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Albano Alves Borges ( N-13/01/1920 – F- 26/02/2016)


O Sr. “Sousa” do Noticias de Basto deixou-nos. Foi por este designativo que sempre tratei o saudoso Albano Alves Borges, um amigo que só nos finais da década de 50 conquistei e privei durante muitos anos com ele, quer por correspondência assídua, quer pessoalmente. Sempre que visitava Celorico de Basto, a visita à “redacção do Noticias" fazia parte do programa, e em tertúlia, antes de ir festejar o encontro com um “verdasco” da região, ali nos reunia-mos com outros colaboradores e amigos do jornal: o José Lopes e o António Senra eram os primeiros e os mais pontuais. O Sr. “Sousa” além de um excelente tipografo era também um bom apicultor. Foi a partir desta sua peculiaridade que certo dia um dos elementos do grupo após me ter ido esperar à estação do já inexistente Caminho de Ferro, e se lembrou de fazer uma partida ao bom do amigo “Sousa”. Não disse o que tinha pensado fazer para brincar com o nosso amigo, mas avisou, já na Rua Serpa Pinto, para ficarmos afastados da porta da tipografia e virados de frente para o Monte Farinha. Assim se fez.

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Entretanto correu até á porta da redacção e em porte muito sério e convicto chamou: ó “Sousa”, ó "Sousa", venha aqui fora ver que está ali a passar um enxame muito grande, que quer pousar. Logo o nosso bom amigo parou a impressora e aí vem ele usando da linguagem que só as abelhas entende: “apousa”, “apousa”, “apousa”, “apousa”. Só quando deu conta dos “marmelos” que estavam de costas é que viu ter sido ludibriado. Já todos foram à minha frente, e todos deixaram muitas saudades. Desta vez foi o Sr. “Sousa” , Albano Borges, que dado se desfazer do alvará do Noticias de Basto, e do jornal passar para outro proprietário, Joaquim Ferreira Torres, e a ser editado em Amarante , com a Flor do Tâmega, deixei de nele colaborar, e os contactos com o saudoso Albano Alves Borges foram diminuindo; também, devido ao desaparecimento de muitos dos amigos comuns que foram indo à nossa frente. Celorico deve-lhe muito e a todos quantos com ele combateram na promoção cultural, na informação e na defesa global dos interesses não só da vila e do concelho como de toda a região de Basto. Disso sou testemunha, dado que no Noticias de Basto e graças à generosidade do saudoso extinto ali iniciei a minha, já longa, carreira de publicista. E recordo que também alguns problemas com a Censura lhes criei, mas que harmoniosamente foram sempre resolvidos. Era avisado a tempo e logo se suspendia a publicação ou então em artigo seguinte dava-se a volta ao texto.... Homem honrado e honesto, simples e bondoso. Deixou rasto.
Foi graças a O POVO DE BASTO, de 29 de Abril, que tive a infausta noticia do seu falecimento, a 26/02/16, com a bonita idade de 96 anos, nasceu a 13 de Janeiro de 1920. Senti uma dor redobrada, a perda do amigo e o desgosto por não o ter visitado antes de falecer. São culpados os celoricenses que têm à mão instrumentos para noticiar e honrar os conterrâneos disso merecedores, e o Sr. Albano Alves Borges fez parte desse plantel. Aos familiares do saudoso finado, em particular ao filho e à filha os meus mais sentidos pêsames.

 

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publicado às 18:05


Já lá vão 65….

por aquimetem, em 24.06.15

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Por finais de década de 50 apareceu na região do Coronado, como professor na escola do Outeiro, um celoricense que eu conhecia de Fermil de Basto. Por respeito e na dúvida se era ele ou não, também não me atrevi a ir a falas com ele. Um dia em casa do vigário de São Mamede, Sr. Padre Joaquim de Sousa Ferreira e Silva, dei com ele ali ocupado em frente duma escrivaninha, e sem perguntar nada, vai o Sr. Padre Joaquim e anuncia: “tens aqui um homem da tua terra”. Apresentados que fomos, dai em diante a nossa amizade estreitou-se como de irmãos se tratasse. Foi um encontro providencial, este, com o “Pascoal de Molares”, como era conhecido o Prof. José Lopes, pois deu origem à minha primária licenciatura (4ª. classe) e a um convite para iniciar colaboração no extinto Noticias de Basto, ao tempo do tipografo “Sousa”, que gostava mais de abelhas que do Noticias. Resisti ao convite visto que não me sentia atraído por tão interessante meio de ocupar o tempo livre e de servir a sociedade. Mas fui forçado por ele a entrar no redil, e cá me conservo já lá vão mais de 50 anos! Nessa ocasião também o vírus da magia me tinha contagiado, e por terras do Coronado e da Maia me tinha tornado conhecido pelo pseudónimo de Jaucop. Foi uma das etapas bonitas da minha vida e por isso aqui a recordo e assiná-lo com a transcrição do que foi o meu primeiro labor jornalístico faz amanhã, dia 25 de Junho, 55 anos. Dê-lhe por titulo: RECORDAR É VIVER.

           “É já no próximo dia 4 de Julho que passa mais um aniversário (28) do Ressurgimento para o Céu de D. Bernardo de Vasconcelos. “Recordar é viver” disse um certo filósofo; e, a figura de D. Bernardo nunca é demais recordá-la, visto que nos legou exemplos de sublime transcendência moral e espiritual.

           Todas as almas grandes, se tornaram sublimes pelo sacrifício que fizeram de si mesmas a Deus. E, D. Bernardo de Vasconcelos. foi um autêntico holocausto vivo de Sacrifício. o que ele humildemente chamava : “Uma bênção do Céu”

           A sua pequena grande vida, é um livro aberto em cujas páginas se encontram gravados os mais belos exemplos que devem servir de modelo aos jovens portugueses, a essa mocidade radiante que há-de formar o Portugal de amanhã.

           Compreendendo o alcance das sublimes virtudes de Frei Bernardo, não admiro que a devoção popular lhe haja erigido um altar em seu coração fiel e crente”.

 

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publicado às 22:18


ao serviço de Deus e da Igreja

por aquimetem, em 20.05.08

Cardeal Ribeiro

21-5-1928

24-3-1998

          Se fosse vivo fazia amanhã 80 anos, um dos mais ilustres filhos da região de Basto, D. António Ribeiro.

           Natural de São Clemente (Celorico de Basto) este insigne purpurado pontificou durante 27 anos à frente dos destinos do Patriarcado de Lisboa, onde deixou uma obra  notável no campo da cultura e da evangelização. 

          Para assinalar a efeméride vai ser celebrada amanhã uma Missa na igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora, às 19h00, presidida pelo Cardeal Patriarca D. José Policarpo,  que não proferirá a sua  habitual  homilia, mas dando antes lugar, no momento próprio, à leitura da homilia  proferida por D. António Ribeiro, na Solenidade do Corpo de Deus, a 14 de Junho de 1990.  Um acto de fraternidade exemplar, próprio de  irmãos ao serviço de Deus e da Igreja

 

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publicado às 23:27


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