Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



CCE19042011_00001 FOTO e ASSINATURA.jpg

O paí­s vive sem rei nem roque. Tudo por causa da geringonça. António Costa deixou-se seduzir pelas sereias do BE. E, por cada decisão que toma, tem de violar o refrão que, jurou seguir: «palavra dada é palavra honrada».

 Sem tirar nem por. Foi vedeta na abertura da Web Summit. Tudo ia correr bem porque «ele era o primeiro ministro». Disse o que disse a brincar, mas saiu-se mal. Quando soube que o jantar de encerramento desse acontecimento iria ser realizado no Panteão Nacional, Costa arrepiou caminho e, antes que as manas Mortágua e a Catarina Martins lhe toldassem o discurso, surgiu ele a gritar contra a indignidade. Que era uma afronta aos mortos mais famosos do império português!

  Só aí­ se apercebeu de que o Web Summit fora realizado em Portugal por decisão do Governo de Passos Coelho. E que, indirectamente, os êxitos desse evento, seriam creditados na conta do seu adversário, mais temível como o demonstraram as últimas legislativas.

 Antes que aquelas sereias o admoestassem pela permissão do jantar à  luz das velas, em sítio tão propenso para os gritos satânicos, eis que A. Costa apontou logo os holofotes para ex-Secretário de Estado da Cultura, Barreto Xavier que produzira o Despacho para aquele e todos os museus, palácios e sítios públicos. Foi então que Costa retirou a indignidade satânica que propalara contra aquele governante de direita, sem coragem para demitir o Ministro de cultura ou a directora do Panteão. Pois se ele não teve coragem para demitir os ministros da defesa e da saúde como pode demitir aquela dirigente?

Pelos vistos A. Costa está muito mal assessorado. Porque nesse mesmo Panteão já ele jantara quando foi Presidente da Câmara de Lisboa. E a lei que foi feita pelo ex-Secretário de Estado, não foi contestada. Era extensiva a  todos os espaços públicos susceptíveis de terem interesse para gerar receita. E o primeiro ministro não pode, nem tem moral, para reprimir seja quem for por, desconhecer as regras do paí­s pelo qual é responsável.

Como cidadão tenho direito e força moral para deplorar mais esta peripécia política de A. Costa.

Explico-me e estou pronto a repeti-lo seja onde for.

 Em1990 fui nomeado director do Paço dos Duques de Bragança (em Guimarães). Encontrei uma gestão ruinosa da ordem dos 15/20 mil contos. Para que seis anos depois deixasse lucros  equivalentes aquele montante, tive que, pela primeira vez na Historia daquele Monumento, recorrer ao aluguer do átrio e salões do rés-do-chão. Sem prejuízo de qualquer espécie, transformei o Paço  na Casa de Cultura que Guimarães não tinha e no espaço mais nobre da cidade, para receções, casamentos, convívios e saraus musicais. Rendia tanto essa inédita valência, como os ingressos no Museu. Tal experiência quase me crucificou na imprensa e fora dela. António Costa estava ao lado de Jorge Sampaio, ao tempo secretário geral do seu partido, que distribuiu panfletos contra mim, através da secção local. Acusavam-de que eu vinha de pastor de vacas para dar cabo da Corte Real. Prova-se, agora, que o guardador de vacas, afinal andava, quase trinta anos,à frente do actual primeiro ministro que já jantara  no Panteão quando era Presidente da Câmara de Lisboa e que não teve sensibilidade bastante para perguntar que geringonça era aquela?

Como pode continuar a reclamar que, para ele: «palavra dada é palavra honrada»? Pelo menos tenha a  hombridade de pedir desculpa aos portugueses pela indignidade que atribuiu aos organizadores do Web Summit.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:50



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D