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O melhor investimento

por aquimetem, em 14.05.12

          Na tarde de sábado acabei mesmo por voltar ao Rossio e assim apreciar melhor o certame que durante três dias animou a baixa alfacinha com musica, etnografia, desfiles e venda de produtos regionais. Para isso pesou de facto a forte participação dos 24 grupos oriundos do Norte e Centro de Portugal,mas sobretudo da vizinha  Galiza, León, Zamora, Cáceres, Astúrias, Pais Basco e Salamanca que documentados com a tradição pagã dos rituais de máscaras que “raramente são vistos fora dos seus contextos de origem” trouxeram também os sabores e o artesanato das suas regiões a divulgar em Lisboa.

          Talvez porque à RTP-1 calhou a principal transmissão do evento, o resto da comunicação social desinteressou-se do assunto e nem na Net foi muito ventilado. Dai o destaque com que Baião surge referido, quando afinal apenas ali estava representado com uma tendinha, por acaso muito bem recheada com os produtos e a arte popular desse encantador município que envolve o Caminho de Jacinto. Porque sou apreciador comprei dois "Biscoitos da Teixeira". Bengala não comprei porque só se fosse para dar com ela nos ditos INDIGNADOS que armados em muleta dos políticos gostam de dificultar o transito nas cidades.

           E lá voltei à tendinha da "angelina" para confirmar e assim melhor poder reafirmar o apreço com que os sabores de Trás-os-Montes são tidos fora da fronteira maronesa.

          A boa qualidade dos produtos até faz desaparecer a crise, que se combate com boa produção. Não com manifestações de rua. Ainda em relação à "mostra das regiões" presentes vale recordar também o Sabor Serrano, Tasquinhas Ibéricas, Boutique do Chocolate e da Ginjinha de Óbidos, Raia História e o Patronato Provincial de Turismo de Zamora. Samora, a provincia mais esquecida de Espanha, a exemplo da sua vizinha portuguesa.

          Neste evento se alguém tem direito a realce, sem dúvida que é o país vizinho, que se  fez representar ao nível que lhe é timbre e muito o enobrece. Com um mapa da província de Cáceres estampado a toda a largura na tendinha inicial duma fila por conta de Espanha

           Esta a fila em questão, onde com mais tendinhas em frente o país vizinho se fez representar. E não apenas no que de melhor produz a terra e a sua gente constrói, também a cultura e sentir dos nossos hermanos viajou até à terra-berço de Santo António. Li a propósito do evento que " Com um orçamento de 140 mil euros, 80 mil euros são suportados exteriormente: “Praticamente o investimento é feito por Espanha e por identidades privadas. Este é certamente o festival mais económico e mais rentável a acontecer no país”admite Hélder Ferreira, presidente da Progestur, ao Hardmusica". Li ainda que "Independentemente da crise que se vive, a realização deste tipo de festivais é essencial para o fomento da cultural. Em particular, O Festival da Máscara Ibérica é algo de benéfico não só a nível de transmissão de tradições e dar a conhecer a cultural ibérica mas também é bastante positivo e benéfico a nível económico visto que Portugal não fez quase investimento nenhum". Esta nossa mania de vivermos pendurados nos outros é que não me agrada nada, faz-nos ainda mais pequenos, e desencoraja. Mas vamos aos "caretos" ou Mascaras que neste momento é o que mais se vê na sociedade moderna em que vivemos:

  

           Os "caretos" que em certas festividades cíclicas do ano são motivo de animação e divertimento popular vieram em bom número alegrar a baixa alfacinha com desfile de máscaras entre os Paços do Concelho e a Praça de D.Pedro IV (Rossio). Los Mazcaras y los Lardeiros, Jarramplas, La Vaquilla y los Cencerros de Palacios del Pan foram alguns dos grupos participantes que o público muito aplaudiu.Também da região transmontana, com destaque para o distrito de Bragança, este tipo de cultura popular tem acentuado peso, nomeadamente em Lagoa, Parada e Varge. Como os espanhóis, também estes agrupamentos se fizeram representar no desfile. Investir na cultura é sempre o melhor investimento

 

   

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publicado às 16:14


2 comentários

De mg a 16.05.2012 às 12:30

Muito interessante estas máscaras, tanto de Espanha e do nosso norte...Deram vida à Baixa, bom até para o comércio em local l, pois anda meio afanado.
Eu fui la´no domingo e, já quase, não havia bulício. Folar também não vi, pena.Só trouxe alheiras de Mirandela e Bolo da Teixeira.
Mesmo assim contribuí. Mas, ouvi, que os expositores estavam um pouco descontentes, pois não tinha a afluência que esperavam.
Acho que numa próxima, já aparece mais gente.Deve ter sido por falta de divulgação.
Parabéns por acertar sempre onde é preciso!!

De aquimetem a 17.05.2012 às 19:27

Pena não estar mais bem representado. Faltaram os bombos e cabeçudos de Mondim que com o pão-de-ló e as cavacas do Guilherme ou as roscas do Silva, a par do famoso verdasco do terra, faziam um figurão e era um bom meio de promover e divulgar os sabores e tradições populares das antigas Ferrarias de Entre Tâmega e Douro. Sem divulgação não há participação, como muito bem a comentadora conclui. Mesmo assim tudo se vendeu, porque Lisboa é Portugal, e o resto... é só paisagem...e muita pedra partida. Então no Monte Farinha nem se fala

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