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A Peregrinação de 2017

por aquimetem, em 25.08.17

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A Peregrinação de 2017, em honra e louvor de Nossa Senhora da Graça, vai como de costume realizar-se no 1º domingo de Setembro, que este ano calha no dia 3. Preside , como é tradição, o bispo diocesano D. Amândio Tomás. Do programa deste ano destacamos: às 08h00 - Confissões; às 10h30 - inicio da Procissão no Largo de Santiago com recitação do terço; às 11h00 - Missa Solene;às 12h00 - Procissão de despedida a Nossa Senhora.

Situado no cimo do Monte Farinha - Vilar de Ferreiros, Mondim de Basto - este santuário mariano é dos mais famosos de Trás-os-Montes e do norte de Portugal também. A localização é do mais belo que existe e a região convida à  admiração, tanto como à contemplação. Aproveitemos para o fazer este ano, no dia 3 Setembro, domingo.

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publicado às 14:43

 

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De Barroso da Fonte

Quem era vivo e tem a memória fresca lembra-se da música dos anos sessenta, durante a guerra do ultramar «Angola é nossa». De resto havia duas canções com o mesmo título. Mas com letra e música diferentes. Ambas muito conhecidas, ritmadas, muito persuasivas e muito empolgantes. Ninguém ficava indiferente à música e à letra. Sobretudo nas rubricas radiofónicas de discos pedidos, tanto uma versão como a outra, eram das mais requisitadas pelos ouvintes, quer em Angola, quer no Continente. Logo após a autonomia das Províncias Ultramarinas, uma e outra versões foram silenciadas, deixando de ouvir-se. Uma dessas versões tinha música e letra do Padre Ângelo do Carmo Minhava, natural de Ermelo, concelho de Mondim de Basto. Este sacerdote Transmontano nasceu em 15 de Janeiro de 1919 e faleceu dia 2 de Dezembro em curso. Foram 97 anos de vida cheia, de entrega aos outros que foram todos aqueles que com ele se relacionaram, que com ele aprenderam nas aulas e cumpriram as normas religiosas.
Ordenou-se no Seminário de Vila Real, em 1942. Desde cedo se dedicou à arte musical e poética, lecionando, formando tunas e orfeões e regendo esses agrupamentos, quer no antigo Liceu Camilo Castelo Branco, na Escola de S. Pedro, no Instituto Politécnico de Vila Real (mais tarde UTAD), quer no próprio seminário a que pertenceu como aluno e mais tarde, o resto da vida, como professor. Foram seus alunos e vários e conhecidos maestros, como José Luís Borges Coelho, Altino Moreira Cardoso, Prof. Magalhães. Padre Branco de Matos.
Foi professor de latim, Francês, Literatura e, obviamente, música. Em 1947 escreveu e publicou o poema herói-cómico – Lírico Cabrilíada. Editou vários outros livros sobre literatura e boas maneiras de falar e de conviver em sociedade. Foi autor de muitas marchas, entre as quais de: Vila Real, Montalegre, Régua, Boticas, Ribeira de Pena, Pensalves, Pontido, Lagoaça. Hino do Regimento Militar de Chaves e de vários regimentos que prestaram serviço no Ultramar. Com letras do autor desta nota, musicou os Hinos das Casas Regionais de Trás-os-Montes de: Guimarães e do Porto; o soneto «Para meu Pai» e o poemeto «Da terra nasce o amor».
O que fica para além da morte do Padre Minhava, depois de 97 anos de vida, são a bondade, o saber o exemplo cívico. Resta seguir as linhas mestras que o Padre Minhava nos incutiu.
Falo por mim que fui seu aluno durante dez anos. Foi meu maestro, meu complemento em coisas que têm a minha assinatura, mas precisei da dele; e, em cultura, que muito me ensinou e que, por culpa minha, tão pouco aprendi.
Perdemos todos os Transmontanos, muitos portugueses e a sociedade, em geral, um dos mais lúcidos, mais sólidos e mais coerentes cidadãos do nosso tempo. Quase um século de uma convivência proveitosa, porque viveu para os outros e não me parece que tenha vivido para si. Permita-me o leitor que fale na primeira pessoa. Há notícias que se escrevem e que podem gerar incomodidades. Mas quando se fala de alguém, como foi o Padre Ângelo do Carmo Minhava, fica-se, com a quase certeza, de que falamos de um ser humano, verdadeiramente exemplar.
Conheci-o em 1952, como meu professor de música. Nunca fui bom aluno em nada, nem sequer em música. Em dez anos solfejei, cantei e até regi algumas vezes, mas só nas aulas e entre colegas. Fui barítono por escolha sua. Nessa condição cheguei a ir, integrado no seu orfeão, atuar aos estúdios da Rádio Alto Douro. Penso que era um brinquedo para o (depois, meu amigo) Carlos Ruela. Era um privilégio nesses tempos, em que não havia estúdios, nem televisões. Mas, de facto, apenas fiz letras que (os hoje maestros) José Luís Borges Coelho e o Altino Moreira Cardoso, musicaram.
Por não conseguir musicar, sinal de que aprendi pouco, em dez anos, tive a rara satisfação de ver quatro poemas meus musicados pelo Mestre de nós os três. Pela vida fora foi lendo os meus escritos em jornais e em livros, em prosa e em verso,que produzi em mais de meio século. Sempre me escrevia a agradecer e a felicitar; e, algumas vezes, a puxar as orelhas, por excessos de linguagem ou discordâncias formais. Recordo que numa entrevista a Gil Silva e a Paulo Mourão ao programa «Perfis -Transmontano sem preconceito», questionado sobre - «o que tem a dizer sobre Pires Cabral, António Cabral e Barroso da Fonte, respondeu assim: - «embora discorde, por vezes, de certas efabulações do escritor Pires Cabral, reconheço nele um escritor de muito mérito... O dr. António Cabral é, desde jovem, vocacionado para as letras. Barroso da Fonte, idem, por vezes bastante conflituoso, mas frontal e grande patriota». Nunca me reconheci tão bem caraterizado. De Ângelo Minhava fica, para além da morte, aquilo que todos nós deveríamos deixar: erudição, obras e exemplos de toda a natureza. A imprensa regional já noticiou o seu desaparecimento. Na imprensa diária, a começar pela RTP que se proclama de serviço público, ainda nada vi, nem ouvi, de entretida que anda com o futebol, com guerras de alecrim e de manjerona e com vedetas vazias de tudo, a não ser a espuma que lhes tapa as mazelas. Espero que o poder político distrital, desde Mondim de Basto a Montalegre, desde Vila Real à Régua, de Chaves a Lagoaça, saiba perpetuar o nome e a obra deste Transmontano do tamanho das Fisgas de Ermelo e do simbolismo intelectual do Douro. Há homens do tamanho do mundo como o Mons. Ângelo Minhava que só aparecem e desaparecem de século a século.

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publicado às 22:16


A D. Alzira Borges deixou-nos

por aquimetem, em 01.09.16

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Mondim, 25/11/ 1924 - Mondim, 31/08/2016
Faleceu hoje a saudosa mondinense D. Maria Alzira Teixeira Borges, de 91 ano, era viúva de José Teixeira de Matos e mãe da dinâmica Maria da Graça Borges de Matos, promotora e divulgadora dos transmontanos afectos aos meios culturais , mormente aos que têm as musas por atractivo . Figura muito estimada e respeitada, a D. Alzira depois de viver durante muitos anos na região de Lisboa, após enviuvar;  quis por fim passar o resto da sua existência terrena onde nasceu e quis morrer. Há cerca de um ano tornou-se hospeda do Lar da Misericórdia de Mondim de Basto, onde muito bem cuidada e acompanhada por familiares e amigos viveu feliz até que Deus a chamou para junto de si. O seu funeral realiza-se na próxima 6ª-ferira para o cemitério de M. de Basto, com missa de corpo presente. Aos seus 4 filhos e 2 filhas, em especial à Maria da Graça, os meus sentidos pêsames.

 

 

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publicado às 00:15


Daqui vai o meu abraço

por aquimetem, em 25.05.16

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 No Sábado, dia 28, quem tiver oportunidade passe pela Biblioteca Municipal do município mondinense, que com o titulo MONDIM DE BASTO, vai sair mais uma obra do poeta e prosador Luís Jales de Oliveira. É ás 21h30, e cabe lá muita gente amiga do "Ginho" e apreciadora da sua vasta obra editada. Daqui me associo aos seus amigos e admiradores  que nesse fim de tarde se vão deliciar a ver outra pérola burilada com letras e fotos, certamente, pelo punho do conceituado autor, e actor, que muito honra a sua, e minha terra. Daqui vai o meu abraço  

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publicado às 19:46


Parabéns ao "Ginho"

por aquimetem, em 18.05.16

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 Não vou poder assistir, mas daqui felicito o meu distinto conterrâneo, Luís Jales de Oliveira, o "Ginho", poeta e prosador insigne, com basta obra editada. Desta vez o titulo é MONDIM DE BASTO, e a sua apresentação vai ser na Biblioteca Municipal, cita na ladeira do morro da Senhora da Piedade, às 21h30 do próximo dia 28, deste mês de Maria. Um forte abraço de parabéns e votos de muitos êxitos no escalar e enriquecer com pergaminhos literários a colina bibliográfica da terra e região que nos viu nascer.  Felicidades

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publicado às 20:34


Coronel Jorge Golias

por aquimetem, em 28.04.16

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 Conheci o coronel Jorge Golias na Casa de Trás-os-Montes, em Lisboa, creio que no lançamento de um livro do seu camarada Jorge Laje, voltei a vê-lo, mais tarde no Centro de Apoio Social das Forças Armadas, em acto semelhante, agora de uma obra de António Chaves. Sem com ele manter contacto, tenho no entanto as melhores referências a seu respeito, que me vem de quem com ele viveu de perto, primeiro na Guiné, como seu subordinado, e depois na vida civil. Refiro-me ao mestre António Carmo, consagrado artista da paleta e pincel cujos seus trabalhos correm mundo. Como a Academia de Letras de Trás-os-Montes, também António Carmo, me desafiou para no passado dia 14 estar no Palácio da Independência para assistir ao lançamento de A Descolonização da Guiné-Bissau. Não fui porque me foi impossível. Mas tive muita pena, tanto mais por saber que também este meu  amigo, mereceu constar no texto deste documento histórico saído de punho transmontano.   

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 E não é só o nome deste meu amigo que consta na obra,  também um outro meu prezado amigo, e conterrâneo ilustre, me foi agora dado saber, por TEMPO CAMINHADO, mereceu honra semelhante como reza a noticia : "Para informação dos leitores do blogue: Já contactei com o soldado-poeta Valdemar Rocha. Um poema dele consta neste livro sobre a Descolonização da Guiné-Bissau. Assim como um conto de Jales de Oliveira, também do Norte.
Parabéns ao editor do blogue, Dr. Armando Palavras, pela excelência do mesmo.
Saudações transmontanas.
Jorge Sales Golias".

Pois é. Lá figura o nome de Luís Jales de Oliveira, pelos vistos com um conto. Poeta consagrado e prosador de fina qualidade, fica bem para louvar e assinalar o evento corroa - lo com um poema do Ginho.  

 

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Jales de Oliveira, "Ginho"

(Gadamael Porto, Guiné, 1973)

Nos gritos silenciados
Pelos esgares multiplicados desta metralha horrenda,
Se eu de vós me não lembrar, meu monte e meu rio sagrados,
Que a minha língua se prenda,
Que a minha língua se prenda!

Junto ao Rio de Cacine me sentei chorando,
Com saudades consagradas
Ao meu chão;
Nos palmares do chão manjaco desfiando,
Um rosário de granadas,
De mão.
Partem de Kandiafara mísseis Straella em demanda da minha vida,
Quando eu demando a minha terra da promissão:
Tão longe está o doce favo da partida,
A cama desfeita, os olhos embaciados amarrados ao vulcão.

Não é este o Rio que eu desejo engrossar com as lágrimas salgadas
Desta saudade tamanha;
Jazem a harpa e a G3, dependuradas,
No tarrafe da bolanha.
Não é este o rio das bogas, dos barbos, das enguias, e dos mexilhões
Que eu demando. Este rio não é,
O rio que eu desejo. O rio Cacine tem candambas, tem bicudas, tubarões,
Nasce e morre em quatro horas de maré.

Aqui as bajudas balançam com altivez os chalavares dos camarões,
E os flamingos parecem levitar num golpe d`asa;
Mas a água do meu rio, como o fogo dos vulcões,
É ferro em brasa.

O meu Tâmega sagrado foi rasgado com um grito,
Marcado pelo lume que a profecia diz,
Um pássaro de fogo voando no infinito,
Doce cicatriz.

Junto ao Rio de Cacine me sentei chorando,
Com saudades consagradas
Ao meu chão;
Nos palmares do chão manjaco desfiando,
Um rosário de granadas
De mão.

Nos gritos silenciados
Pelos esgares multiplicados desta metralha horrenda,
Se eu de vós me não lembrar, meu monte e meu rio sagrados,
Que a minha língua se prenda,
Que a minha língua se prenda!

                 In Corre-me um Rio no peito

 

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publicado às 21:53


Vilar de Ferreiros em festa com São José

por aquimetem, em 17.03.16

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 Ainda que em tempo de Quaresma, São José tem direito a ser festejado com alegria e fervor por ocasião do Dia do Pai, que é o seu dia, 19 de Março. Como em anos anteriores, na capela de São José do Fojo ( Vilar de Ferreiros), no próximo sábado, vai haver convívio muito animado com lanche repartido da família josesiana, após missa vespertina que às 16H00, o Sr. Padre João Paulo ali irá celebrar . Se o dia se prestar é uma boa ocasião para visitar aquele encantador local, paredes meias com as Fisgas de Ermelo, e tomar parte, senão na eucaristia, no convívio lanche dos muitos Joses que ali se costumam juntar. Chega para todos, mesmo que não sejam da “família”….

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 Também no Domingo, dia 20, na sede de Freguesia há festa, é Domingo de Ramos. Até não há muito tempo, festejava-se neste domingo a Festa do Coração de Jesus, ultimamente deixou de se fazer, passado para outra data, e agora apenas se celebra a festa litúrgica desse domingo, com procissão que saí da vizinha capela de São Sebastião para a igreja paroquial, onde às 15h00 decorrerá a Eucaristia dominical. 

 

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publicado às 22:31


Ossos de um insigne vila-condense

por aquimetem, em 03.02.16

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Há quatro anos, em 2012, a propósito deste saudoso e ilustre amigo, escrevi: "Faz um ano, no dia 08 de Fevereiro, que faleceu em Lisboa, onde residia, o Dr. Primo Casal Pelayo, que foi professor, director e proprietário do Externato Latino Coelho, na freguesia de Santa Maria de Belém. Natural de Fajozes, Vila do Conde, foi no colégio de São José, da família Pelayo, que iniciou a sua notável carreira de formador e educador de várias gerações que ainda hoje recordam com saudade o Colégio dos Pelayos, da rainha do Ave. Em Lisboa muitos foram, e são, também, os que ficaram gratos ao Dr. Primo Pelayo e ao colégio de que foi dono, gestor e professor exímio, na Rua da Junqueira.

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Sempre que posso costumo visitar a campa onde, no Cemitério de Benfica, repousam os seus restos mortais; mormente na data do falecimento. Este ano faz cinco anos que deixou o mundo dos vivos, as autarquias que até com os mortos fazem dinheiro, não sei o que a de Lisboa vai fazer da sua ossada. Que ao menos avise os familiares ou a Junta de Freguesia de Fajozes, antes de atirar com ela para a bala comum. São ossos de um insigne vila-condense, e autor da Ermida do Monte Farinha, a quem também muito deve Mondim de Basto.

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publicado às 11:02


Uma mondinense de respeito.

por aquimetem, em 12.01.16

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Já uma vez, em Março de 2010, escrevi acerca desta minha distinta conterrânea, da diáspora, como eu, o que repito e teimo divulgar: "Não vai gostar, mas como a sei mulher que a quem como ela amar e defender a terra onde ambos nascemos é capaz de perdoar este meu atrevimento, eis-me a revelar o nome daquela "minha conterrânea  Mg que para ver e conhecer gente transmontana que em verso ou prosa honre as letras lusas não há igual!", como noticiei no blog Ao sabor do tempo, em post, de 26 de Fevereiro de 2010, intitulado "encontro cultural".  Trata-se da minha conterrânea Maria da Graça Borges de Matos, natural de Mondim de Basto, onde nasceu a 4 de Janeiro de 1956, filha de José Teixeira de Matos e de Maria Alzira Teixeira Borges". Como já divulguei, nada de novo até aqui. De novo, apenas que fez anos no passado dia 04, e que nem uma mensagem de parabéns lhe mandei. Nesse dia, infelizmente fui chamado, pela amizade que tinha ao saudoso Padre Guedes, à terra, onde eu e a Maria da Graça nascemos, para dar um ultimo adeus a esse amigo que Deus chamou a Si. A esta generosa senhora, amante da boa leitura e dos poetas e escritores transmontanos promotora, devo o lançamento que fez do meu nome junto de notáveis da nossa região, como Barroso da Fonte, Jorge Lage, Fernando Vilela e outros que se não fora o seu empenho e intervenção ficaria para eles no anonimato. Por isso e porque "o seu a seu dono", aqui deixo o meu publico reconhecimento à distinta conterrânea de quem também já disse:  "....  a fazer de tudo, numa pequena empresa familiar, de motores e máquinas industriais, com o tempo bem contado e ocupado no desempenho do seu trabalho profissional, acrescido da missão de esposa e dona de casa, os curtos momentos de descanso e lazer costuma aproveitá-los a ler e pela leitura e novas tecnologias manter-se a par das noticias e ocorrências que lhe despertam interesse. O manifesto orgulho que nutre por tudo quanto seja ou fale de Trás-os-Montes é motivo de sedução para esta mondinense que tem  particular admiração pelos conterrâneos e transmontanos que nas letras e artes se têm notabilizado".

          "Os nobres sentimentos de generosidade e gratidão com que por regra se adorna a alma transmontana fazem-se evidenciar e reflectir  nos actos e atitudes da Maria da Graça, como testemunhei no meu primeiro contacto (via internet) com esta senhora que me pediu para que  divulgasse  os nossos poetas e  escritores menos conhecidos do grande publico". Na ocasião o seu objectivo principal era ver divulgado o nome e a obra do já saudoso Dr. Nelson Vilela, que foi seu professor e benfeitor, após ficar órfã de pai. Uma mondinense de respeito.

 

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publicado às 10:30


Já lá vão 65….

por aquimetem, em 24.06.15

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Por finais de década de 50 apareceu na região do Coronado, como professor na escola do Outeiro, um celoricense que eu conhecia de Fermil de Basto. Por respeito e na dúvida se era ele ou não, também não me atrevi a ir a falas com ele. Um dia em casa do vigário de São Mamede, Sr. Padre Joaquim de Sousa Ferreira e Silva, dei com ele ali ocupado em frente duma escrivaninha, e sem perguntar nada, vai o Sr. Padre Joaquim e anuncia: “tens aqui um homem da tua terra”. Apresentados que fomos, dai em diante a nossa amizade estreitou-se como de irmãos se tratasse. Foi um encontro providencial, este, com o “Pascoal de Molares”, como era conhecido o Prof. José Lopes, pois deu origem à minha primária licenciatura (4ª. classe) e a um convite para iniciar colaboração no extinto Noticias de Basto, ao tempo do tipografo “Sousa”, que gostava mais de abelhas que do Noticias. Resisti ao convite visto que não me sentia atraído por tão interessante meio de ocupar o tempo livre e de servir a sociedade. Mas fui forçado por ele a entrar no redil, e cá me conservo já lá vão mais de 50 anos! Nessa ocasião também o vírus da magia me tinha contagiado, e por terras do Coronado e da Maia me tinha tornado conhecido pelo pseudónimo de Jaucop. Foi uma das etapas bonitas da minha vida e por isso aqui a recordo e assiná-lo com a transcrição do que foi o meu primeiro labor jornalístico faz amanhã, dia 25 de Junho, 55 anos. Dê-lhe por titulo: RECORDAR É VIVER.

           “É já no próximo dia 4 de Julho que passa mais um aniversário (28) do Ressurgimento para o Céu de D. Bernardo de Vasconcelos. “Recordar é viver” disse um certo filósofo; e, a figura de D. Bernardo nunca é demais recordá-la, visto que nos legou exemplos de sublime transcendência moral e espiritual.

           Todas as almas grandes, se tornaram sublimes pelo sacrifício que fizeram de si mesmas a Deus. E, D. Bernardo de Vasconcelos. foi um autêntico holocausto vivo de Sacrifício. o que ele humildemente chamava : “Uma bênção do Céu”

           A sua pequena grande vida, é um livro aberto em cujas páginas se encontram gravados os mais belos exemplos que devem servir de modelo aos jovens portugueses, a essa mocidade radiante que há-de formar o Portugal de amanhã.

           Compreendendo o alcance das sublimes virtudes de Frei Bernardo, não admiro que a devoção popular lhe haja erigido um altar em seu coração fiel e crente”.

 

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publicado às 22:18


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