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Não se fiquem por aí.

por aquimetem, em 18.06.17

 

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Cercado por Castanheira de Pera, Góis, Pampilhosa da Serra, Sertã e Figueiró dos Vinhos, Pedrogão Grande é um município do distrito de Leiria, região Centro, da qual sou apreciador e tenho por todo esse espaço geográfico particular admiração. No meu trabalho “Nossa Senhora da Graça - Na Fé dos Mareantes” consagrei algumas páginas a esta região, onde neste fim de semana se deu uma tragédia com um fogo florestal que neste momento já deu conta de 62 mortos e 54 feridos graves.

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Uma série de amigos tenho muito afectos à região, o saudoso Evaristo que foi do restaurante Isaura, na Av. de Paris, em Lisboa, proprietário e era natural de Figueiró dos Vinhos. O saudoso guarda florestal do Parque de Monsanto, também em Lisboa, que da freguesia da Graça ( Pedrogão Grande) era natural ; bem como entre os vivos o meu comprovinciano João de Deus Rodrigues, poeta e prosador que ali foi por casamento encontrar a companheira e veio da continuidade por onde a gesta transmontana deixa rasto. 

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Aos familiares das vítimas que ficam em dor profunda, e não se consolam com palavras ocasionais…Faço votos que os abraços e palmadinhas…dos nossos políticos não se fiquem por aí…

 

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publicado às 15:34


Na Casa do Alentejo

por aquimetem, em 30.05.16

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 No próximo dia 02 de Junho vamos poder assistir ao lançamento de mais um trabalho literário do poeta e prosador transmontano João de Deus Rodrigues, desta vez na Casa do Alentejo.

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 Só se algo de mau acontecer deixarei de estar ali presente ás 18h00 para nesse dia abraçar e felicitar o meu ilustre amigo, e convido daqui todos os transmontanos da diáspora residentes em Lisboa, mormente os naturais de Macedo de Cavaleiros a fazerem como eu, bem como os naturais de Pedrógão Grande, onde também por casamento ele está ligado.  

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publicado às 18:28


Muito obrigado poeta amigo

por aquimetem, em 02.02.16

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Temos o Carnaval à porta, o Domingo gordo é já o próximo, no dia 07. Este ano faço a minha partida ao corço da Bajouca, não vou lá. Mas, como dizia…. o saudoso Raul Solnado: “ meu pai não veio cá, mas foi a minha mãe lá”. No verdadeiro dia de Carnaval, terça-feira, que este ano calha no dia 09, tenho cá uma embaixada de bajouquenses que vêm à RTP1 para assistir ao programa Preço Certo, e como por adopção faço parte da família, lá estarei uma vez mais a passar uma tarde sempre muito animada pelo seu apresentador Fernando Mendes. Para que no dia me não engane no caminho, no passado domingo, apanhei o autocarro 750 e na Rotunda do Relógio entrei na Av. Gomes da Costa, passei ao lado da RTP, e sai na paragem a seguir, para entrar na rua Augusto de Castro, ao encontro da rua Conselheiro Emídio Navarro, onde, mais ao cimo  ficam as entradas para os estúdios da RTP. Claro que não me vou enganar, mas com isto quero que também não se engane  quem vem de longe, e não sabendo, precisa de saber para lá chegar.

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E como diz o outro, "por morrer uma andorinha, não acaba a primavera". Pois, então! Tão-pouco alguma vez faltará inspiração ao meu distinto amigo e co-provinciano, o poeta e prosador João de Deus Rodrigues para poetizar e  como neste carnaval, nos deliciar, assim:

"O Carnaval na minha infância

     (memórias)

Foi antanho, é passado,

Mas a memória devolve tudo:

Uma mulher, a roca, o linho fiado,

Mas não se fiavam as barbas ao Entrudo!

Mão ágil, fósforo aceso, a estopa queimada.

Uma pedra que sai da mão,

E a cabeça rachada, ao carpinteiro João.

Uma mulher, as estopas a arder,

A ousadia, o drama, a agressão.                             

Porque os homens da aldeia faziam tudo,

Para que não se fiassem as barbas ao Entrudo,

Para manter viva a tradição.

Enquanto na cozinha, à luz da candeia,

Quatro gerações junto à lareira,

Festejavam o carnaval, sem máscaras,

Essas coisas do demónio tentador,

Porque só eram permitidas brincadeiras,

De deitar farinha na cabeça,

E contar “estórias”, não muito brejeiras…

E toda aquela boa gente,

De cara descoberta, alegre e contente,

Passava a noite de carnaval,

Com uma estridente gargalhada,

Até ao clarear da madrugada...

Era assim o Carnaval na minha infância,

Em casa dos meus avós maternos,

A tão longa distância…

Onde não eram conhecidos corsos carnavalescos,

Nem desfiles de samba, com foliões pitorescos…

     Desejo a todos os meus amigos um BOM CARNAVAL 2016.

                    João de Deus Rodrigues".

 

                      

 

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publicado às 18:11


Um bom ano

por aquimetem, em 31.12.15

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Presépio da Bajouca (Leiria)

Com a Festa de Natal e a da Família, vem o Dia Mundial da Paz, o 1º de Janeiro! Entramos num Novo Ano, o 2016. Quem o diz é calendário gregoriano, que desde Júlio César vem servido para contar os anos que tem de duração a vida das pessoas e das coisas...O Presépio que São Francisco de Assis fez representar ao vivo regista também que há 2016 anos nasceu em Belém o Deus Menino. Em memória dessa efeméride que o mundo cristão celebra, desejo a todos os meus amigos boas entradas no Novo Ano e que a paz reine no coração de nós todos. Um bom ano que desejo e ilustro com poema de João de Deus Rodrigues:

"UMA SÚPLICA AO ANO NOVO

Ano Novo,

Meu amigo,

Não passes depressa,

Que me levas contigo.

E dá-me o que te peça,

A mim e a toda a gente:

Saúde, paz, amor e alegria,

Honestidade e inteligência,

E o pão nosso de cada dia.

E traz-nos o calor do sol,

O cintilar das estrelas,

A bênção da chuva,

O murmúrio das fontes,

O trinar do rouxinol,

E o cheiro dos montes.

E fazei, também,

Com que os frutos da terra,

E os peixes do mar,

Sejam divididos,

Com amor e equidade,

Por toda a Gente da Cidade.

Sem ter em conta a sua cor,

O seu sexo, o seu credo, ou a sua idade.

E, finalmente,

Protegei todas as crianças,

E livrai-nos da fome,

Da peste e da guerra.

Para que haja paz, pão e esperança,

Nas casas de toda a gente,

Que habita a nossa Terra".

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publicado às 09:49


Natal de 2015

por aquimetem, em 15.12.15

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Poema do poeta João de Deus Rodrigues:

"Não gosto do Pai Natal...

(um quase poema)

Não gosto do pai natal.

Ponto final.

Mas não gosto do pai natal,

Por ele ser um cavalheiro barrigudo,

De barbas brancas, com um saco encarnado ao ombro,

Onde finge que leva brinquedos para dar às crianças.

Com aquele seu ar bonacheirão,

E o seu hou!…, hou!…, hou!…

Quando vem no trenó, puxado por renas mansas,

A escorregar na neve até parar em frente

De um supermercado, apinhado de gente,

Com uma campainha na mão,

A acenar para crianças inocentes,

Com um olho nos pais, babados e contentes,

Convidando-os a entrar para comprarem uma pistola

Ao rebento, com ar de mariola, ou um carro de combate,

Que trepa pelas paredes, aos tiros, e não há quem o mate…

Não. Não é por isso que eu não gosto do pai natal.

É sim, por que vejo nele o produto acabado

De uma sociedade consumista, tal e qual.

Uma sociedade que foi capaz de fazer esquecer o Presépio,

E o espírito, místico, do Natal.

Com o Deus Menino deitado na palhinha,

No meio de José e de Maria, junto da vaca e da burrinha,

Para nos provar que Nasceu para nos salvar.

Mas esse testemunho, transcendente e celestial,

Deixou de figurar nas montras iluminadas da cidade.

Onde outrora, velhos, novos e crianças, com saudade,

Paravam para ver o Deus Menino que veio ao Mundo,

Para nos trazer o Amor a Paz e a Felicidade.

E que agora anda tão esquecido, também por culpa da igreja,

Que deixou cair o Presépio, e isso não é coisa que se veja…

Por isso, espero um dia não entrar numa igreja paroquial

E ver no Presépio o Menino Jesus deitado, vestido de Pai Natal!...

Quem sabe se sozinho e triste, a pensar:

Ó minha Gente Amada, olhai para Mim!

E não Me deixeis aqui ficar, assim vestido,

Porque se não ainda Começo a chorar…"

 

Natal de 2015 - João de Deus Rodrigues 

 

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publicado às 20:49


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