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De Barroso da Fonte

Quem era vivo e tem a memória fresca lembra-se da música dos anos sessenta, durante a guerra do ultramar «Angola é nossa». De resto havia duas canções com o mesmo título. Mas com letra e música diferentes. Ambas muito conhecidas, ritmadas, muito persuasivas e muito empolgantes. Ninguém ficava indiferente à música e à letra. Sobretudo nas rubricas radiofónicas de discos pedidos, tanto uma versão como a outra, eram das mais requisitadas pelos ouvintes, quer em Angola, quer no Continente. Logo após a autonomia das Províncias Ultramarinas, uma e outra versões foram silenciadas, deixando de ouvir-se. Uma dessas versões tinha música e letra do Padre Ângelo do Carmo Minhava, natural de Ermelo, concelho de Mondim de Basto. Este sacerdote Transmontano nasceu em 15 de Janeiro de 1919 e faleceu dia 2 de Dezembro em curso. Foram 97 anos de vida cheia, de entrega aos outros que foram todos aqueles que com ele se relacionaram, que com ele aprenderam nas aulas e cumpriram as normas religiosas.
Ordenou-se no Seminário de Vila Real, em 1942. Desde cedo se dedicou à arte musical e poética, lecionando, formando tunas e orfeões e regendo esses agrupamentos, quer no antigo Liceu Camilo Castelo Branco, na Escola de S. Pedro, no Instituto Politécnico de Vila Real (mais tarde UTAD), quer no próprio seminário a que pertenceu como aluno e mais tarde, o resto da vida, como professor. Foram seus alunos e vários e conhecidos maestros, como José Luís Borges Coelho, Altino Moreira Cardoso, Prof. Magalhães. Padre Branco de Matos.
Foi professor de latim, Francês, Literatura e, obviamente, música. Em 1947 escreveu e publicou o poema herói-cómico – Lírico Cabrilíada. Editou vários outros livros sobre literatura e boas maneiras de falar e de conviver em sociedade. Foi autor de muitas marchas, entre as quais de: Vila Real, Montalegre, Régua, Boticas, Ribeira de Pena, Pensalves, Pontido, Lagoaça. Hino do Regimento Militar de Chaves e de vários regimentos que prestaram serviço no Ultramar. Com letras do autor desta nota, musicou os Hinos das Casas Regionais de Trás-os-Montes de: Guimarães e do Porto; o soneto «Para meu Pai» e o poemeto «Da terra nasce o amor».
O que fica para além da morte do Padre Minhava, depois de 97 anos de vida, são a bondade, o saber o exemplo cívico. Resta seguir as linhas mestras que o Padre Minhava nos incutiu.
Falo por mim que fui seu aluno durante dez anos. Foi meu maestro, meu complemento em coisas que têm a minha assinatura, mas precisei da dele; e, em cultura, que muito me ensinou e que, por culpa minha, tão pouco aprendi.
Perdemos todos os Transmontanos, muitos portugueses e a sociedade, em geral, um dos mais lúcidos, mais sólidos e mais coerentes cidadãos do nosso tempo. Quase um século de uma convivência proveitosa, porque viveu para os outros e não me parece que tenha vivido para si. Permita-me o leitor que fale na primeira pessoa. Há notícias que se escrevem e que podem gerar incomodidades. Mas quando se fala de alguém, como foi o Padre Ângelo do Carmo Minhava, fica-se, com a quase certeza, de que falamos de um ser humano, verdadeiramente exemplar.
Conheci-o em 1952, como meu professor de música. Nunca fui bom aluno em nada, nem sequer em música. Em dez anos solfejei, cantei e até regi algumas vezes, mas só nas aulas e entre colegas. Fui barítono por escolha sua. Nessa condição cheguei a ir, integrado no seu orfeão, atuar aos estúdios da Rádio Alto Douro. Penso que era um brinquedo para o (depois, meu amigo) Carlos Ruela. Era um privilégio nesses tempos, em que não havia estúdios, nem televisões. Mas, de facto, apenas fiz letras que (os hoje maestros) José Luís Borges Coelho e o Altino Moreira Cardoso, musicaram.
Por não conseguir musicar, sinal de que aprendi pouco, em dez anos, tive a rara satisfação de ver quatro poemas meus musicados pelo Mestre de nós os três. Pela vida fora foi lendo os meus escritos em jornais e em livros, em prosa e em verso,que produzi em mais de meio século. Sempre me escrevia a agradecer e a felicitar; e, algumas vezes, a puxar as orelhas, por excessos de linguagem ou discordâncias formais. Recordo que numa entrevista a Gil Silva e a Paulo Mourão ao programa «Perfis -Transmontano sem preconceito», questionado sobre - «o que tem a dizer sobre Pires Cabral, António Cabral e Barroso da Fonte, respondeu assim: - «embora discorde, por vezes, de certas efabulações do escritor Pires Cabral, reconheço nele um escritor de muito mérito... O dr. António Cabral é, desde jovem, vocacionado para as letras. Barroso da Fonte, idem, por vezes bastante conflituoso, mas frontal e grande patriota». Nunca me reconheci tão bem caraterizado. De Ângelo Minhava fica, para além da morte, aquilo que todos nós deveríamos deixar: erudição, obras e exemplos de toda a natureza. A imprensa regional já noticiou o seu desaparecimento. Na imprensa diária, a começar pela RTP que se proclama de serviço público, ainda nada vi, nem ouvi, de entretida que anda com o futebol, com guerras de alecrim e de manjerona e com vedetas vazias de tudo, a não ser a espuma que lhes tapa as mazelas. Espero que o poder político distrital, desde Mondim de Basto a Montalegre, desde Vila Real à Régua, de Chaves a Lagoaça, saiba perpetuar o nome e a obra deste Transmontano do tamanho das Fisgas de Ermelo e do simbolismo intelectual do Douro. Há homens do tamanho do mundo como o Mons. Ângelo Minhava que só aparecem e desaparecem de século a século.

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publicado às 22:16

 

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N. 15/01/1919 – F. 02/12/2016

Em 15 de Janeiro de 2007 escrevi eu neste blog : “ Fez há pouco mais de 2 horas, 88 anos que nasceu, no lugar da Misericórdia, freguesia de Ermelo, o mais notável mondinense de sempre e que Vila Real acolhe como dilecto filho adoptivo, desde 1931: Monsenhor Ângelo do Carmo Minhava “. Foi ordenado sacerdote a 19/12/1942, 23 anos depois do seu nascimento, a 15 de Janeiro de 1919. Os seus dotes artísticos e culturais fora do comum cedo se revelaram e despertaram o apreço e admiração do saudoso Bispo D. António Valente da Fonseca que o convidou para leccionar no Seminário: Latim, Literatura, Francês e Musica. Como musicólogo de nomeada dirigiu o Orfeão do Seminário, do Liceu, da Escola Técnica  e do Instituto Politécnico de Vila Real. Notável poliglota os seus artigos de Critica Literária e Musical ficam dispersos por diversas revistas e jornais, o mesmo acontecendo em relação a trabalhos sobre Linguística e Filosofia. Na condição de autodidacta, tornou-se estudioso da Língua Alemã e Russa, tendo feito a tradução de algumas obras. Também como escritor destaco a “Cabrilada” que mereceu de Teixeira de Pascoais rasgado louvor.Musicou letras de muitos poetas e poetisas de todo o País, incluindo Madeira e Açores. Autor da Música de várias Marchas, recordo a de Vila Real, a de Mondim de Basto, a de Montalegre, a de Mesão Frio, a de Cerva e a de Santa Marta de Penaguião.

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Deste saudoso amigo que tive a honra de merecer dele um comentário na Voz de Trás os Montes, ao meu livro: ” Vilar de Ferreiros- Na história, No espaço e na etnografia”, resta-me honrar a sua memória e por intercessão de Nossa Senhora da Graça pedir a Deus que lhe dê o merecido lugar no céu. Com o seu desaparecimento ficou Portugal e os transmontanos mais empobrecidos. Fica a saudade, a boa fama e a obra que deixou.

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publicado às 22:42

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Por: Barroso da Fonte

Faleceu dia 11 e foi sepultado no dia seguinte. Completara 94 anos em 31 de Março. Veio ao mundo em Celeirós do Douro, concelho de Sabrosa. Foi ordenado pelo Bispo D. António Valente da Fonseca e celebrou a primeira Missa,em 31-12-1944. Mais tarde fez o Bacharelato na Faculdade de Letras de Lisboa e efetivou como Professor na Escola Secundária de S. Pedro, em Vila Real. Foi um dos mais conhecidos pregadores do seu tempo, ficando célebres os sermões que fez, em 1954, durante a visita da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, na sua peregrinação pelo distrito de Vila Real. Lecionou no Seminário de Santa Clara, no Colégio da Boavista, no Liceu de Vila Real, no Liceu Mousinho de Albuquerque, em Moçambique, onde foi Capelão militar, na Escola Secundária de Sabrosa e na Preparatória de Diogo Cão. Foi pároco de Provesende e de S. Cristóvão, Gouvães e Celeirós do Douro. Assistente religioso da UTAD. Foi presidente de Lions Clube de VR, colaborou com a Cruz Vermelha Portuguesa, Cofundador do Movimento 10 de Junho e cofundador da Associação Nacional dos Combatentes do Ultramar, da qual foi capelão nacional. Foi igualmente sócio Fundador e dirigente do Gabinete de Imprensa de Guimarães, do Instituto Português da Imprensa Regional e da Associação Portuguesa da Imprensa Regional. Colaborou em diversos programas das rádio Alto-Douro, na Rádio Clube de Moçambique, na Rádio Universidade do Marão e foi o substituto do Padre Henrique Maria dos Santos, como Diretor deste Jornal. Foi com ele que a Voz de Trás-os-Montes deu o salto qualitativo que ainda hoje prossegue, para ser um dos mais conhecidos, influentes e disputados Semanários do País. Escreveu mais de uma dúzia de livros e, pelo que foi, como Padre, como docente, como orador e purista da Língua Portuguesa, bem merece da sociedade Portuguesa uma justa homenagem. Vila Real que tem mostrado grande sensibilidade em perpetuar a memória dos seus mais ilustres filhos, certamente irá perpetuá-lo na sua toponímia, assim como Sabrosa e Celeirós do Douro.
O padre António Maria Cardoso deixou uma vaga difícil de preencher no clero diocesano de Vila Real, no tocante à pregação. Dotado de palavra fácil, com uma diversidade verbal rica, fluente, sóbria e numa tonalidade de voz impressionante, fascinava quem o ouvia e quase inspirou «o ponto» que os pivôs televisivos e até políticos de proa usam hoje para os seus comícios ou recados mais ríspidos para com os adversários.
A dicção favorecia-o, o gesto bem treinado, reforçava a harmonia do discurso e tudo, naquele bem falante, era agradável de ouvir. Falava-se num Padre Luís Castelo Branco, parente de Camilo como possível mestre de António Maria Cardoso. Pessoalmente fui influenciado na ânsia de imitar o Padre Cardoso, já que não conheci o Padre Luís. Mas este pedagogo, professor, jornalista e dirigente associativo, ficará na retina de muitos jovens da minha idade que passámos pelo mesmo seminário e tivemos a sorte de o conhecer por muitos e bons anos. Homens como António Maria Cardoso nascem de século a século. E é também por isso que aqui deixo a este notável Transmontano a minha profunda gratidão.

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publicado às 19:44

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De Barroso da Fonte

Sobre João Santos Fernandes li no posted by Paulo Salvador que «nasceu em Lisboa, mas esteve em Moçambique, conviveu com o irmão de Joaquim Chissano, fez parte da Comissão de Extinção da Pide/DGS e integrou o QG da Nato, em Bruxelas. Esteve ligado aos serviços de informações secretas. Um coronel que, sabendo mais do que pode contar, revela detalhes da história que por vezes nos escapam e abre alguns dos dossieres secretos de Portugal e África».
Este cidadão, com tão relevante percurso militar, académico, literário e cívico, alertou, por e-mail, os seus confrades da efeméride que ocorre no dia 13 de Maio. Quando numa comunidade envolvente como a Lusófona, se respira Portugalidade transversal à Lusofonia, com membros que se estimam, se respeitam e se revêm nos seus líderes, é prova inequívoca de que o mérito individual, não é palavra vã. Daí que seja legítimo aproveitar a coincidência deste aniversário para realçar o simbolismo da data, a partir do lamiré de um membro que nos convida a «cantar os parabéns a você». Revejo-me na mensagem recebida e, como não serei capaz de expressar-me tão fielmente, faço minha, essa mensagem que torno pública, contando com benevolência do confrade da Fundação Lusíada e da Ordem de Ourique, quando passam os 877 anos da Batalha do mesmo nome.
«Fazer anos, a 13 de Maio,no 30º Aniversário da Fundação Lusíada (1986-2016), com vasto trabalho realizado, publicado, partilhado e interligado com muitas parcerias, protocolos e partilhas nacionais e estrangeiras, guiando ainda uma Ordem de Ourique já com 15 anos, merece de todos nós uma prenda de grande amizade, reiterando ao Dr. Abel A.M. de Lacerda Botelho o que já lhe manifestámos de apreço este ano no Clube Eça de Queiroz.
Ao longo de uma carreira de advogado e de lavrador do Douro, ora com mais ou menos clientes com causas, ora com mais ou menos parra com e sem uvas, a sua filantropia e mecenato sem alardo social, a sua honesta irreverência nas palavras, mais na escrita que na oralidade, mas sem ressentimentos perante algumas injustiças que lhe tenho visto acontecer, fizeram-me amigo do «peito» de Abel Lacerda há muitos anos, desejando-lhe, nesta mensagem e com o augúrio da minha prece, que muitos e longos anos ainda continue a repartir connosco a seiva que nos tem unido a todos nós, conquanto oiçamos os seus queixumes que pouco participamos em encontros, pouco cliquemos os «sítios» da Fundação Lusíada e da Ordem de Ourique, não arregimentemos novos Membros para perpetuarmos este nosso legado que não pode morrer.
Neste dia 13 de Maio não é de uma prenda material que este «Patriarca» precisa, mas de uma palavra da nossa parte de alento, de gratidão e de esperança, dizendo-lhe que estamos presentes, pois, tendo eu vivido numa guerra e sendo um comandante ainda muito novo em África, sempre soube que para um ser humano, em momentos onde vacilamos perante um eventual (mas admissível) devir de vida de incerteza, risco e mudança é na solidariedade expressiva que a coragem e a esperança residem.
Muitos não puderam ver o brilho e a alegria do olhar de Abel Lacerda, em Vila de Rei, mas os amigos presentes sentiram a sua felicidade».
Gratificante lembrança esta do meu confrade da Ordem de Ourique, Cor. João Santos Fernandes. E honra ao ilustre Transmontano e Duriense Dr. Abel de Lacerda Botelho que tanto tem pugnado, pela difusão da Portugalidade, ora servindo-a como miliciano, ora investido, em bens pessoais, em profissionalismo e em esforço intelectual e físico para engrandecimento dos valores que têm a ver com o orgulho de ser Português

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publicado às 15:25


Obrigados pela vossa visita

por aquimetem, em 07.06.13

          Hoje solenidade do Coração de Jesus, Coração de Jesus que nas minha terra berço tambem se festeja no Domingo de Ramos, manhã cedo alguém me tocou à campainha da porta. Ainda por me arranjar fui à janela para ver quem era. Vi. E antes de abrir a porta colhi de cima uma foto que fica como recordação. Era uma visita muito epecial que da capital de Trás - os - Montes e Alto Douro - aprendi assim, já não sei se é - desceu ao litoral para nos subúrbios da baixa alfacinha trocar aquele abraço de família e à transmontana.  

          Foi mesmo um visita de medico - oxalá os médicos não levem a mal, porque  eu também vou procurar ser breve - pois de regresso a casa  tinham um encontro marcado em Fátima ao meio dia, com a filha Liliana e genro Mário P. Cabral que sempre que andam por perto fazem questão visitar o Altar do Mundo para se confiarem e confiar o "Pedrocas" à Virgem Maria. 

          Gosto deste sorriso, muito parecido com o de uma pessoa que eu conheço melhor que ninguém. O pai fez-nos para sermos alegres e generosos

          Boa viagem cunhado, muitos carros de vida....e passa pela Vieira de Leiria e leva peixe fresco para uma caldeirada em Parada. Obrigados pela vossa visita

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publicado às 18:19


"O meu rapaz!"

por aquimetem, em 30.01.13

 

          Era para silenciar a minha admiração por este notável Herói Nacional e transmontano que como Milhões e Carvalho Araújo honraram a Bandeira e as Armas Portuguesas. Nunca lhe devi obediência militar, mas como funcionário civil das Forças Armadas aprendi a respeitar a farda e os homens que a merecem vestir. Jaime Neves além do excelente operacional era também o cidadão generoso e amigo de conviver em sociedade civil como pude testemunhar nas noitadas que com ele algumas vezes passei na antiga sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, à Rua da Misericórdia. Dessa convivência recordo de certa ocasião lhe ter falado do encontro que tive com seu pai no alto do Monte Farinha (Senhora da Graça) e acerca do termo que usou para enaltecer as qualidades do filho, e que reproduzo : "O meu rapaz!" - dizia ele - "ainda vai ser presidente da Republica!". Como filho dilecto e agradecido que era, disse-me  do pai o mesmo que nestes casos todos os bons filhos costumam dizer dos seus. Presidente da Republica não foi, mas foi algo muito mais do que isso: um verdadeiro Herói Nacional que no Ultramar cumpriu o seu dever e em  Portugal evitou que uma ditadura terrível tomasse conta dos portugueses. Quem o atesta é um seu camarada de armas e desassombradamente nestes termos o fez : "Foi um combatente extraordinário. Não em insubordinação ao Estado, mas por identificação com aquilo que é o sentimento nacional, a nossa unidade distintiva enquanto Povo, feita de cultura, de passado, de presente. Quando concluiu que a continuação política da guerra era um erro crasso, rebela-se contra o regime e tem uma participação activa no 25 de Abril e uma participação excepcionalmente activa no 25 de Novembro", descreveu à Lusa o  antigo presidente da República, general Ramalho Eanes.

Portugal viu partir um seu herói, os portugueses que amam a liberdade responsável um corajoso zelador e Trás-os-Montes um dos seus filhos mais notáveis de sempre. Pena se deixar reduzir a cinzas no Alto de São João, um dia após o seu falecimento no Hospital Militar Principal. Como o nome também os restos mortais de um herói nacional não devem ser apagados da memória e a cremação facilita...Quem com ele não privou de perto pegue no "HOMEM DE GUERRA E BOÉMIO - JAIME NEVES", de Rui de Azevedo Teixeira, e deliciem-se a ler e  conhecer a vida de um transmontano, de nome Jaime Alberto Gonçalves das Neves, nascido em Vila Real a 28 de Maio de 1936 e falecido em Lisboa a 27 de Janeiro de 2013.      

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publicado às 14:25


Regresso a Parada!

por aquimetem, em 13.09.12

           Isto é que foram férias, férias prolongadas!Desde 19 de Julho que não mais voltei a Portugal, minha terra. Nunca mais voltei, porque também não saí, diga-se. Sempre com boa companhia, a última foi a da minha mana Amália que esta manhã regressou à capital de Um Reino Maravilhoso que Torga tão bem descreveu. 

           A Fátima não devemos ir apenas para pagar promessas, mas também para agradecer as coisas boas que a vida nos dá e que nós,por vezes, distraídos com tanto bem, nem nos damos conta disso. Por uma coisa e outra lá fui ontem fazer a minha visita ao Altar do Mundo. Comecei pela igreja da SSTrindade.

         Véspera de um dia 13, Fátima tem sempre muitos peregrinos. Ontem assim aconteceu. 

 

          Comigo foi este casal, ou melhor dito: foi este casal que me acompanhou e conduziu. Obrigados Amália e Manuel, bom regresso a Parada!

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publicado às 12:18


diáspora mondinense

por aquimetem, em 12.03.10

          Ainda a propósito do evento que nos finais de Fevereiro juntou em Lisboa três dos mais conceituados barrosões que no campo da cultura e das letras se notabilizaram,  achei oportuno voltar ao assunto, agora não apenas para realçar mais esta ou aquela figura transmontana que deu animação ao acontecimento, mas também corrigir e actualizar alguns dos dados biográficos que sobre o vilarperdizense Héder Alvar constam  divulgados.

          Nesse sentido volto a www.dodouropress.pt ) A - Alvar, Hélder, donde recolhi os elementos biográficos com que  no post intitulado "Padre Fontes, em 2ª edição", do passado dia 4, o realcei, mas agora para  corrigir e actualizar, na medida do possível, alguns dos dados que carecem dessa operação. Para isso o melhor será descer à fonte que neste caso é o II volume do Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses que no domínio de títulos académicos cita: <<Licienciou-se em relações internacionais, depois de ter terminado o liceu em Chaves e Magistério primário. Radicou-se, depois em França, como professor de Língua e Cultura Portuguesa no estrangeiro. Fez o  DEUG em Sociologia na Universidade de Strasburgo e fez também 7 disciplinas  de Geografia  e Ordenamento do  Território na Universidade de Pau (França). Obteve o diploma "licence", em Ciencias da Educação, mais "licence" Portugês+Didáctica das Línguas e Ciencias da Linguagem, Menção F.L.E. Aí obteve o diploma de "maitrise" e o diploma "D.E.A" em Ciencias de Educação com "muito bom", na Universidade de Paris VIII, sendo a tese dirigida pelo Prof. Catedrático Doutor Renê Barbier >.  

          No entanto e em relação a estes apontamentos, por se apresentarem confusos na percepção, o mais aconselhável será, de acordo com os respectivos titulos, dar a cada um o correspondente atributo em  conformidade com o enunciado que segue: "O Professor Doutor Hélder Alvar é licenciado em várias áreas, Ciências de Educação, Português-Francês, Diáctica de Línguas, Mestre em Relações interculturais e Doutor em Ciências da Educação. Está ligado a um grupo de Pesquisa francês denominado "Centre de Recherche sur l'imaginaire social et l'Education" da Universidade de Paris 8".  Só assim este meu co-provinciano que na diáspora por terras de França e Suíça durante trinta anos honrou e prestigiou Portugal terá o seu esboço biográfico perceptível e ao alcance dos interessados. Por agora o meu abraço ao dinâmico barrosão e colaborador assíduo do jornal Transmontano. Bem! Mas nem só de barrosões notáveis vive a cultura transmontana, como aqui  vou demonstrar.

 

           Não vai gostar, mas como a sei mulher que a quem como ela amar e defender a terra onde ambos nascemos é capaz de perdoar este meu atrevimento, eis-me a revelar o nome daquela "minha conterrânea  Mg que para ver e conhecer gente transmontana que em verso ou prosa honre as letras lusas não há igual!", como noticiei no blog Ao sabor do tempo, em post, de 26 de Fevereiro, intitulado "encontro cultural".  Trata-se da minha conterrânea Maria da Graça Borges de Matos, natural de Mondim de Basto, onde nasceu a 4 de Janeiro de 1956, filha de José Teixeira de Matos e de Maria Alzira Teixeira Borges.

          Estudou no antigo Externato de NS da Graça, em Mondim, desde a Admissão, ao 3º ano de Liceu, e por falecimento do pai, como era a mais velha de seis irmãos, teve que trabalhar, completando de noite, o antigo 7º ano, já em Lisboa.  Ao mesmo tempo que trabalhava, e, a meias com sua mãe - ainda cheia de vida - , lutou pela formação e educação dos seus cinco irmãos mais novos, cuja obra é a de que mais a Maria da Graça se orgulha. Aos 15 anos entrou nos escritórios de contabilidade, do Laboratório J.Neves, ligado à industria farmacêutica, onde trabalhou durante 14 anos, deixando no seu lugar quando saiu, a  irmã mais nova, e um irmão na produção de medicamentos. A região saloia que lhe faz lembrar a ruralidade da nossa condição de transmontanos de Basto granjeou-lhe o carinho e  a simpatia que o seu  casamento, aos 23 anos, no Convento de Mafra ajudou e fez aumentar

          Hoje, já  lá vão 22 anos, a fazer de tudo, numa pequena empresa familiar, de motores e máquinas industriais, com o tempo bem contado e ocupado no desempenho do seu trabalho profissional, acrescido da missão de dona de casa, os curtos momentos de descanso e lazer costuma aproveitá-los a ler e pela leitura e novas tecnologias manter-se a par das noticias e ocorrências que lhe despertam interesse. O manifesto orgulho que nutre por tudo quanto seja ou fale de Trás-os-Montes é motivo de sedução para esta mondinense que tem  particular admiração pelos conterrâneos e transmontanos que nas letras e artes se têm notabilizado.

          Os nobres sentimentos de generosidade e gratidão com que por regra se adorna a alma transmontana fazem-se evidenciar e reflectir  nos actos e atitudes da Maria da Graça, como testemunhei no meu primeiro contacto (via internet) com esta senhora que me pediu para que  divulgasse  os nossos poetas e escritores menos conhecidos do grande publico. Nessa ocasião,  apontando o nome de Nelson Vilela em primeiro lugar, isto porque após ficar orfão de pai, o Dr. Nelson, ao tempo director do Externato, a deixou continuar  a estudar graciosamente em quanto quis e pode. Os anos passaram, as circunstâncias obrigaram à dispersão, mas o sentimento de gratidão não se apagou na alma desta minha distinta conterrânea que também na NetBila comenta, divulga e promove o que acerca dos valores culturais e cívicos serve a causa transmontana. Daí a incluir no rol das figuras importantes da diáspora mondinense. 

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publicado às 20:16


antes quebrar que torcer

por aquimetem, em 27.02.10

         Aqui o Presidente da Assembleia Geral da Casa, Prof. Guilhermino Pires, ladeado pelo Dr. Bento da Cruz, Padre Fontes e Dr. Barroso da Fonte a ler um saudação enviada do Município de Montalegre e dirigida aos três ilustres montalegrenses.

          Com um almoço no restaurante Quinta Antiga, no Cacém, previsto para cerca de 200 pessoas, encerra hoje com chave de ouro o evento que reuniu em Lisboa três dos principais pilares da cultura barrosã e do país: Barroso da Fonte, Bento da Cruz e Padre Fontes. 

          Como já foi largamente divulgado esta iniciativa que teve no dinâmico transmontano Dr. António Chaves o principal promotor, e como base de partida  o facto dessas três figuras da cultura barrosã fazerem anos no mesmo mês.  Daí a boa razão para os convidar a  descerem até à Capital com toda a sua bagagem de saber vivido e recolhido no seio do Portugal profundo, e assim na medida do possível fazerem algum estrondo nos ouvidos surdos da ignorância urbana... Era o que se esperava e foi o que aconteceu e mereceu a pronta colaboração do proprietário da Âncora Editora, Dr Baptista Lopes que providenciou no sentido de que o lançamento das mais recentes obras destes três escritores ocorresse na FNAC (no Centro Comercial Colombo) na passada quinta-feira, entre as  18 e as 21h00. O Barroso da Fonte, com "D.Afonso Henriques - um Rei polémico"; O Padre Fontes, com uma biografia sua e desse titulo, feita por Eugénio Mendes Pinto, e o Dr.  Bento da Cruz, com a FÁRRIA. Publicações da Âncora Editora

Dr Artur do Couto, um barrosão da diáspora  

          Também a Casa de Trás-os- Montes e Alto Douro, de Lisboa como embaixadora que é da nossa Provincia, junto dos transmontanos da diáspora, se associou ao acontecimento, quer fazendo a previa divulgação do evento,  quer ontem na promoção de um convívio mais "familiar" na sede da centenária Associação, ao Campo Pequeno, Nº50, o qual constou de dizer e ouvir dizer da boca de  transmontanos verdades que fazem a diferença, e dum jantar bem comido e bebido para retemperar as forças. Verdades como também  na TVI muitos portugueses nessa tarde  poderam ver e ouvir  da boca do  Padre Fontes,  nas Tardes da Júlia.  

          Para além das três figuras barrosãs que esta semana foram estrelas na cena literária alfacinha, quero destacar aqui um outro barrosão que aqui mostro de rascunho em punho a fazer o merecido elogio à acção que a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro ao longo da sua história tem desenvolvido em prol das terras e gentes daquele Reino Maravilhoso que Torga nos descreve. Este Dr. Artur Monteiro do Couto não é apenas defensor acerrimo da sua aldeia natal, mas o embaixador de Boticas e da região de Barroso onde quer que se encontre. E arrasta consigo os outros! Eu transmontano de Basto, foi graças a ele que  partilhei deste convívio. Bem haja.   

O Dr Armando é outro transmontano da diáspora muito afecto a Lamas de Olo, terra vizinha do meu Vilar de Ferreiros.

         Também aqui o Dr. Armando no uso da palavra para fazer um breve mas muito bem urdido  esboço à volta do acontecimento e dos personagens em destaque. Não há nada que substitua a palavra!

   Paralelo a  Edundo Pedro, de costas para a plateia, o presidente da Direcção da Casa, Sr. Professor Jorge Valadares, assiste de pé e braços estendidos à entrega das lembranças.

          A cerimónia acabou com a oferta pela da Associação de uma lembrança a cada um dos  três escritores homenegeados e  no decorrer da qual, recorde-se, um outro orador,  Hélder Alvar, informou os presentes de que está em marcha uma petição no sentido de pedir ao Sr. Presidente da Republica uma condecoração para o proximo 10 de Junho que distinga o Sr. Padre Fontes pelo seu relevante labor em prol da cultura popular portuguesa.  O transmontano tem uma alma do tamanho de Portugal, mas quando a  franqueia em verso ou prosa deixa de ter fronteiras é universal. No decorrer deste evento reconfirmei isso mesmo.  Viva Trás-os-Montres e as suas sub-regiões! Desta vez foi Barroso que esteve em cena, noutro dia será outra região transmontana a falar dos seus maiores, o importante é que se fale daqueles transmontanos empenhados em honrar pelo trabalho, saber e cultura as suas origens e as tradições de um povo de antes quebrar que torcer. 

Ver mais em:   http:// aquimetem2.blogs.sapo.pt  ( Ao sabor do tempo)

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publicado às 23:57


Suor alheio

por aquimetem, em 01.05.09

 vila de mondim de basto

          Hoje, Dia de São José Operário e do Trabalhador, decidi quebrar o meu silencio de quase dois meses e vir a terreiro dizer aos visitantes de Portugal, minha terra que estou vivo. Ou melhor, dizer que já regressei da visita que fiz a Angola, e... com muito em  agenda  para contar e na objectiva para mostrar. Ainda não comecei... porque entretanto tinha sido apanhado para intervir no 2º Contar, Cantar e Pintar Mondim que amanhã, dia 2, vai decorrer na vila de Mondim de Basto, e como se sabe, estas coisas ocupam tempo. Lá estarei às 14h30  para acerca do mondinense rio Cabril  dissertar, e ao mesmo tempo conviver com amigos e conterrâneos que à volta deste certame, ou não, vou encontrar. Dos muitos lá espero encontrar, entre outros,  o Dr. Nelson Vilela que no domingo, dia 3, será homenageado pelos promotores deste evento, e conto também conhecer pessoalmente a minha conterrânea Maria da Graça, que no blog Ao sabor do tempo foi a grande impulsionadora desta merecida homenagem a tão distinto  professor e poeta transmontano . Com aqueles que no Dia do Trabalhador não têm trabalho remunerável, vamos pedir a São José que interceda por eles e se iluminem as consciências dos que gastam desmedidamente à custa do suor alheio.

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publicado às 13:23


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