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Por: Barroso da Fonte


Dia 25 do corrente a Academia de Letras de Trás-os-Montes, reúne em Assembleia Geral ordinária, com uma ordem de trabalhos que, não sendo de fim de mandato, se deseja muito participada pela importância de alguns pontos agendados que se afiguram essenciais para o futuro da Instituição.
A convocatória já foi expedida online para todos os associados. Dela constam cinco pontos, cada qual o mais relevante. No ponto prévio a direção esclarecerá algumas dificuldades que a experiência demonstra serem inevitáveis, mercê do exíguo estatuto que normalmente deve ser esclarecedor e complementado por um regulamento interno que ainda não existe.
A experiência sugere-nos que a direção deve prever que os órgãos sociais, muito especialmente a Direção, deva ser alargada de 5 para sete ou nove elementos, dois dos quais para suplentes. A Academia nasceu em Junho de 2010. Apenas se fixaram 5 elementos para a direção, 3 para a assembleia geral e 3 para o conselho fiscal. Numa associação local, se os mandatos forem de dois anos, poderá acontecer que, um ou dois, possam ficar doentes, ou ausentes, ao mesmo tempo. Com três ainda há quórum. Mas em mandatos de 3 ou mais anos e num universo de sócios, com residência em todo o território nacional, inclusive no estrangeiro, pode acontecer que não haja, ao constituir as listas, a preocupação ou a recomendação de acautelar esses imprevistos e confrontar-se - neste caso a Academia - com situações embaraçosas de ser necessário o recurso a membros suplentes.
Numa coletividade local pode, em último caso, alterar-se o dia, a hora e o local. Não implica viagens de véspera ou noturnas. Já em comunidades com membros diretivos residentes em Lisboa, em Coimbra, ou mesmo do Porto, que tenham de garantir o número correto de presenças, nalguns casos pode ser uma violência, para quem trabalha graciosamente e ainda tem de suportar encargos de vária ordem.
A Academia de Letras de Trás-os-Montes foi uma ideia louvável por parte de quem se lembrou desse projeto. Pensou mais nos outros do que em si próprio, graças ao espírito gregário de solidariedade, de companheirismo e da entre-ajuda.
Teve um início fulgurante que se traduziu na adesão pronta, de muitos e qualificados académicos, tendo à cabeça as representativas figuras do Professor Adriano Moreira, Ernesto José Rodrigues, Amadeu Ferreira, Hirondino Fernandes e muitos outros ilustres associados. No presente mandato, aderiram já 80 novos membros e, muitos mais poderão aderir se, a Academia continuar viva e ativa.
Para tanto muito contribuiu a Câmara Municipal de Bragança que desde a primeira hora franqueou espaço e meios logísticos para ela se emancipar. Logo celebrou protocolos com outras congéneres nacionais e estrangeiras, tudo levando a crer que possa cumprir dignamente os fins para que foi criada.
Contudo, nem tudo correu bem, a começar pela morte de um dos mais talentosos investigadores portugueses: Amadeu Ferreira. Surpreendeu tudo e todos. Se tão notado desaparecimento afetou a Instituição, da qual foi o primeiro presidente da Direção, outras consequências advieram dessa ausência. Ernesto Rodrigues, fulgurante académico, que substituiu Amadeu Ferreira, na Direção, tal como este, viviam em Lisboa, onde ambos brilharam, honrando a Academia de todos aqueles que entretanto foram aderindo. Um terceiro membro, igualmente qualificado, António Tiza, que muito dera nos primeiros tempos, sentiu-se, como vice-presidente, um tanto isolado e, invocando trabalhos académicos, em curso, foi perentório, a preferir eleições antecipadas. Esse segundo mandato ficou, sensivelmente, a meio. E, em 6 de Junho de 2015, realizaram-se eleições, fora do tempo habitual que é, por via de regra, até 31 de Março de cada ano.
Os atuais corpos diretivos foram eleitos e empossados em 6 de Junho, pelo que só nessa data, eles completam dois dos três anos de mandato.
Entretanto dois dos cinco elementos da Direção, por razões pessoais que os próprios, melhor do que ninguém, saberão dar, na altura em que entendam fazê-lo, pediram a demissão, em tempos diferentes. Foram eles o vice-presidente Dr. José Mário Leite e a Tesoureira, Drª Maria Idalina Brito. Como a assinatura de ambos era obrigatória, junto da entidade bancária, a Academia deixou de poder cumprir para com os credores.
A direção passou a ter apenas três elementos: o Presidente, o secretário e um vogal. Se todos pudessem garantir assiduidade e empenhamento, talvez os corpos gerentes pudessem concluir o mandato, pelo menos, até 31 de Março de 2018. A Assembleia Geral e o Conselho Fiscal, são solidários com a Direção, porque todos querem o melhor para a Academia. Mas a próxima assembleia geral deverá, no ponto prévio, expressar a sua vontade, sem ambiguidades ou resistências de qualquer um dos três órgãos: 1) ou se marcam eleições para a data mais próxima que a AG entenda ou 2) se cooptam dois ou mais novos membros para substituir as duas vagas geradas por demissão voluntária.
A razão da Assembleia Geral destina-se, essencialmente, à apresentação, discussão e aprovação do relatório e contas da gerência do ano anterior, à proposta de aprovação de cinco sócios honorários, à eleição de um grupo de 3 ou 5 sócios para estudar e propor um Regulamento interno e, finalmente, ao plano de atividades para o ano de 2017.
Deixamos esta notícia que entendemos útil, necessária e prática, para evitar que se publique um anúncio, num ou mais jornais, como publicidade paga. A Academia está a dar os primeiros passos. São compreensíveis os acertos, comuns a tudo aquilo que é obra humana. As receitas são exíguas e
por isso temos de economizar nos meios de que dispõe, sempre que isso seja possível.
Até dia 25, em Bragança, pelas 10 horas da manhã.

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publicado às 19:52



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