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D. Maria Helena Trigo

por aquimetem, em 22.08.14

          Faleceu esta distinta senhora que passou a vida a fazer bem, e que como Assistente Social deixou rasto nos locais de trabalho  por onde passou, formando e orientando centenas de jovens alunas que a tiveram por mestra e amiga confidente. Conheci-a de perto e com ela assisti às comemorações das Bodas de Ouro da Escola Social Rural de Leiria, que em 2007 foram festejadas na cidade do Lis. A propósito desse evento escrevi então, em post de 28 de Junho, no meu blog Ao Sabor do Tempo:

          "Para garantir uma formação de base mais sólida, o Curso era repartido por três grandes áreas, a saber: Cultura Geral: Português, História de Portugal, Noções Elementares de Psicologia, Pedagogia, Serviço Social, Noções Elementares de Arte, Economia Doméstica e Civilidade. Artes Domésticas: Limpeza e Arranjo Doméstico, Costura, Bordados, Tecelagem, Culinária, Noções de Enfermagem e Puericultura. Esta componente de formação incluía actividades práticas desenvolvidas na escola, através da constituição de equipas de trabalho que garantiam os cuidados necessários à boa ordem e manutenção dos espaços onde as alunas residiam e estudavam. Noções de Agro-Pecuária: Agricultura, Jardinagem, Criação de Aves e de outros animais eram também ensinadas com o objectivo não só de proporcionar o conhecimento destas actividades características do mundo rural, mas também, através da vertente prática, de garantir que se davam às alunas, maioritariamente oriundas desse meio, os conhecimentos necessários para poderem, uma vez regressadas aos seus locais de origem, ser elas próprias factores de desenvolvimento local".- Dessa escola foi Directora desde 22 de Dez. de 1958 a Dez. de 1962 e de 18 de Outubro de 1964 a 9 de Outubro de 1968, D.Maria Helena Costa Trigo.

 

 D.Maria Helena Costa Trigo

           A Missa do 7ºDia que hoje ocorreu, às 12h10, na igreja de São João de Deus, em Lisboa, foi uma demonstração desse afecto com que a D. Maria Helena era presença na consideração das suas agradecidas amigas, muitas  que ajudou a ser verdadeiras mulheres, esposas e mães. Lá encontrei de Leiria, a Lina; e de Lisboa, a Maria dos Anjos, e eu, em representação da Saudade, alunas que foram da Escola Social e Rural de Leiria, e tiveram por formadora a D. Maria Helena

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publicado às 17:00


Em dia da Assunção

por aquimetem, em 15.08.14

Bajouca em festa, andores na rua, aqui a Bajouca Centro na preparação do seu

          O mês de Agosto deve ser de todos o mês que mais dias vive em festa. Mas o forte anda certamente à volta do dia 15, Assunção de Nossa Senhora, e do dia 24, São Bartolomeu.

 

O vídeo dá uma ideia.

          Entretanto, além destas duas celebrações, do calendário cristão, muitas outras religiosas ou não acontecem aos longo de Agosto,  como por exemplo o 14 de Agosto de 1385, que maioria dos nossos jovens desconhece foi quando se deu a Batalha de Aljubarrota.  E que teve por herói, São Nuno de Santa Maria.

           Dia de festa , sai o padroeiro fora e os escuteiros, vaidosos carregam com Ele.

           Também a Bajouca festeja o seu padroeiro, Santo Aleixo por volta da Assunção, e que na região de Leiria atrai inúmeros visitantes que aproveitam para no restaurante da festa comer o afamado "Carneiro à Bajouca". Vou para lá agora mesmo se tiver mesa.

          Também orgulhosos cada lugar apresenta-se com seu andor

 

          No Olival Paroquial vão todos ser leiloados a ver qual deles rende mais

          Também a Filarmónica de Santo Aleixo que abrilhantou a Eucaristia e animou a Procissão é nesta festa elemento a realçar

A Missa festiva que às 14h30 teve lugar, foi prosseguida de procissão a que presídio o Sr. Padre Melquiades.

          Procissão em que desfilaram as imagens de Santo Aleixo, Santa Cecília e Nossa Senhora que aqui se vê transportada por piedosas mulheres bajouquenses

 

O vídeo ajuda a ver o que os caracteres alfabéticos não mostram

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publicado às 23:58


Tradições da Bajouca

por aquimetem, em 03.05.14

  

          Ouvi há muitos anos um pregador bem humorado dizer por graça que : “Muito comer, pouco rezar e nada pecar, Deus leva a bom lugar”. Não se tratando de doutrina de igreja, nem norma a cumprir, o dito tem certa lógica e se não fosse a Gula e a  Preguiça que se fazem notar no dito, até tinha cabimento. Mas com franqueza, dias como este ultimo  27 de Abril não são para se repetir muitas vezes ao ano. Em primeiro lugar porque é preciso ter pedalada, que já começa a faltar. E em segundo, porque nem sempre há convites e oportunidades destas. Até porque a Ângela também só uma vez por ano é que, em Abril, festeja o seu nascimento. Ah! Devo dizer que a Ângela é um personagem do livro Nossa Senhora da Graça-Na Fé dos Mareantes, é só para saberem.

 

          O certo é que depois das sopas e do lanche, às 18:00h estava noutra mesa recheada, uma vez que me não neguei ao honroso convite.

  

          Pena tive de não poder emparceirar com os garfos ali presentes, mas a barriga tem medida e só lá cabe aquela conta. Um copo em dias de festa é que vai sempre desde que a cabeça permita. E não esquecer que também na véspera fez anos a Helena, uma tia materna da Ângela que também na farra faz bem o seu papel. 

          Em animado ambiente lá fomos encontrar também a consagrada escultora de pedra Adália Alberto, tia paterna da aniversariante, que conheço melhor do facebook que pelo relacionamento pessoal. Foi de facto um Domingo da Misericórdia que valeu por isso mesmo, e que começou no Sábado, dia 26 com a recepção das Boas Festas, e o que à sua volta noticiei em terrasdolis; a seguir foram as sopas, como em Ao Sabor do tempo se relatou; depois o lanche que Na retaguarda ficou registado. E para encerrar a jornada escolhemos Portugal, minha terra. São blogs a consultar.

 

          Casa e barriga cheias quando tudo apostos foi o cantar dos parabéns e retalhar do bolo com a mãe da Ângela a dar ajuda no acender das belas.

          Aqui o pai no meio da maralha para manter a ordem

          Parabéns cantados, bolo repartido deu-se a liberdade à gente nova que a festa é deles

           Há garrafas de tinto e branco, mas só para uso dos graúdos. Nem todas ficaram cheias.

           Aqui só bolos, laranjada ou água para acompanhar. A não ser que o David Alberto, tio paterno da Ângela, me engane.

          E da Vieira de Leiria, que até é da Marinha Grande, veio a D. Luzia e o Sr. Amílcar um simpático casal muito amigo dos pais da Ângela, e não só deles, acrescento eu.

          Verdade verdadinha é que a minha presença na Bajouca durante o tempo nobre das Festas Pascais deste ano foi ocupada com festanças familiares e daquelas que deixam marca, como esta do aniversário da Ângela que feito no dia 14 jamais pensei que ia vê-la em festa rija. Como não à mal que não acabe, também não à bem que sempre dure, por isso de cara alegre lá vai o ti Américo, avô paterno da Ângela, regressar aos seus aposentos. Também não demorei muito pois ainda me quis despedir do grupo que deixei na Rua 17 de Dezembro, a ver vídeos com tradições da Bajouca

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publicado às 19:18


A força que tem o mar!

por aquimetem, em 18.02.14

Esta é a Rotunda Norte ou da Cáritas da Praia do Pedrógão que em Setembro ultimo um temporal quase tornou irreconhecível; mas como não bastasse, vieram as mais recentes tempestades agravar a situação. Pese ser a minha praia desde há uns quarenta anos a esta parte, e de muito já ter escrito a seu respeito, o facto é que desde o Verão passado nunca mais por lá passei. Para ver misérias, bem me chegam aquelas com que me cruzo na rua.

Mas no domingo dia 16, uma alma caridosa lá se lembrou de me convidar para lanchar fora da capital do barro, e carro cheio (é de 7 lugares), escolheu como destino o Pedrógão.

Fiquei desolado e triste por ver a praia que bem conheço no estado que o temporal a deixou, e as fotos da Rotunda Norte aqui mostram. A força que tem o mar!

Como um pouco por todo o litoral, também na terça-feira, 07 de Janeiro, foi dia de contabilizar os estragos causados pelo temporal que se abateu em todo o país e que no Pedrógão causou danos que além dos prejuízos vão demorar a sanar.  Apenas um dia bastou para o mar “comer” a praia Norte,  e danificar o paredão. Não apenas o areal, como parte do passadiço que dá acesso à praia desapareceu e o muro do paredão abriu extensas brechas.

Mas antes de continuar com a reportagem fotográfica vale dizer que a Praia do Pedrógão é a única praia do concelho de Leiria, e fica situada a norte da foz do Lis, muito próxima da praia da Vieira. Pertence à freguesia do Coimbrão e disse dever o nome a um afloramento rochoso que ressai no areal, conhecido pelas “Pedras”; e as divide em Pedrógão Norte, onde fica a povoação antiga; e o Pedrógão Sul, pelo areal que por vezes chega a desaparecer

 

 Dos estragos conta a moradora ti Encarnação Quiais : " nunca tal coisa me lembro; antigamente, noutro tempo, não havia barreiras e o mar, no Inverno, batia por vezes na muralha, mas nada como isto". 

 

Já o presidente da Junta de Freguesia do Coimbrão, Ventura Tomás, revela à Região de Leiria a sua intenção de reportar a situação à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). E o autarca faz saber que as marés vivas, habitualmente “expectáveis” lá para Outubro, desta vez “vieram mais cedo”.

Recorda ainda que "quanto aos danos provocados pela erosão e o avanço do mar no Pedrógão, “a tendência é agravar-se se não se fizer nada a montante”, lembrando os vários alertas enviados à tutela".

 

 Não é espectáculo que agrade ver, pelo que tem de trágico, mas que desperta curiosidade a quem dá apreço às emoções fortes, não tenhamos dúvidas. E disso deu provas a quantidade de forasteiros que no domingo, dia 16, fui encontrar no Pedrógão. Quase comparei com um daqueles dias de Agosto, em que os veraneantes ocupam todo o areal e ruas da piscatória estancia balnear.

 

Dos curiosos aproveita o pequeno comércio local, sobretudo os cafés que nestes fins de semana têm aberto para recuperarem as percas dos efeitos do temporal

 E lá fui encontrar uma avó feliz que foi da Gaspara mostrar o mar ao neto.

  

 Entretanto o homem apoiado na maquina tenta remediar os estragos deixados pela onda, e repor as areias desaparecidas, por forma a que na próxima época balnear, que vem aí, os veraneantes possam gozar do sol e aguas da Praia do Pedrógão. Assim o tempo deixe, e as maquinas tenham condições para escavar e transportar as toneladas de areia que faltam na praia e o mar engoliu.

 Acompanhei este trio desde a rotunda da Cáritas até à rotunda das Pedras, 1800 metros, a ver um mar menos ameaçador, mas nunca de fiar...Mas outra coisa vi: que as pessoas gostam de enfrentar o perigo. Por mais que as autoridades recomendem para não se aproximarem dos lugares perigosos é onde as pessoas se juntam mais e desobedecem. Também se assim não fora, Vasco da Gama não chegava à Índia, nem Pedro Alves Cabral ao Brasil.

 A caminho das Pedras não sou só eu a fotografar

 

 Uma perspectiva das Pedras.

 A rotunda das Pedras onde fomos parar para um lanche que os ares do mar fazem apetecer, mas que a concorrência de curiosos, como nós, obrigou a seguir viagem até à "Serração", nas Várzeas

 

 Mas antes passamos pelas antigas salinas da Carreia, para mais abaixo visitar a foz das águas que das Cavadas da Bouça (Bajouca) por Santo Aleixo e Aroeira (Monte Redondo) vão desaguar no Lis. E aqui as temos em força, passando por baixo da ponte, para darem entrada no rio. Rio que também fez das suas, ao longo do seu percurso.

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publicado às 11:47


Sardinhada de São João

por aquimetem, em 24.06.13

           Não descansa esta gente para manter viva a unidade e bom relacionamento com toda a comunidade e merecedores do respeito e consideração dos bajouquenses, então o antigo lugar da Capela (Bajouca Centro) é de facto exemplar. No sábado foi o combinar e fazer a surpresa à ti Saudade Rata, que havia feito anos na Sexta-feira, mas estava em Lisboa, onde reside, e veio de fim de semana visitar as amizades; no domingo foi a já tradicional Sardinhada de São João, no Casal dos Afonsos. Sem ter mãos a medir a equipe aqui composta pelo José Ferreira Soares, o David da Helena, o David da Natália, o Paulo da Bela e o Zé João da Fernanda suaram umas boas horas a queimar carvão para assar sardinha e lentriscas.

           Também o Fernando Ladeira quase nem o deixavam largar a faca para ir às sardinhas e lentriscas tal a clientela do presunto. Mas há sempre uma alma carinhosa, lá foram buscar um prato delas e duas garrafinhas para empurrar.

           Na mesa do Sr. Padre Abel é que não se vê nada, a ti Idalina já mandou limpar a mesa para vir a fruta do seu quintal

 

           Esta foto vale pelo que vale duas figuras carismáticas da Capela ou Bajouca Centro: o Sr Manuel Grasina e a Ti Beatriz Rata a anfitriã do Casal dos Afonsos

 

           Onde estiver um transmontano está sempre mais um, eu de Mondim, e o amigo Nelson, aqui todo de branco, de Vila Real.

 

           Aqui uma barriguinha parecida com a minha; o Zé João, já a pensar na próxima; e a Isabel Neto, atenta a ver se alguem precisa de cuidados de enfermagem.

 

 

          Aqui, também de braços cruzados, o Zé Soares, e a Fernanda Capitão, no mesmo jeito; até parecem daqueles que como eu, só fazem figura de corpo presente. Grandes bajouquenses.

 

           A velha guarda à mistura com os continuadores....

           O Paulo da Manuela a segurar o sobreiro

 

           De mãos cheias o Rui da Célia, nunca falta nos convívios do lugar

 

           Um  vídeo que dá uma panorâmica deste convívio anual no Casal dos Afonsos 

 

           No meio da maralha pode ver-se em animado  bate-papo o Carlos Afonso, o Leonel e Raul Portela. Estes convívios também servem para se rever caras e amizades que andam mais afastadas do lugar e dos olhares dos amigos

 

           Nestes festins o Sr. Presidente da Junta, Hilário Estrada, costuma sempre honrar estas iniciativas com a sua amável presença, aqui o temos todo desportista a falar com alguém, que não identifiquei,  encostado ao sobreiro.

 

           Barriga cheia e garrafas vazias agora é altura de saltar a fogueira cujo rosmaninho foi apanhado dias antes. Toda a minha gente saltou. Muitas mulheres de saia, como antigamente.... Foi uma festa de ver, que São João por certo não desgostou. E quem também gosta de sardinha e acompanhante....pôde comer quantas quis de graça ou pagar o que  muito bem entenda dar. Que diferença entre o € 1,5 por cada uma, no Santo António de Lisboa, e no São João do Porto, e o preço das do São João, em Santo Aleixo da Bajouca!

 

           Fogueira saltada, rosmaninho acabado recinto limpo e toca ao cafezinho da ordem no Virgílio Sousa que também não dispensou perder a Sardinhada

 

          E como no aproveitar o tempo é que está o ganho, mal chegou ao Café, o cara nem à mesa dos que buliram para o êxito do convívio se sentou, foi logo bate-las à sueca.

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publicado às 15:54


Obrigados pela vossa visita

por aquimetem, em 07.06.13

          Hoje solenidade do Coração de Jesus, Coração de Jesus que nas minha terra berço tambem se festeja no Domingo de Ramos, manhã cedo alguém me tocou à campainha da porta. Ainda por me arranjar fui à janela para ver quem era. Vi. E antes de abrir a porta colhi de cima uma foto que fica como recordação. Era uma visita muito epecial que da capital de Trás - os - Montes e Alto Douro - aprendi assim, já não sei se é - desceu ao litoral para nos subúrbios da baixa alfacinha trocar aquele abraço de família e à transmontana.  

          Foi mesmo um visita de medico - oxalá os médicos não levem a mal, porque  eu também vou procurar ser breve - pois de regresso a casa  tinham um encontro marcado em Fátima ao meio dia, com a filha Liliana e genro Mário P. Cabral que sempre que andam por perto fazem questão visitar o Altar do Mundo para se confiarem e confiar o "Pedrocas" à Virgem Maria. 

          Gosto deste sorriso, muito parecido com o de uma pessoa que eu conheço melhor que ninguém. O pai fez-nos para sermos alegres e generosos

          Boa viagem cunhado, muitos carros de vida....e passa pela Vieira de Leiria e leva peixe fresco para uma caldeirada em Parada. Obrigados pela vossa visita

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publicado às 18:19


Até breve!

por aquimetem, em 20.01.13

          Era das peças mais bonitas e frondosas do jardim, que vi plantar e crescer, e agora ser derrubada pelo forte vendaval que no passado dia 19, sábado, se abateu por todo o país.

         Como a magnólia também um pinheiro de jardim que pelo Natal costumava enfeitar com luzes coloridas teve a mesma sorte deixando espaço livre para outro qualquer arbusto

         A vida dos vegetais no nascer e morrer é como a nossa, se não for de novo vai de velho, de morte natural, doença ou morte matada. Nisto, até os fortes, por vezes, vão à frente dos mais débeis; que o diga esta pequena planta que deixando-se vergar pela força do vento resistiu e venceu, ao contrário da magnólia e do pinheiro que de tranco forte, não vergando, partiram. Uma lição a tirar.

            Foi um fim de semana muito curto e o temporal também não ajudou nada, mesmo assim deu para matar saudades e passar uns bons momentos de cavaqueira. Á porta de casa deixei o esqueleto das  arvores caídas que se entretanto o vento as não levar dali a lareira háde consumir. 

         O vídeo mostra a força do vendaval e soprar forte do vento nessa manhã.

 

          Além dos arbustos  foi a laranjeira que largou as laranjas de tanto ser abanada. Impávida e serena uma ovelha com as crias que ali passaram a noite, assiste ao ventoso espectáculo que não pode descrever por ser irracional

 

          E como combinado, uma vez que com o vendaval a Bajouca ficou sem luz, no fim de almoço arrancamos pela A17 em direcção a Lisboa. Com muita pena minha e da minha cara metade. Até breve!

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publicado às 23:25


Gente que sabe ser agradecida!

por aquimetem, em 13.05.10

          Manhã cedo dirigi-me à Rede de Expressos, em Sete Rios, e  em um dos expressos da 07h00 aí vai ele direitinho ao Altar do Mundo. Ás 08h30 hei-lo apontado à capelinha das Aparições, já então cercada por uma multidão que me impediu a aproximação daquele local que é  epicentro do "fenómeno" mariano de Fátima.  

          Como já ontem me tinha acontecido, também aqui não consegui ver de perto Sua Santidade, mas só o prazer de ouvir a sua voz e com ele rezar na Cova da Iria valeu bem o transtorno de levantar cedo e sugeitar aos apertos da multidão. 

           Espectáculo impressionante, este, que animado por uma vibrante massa humana se reflecte pela espiritualidade, harmonia e cor na alma  de todos nós fieis cristãos. A diversidade de línguas, de raças, de bandeiras e estandartes representativos dos mais diversos povos  e  regiões  do globo são a prova que Fátima deixou há muito de ser um santuário de peregrinação nacional para universalmente ser o Altar do Mundo. Que o digam os nossos vizinhos espanhóis que nestas alturas suplantam tudo e todos. Temos muito que aprender com eles. Parabéns!

           O facto da visita de Bento XVI se desdobrar por Lisboa, Fátima e Porto não influiu por forma  a fazer diminuir o número de perigrinos na Cova da Iria, disso dá testemunho as cerca de 500.000 pessoas que esta manhã estiveram em Fátima. Ainda há muita gente que sabe ser agradecida ! 

          Casa de Nossa Senhora do Carmo, onde o Santo Padre se encontra alojado até amanhã, dia 14.  Antes de partir para o Porto e depois regressar ao Vaticano. Uma boa viagem e o nosso muito obrigado por tudo quanto nos ensinou e deu a saber. Doravante vão diminuir, suponho, "Os crentes envergonhados" deste país que deve à  Igreja Católica a sua origem.   

           Vídeo onde se vêem os peregrinos  e ouve algumas palavras de D. António Marto, Bispo de Leiria/Fátima, antes do inicio da Missa de 13 de Maio  

          Vídeo em que se vêem os peregrinos e ouve a voz de Bento XVI que presidiu à peregrinação de 13 de Maio de 2010

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publicado às 23:36


Festas de Verão, do GAU!

por aquimetem, em 09.07.08

 

Largo dos 13

          Na sequência do  V Rock's Pot, ocorrido na última semana de Junho, o Grupo Alegre e Unido (GAU) que na Bajouca - Leiria  tem a sua sede no largo dos  "13", junto às piscinas e ao pavilhão gimnodesportivo da freguesia, levou a efeito, nos dias 4, 5 e 6 do corrente, e também  integrado no programa das suas Festas de Verão,  mais outra jornada de cultura e recreio, esta consagrada ao XVII Festival Nacional de Folclore.

          Na medida do possível vou deste evento fazer um resumo partindo do que consta no programa e daquilo que pude apreciar in loco, durante a manhã e tarde de domingo. Ora, aí vai:

          Na Sexta-feira, dia 4, foi assim: 20h00 - Torneio Inter - lugares; às 21h30, animação com o Grupo de Tunas de Leiria, e à 23h00 actuação da banda Openjaill.

          No Sábado, dia 5, às 18h30 - Torneio Inter-Lugares; às 20h00 - abertura do Restaurante; às 21h00 - actuação da Tuna Infantil do Seixo, e às 21h45 - actuação do conjunto musical FV Music.

          No Domingo, dia 6, às 08h30 - 4º Passeio BTT - concentração dos participantes.

          10h30 - Missa Campal - Parque de estacionamento do Pav. Gimnodesportivo.

          12h00 - iinicio do serviço de restaurante

          15h00 - XVII Festival Nacional de Folclore - Grupos particippantes:

          Rancho Folclórico de Grupo Alegre e Unido-Bajouca- Leiria - Região Alta Estremadura.

          Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fermentões-Guimarães-Região do  Baixo Minho.

          Rancho Folclórico da Casa do Povo de Espariz - Região da Beira  Alta-Serrana.

          Rancho Folclórico da Casa do Povo de Manique do Intendente - Região do Ribatejo.

          Grupo Típico da Cadima-Cantanhede - Região da Beira Litoral.

          Ás 18h00 - Jogos sem Barreiras

          Ás 20h30 - demonstração de Ju-jitsu pela secção dp GAU.

          Às 21h00 - demonstração de Escola de Ballet da Bajouca

          Às 22h30 - Duo Musical - Hermano & Ana

          ÀS 23h00 - Sorteio a favor do Grupo Alegre e Unido.

 Piscinas

 Área envolvente do Pavilhão Gimnodesportivo

O presidente da Junta, Hilário Estrada, de pé a ver no que

param as modas! E Fernando Pedrosa a olhar para outro

lado. Claro, e eu ver!

O presidente do GAU, Nelson Ferreira, de braços abertos,

como quem diz: Sejam bem-vindos! 

Esta é uma das raras memórias fotográficas que documenta

a existência do Rancho Folclórico do GAU, em 1/11/975.

 

É nestes trajes que no inicio

da década de 50 a saudosa

Lucinda  Afonso e a Saudade

Pereira envergaram, por ocasião

do Centenário da Feira de Monte

Redondo, que  devemos 

 procurar as origens do Rancho

da Bajouca, e por consequência

até mesmo as do actual GAU.

 Aqui temos o Leonel Silva, curioso, a rever-se naquele

quadro de 1975, onde se pode ver na 1ª fila.

Também a sua tia Saudade, embora não se

revendo ali, tem na foto em que figura de saquinha na mão,

muita estima, pois lhe recorda tempos que não voltam mais.

 Sede do GAU

Sede do GAU

 

 Celebração da MISSA CAMPAL, pelo pároco Sr. Pe. Abel 

No fim de Missa, e  antes do almoço, foi a visita pelo

espaço vizinho do Palco, a ver chegar os participantes no

Passeio BTT, e ao mesmo tempo admirar a generosidade

das pessoas que se disponibílizam a dar o seu tempo

livre, fazendo o bem, como se vê aqui, nesta Feira

Missionária.

 

 Após a chegada de todos os elementos de "Roda Livre" que

formam a equipa do BTT do GAU, o Rul Cabecinhas,

chamou-os ao palco para ali fazerem uma breve 

demonstração na arte de pedalar e saltar. Depois foi a fila

para o almoço. 

 

Gente de trabalho, mas também de garfo. Mas não fiquei

atrás. Foi no jantar e na ceia de domingo. Ora toma!

 

Para dar a vez aos demais, no fim do repasto há  que vir

tomar o cafezinho cá fora. Assim é que se é bonito. 

 E a seguir havia folclore!

Ao Rancho anfitrião cumpriu abrir o festival, com uma

muito aplaudida exibição.

 

Seguiu-se o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Fermentões

que fundado em 1973 e a dois passos da cidade de Guimarães,

organiza anualmente o seu festival de folclore no 1º Sábado de

Setembro.

           Como se sabe, não ficou por aqui, nem o Festival Folclórico, nem  a tarde cultural e recreativa do passado Domingo, dia 6, só que não pude assistir com muita pena ao resto do convidativo programa. Nem ao Sorteio assisti, e não precisei para ser premiado, pois na segunda-feira. à noitinha. lá tinha à porta o David da Helena com a surpresa e a fazer entrega  dum óptimo blusão que  me calhou na rifa. Assim até dá gosto participar nas Festas de Verão, do GAU!

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publicado às 22:54


A FAVOR DO "ELO"

por aquimetem, em 28.05.08

           O "ELO" é um conceituado boletim paroquial que  no início da década de 70 foi fundado na Bajouca pelo  Sr. Padre Elias Ferreira da Costa, que foi também o primeiro pároco desta progressiva freguesia do concelho de Leiria.

          Hoje, com as "facilidades"  que nossos governantes dão a este e aos demais  "elos" que sempre foram o melhor porta-voz das nossas aldeias junto dos emigrantes, só por carolice de uns tantos e a generosidade de muitos -  assinantes ou comunidades locais - , se consegue manter publicações deste género. Deviam ter, mas não têm a simpatia dos que não gostam de noticias provincianas..., de jornais de curta tiragem, daqueles que se lêm sem demora e as noticias se fixam facilmente... 

          Pois é, aqui só o povo generoso e bom faz com que este tipo de Imprensa resista e honre as terras e as regiões que dela gozam. Ainda que  para isso se tenham de promover iniciativas como a de domingo passado, ou seja  um almoço que reuniu cerca de 400 pessoas e cujos lucros reverteram a favor do jornal. Lá fui propositadamente de Lisboa, e como eu, também de Vila Nova de Gaia foi o bajouquense Dr. David Domingues que já é tempo de começar a dar um ar da sua graça, colaborando no porta-voz da sua terra e desse modo dar voz à Bouça de Lá.

 

          Eu por mim vou antes dar voz ao  Nº 89, do ANO IX, III Série, de Maio de 2008, transcrevendo da primeira página  o que com o titulo Estatuto Editorial, ali consta exarado:

          "1 - O "ELO" é propriedade do Conselho Económico da Paróquia da Bajouca, Diocese de Leiria - Fátima  

          2 - O "ELO" assume-se como um Boletim Paroquial que abrange toda a freguesia da Bajouca e procura estar atento às diversas dimensões da vida humana nas suas diversas vertentes: religiosa, económica, social, cultural e desportiva

          3 - O "ELO" assume-se ainda como um meio de comunicação social ao serviço da comunidade da Bajouca, da sua cultura e das tradições da freguesia, colocando-se ao dispor das diversas associações nela existentes.

          4 - O "ELO" é um meio de comunicação social independente e não se vincula a nenhuma força partidária

          5 - O "ELO" assume-se como um jornal informativo que privilegia tudo o que tenha como objectivo o desenvolvimento integral  e total da pessoa humana,  sempre numa perspectiva positiva e construtiva, orientada pelos valores cristãos, segundo a moral e doutrina católica, sem prejuízo do pluralismo politico, ideológico e religioso.

          6- O "ELO" assume o compromisso de respeitar os princípios deontológicos da Imprensa e a ética profissional de modo a não prosseguir fins comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores, encobrindo ou deturpando a informação"

          Temos assim em resumo a identidade e  função de um interessantíssimo  mensário de cariz regional que nestes quase 40 anos de vida já conheceu 4 Directores, e 3 deles meus dilectos amigos: o actual, Sr. Padre Abel, e os saudosos párocos Manuel Lopes da Silva e Virgílio  Crespo. Só quem pessoalmente não conheço é o fundador do jornal, o Sr. Padre Elias que julgava ia conhecer, mas não pôde comparecer, neste recente almoço  em que a comunidade bajouquense  mais uma vez deu cartas a favor do ELO.  Para o ano há mais!

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