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Para nos dizer a nós....

por aquimetem, em 09.05.17

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 Não há melhor nem pior, há quem por determinação de Jesus Cristo ocupa a cadeira de Pedro. Nesta ocasião temos o Papa que "Veio do fim do Mundo". Com suas caraterísticas intelectuais e humanas muito próprias, o Papa Francisco que no próximo dia 12 visita Fátima, em peregrinação, já prometeu para o dia 13, a canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto. É um acontecimento de projecção mundial que vai reflectir-se em todo o mundo cristão, e não só, pois acontece no centenário das Aparições que se deram na Cova da Iria, e tornaram o local em Altar da Mundo, e centro notável de peregrinação e devoção mariana. Mas dessa matéria muita tinta se tem empregue e vai continuar antes e depois da curta visita, 12 e 13 de Maio, de Sua Santidade. 

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À semelhança dos primeiros Apóstolos, o Papa Francisco entrega-se de corpo e alma a levar a mensagem evangélica a todos os cantos da terra, não apenas às comunidades cristãs, mas a todos os lugares onde houver homens de boa vontade. A recente visita de 2 dias à capital egípcia, 28 e 29 de Abril,  onde foi em missão de paz, deu disso testemunho, quando ao falar perante milhares de ouvintes, na maioria fieis pertencentes aos grupos minoritários cristãos, lembrou que Deus rejeita o extremismo, e que o único modelo de extremismo permitido é a caridade. Tudo isto, 20 dias depois dos ataques contra a comunidade cristã copta, no norte do Egipto, que provocou 46 mortos e foram reivindicados pelos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh( em língua árabe).

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Tem a virtude de em termos apostólicos ser muito frontal e daí na homilia da missa celebrada no Estádio 30 de Junho chamar atenção de que “é melhor não acreditar do que ser um falso crente, um hipócrita”. Disse ainda que “A Deus só agrada a fé professada com a vida, porque o único extremismo que é permitido aos crentes é o de praticarem a caridade”. Também num evento, realizado pela Universidade de al-Azhar, lembrou aos responsáveis religiosos a obrigação de “desmascarar a violência que se veste de uma suposta sacralidade”. Nesta que foi a primeira deslocação do Papa ao estrangeiro em 2017, e deste modo antecede a visita a Fátima. Só nos resta esperar pelo que terá então para nos dizer a nós... 

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publicado às 15:33


Venha mais outro

por aquimetem, em 06.05.17

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Mais uma vez a “juventude” do Altinho que frequentou a antiga Escola Primária Masculina nº 61, se reuniu em convívio para confraternizar, escolhendo o restaurante da Associação Humanitária dos BV do Dafundo , em Linda a Velha, para o fazer. Como convidado, lá fui, à pendura, na tarde do passado dia 5, uma vez mais partilhar dessa confraternização de gente afeta aos Azuis de Belém, para não dizer dos pasteis....

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 A concentração é na Praça Mouzinho de Albuquerque, onde por volta das 17h00 cheguei e no inicio da Calçada da Ajuda entrei no LUIS para visitar o proprietário e tomar um cafezinho acompanhado. Lá foi dar comigo o Tomé, e não tardou também o Dr. João Inácio, mais o Roger Gonçalves. Juntos fomos ao encontro dos demais que já em frente ao antigo Museu dos Coches nos aguardavam. Foi quando já fora de serviço o sinaleiro Dias se deixou fotografar com toda a malta presente, menos eu que fui retratista.

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Dali partimos por Pedrouços e Algés ao encontro de Linda-a-Velha, onde já nos esperava o Jaime, e entretanto foram chegando os restantes, como: os irmãos Violas, o Nabeiro, mais cunhado Cosmelli, e por ultimo o Pinto.

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Se um ou outra falha, logo surge quem o substitua, e desta vez identifiquei pelo menos mais dois, o Serra e o Aladin Chadeca. Não admira pois trata-se de um convívio de amigos com mais de 65 anos, e muitos afastados por muitos km. O Dinis, vem da Alemanha, o Dr. Pegado, do Funchal, e mesmo outros como o Nabeiro que vem de Setúbal; o Tomé, da Quinta do Conde; o Dr. Inácio, de Azóia-VF de Xira, só o Jaime e o Pinto é que moram aqui por perto.

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Com mais um marcado para 27 de Outubro, se Deus deixar lá estarei outra vez pois convite já recebi. E com amizades destas vai-se até ao fim do mundo, donde também veio o papa Francisco.

 Aqui podem apreciar melhor

No fim do jantar, com muita animação....

 

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publicado às 12:42


Vale por todo o resto.

por aquimetem, em 01.05.17

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 Só o 1º de Maio de 1974 foi espontâneo, sentido e calorosamente vivido, a partir daí, nem hoje com a desconchavada gerigonça, os representantes dos trabalhadores se juntam e se entendem para servir a classe operária e o país. As organizações sindicais mais ao serviço dos partidos que das classes que representam, quando chega esta data vai de testar forças e como pavões emproados exibir a roupagem que mais agrade ao pagode…

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 Em Portugal, com o Estado Novo, não se festejava a data, só a partir de Maio de 1974 é que livremente passou a ser festejado e a feriado nacional. Nem o facto da Igreja consagrar a data a São José Operário, demovia o poder político da proibição de celebrar o significativo evento. Com a designação de Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho ou Dia Internacional dos Trabalhadores é uma data anualmente celebrada no dia 1º de Maio, em muitos países, sendo feriado em Portugal, e noutros países de expressão portuguesa como Brasil, Angola e Moçambique. Mas ainda quanto à forma varia consoante o gosto dos operantes, desta vez em Portugal temos a CGTP a promover “festivais” em cerca de 40 localidades. E em Lisboa, com vários eventos e durante a tarde com desfile entre o Martim Moniz e a Alameda  D. Afonso Henriques.

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Já a UGT decidiu festejar a data em Viana do Castelo, com o tema: “Crescimento, Emprego, Mais Justiça Social”. E como faz parte do sistema... a intervenção politico-sindical do secretário-geral da organização Carlos Silva, e da presidente do Centro Cultural da cidade, Lucinda Dâmaso. 

Bem mais importante para quem festeja a Vida e a defende é a MANIFESTAÇÃO CONTRA A EUTANÁSIA /SUICÍDIO ASSISTIDO que às 15h00 deste 1º de Maio vai ter lugar no Largo de São Bento-Lisboa, com momento de oração na Basilica da Estrela, às 15h30. Vale por todo o resto.

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publicado às 14:30


Paz à sua alma

por aquimetem, em 25.04.17

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“Tão cedo deste mundo te partiste …” O Ivo deixou-nos, e deixou também aquelas habilidades, sem igual de nos iludir artisticamente com as suas artes mágicas. Foi uma noticia muito triste que recebi do confrade Tony Klauf e me deixou abatido pois não contava ver o Ivo partir tão cedo deste vale de lágrimas em que somos passageiros. Há muitos anos que nos conhecíamos e por diversas vezes actuemos em festivais quer no Porto, Figueira da Foz e em Lisboa. Natural de Valongo, onde nasceu em 23/11/1955, o Ivo Sousa faleceu na sua terra natal, a 10/4/17, com funeral a 13/4/ e Missa do sétimo dia em 18 /4/ 2017. Casado e pai, o Ivo tinha feito recentemente exames de rotina e ao que se consta estavam bem, mas nem tudo que parece é. E no fatídico dia 10, apareceu já sem vida no seu quarto. Ao saudoso confrade a minha eterna admiração e saudosa memória. Que Deus o guarde em bom lugar porque o Ivo fez por ser um bom filho respeitador e obediente. Paz à sua alma.

 

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publicado às 22:45


25 de Abril

por aquimetem, em 25.04.17

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Tenho a consolação de ter vivido o que muitos desses sabichões que em nossos dias por encarrapitados em lugares para onde o povo atirou com eles, são hoje papagaios a falar daquilo que não viram e muito menos sentiram. Quem ao amanhecer da manhã de 25 de Abril pode ser testemunha da saída dos chaimites, na Calçada da Ajuda, por volta das 06h30 senão eu, e os militares que sob comando do saudoso coronel Rameiras partiram do RC7 em direcção ao Terreiro do Paço? Civil, só eu.

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Quem no celebre 25 de Novembro estando no seu local de trabalho é surpreendido por um “Comando” em missão na tomada da Policia Militar, mandou uma bazucada contra o meu local de trabalho e só por milagre não morri, eu e o condutor do coronel Lemos Pires, ali à espera do patrão, reunido na PR? Assisti de perto ao desenrolar dos acontecimentos e das primeiras cenas de uma revolução feita por militares e aproveitada por oportunistas. O resultado está aí, com o povo, que mais ordena, cada vez mais desordenado....

 

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publicado às 19:37


O Sonho

por aquimetem, em 25.04.17

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O Poeta e Prosador João de Deus Rodrigues

Não fora, como eu, um transmontano, poeta e prosador insigne, o 25 de Abril, este ano passava-me despercebido. Há 43 anos que espero ver cumpridas as promessas de vida melhor para todos os portugueses, mas afinal a conversa é sempre a mesma: “O governo anterior deixou isto na penúria!” Quem pobre era, pobre continua.Salvo os videirinhos da política, os corruptos, quem o ganhou em bom tempo e os que por vergonha partidária engolem o sapo. Empurrado pelo meu distinto amigo João de Deus, lá vou continuar o sonho, que acordado não consigo alimentar:


"O SONHO

Não matem o Sonho,
Porque ele merece viver.
O acordar seria medonho,
E podem-se arrepender.

VIVA ABRIL


João de Deus Rodrigues".

 

 

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publicado às 13:44

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Por: Barroso da Fonte

Como não tenho dinheiro para comprar a biografia de Jorge Sampaio, elaborada por José Pedro Castanheira, limito-me a ajuizar sobre o interesse da obra, pelas recensões que vou lendo nos mass media.
Nas 1062 páginas deste mais recente volume que tem a chancela da Porto Editora e da Edições Nelson de Matos, Sampaio «fala da crise política por si gerida no verão de 2004, quando Durão Barroso abandonou a chefia do Governo e Pedro Santana Lopes se posicionou na linha de sucessão, contrariando a posição do PS e dos partidos da esquerda, que pretendiam eleições antecipadas».
Sampaio reconhece que voltaria a dar posse a Santana Lopes, apesar de não ter o poder legitimado por uma vitória nas urnas, mas o seu, então, chefe da Casa Civil, João Serra, nota que foi exigida "continuidade nas políticas", designadamente nas Finanças e nos Negócios Estrangeiros, e vetado o nome de Paulo Portas para esta última pasta».
Lê-se na mesma fonte que se «conhecia a ambição de Paulo Portas em ser ministro daquela pasta, mas devido ao seu passado eurocético, o Presidente alertou para as dificuldades em o nomear", refere João Serra. Portas terá ficado "magoado" por não ter chegado aos Negócios Estrangeiros, o que viria a acontecer, anos mais tarde, durante o executivo liderado por Pedro Passos Coelho.
João Serra afirma também que foi Jorge Sampaio quem sugeriu o nome do embaixador António Monteiro, para chefiar a diplomacia e que Santana Lopes concordou de imediato».
O tom destes «episódios rocambolescos do consulado de Santana Lopes» continuam a ler-se nesta biografia, bem estruturada e redigida pelo biógrafo que se especializou neste género de obras referentes aos mais mediáticos personagens que ocuparam o alto cargo da Presidência da República.
Neste contexto se diz que Jorge Sampaio justifica a utilização da chamada «bomba atómica» com a alteração da situação política, no que é corroborado pelo seu conselheiro.
Ao ler, agora, o tom com que Sampaio fala de Santana Lopes faz-me recuar a 1990, quando ele era secretário geral do PS e eu tinha tomado posse de diretor do Paço dos Duques de Bragança. Guardo comigo a pasta dos 20 mil contos de prejuízo real que este Palácio e Museu Nacionais davam por ano ao Estado Português. O PS local fez saber ao Secretário Geral que eu pretendia corrigir essa situação ruinosa, depois de um estudo que gizei e que pus em marcha. Sabia eu que era possível abrir aquela unidade museológica, em todos os dias da semana e em todas as horas úteis do dia. Pedi autorização e fui autorizado, apesar de um quadro de pessoal reduzido a 50% do previsto no quadro. Recorri ao Centro de Emprego para destacar candidatos ao primeiro emprego, ou subsidiados com o perfil desejado. Com essa medida não gerei encargos, mas redobrei os lucros. Não havia um posto de vendas e destaquei dois guardas do museu que haviam sido carpinteiros a retirarem madeira da zona habitacional destinada a residência do diretor, transformando-a em balcão de vendas. Não existia qualquer roteiro, quer do Palácio, quer da cidade. E eu próprio os escrevi, com edição e tradução quadrilingue: português-francês- inglês e alemão. A Elo tinha essa autorização a nível de todos os palácios e museus. Ainda hoje esses roteiros são fornecidos, com 30% para receita do Museu.
Entretanto a Pousada de Santa Marinha da Costa fez-me uma proposta para explorar a zona presidencial, que desde 1959 até hoje, apenas em 39 ocasiões foi utilizada por alguns Presidentes, o último dos quais o Dr. Mário Soares. O PS local estava irritado com toda essa mudança. A minha proposta fora aprovada superiormente. A Enatur pagaria 100 mil escudos/noite, por cada uma das duas suites e 50 mil pelos 5 quartos intermédios. O Paço passaria a ter de lucro líquido mensal: 13.500 contos que nessa altura era muito dinheiro. Jorge Sampaio fez chegar um panfleto à cidade em que me censurava por estar a transformar a «Corte real» em cortes de bois, numa alusão metafórica aos meus tempos de pastor de vacas e da «vezeira».
Tão sórdida campanha levou-me ao desânimo. Apesar de chegar tarde, o despacho autorizou-me a por em prática esse projeto, em parceria com a delegação do Norte da Cultura. De qualquer modo quase dupliquei o número de visitas pagas, controladas por bilheteira. Os preços eram metade daqueles que se praticam hoje. O montante da dívida passou a montante do lucro, aquele espaço nobre passou a ser uma espécie da Casa de cultura. Entre a hora de encerramento e a hora matinal da abertura ao publico, o átrio e as antigas cozinhas, passaram a espaços alugados para convívios, cerimónias de casamentos, empresas e outras cerimónias.
Jorge Sampaio, cujo pai era natural do concelho de Guimarães, foi o primeiro a não utilizar a Residência Presidencial, no Paço e também o primeiro a não aceitar que o 24 de Junho fosse reivindicado como feriado nacional. Aqui mesmo disse que não mexeria nos símbolos nacionais. Mas o PS Vimaranense teve, mesmo assim, a coragem de colocar-lhe uma placa, junto à Estátua do I Rei. A democracia tem caras para todos os gostos.

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publicado às 16:32


Para já uma Santa Páscoa para todos.  

por aquimetem, em 13.04.17

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Como tinha prometido, ontem lá fui até Benfica para no seu Mercado apreciar a festa do folar e do azeite que a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa ali levou a efeito com o apoio da Junta de Freguesia local. Foi um êxito, como aliás tem vindo a repetir-se todos os anos e eventos levados a cabo pela famosa casa regional, agora sob administração do dinâmico freixiense Dr. Hirondino Isaías, que tem por vice-presidente o meu amigo “Ni”, o Vasco Saldanha.

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Foi para mim, um Domingo em cheio, com Missa e procissão de Ramos, na igreja de São Lourenço de Carnide, ás 09h30, depois encontro no Mercado de Benfica, com o Doutor Armando Palavras, e no após deixar o Folar, deu tempo para ainda ir cantar os parabéns à minha conterrâneo Fátima Lopes que festejou o seu aniversário feito no dia 04. Um dia dos grandes e bem passados.

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 Nada ali faltou para alimentar o corpo e o espírito, são assim os transmontanos. Ah ! Faltaram lá caras que eu contava encontrar. Fica para uma próxima. Para já uma Santa Páscoa para todos.

 

 

 

 

 

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publicado às 16:56


Quem as faz que as pague

por aquimetem, em 12.04.17

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 Em 2009, quando Guimarães soube que a ministra Isabel Pires de Lima, tinha promovido Guimarães a Capital Europeia da Cultura, aqueles que, desde 1990, esfregavam a barriga ao sol, graças ao poder totalitário que ali se instalara e que garantia tacho e penacho a alguns dos seus eleitores, redobraram, com a certeza de que, aqueloutros que não tinham tido esse privilégio sendo do mesmo clube político, iriam desforrar-se à mesa desse banquete, garantido até 2015, com os 111 milhões de euros provindos dos fundos comunitários e do orçamento geral do Estado, cinco anos de fartura. O «rei» da festa era o mesmo, acolitado por camaradas vips e alguns seus protegidos. Para encobrir essa festança foi congeminada a Fundação Cidade de Guimarães, para o que bastou encarregar um outro camarada da freguesia do Benfica, em Lisboa que se especializara no fornecimento de formulários para esse tipo «geringonças». Sendo Guimarães viveiro de muitos e bons juristas, logo esse ex-deputado que conhecera, anos antes na AR, o «rei» vimaranense, entregou 30 mil euros pelos estatutos da CEC. Estatutos feitos à medida do «dono disso tudo», O mesmo «reizete», por inerência de funções, passou a líder da CEC que convidou Cristina Azevedo, para diretora executiva, apenas dependente do dito cujo. Foi ele que estipulou os vencimentos e outras mordomias para todos os membros dos três órgãos, incluindo a senha de presença para ele próprio. Esses vencimentos vigoraram à volta de dois anos. E eram tão estapafúrdios que foram reprimidos e censurados no Parlamento. Baixaram 30% e, mesmo assim, ainda superiorizavam os do chefe de Estado. A dada altura Cristina Azevedo contratou o atual Presidente da Câmara de Braga, através de um contrato, a termo certo. Como ela não deu conhecimento ao «reizete», ele próprio, sem consultar os restantes membros do Órgão, despediu Cristina Azevedo. Este despedimento selvagem, enraiveceu o capataz e «dono disso tudo», apenas pelo facto de Ricardo Rio ser da oposição. Um tsunami nacional! Jorge Sampaio, que tinha sido convidado pelo «dono disso tudo», para Presidente do Conselho Geral, induziu Cristina Azevedo, a aceitar o despedimento, regressando à Neuronext. E que, posteriormente, seria ressarcida da diferença de vencimento. Ela aceitou mas pelo sim pelo não, pediu uma indemnização de 405.395,88 euros. E acaba de ser vencedora desse contencioso. O «saneamento político» que o «reizete» provocou, redundou em mais um «desemprego»: Carla Morais que fora contratada por Cristina Azevedo teve o mesmo desfecho. Carla Morais levou o processo até ao fim. Em Julho de 2016 o Tribunal dera-lhe razão, tendo de receber 206 mil euros que ainda estão por pagar. Do acordo conseguido após conversações, entre Jorge Sampaio e Cristina Azevedo, esta deveria receber 405.395,83 euros. Entretanto a CEC encerrou em 2013. As responsabilidades passaram para a Câmara. Mas o julgamento para ultimar os penduricalhos da CEC, só terminou em fins de Março de 2017. A Guimarães Digital confirmou a notícia do JN do dia 1 de Abril, informando que Cristina Azevedo reclamava uma indemnização de 422.544, 63 €, adiantando que a decisão ainda é passível de recurso, no período de 30 dias, a iniciar-se em dia 3 de Abril. Para já o Tribunal condenou a Câmara, a Direção Geral do Tesouro, mais o Gabinete de Estratégia Planeamento e Avaliações Culturais ao pagamento de 249 mil euros.
António Magalhães e Jorge Sampaio, deveriam ser responsabilizados por esses pagamentos. Quem as faz que as pague. É uma das obrigações da verdadeira democracia.

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publicado às 22:34


PÁSCOA FELIZ

por aquimetem, em 12.04.17

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 A todos os amigos/as leitores deste blog desejo uma festa pascal com muita alegria, paz e amor. Fraternais saudações.

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publicado às 14:34


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