagísticos com que me familiarizei durante quase um mês de permanência  no sector  do soba e regedor, Sr. Bernabé Celestino e, em particular, na embala da Missão, onde rege o soba Sr. Filipe.   

          A missão do Bongo é o local onde se instalaram os primeiros missionários adventistas, em 1924, comportando  várias infra-estruturas quer educacionais quer hospitalares, incluindo templo e residências. Aqui funcionou um dos mais importantes hospitais de Angola e no qual se notabilizou um Dr. Persons, que com a esposa, D. Mabel, e os filhos David, Elaine e Bob, ainda hoje são recordados pela sua muita generosidade. Se lá voltassem hoje morriam de desgosto ao ver o estado em que a menina dos seus olhos, o hospital, se encontra!

 

           O que foi a vacaria da Missão é nesta altura a sede do Projecto da Acção Agrária Alemã que nas Províncias de Huambo e Benguela, Angola, combate a Doença de Newcastle, a que já noutros posts fiz referência.  

          Também da horta que vi semear há uns 15 dias e deixo ficar os rebentos deste tamanho  vou ter saudades, sobretudo por não poder provar os frutos. Que façam bom proveito a quem os saborear! Que não seja o gado.  Do bater ritmado do pisoeiro, da manada que de manhã e à tardinha deambulava pela cerca da Missão, das pantominas dos gatos da casa para afiar as unhas,  do sorriso e espírito de partilha que vi nos jovens daqui, de tudo levo saudades. Mas não sou de cá,  quem cá fica que a faça grande, como no tempo da Familia Persons  e dos comerciantes Amadeu Oliveira Cardoso, Artur Martinho de Lemos & Cª., João Faria Salgueiro, José Gomes Ferreira Gonçalo e José Peixoto de Carvalho. Ou dos lavradores e agricultores Amilcar Simões Barros, Artur Marinho de Lemos, Durval Lopes Julião, Elisio Loureiro e José Baptista Caldeira. Além da padaria, de Artur Marinho de Lemos & Cª.,  havia pensão, a Pousada Bongo, de João Rodrigues de Brito. Hoje mais parece uma aldeia fantasma, por onde se passa a caminho de Sandombo, ainda uns 12 km. mais para o interior da montanha.

           Chegou a hora, mas antes de partir para o Huambo vou primeiro conhecer a embala do soba, Sr. José Adriano, a aldeia de Sopasse que no interior do sertão uma picada que sai de junto à "pracinha" ou  ruinas da " Pousada Bongo" nos encaminha até lá. É mais  uma das  terras por onde não passou Jesus Cristo, ou se passou perderam-se as pegadas. Pese tratar-se duma terra associada à história do Sabado do Bongo.  O vídeo e as fotos serve para exemplificar.   

 

           Este não queria se vacinado.

          Aqui o soba José Adriano a controlar quem é que não vacina a pita

          Ora aqui temos a juventude negra, no meio da branca, a mostrar a pita.  

          O Soba Sr. José Adriano ladeado por mim e minha esposa. Para honra nossa. E porque Sopasse é zona de muita banana um cacho enorme tivemos que carregar. A pobreza dividida por todos é  menor. Mas que Sopasse merece e caresse de vias de comunicação garanto-lhes que sim, senhores governadores do tesouro angolano!

           Em Angola a actividade diária  começa muito sedo, se observarem pelas fotos referentes a Sopasse verificam que às 7h30 já toda gente se tinha levantado e apanhado as aves, e  quem foi assistir teve de se deslocar, o que demora.  Mas valeu a pena!

          Depois no regresso foi só passar por casa, almoçar, fazer e pegar nas malas e adeus Bongo que não te volto a ver.

   

           Três amigos que deixei

         Quando se está bem, o tempo parece correr veloz , não se dá conta. Mas nem por isso as horas deixam de fazer os dias e os dias anos. Assim aconteceu comigo no passado dia 8 de Abril deste 2009, em que depois de visitar a aldeia de Sopasse e de no Bongo me despedir dos amigos com quem mais de perto ali privei me pareceu não ser verdade aquele que de facto era um definitivo adeus ao Bongo, e aos amigos que trouxe no coração.  

2 comentários

  • Ó meu caro conterrâneo, a minha sorte é porque com a graça de Deus sempre me senti amador naquilo que gosto de fazer à profissional, doutro modo acontecia-me o que acontece aos profissionais de carteira. Ou seja: se lá de máquina em punho me tivesse dado para tirar fotos à toa, o mais que me acontecia era ficar sem máquina e fotos. Se para comer tivesse que oferecer as fotos ou os meus comentários a uma qualquer Redacção local sujeitava-me a ser recambiado e o jornal encerrado, mas cuidado que daqui a pouco também cá se caminha para isso. Eu já noutro comentário lhe disse que só com contrato seguro se deve voar para um país que ainda está em embrião ....No ventre da mãe... Felicidades para a sua filha e pais.
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