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À volta de Barroso da Fonte:

"No próximo dia 28, sábado, pelas 16 h decorrerá no Ecomuseu em Montalegre a apresentação do livro: Poesia, amoras & presunto, comemorativo das bodas de ouro do Poeta de Barroso da Fonte.

Em Junho passado este escritor e jornalista Barrosão foi homenageado pela Câmara, conjuntamente com o seu colega de Seminário de Vila Real, José Dias Baptista. Os mesmos autores já dia 25 de Abril deste ano haviam sido distinguidos pela Câmara Municipal de Vila Real. E em Boticas, durante o IV Encontro do Fórum Galaico- Transmontano e, em Vizela, pela Tertúlia dos Amigos da Rádio voltou Barroso da Fonte a ser publicamente a ser aplaudido em sessões muito participadas.

Desta vez voltará a ser homenageado pela Editora Tartaruga que lhe atribuiu «o prémio nacional de Poesia, Fernão de Magalhães Gonçalves». Esse prémio consiste em ser a Editora a editar uma obra do homenageado e a promover as apresentações que tiverem anuência, em cada sede de concelho ou instituição no ano de 2015. A Câmara de Montalegre, por ser Barrosão o celebrado, é a primeira a ter essa honra, já com a certeza de que ofertará um exemplar do livro a cada participante na sessão que terá lugar pelas 16 horas de Sábado, dia 28.

António Chaves, presidente da Direcção da Academia de Letras de Trás-Montes, apresenta o livro que foi chamado Poesia, amoras & presunto.

A Câmara estará representada pelo vice-presidente, Dr. David Teixeira e Drª Fátima Fernandes, vereadora da Educação.

De recordar que o homenageado nasceu em Montalegre, em 1939. Frequentou o Seminário diocesano de Vila Real, entre 1952 e 1962. De 1962 a 1964 foi funcionário da Hica na Barragem de Pisões. Seguiu-se o cumprimento do serviço militar em Angola (1965-1967), como oficial Ranger.

No regresso fixou-se em Chaves, como professor Eventual do antigo Liceu. Fundou e dirigiu o Centro de Emprego dessa cidade (1968-1975). Por transferência fixou-se em Guimarães, terra onde constitui família. Licenciou-se em Filosofia na UC entre 1977-1982, ano em que foi requisitado ao IEFP (Instituto de Emprego), para assumir a direcção da Delegação do Norte da Direcção-Geral da Comunicação Social. Em 1985 regressou a Guimarães e, no ano seguinte, foi convidado a integrar o executivo da Câmara, como vereador. O Partido pelo qual se candidatou venceu, pela primeira vez as eleições, pelo que cumpriu esse mandato de 4 anos, com os pelouros do: pessoal, serviços administrativos, cultura, desporto e, desde 1988, também o Turismo.

Em Fevereiro de 1990 regressa ao Centro de Emprego como técnico superior principal. Mas em Setembro seguinte é nomeado director do Paço dos Duques de Bragança e do Castelo da Fundação, até que em Agosto de 1995, a seu pedido, se aposentou. Ainda voltou à Universidade do Minho onde fez o mestrado e preparou durante os cinco anos curriculares a tese de doutoramento sobre Alfredo Pimenta que foi editada em 2005 sobre a « Alfredo Pimenta – da práxis libertária à doutrinação nacionalista». Entre 1998 e 2005 leccionou no Instituto de Estudos Superiores de Fafe, a disciplina de «animação no contexto educativo». Simultaneamente fundou e dirigiu o jornal a Voz de Guimarães que chegou a ter a maior tiragem de entre os sete que no concelho se publicavam. E para apoio a esta e a outras valências, fundou a Editora Cidade Berço.

OBRA EDITADA

Em prosa e verso publicou nos 50 anos de vida literária que este ano tem vindo a comemorar, cerca de 60 livros, nove dos quais em poesia. Em prosa, privilegiou a etnografia, a antropologia, a monografia e a história. O Pensamento e a obra de Alberto Sampaio resultou do Mestrado. E Alfredo Pimenta: da práxis libertária à doutrinação nacionalista, foi trabalho dos cinco anos de investigação para doutoramento. Já teve duas edições. Entre 1990 e 2011 liderou a polémica entre A. de Almeida Fernandes e a tradição que defende ter Afonso Henriques nascido em Guimarães, em 25 de Julho de 1111. Esse medievalista sempre defendeu essa tradição, até que, no declarado intuito de puxar esse nascimento para Viseu, «minha pátria distrital», urdiu a teoria de que, afinal, o Rei Fundador teria nascido em Viseu, em 5 ou 6 de Agosto de 1109. Para que essa sua teoria pudesse bater certo com os seus intuitos, negou a existência do Condado Portucalense, alegando que D. Teresa sempre viveu em Viseu, com base numa escritura que ali teria ocorrida em 5 de Agosto de 1109. Para seu desgosto essa escritura havia ocorrido em Coimbra em 29 de Julho desse ano.

Nessa polémica nacional entrou (mal) a Academia Portuguesa de História, cuja presidente chegou a anunciar aos canais televisivos, em Setembro de 2009, que iria providenciar para mudar os manuais escolares. E a própria, com a chancela daquela Instituição Histórica, coordenou a edição de 34 pequenos volumes comerciais, referentes aos 32 reis e 2 rainhas, impingindo essa nova teoria que num debate público, em Dezembro seguinte, levou José Mattoso a demarcar-se dessa e de qualquer alteração ao que até ali se defendera, porque nenhuma prova consistente foi encontrada.

Barroso da Fonte refutou esse cisma histórico, em 2009, com o livro Afonso Henriques – Rei Polémico e (re)confirmou essa refutação em 2011, com os 900 anos do nascimento de Afonso Henriques: 1111 – 2011.

João Pedro Miranda – in: Noticias do Barroso”.

 

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