Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Os miolos pensantes da direita

por aquimetem, em 25.11.15

 

images.jpg1.jpg

De Barroso da Fonte:

"Leio em Ecos de Basto «as três tentações de Cavaco Silva». Assina as 2 colunas o «Engº Luís F. Lopes», com asterisco que reforça o grau académico do articulista «Prof. Doutor da UTAD». Não sei onde dependura o pote. Mas académico tão doutoral,merece continência.

A meio desta sua pertença afirma: «nós os socialistas e muitos outros Portugueses que acreditamos nele» (D. Sebastião o tal que morreu em 4/8/1578),necessitará de Betadine para as feridas resultantes da sua penosa batalha de Alcácer-Quibir». Este naco de «real» Sebastianismo é aqui chamado por este «doutor da UTAD», a pretexto da «maior tentação de Cavaco» para retardar a decisão do PR. E justifica: «a construção do argumento já foi iniciada pelos miolos pensantes da Direita». E o «arroubo» triunfal deste opinador, destina-se a defender os deputados que – coitados – atacá-los «é atacar o povo que neles votou». O que eles acordarem «é irrevogável. Ora, nenhum ser humano poderá garantir tal coisa, muito menos os políticos – ensina a prática política contemporânea que a palavra dada só com muita dificuldade poderá ser honrada...» Pedir a António Costa um novo acordo não será humano». A este «engº prof. Doutor da UTAD» assiste o direito de defender os deputados e a «inequívoca maioria de Cabeceiras de Basto. Mas não admite o contraditório quando condena «os Sebastianistas que anunciam a morte política de António Costa». Ele «está vivo e vai governar». Outro equívoco imperdoável: o distraído articulista alude a uma «inequívoca maioria em Cabeceiras de Basto, correspondente a 4.394 votos, ou seja: 48,4%». A que ato eleitoral se reporta? É que nas últimas legislativas, Cabeceiras e todo o distrito, como em todo o país, a Coligação venceu. Em Cabeceiras o PS perdeu por 45,16%, contra 42,11%. Talvez tenha sonhado com uma vitória online. Assim como seu ídolo é hoje primeiro ministro sendo vergonhosamente derrotado.

Este doutoral, engº Prof da UTAD, não terá estudado lógica,nem exercitou o mérito do silogismo. Nem saberá que a filosofia é, por definição,a mãe de todas as ciências.

Por isso lhe recomendaria a leitura do artigo do seu camarada António Barreto,publicado no DN de 8/11/2015. Esse artigo conclui que «O Parlamento não existe». E se perguntar ao também seu camarada António José Seguro e aos seus apoiantes,ouvirá da boca deles que não é da direita que surgem os «miolos pensantes» que refere. Para o poupar à procura do libelo de António Barreto deixo-lhe aqui uns laivos desse artigo para lhe abrir o apetite.

«Olha-se para São Bento e o que se vê?

Uma casa assombrada. Um Parlamento inútil, inoperante e incapaz. Se alguém tinha dúvidas sobre a qualidade, o valor e o papel da Assembleia da Republica,tem agora matéria para ser esclarecido: um período de um mês, talvez mais, em que o nosso pobre Parlamento revela à luz do dia, a todo o mundo, a sua futilidade, a sua dependência do governo, a sua função de arena de mau gosto, a sua falta de espírito de corpo, a sua ausência de orgulho e a sua deficiência de honra! Eleitos há mais de um mês, os deputados passeiam-se pela intriga partidária.

Só se preocuparam com a eleição do novo presidente, que imediatamente se vestiu de valete de copas, às ordens do seu partido e de um futuro governo ainda em estado gasoso. Aos 230 deputados, não lhes ocorreu reunir, discutir, debater, organizar os seus trabalhos, criar comissões,estabelecer ordens do dia e agendas para os próximos meses, começar a preparar projectos de lei, coligir informação, analisar situações reais nos vários sectores da vida, olhar para a execução orçamental, estudar a sério as PPP, voltar a olhar para os grandes casos que ainda hoje ameaçam a democracia (BPN, BPP, BCP, CGD, PT, Cimpor, BES, GES...) e fazer qualquer coisa que se veja, que interesse ao país e que justifique o vencimento que recebem. Dizem que, desculpa de preguiçosos, estão à espera do programa do governo...»

Procure ler o artigo completo e, antes de abordar temas partidários, procure não ludibriar os leitores. Fui amigo de verdade do fundador desse Jornal. Se ele fosse vivo não autorizaria a publicação desse infeliz artigo".

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:02



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D