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E as crianças Senhor !

por aquimetem, em 01.06.17

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Do Poeta e Prosador João de Deus Rodrigues recebi este belo poema às Crianças dedicado:

“E as Crianças, Senhor!
Homens parem de gritar,
E ouçam o silêncio do vento.
E meditem nos segredos do mar,
E na imensidão do firmamento.

E contemplem, também,
A coisa mais preciosa que o mundo tem:
Uma criança.

Reparem na candura do sorriso dela, a brincar
No colo de sua mãe, no aconchego do doce lar.

Longe,
Bem longe, do alcance de déspotas avarentos,
Que passam momentos
A jurar que só querem o bem,
De todas as crianças que o mundo tem.
Porque elas, lindas e queridas,
São anjos inocentes, o melhor das suas vidas.

Mas, isso, é só ruído.
Palavras dolentes, sem sentido,
Dos que não querem ver
Tanta criança a sofrer,
Por esse mundo além,
Abraçadas ao peito da sua mãe,
Chupando peles gretadas,
Que a sede e a fome ressequiram,
E jazem sentadas, junto do seu amado Ser,
De olhos enxutos, sem lágrimas para verter.

Ó desumanidade!
Ó crueldade!
Ó Senhor meu Deus,
Dizei-me por favor,
Porque há tanta criança abandonada,
A perecer com sede e com fome,
Torturadas pela dor,
Com a complacência de parte da humanidade?

Enquanto ao som de trombetas,
Em salões forrados de veludo,
Há criaturas que fazem juras, e tudo,
Dizendo que só querem o bem
De todas as crianças,
Porque elas são o melhor que o mundo tem.

Ó desfaçatez!
Ó Ingratidão!
Porque não calam elas a sua usura,
E refreiam a sua ambição?

E não pensam, por uma vez,
Que as migalhas que sobram da sua mesa,
E o escorrer das suas taças de cristal,
Bastavam para não morrerem,
Com fome, com sede e com mal,
Tantas crianças que juram amar.

Sim, ó vós?
Que em verdade sabeis,
Que elas estão a padecer.
Enquanto assobiais,
Julgando-vos imortais.

Que mundo cruel,
O vosso, com tão amargo fel!

Guardai as vossas lágrimas,
De serpente rastejante.
Guardai os vossos lamentos e ais,
Mas não venham dizer, de ora avante,
Ou jamais,
Que não sabeis, de verdade,
Dessas crianças com tanta necessidade.

Ou será que o fazeis,
Para melhor adormecerdes
Sobre o peso da vossa consciência!
Que julgais ser leve,
E pesa mais que o bronze.
Enquanto, não longe,
Se fina, num contínuo permanente,
Tanta criança inocente.

Não. Não venham com a falsa bondade,
Nem com a vossa sacra fé.
Porque isso mais não é
Que a negação da caridade.

O que me leva a acreditar,
Que nem os dóceis vermes da terra
Hão de querer tragar,
Os vossos corpos fedorentos.
E as moscas, e as formigas,
E até os ratos, seguirão tais intentos.

Ide para os Infernos,
Criaturas com tais sentimentos.

Ah!, se eu pudesse lançar um raio
Aos vossos corações de besouro,
Que vos afogasse nos palácios de ouro,
Erguidos sobre o sofrimento de tanto inocente,
Eu o faria, num repente!

Sumam-se!
Porque até o doce mar profundo
Não vos há de querer sepultar.
Nem as flores silvestres,
Emprestar o seu perfume.

Evaporem-se,
Corja de malfeitores.
Para que haja um mundo melhor,
Mais generoso e fraterno,
No amor e na esperança,
Com o sorriso de uma criança!

Mas não vos esqueçais,
Que partis sem o perdão dos que cá ficam.
E sem a misericórdia e contemplação,
Dessas crianças que estão no Céu,
Enviadas pela vossa mão.

In Livro “O acordar das emoções” – Tartaruga Editora”.

 

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publicado às 14:15

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 Por: Barroso da Fonte

«O 13 de maio ainda é o que era. Se calhar, nunca foi tão avassalador como este. O centenário das aparições em Fátima na presença do Papa? Benfica a caminho de um inédito tetra? Salvador Sobral na iminência de mais um brilharete no Festival da Eurovisão? Tudo a 13 de maio? Os três F (futebol, fado e Fátima) de outros tempos reganham força em 2017, só com uma pequena substituição musical. Os portugueses vão voltar a estar bem entretidos neste sábado, com vários tipos de emoções ao rubro, de manhã, ao final da tarde ou à noite. Assim não se perde pitada».
Esta questão foi colocada por Gonçalo Palma, ao meio dia de 12 do corrente, no seu blogue. Na noite do dia 13, tudo se tinha cumprido: Fátima foi o palco mundial, dignamente programado, os dois mais jovens Santos da Igreja Católica, foram canonizados na terra em que nasceram, o Papa regressou, sem qualquer incidente; e os dois feitos naturais que se seguiram nesse mesmo dia - : a vitória do «tetra» para o Benfica e o triunfo de Salvador Sobral, no festival da Eurovisão, foram tão surpreendentes que levaram muita gente a interrogar-se sobre se tão invulgares sucessos, na mesma data, ato contínuo à despedida do Papa Francisco, ainda naquele clima emocional do Santuário Mariano, não seriam sinais (ou hierofanias = manifestações) do divino.
Não sou teólogo, não sou exemplo para ninguém sobre a minha religiosidade, sou crente, a religião que professo dá resposta às minhas dúvidas e, depois de tantos fracassos pessoais e comunitários, sempre esperei que um dia fosse surpreendido por qualquer sinal, vindo do alto.
Mais me convenci deste sortilégio pela paz interior que as imagens de Fátima me tocaram: a felicidade de ver tanta gente, irmanada, vinda de tão longe e em condições tão adversas, que nenhum conselheiro humano, por mais convincente que fosse, seria capaz de exercer em mim ou noutros como eu, influências tão fortes e tão generosas. O fato de ver e ouvir o Bispo de Fátima, António Marto, anfitrião dessa moldura humana, sendo ele um Transmontano (de Tronco, Chaves), que foi meu condiscípulo seis anos (entre 1957 e 1962) reconfortou-me tanto, esse orgulho telúrico e humano que eu próprio partilhei essa gratidão interior que terá sido extensiva aos antigos alunos do Seminário de Vila Real.
Recordo aquilo que essa minha geração viveu. Por sermos oriundos de famílias numerosas e sem rendimentos, não podíamos optar pelos liceus e escolas públicas. A alternativa eram os seminários. Essa diferença social refletia-se pela vida fora. A classe livre e a classe pobre. Aquela refugiava-se na liberdade de nada lhe faltar para «cultivar» o sinal distintivo que os superiorizava no estatuto académico e profissional. Esta sujeitava-se à seleção natural: uns «marravam», eram zelosos e impunham-se pelo saber e pelo cumprimento rigoroso da disciplina interna. Outros transigiam e, aqui ou ali, davam sinais de insegurança pelo que iam abandonando.
Pertenci a este número. Mas nunca me arrependi, antes mantive pela Instituição, pelos professores e, sobretudo pelos meus condiscípulos, total solidariedade, admiração e respeito.
Gilberto Canavarro Reis,(1951), Amândio Tomás (1955) e António Marto (1957) prosseguiram estudos e ascenderam, por mérito próprio, a Bispos. Ainda estão todos vivos e, felizmente, com saúde. São o nosso orgulho, como tantos outros que ocuparam altos cargos na Jurisprudência, nas cátedras universitárias, na administração de empresas, no funcionalismo e até na política ativa. Nenhum de nós tem complexos de inferioridade. Antes prestigiaram sempre, a Instituição que nos preparou para a vida e à qual anualmente regressamos, no 3º Sábado de Maio. Sempre que um antigo aluno aparece em público e o localizamos, logo torcemos por ele, para o bem ou para o mal. Felizmente, como agora aconteceu, com o Doutor António Marto, ao vê-lo a abraçar o Papa Francisco e a falar para cerca de um milhão de presentes e a muitos milhões de católicos de todo mundo. Aquele sotaque e aquele sorriso que as televisões mostraram, é como se aquele fortíssimo abraço ao Papa e ao mundo também fosse nosso. Eles nos representam. Nós deles nos orgulhamos!
Mas não devemos confundir a religião com o clubismo. A festa do Benfica é trivial. Venceu, justamente, mais um campeonato. E ainda há-de vencer mais. Mas, embora as televisões tenham ofuscado a grandiosidade do 13 de Maio, com o Tetra do «Benfiquismo», nada de comparável com a universalidade de Fátima. E nem sequer com a Vitória, mais que merecida de Salvador Sobral, no Festival de Eurovisão. Este feito foi enorme, já tardava e tudo o que se possa confundir com mais um milagre de N. Senhora de Fátima é pura fantasia. Aceita-se enquanto modelo de grandeza e de pioneirismo. Entre 1956 e 2017 já houve 61 festivais da canção. Este que ocorreu dia 13 de Maio, foi pura coincidência. Mas para Portugal valeu – isso sim – por termos andado mais de meio século a brincar aos festivais da canção. Salvador Sobral e a irmã Luísa, venceram pela sua simplicidade, pela certeza de que fizeram o melhor que sabiam e, perante 18 países a atribuírem a classificação máxima a Portugal, foi feito que nunca qualquer outra canção ou outro qualquer país concorrente havia conseguido. E por isso valeu a pena.
Trago este tema à praça pública para glorificar as consciências que andam empedernidas, açaimadas e raivosas, na tentativa de branquearem o que foram, o que são e o que valem. Em qualquer parte do planeta como em Terras de Barroso.

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publicado às 22:48


Um soneto para a eternidade à Gete

por aquimetem, em 18.05.17

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Por: Barroso da Fonte: 

 

Um soneto para a eternidade
à Gete
Tu que eras nesta vida a minha vida,
O meu encanto, o meu primeiro amor,
Deixaste-me e partiste, excelsa flor,
Abandonado e triste, alma incontida.

Abraçaste-me à hora da partida
Sentindo no teu peito a minha dor.
Trocaste-me por Deus, Nosso Senhor,
Que te elevou à Terra Prometida.

Descansa em paz, na paz da Eternidade,
Enquanto permanece o desencontro,
Anseio ver-te, e breve, como então.

Eu aspiro, contigo, à Divindade,
Deixar este calvário em que me encontro
Longe de ti, tão longe e sem razão.
Cláudio Amílcar Carneiro

O autor deste belíssimo soneto – Cláudio Amílcar Carneiro - nasceu em Chacim, em 1931. Aí viveu os primeiros 30 anos, com uma única interrupção: o serviço militar na Índia( Goa), entre 1955 e 23 de Maio de 1957. Faz agora 60 anos. Só nessa altura desiste de guardar o gado, a meias com mais sete irmãos. Já homem feito, completa a 4ª classe, que lhe deu para colaborar em jornais, como: «Heraldo» e «Diário». Regressado à Pátria Lusa, arranja forma de retomar os estudos básicos e curso geral dos Liceus. Chega a frequentar o Curso Superior de Direito e retoma o gosto pelo Jornalismo e pela literatura. Passa a publicar, preferencialmente, poesia em jornais e revistas como: Poetas & Trovadores, Mosaico, Notícias Metrópole. Em 1966 estreia em livro. Desde aí não descansa. Mais tarde, entra na ficção e, ora em prosa ou em poesia, a sua obra soma e segue, a um ritmo qualitativo e quantitativo que faz deste vate um caso sério.
Em toda a sua produção, mormente na poética, deslumbra quem o conhece pelo seu repentismo, pela sua introspeção e apreensão caleidoscópica. Esta subtileza psíquica faz de Cláudio Carneiro um especialista da mais popular quão difícil modalidade poética que é o soneto. Mais parece uma das modernas tabletes, telemóveis e máquinas fotográficas que substituem em qualquer momento, os materiais específicos. A Cláudio Carneiro basta olhar o objeto que pretende fotografar e, instantes depois, surpreende-nos com um poema que retrata, fielmente, os dotes físicos, psíquicos, científicos, éticos e sociais de um ser humano, com o qual se cruze e entenda dissecar. São centenas e centenas de poemas, essencialmente sonetos, dedicados a pessoas que conhece e sobre as quais pretende exaltar os seus dotes intrínsecos.
Recentemente faleceu sua Mulher Georgete. Foi o seu anjo da guarda por toda a vida. E, inconformado com essa subtração, reproduz nestes catorze versos, um secreto desejo do reencontro na eternidade. A melhor prenda dos seus 86 anos completados dia 8 deste mês.

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publicado às 12:54


Para nos dizer a nós....

por aquimetem, em 09.05.17

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 Não há melhor nem pior, há quem por determinação de Jesus Cristo ocupa a cadeira de Pedro. Nesta ocasião temos o Papa que "Veio do fim do Mundo". Com suas caraterísticas intelectuais e humanas muito próprias, o Papa Francisco que no próximo dia 12 visita Fátima, em peregrinação, já prometeu para o dia 13, a canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto. É um acontecimento de projecção mundial que vai reflectir-se em todo o mundo cristão, e não só, pois acontece no centenário das Aparições que se deram na Cova da Iria, e tornaram o local em Altar da Mundo, e centro notável de peregrinação e devoção mariana. Mas dessa matéria muita tinta se tem empregue e vai continuar antes e depois da curta visita, 12 e 13 de Maio, de Sua Santidade. 

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À semelhança dos primeiros Apóstolos, o Papa Francisco entrega-se de corpo e alma a levar a mensagem evangélica a todos os cantos da terra, não apenas às comunidades cristãs, mas a todos os lugares onde houver homens de boa vontade. A recente visita de 2 dias à capital egípcia, 28 e 29 de Abril,  onde foi em missão de paz, deu disso testemunho, quando ao falar perante milhares de ouvintes, na maioria fieis pertencentes aos grupos minoritários cristãos, lembrou que Deus rejeita o extremismo, e que o único modelo de extremismo permitido é a caridade. Tudo isto, 20 dias depois dos ataques contra a comunidade cristã copta, no norte do Egipto, que provocou 46 mortos e foram reivindicados pelos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh( em língua árabe).

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Tem a virtude de em termos apostólicos ser muito frontal e daí na homilia da missa celebrada no Estádio 30 de Junho chamar atenção de que “é melhor não acreditar do que ser um falso crente, um hipócrita”. Disse ainda que “A Deus só agrada a fé professada com a vida, porque o único extremismo que é permitido aos crentes é o de praticarem a caridade”. Também num evento, realizado pela Universidade de al-Azhar, lembrou aos responsáveis religiosos a obrigação de “desmascarar a violência que se veste de uma suposta sacralidade”. Nesta que foi a primeira deslocação do Papa ao estrangeiro em 2017, e deste modo antecede a visita a Fátima. Só nos resta esperar pelo que terá então para nos dizer a nós... 

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publicado às 15:33


Venha mais outro

por aquimetem, em 06.05.17

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Mais uma vez a “juventude” do Altinho que frequentou a antiga Escola Primária Masculina nº 61, se reuniu em convívio para confraternizar, escolhendo o restaurante da Associação Humanitária dos BV do Dafundo , em Linda a Velha, para o fazer. Como convidado, lá fui, à pendura, na tarde do passado dia 5, uma vez mais partilhar dessa confraternização de gente afeta aos Azuis de Belém, para não dizer dos pasteis....

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 A concentração é na Praça Mouzinho de Albuquerque, onde por volta das 17h00 cheguei e no inicio da Calçada da Ajuda entrei no LUIS para visitar o proprietário e tomar um cafezinho acompanhado. Lá foi dar comigo o Tomé, e não tardou também o Dr. João Inácio, mais o Roger Gonçalves. Juntos fomos ao encontro dos demais que já em frente ao antigo Museu dos Coches nos aguardavam. Foi quando já fora de serviço o sinaleiro Dias se deixou fotografar com toda a malta presente, menos eu que fui retratista.

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Dali partimos por Pedrouços e Algés ao encontro de Linda-a-Velha, onde já nos esperava o Jaime, e entretanto foram chegando os restantes, como: os irmãos Violas, o Nabeiro, mais cunhado Cosmelli, e por ultimo o Pinto.

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Se um ou outra falha, logo surge quem o substitua, e desta vez identifiquei pelo menos mais dois, o Serra e o Aladin Chadeca. Não admira pois trata-se de um convívio de amigos com mais de 65 anos, e muitos afastados por muitos km. O Dinis, vem da Alemanha, o Dr. Pegado, do Funchal, e mesmo outros como o Nabeiro que vem de Setúbal; o Tomé, da Quinta do Conde; o Dr. Inácio, de Azóia-VF de Xira, só o Jaime e o Pinto é que moram aqui por perto.

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Com mais um marcado para 27 de Outubro, se Deus deixar lá estarei outra vez pois convite já recebi. E com amizades destas vai-se até ao fim do mundo, donde também veio o papa Francisco.

 Aqui podem apreciar melhor

No fim do jantar, com muita animação....

 

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publicado às 12:42


Vale por todo o resto.

por aquimetem, em 01.05.17

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 Só o 1º de Maio de 1974 foi espontâneo, sentido e calorosamente vivido, a partir daí, nem hoje com a desconchavada gerigonça, os representantes dos trabalhadores se juntam e se entendem para servir a classe operária e o país. As organizações sindicais mais ao serviço dos partidos que das classes que representam, quando chega esta data vai de testar forças e como pavões emproados exibir a roupagem que mais agrade ao pagode…

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 Em Portugal, com o Estado Novo, não se festejava a data, só a partir de Maio de 1974 é que livremente passou a ser festejado e a feriado nacional. Nem o facto da Igreja consagrar a data a São José Operário, demovia o poder político da proibição de celebrar o significativo evento. Com a designação de Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho ou Dia Internacional dos Trabalhadores é uma data anualmente celebrada no dia 1º de Maio, em muitos países, sendo feriado em Portugal, e noutros países de expressão portuguesa como Brasil, Angola e Moçambique. Mas ainda quanto à forma varia consoante o gosto dos operantes, desta vez em Portugal temos a CGTP a promover “festivais” em cerca de 40 localidades. E em Lisboa, com vários eventos e durante a tarde com desfile entre o Martim Moniz e a Alameda  D. Afonso Henriques.

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Já a UGT decidiu festejar a data em Viana do Castelo, com o tema: “Crescimento, Emprego, Mais Justiça Social”. E como faz parte do sistema... a intervenção politico-sindical do secretário-geral da organização Carlos Silva, e da presidente do Centro Cultural da cidade, Lucinda Dâmaso. 

Bem mais importante para quem festeja a Vida e a defende é a MANIFESTAÇÃO CONTRA A EUTANÁSIA /SUICÍDIO ASSISTIDO que às 15h00 deste 1º de Maio vai ter lugar no Largo de São Bento-Lisboa, com momento de oração na Basilica da Estrela, às 15h30. Vale por todo o resto.

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publicado às 14:30


Paz à sua alma

por aquimetem, em 25.04.17

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“Tão cedo deste mundo te partiste …” O Ivo deixou-nos, e deixou também aquelas habilidades, sem igual de nos iludir artisticamente com as suas artes mágicas. Foi uma noticia muito triste que recebi do confrade Tony Klauf e me deixou abatido pois não contava ver o Ivo partir tão cedo deste vale de lágrimas em que somos passageiros. Há muitos anos que nos conhecíamos e por diversas vezes actuemos em festivais quer no Porto, Figueira da Foz e em Lisboa. Natural de Valongo, onde nasceu em 23/11/1955, o Ivo Sousa faleceu na sua terra natal, a 10/4/17, com funeral a 13/4/ e Missa do sétimo dia em 18 /4/ 2017. Casado e pai, o Ivo tinha feito recentemente exames de rotina e ao que se consta estavam bem, mas nem tudo que parece é. E no fatídico dia 10, apareceu já sem vida no seu quarto. Ao saudoso confrade a minha eterna admiração e saudosa memória. Que Deus o guarde em bom lugar porque o Ivo fez por ser um bom filho respeitador e obediente. Paz à sua alma.

 

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publicado às 22:45


25 de Abril

por aquimetem, em 25.04.17

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Tenho a consolação de ter vivido o que muitos desses sabichões que em nossos dias por encarrapitados em lugares para onde o povo atirou com eles, são hoje papagaios a falar daquilo que não viram e muito menos sentiram. Quem ao amanhecer da manhã de 25 de Abril pode ser testemunha da saída dos chaimites, na Calçada da Ajuda, por volta das 06h30 senão eu, e os militares que sob comando do saudoso coronel Rameiras partiram do RC7 em direcção ao Terreiro do Paço? Civil, só eu.

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Quem no celebre 25 de Novembro estando no seu local de trabalho é surpreendido por um “Comando” em missão na tomada da Policia Militar, mandou uma bazucada contra o meu local de trabalho e só por milagre não morri, eu e o condutor do coronel Lemos Pires, ali à espera do patrão, reunido na PR? Assisti de perto ao desenrolar dos acontecimentos e das primeiras cenas de uma revolução feita por militares e aproveitada por oportunistas. O resultado está aí, com o povo, que mais ordena, cada vez mais desordenado....

 

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publicado às 19:37


O Sonho

por aquimetem, em 25.04.17

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O Poeta e Prosador João de Deus Rodrigues

Não fora, como eu, um transmontano, poeta e prosador insigne, o 25 de Abril, este ano passava-me despercebido. Há 43 anos que espero ver cumpridas as promessas de vida melhor para todos os portugueses, mas afinal a conversa é sempre a mesma: “O governo anterior deixou isto na penúria!” Quem pobre era, pobre continua.Salvo os videirinhos da política, os corruptos, quem o ganhou em bom tempo e os que por vergonha partidária engolem o sapo. Empurrado pelo meu distinto amigo João de Deus, lá vou continuar o sonho, que acordado não consigo alimentar:


"O SONHO

Não matem o Sonho,
Porque ele merece viver.
O acordar seria medonho,
E podem-se arrepender.

VIVA ABRIL


João de Deus Rodrigues".

 

 

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publicado às 13:44

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Por: Barroso da Fonte

Como não tenho dinheiro para comprar a biografia de Jorge Sampaio, elaborada por José Pedro Castanheira, limito-me a ajuizar sobre o interesse da obra, pelas recensões que vou lendo nos mass media.
Nas 1062 páginas deste mais recente volume que tem a chancela da Porto Editora e da Edições Nelson de Matos, Sampaio «fala da crise política por si gerida no verão de 2004, quando Durão Barroso abandonou a chefia do Governo e Pedro Santana Lopes se posicionou na linha de sucessão, contrariando a posição do PS e dos partidos da esquerda, que pretendiam eleições antecipadas».
Sampaio reconhece que voltaria a dar posse a Santana Lopes, apesar de não ter o poder legitimado por uma vitória nas urnas, mas o seu, então, chefe da Casa Civil, João Serra, nota que foi exigida "continuidade nas políticas", designadamente nas Finanças e nos Negócios Estrangeiros, e vetado o nome de Paulo Portas para esta última pasta».
Lê-se na mesma fonte que se «conhecia a ambição de Paulo Portas em ser ministro daquela pasta, mas devido ao seu passado eurocético, o Presidente alertou para as dificuldades em o nomear", refere João Serra. Portas terá ficado "magoado" por não ter chegado aos Negócios Estrangeiros, o que viria a acontecer, anos mais tarde, durante o executivo liderado por Pedro Passos Coelho.
João Serra afirma também que foi Jorge Sampaio quem sugeriu o nome do embaixador António Monteiro, para chefiar a diplomacia e que Santana Lopes concordou de imediato».
O tom destes «episódios rocambolescos do consulado de Santana Lopes» continuam a ler-se nesta biografia, bem estruturada e redigida pelo biógrafo que se especializou neste género de obras referentes aos mais mediáticos personagens que ocuparam o alto cargo da Presidência da República.
Neste contexto se diz que Jorge Sampaio justifica a utilização da chamada «bomba atómica» com a alteração da situação política, no que é corroborado pelo seu conselheiro.
Ao ler, agora, o tom com que Sampaio fala de Santana Lopes faz-me recuar a 1990, quando ele era secretário geral do PS e eu tinha tomado posse de diretor do Paço dos Duques de Bragança. Guardo comigo a pasta dos 20 mil contos de prejuízo real que este Palácio e Museu Nacionais davam por ano ao Estado Português. O PS local fez saber ao Secretário Geral que eu pretendia corrigir essa situação ruinosa, depois de um estudo que gizei e que pus em marcha. Sabia eu que era possível abrir aquela unidade museológica, em todos os dias da semana e em todas as horas úteis do dia. Pedi autorização e fui autorizado, apesar de um quadro de pessoal reduzido a 50% do previsto no quadro. Recorri ao Centro de Emprego para destacar candidatos ao primeiro emprego, ou subsidiados com o perfil desejado. Com essa medida não gerei encargos, mas redobrei os lucros. Não havia um posto de vendas e destaquei dois guardas do museu que haviam sido carpinteiros a retirarem madeira da zona habitacional destinada a residência do diretor, transformando-a em balcão de vendas. Não existia qualquer roteiro, quer do Palácio, quer da cidade. E eu próprio os escrevi, com edição e tradução quadrilingue: português-francês- inglês e alemão. A Elo tinha essa autorização a nível de todos os palácios e museus. Ainda hoje esses roteiros são fornecidos, com 30% para receita do Museu.
Entretanto a Pousada de Santa Marinha da Costa fez-me uma proposta para explorar a zona presidencial, que desde 1959 até hoje, apenas em 39 ocasiões foi utilizada por alguns Presidentes, o último dos quais o Dr. Mário Soares. O PS local estava irritado com toda essa mudança. A minha proposta fora aprovada superiormente. A Enatur pagaria 100 mil escudos/noite, por cada uma das duas suites e 50 mil pelos 5 quartos intermédios. O Paço passaria a ter de lucro líquido mensal: 13.500 contos que nessa altura era muito dinheiro. Jorge Sampaio fez chegar um panfleto à cidade em que me censurava por estar a transformar a «Corte real» em cortes de bois, numa alusão metafórica aos meus tempos de pastor de vacas e da «vezeira».
Tão sórdida campanha levou-me ao desânimo. Apesar de chegar tarde, o despacho autorizou-me a por em prática esse projeto, em parceria com a delegação do Norte da Cultura. De qualquer modo quase dupliquei o número de visitas pagas, controladas por bilheteira. Os preços eram metade daqueles que se praticam hoje. O montante da dívida passou a montante do lucro, aquele espaço nobre passou a ser uma espécie da Casa de cultura. Entre a hora de encerramento e a hora matinal da abertura ao publico, o átrio e as antigas cozinhas, passaram a espaços alugados para convívios, cerimónias de casamentos, empresas e outras cerimónias.
Jorge Sampaio, cujo pai era natural do concelho de Guimarães, foi o primeiro a não utilizar a Residência Presidencial, no Paço e também o primeiro a não aceitar que o 24 de Junho fosse reivindicado como feriado nacional. Aqui mesmo disse que não mexeria nos símbolos nacionais. Mas o PS Vimaranense teve, mesmo assim, a coragem de colocar-lhe uma placa, junto à Estátua do I Rei. A democracia tem caras para todos os gostos.

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publicado às 16:32


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