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Do Poeta e Prosador João de Deus Rodrigues transcrevo estes poemas, assim:

quarta-feira, 22 de março de 2017
A água é da Humanidade!

Se eu não fosse temente a Deus,
Perguntava-Lhe, humildemente:
Senhor, porque são os filhos teus,
E sempre os mais pobres e aflitos,
A pagarem benesses aos ricos?

Sim, perguntar-Lhe-ia eu:
Porque são sempre esses,
A pagar a tanto figurão,
Cercado de mordomias,
Que vive do alheio, todos os dias,
Sem haver para isso uma razão?

Penso nisto, Senhor,
Do fundo do meu coração,
E creio que não esteja bem!
Porque há os que não têm o coração no peito,
Mas sim na palma da mão,
Onde lhes dá mais jeito…

E a minha mágoa aumenta de dureza,
Quando um Elemento da Natureza,
Como é a Água, possa ser oferecido,
Sem razão nem sentido, a cidadãos
Que juram que ela, em suas mãos,
Vai ser tratada e distribuída com equidade,
Na plenitude da liberdade!

E dizem mais, esses malabaristas:
Dizem que os surfistas
Terão sempre as ondas do mar,
Para surfar.
E que nos campos golfistas,
Não faltará, também,
A água dos lençóis freáticos,
Guardada no ventre da Terra-Mãe,
Há milhões de anos,
Para poderem praticar o golfe,
Com engenho e arte, sem enganos...

Enquanto dizem ao povo humilde,
Que a chuva é, de facto, uma dádiva de Deus...
Mas que não tenham receio de ficar sem água,
Porque eles tomarão as medidas necessárias,
Normais e extraordinárias,
Gastando os seus dinheiros,
Com sábios técnicos e engenheiros,
Para que a água não falte no mar,
Nem nos rios, nem nos ribeiros...

Tão poluídos que estão eles e o ar,
Coisa que não querem que aconteça.
E, por isso, a água deve ser sua pertença,
Porque são eles que a sabem cuidar…

Ora, Senhor, isto custa-me a suportar,
Sem que se apodere de mim uma revolta, sem fim,
Que me faz desesperar.
Ao ver tamanha desfaçatez,
Que me provoca, por sua vez,
Uma mágoa que não passa.
Porque a água, Senhor,
Dá-La Tu, a eles e a todos, de graça!
E, por isso, deve ser de toda a Humanidade.

E por todos repartida,
Com amor e equidade.
Porque sem água não há vida,
E sem vida não há Humanidade!

Mas, Senhor,
Fazer compreender isto ao agiota que passa,
Só com a Tua divina graça.
Porque ele quer tudo,
Sem se importar com a desgraça,
Dos desprotegidos da raça humana.

E pior que tudo isto, Senhor,
É ele pensar que até a Ti engana!...

In: Livro "O acordar das emoções" - Tartaruga Editora

 

22 de Março – Dia Mundial da Água

terça-feira, 21 de março de 2017
A chegada das Andorinhas

Ei-las, que são chegadas,
As astutas andorinhas!
Vêm de muito longe,
Regressam cansadas,
As esbeltas avezinhas.

Velozes, passam e repassam,
À minha frente, chilreando.
Como se fora um cumprimento,
A quem as está esperando.

Foi longa a sua viagem,
Conhecê-la quem me dera,
Trazem uma mensagem:
Vai chegar a Primavera!


João de Deus Rodrigues - 1974



O Regresso das Andorinhas!

 

Cantemos com alegria,
Já chegaram as andorinhas,
Chilreando sua alegre melodia.

Esvoaçando, batendo a asa,
Alegraram o bom momento,
De as ver regressar a casa,
Onde foi seu nascimento.


In Livro "O acordar das emoções" - Tartaruga Editora

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publicado às 21:02



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