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Douro e Trás-os-Montes

por aquimetem, em 16.12.11

          A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa, ontem esteve em festa. De Chaves veio a Drª Manuela Morais propositadamente para fazer a apresentação do livro Rio Sabor e entregar o Prémio Nacional de Poesia - 2011 Fernão de Magalhães Gonçalves ao autor galardoado João de Deus Rodrigues.

         O Dr. Jorge Valadares, presidente da direcção da Casa, deu as boas-vindas a todos os presentes e agradeceu o terem  escolhido o local  para tal evento, lembrando que é essa uma das funções da Casa servir de apoio e alavanca a todas as boas causas da província de Trás-os-Montes e Alto Douro.     

           Ladeada pelo escritor Dr. Pedro Teixeira da Mota e pelo Dr. Jorge Valadares,  a Drª Manuela Morais, da editora Tartaruga e instituidora do Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves, que foi seu dilecto marido, aqui no uso da palavra e a justificar a atribuição do merecido prémio deste ano  a João de Deus Rodrigues.

           Fernão de Magalhães Gonçalves (1943-1988) foi um insigne transmontano que se distinguiu como poeta,escritor,investigador e ensaísta, era natural de Murça, aldeia de Jou. Leccionou em Murça, Vouzela, Porto, Chaves e nas Universidades de Granada (Espanha) E Seoul (Coreia do Sul).

           Já o poeta João de Deus Rodrigues  que aqui vemos a agradecer  atribuição do Prémio e a presença dos muitos amigos e admiradores é natural  de Morais, Macedo de Cavaleiros. Vive em Lisboa e  nesta ocasião está a ultimar mais dois livros : um de contos e outro sobre gado asinino, burros.

          No final da cerimónia que reuniu muita gente, tendo por isso sido usada uma das salas maiores da casa, foi oferecido um "Porto" de honra a todos os presentes, "porto" com sabor real  ao nosso Douro e Trás-os-Montes.

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publicado às 11:11


5 comentários

De mg a 18.12.2011 às 11:07

Sempre admirável estas nomeações e entregas do Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves, tanto para o galardoado como para quem o instituiu. Dra. Manuela Morais, assim, exultando o nome do grande escritor e poeta que foi Fernão de Magalhães Gonçalves e desta vez na Casa de Trás-os-Montes,sítio devidamente adequado.
Parabéns a João de Deus Rodrigues, Poeta de grande sensibilidade e mestria!
Mais outro transmontano... !! ...

De aquimetem a 23.12.2011 às 01:04

Concordo plenamente com consigo, e para o galardoado e quem instituiu o galardão vão também os meus sinceros parabéns. Uma honra para Trás-os-Montes e Alto Douro ter gente desta ao serviço da cultura lusitana.

De Anónimo a 23.03.2017 às 11:27

" Se eu não morresse, nunca. E eternamente
buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!"
Cesário Verde

... /...

... Terminada esta profecia do deus-Sabor, todos os deuses se levantaram ao verem um raio de luz brilhar no planisfério, pendurado no tecto do Olimpo, e o deus-Sabor sair coberto com uma capa que, mais tarde, seria adoptada por um povo que se chamaria Mirandês. Acompanhado por uma miríade de Ninfas cobertas com capas diferentes, feitas de uma substância a que seria dado o nome de palha. O caule de um cereal que se chamaria centeio, e seria a base da alimentação da maioria desse Povo que diz ter o granito como pai e a terra como mãe...


E foi nesse instante primordial, que uma gota de água purificada,
Do orvalho matinal, deslizou pela pétala de uma flor cor de oiro,
Ao som de cantares de Ninfas e Serafins, e iniciou a caminhada,
Saltando pedras e moldando o granito, ao encontro do rio Douro.

E o espírito do deus-Sabor, iniciou a tarefa de abrir caminho,
Numa passada permanente e milenar, conversando baixinho
Com os deuses da Trevas, do Sol, das Estrelas e do Luar,
À espera de outros Seres fantásticos que estavam para chegar
Às suas margens e encostas selvagens, para as povoar.

E crê-se que os primeiros a lá chegar, depois dos lobos e dos ursos,
E de outros animais selvagens, talvez tenham sido os Celtas.
Como ainda hoje se pode constatar,
Pelos vestígios que nas suas margens se podem observar.


In Homenagem ao Rio Sabor

João de Deus Rodriges

De Anónimo a 23.03.2017 às 17:38

... E Aquilo Que não Profetizaste

Mas agora, rio Sabor,
É com profunda mágoa,
E sentida dor,
Que te vou dizer
O que não chegaste a profetizar,
E te vai acontecer:
Os homens vão-te prender!

Os homens vão-te prender
A ti, e às Ninfas das tuas águas!
Sem que os deuses nada possam fazer,
Nem, talvez, compreender as tuas mágoas!

Porém,
Estou certo que um dia, no Olimpo,
Ou seja lá onde for,
Tu hás-de repor
O teu querer, inabalável, puro e limpo!

E hás-de regressar às tuas margens,
Com a mesma virilidade e destemor,
Como o fizeste há milhões de anos,
Generoso e selvagem rio Sabor.


João de Deus Rodrigues

In Homenagem ao Rio Sabor


De Anónimo a 07.06.2017 às 11:20

... E A AVE DO CUCO

(Abutre do Egipto -Neophron percnopterus)

Alegra-te Maria,
Que já nos vai deixar o frio.
Hoje vi a ave do cuco,
Vinda dos lados do rio.

Voava alto, por sinal,
E mirou-me bem mirado
Quando subia em espiral,
A dar-lhe o sol no costado.

Parecia uma noiva,
De branco vestida.
Planando em silêncio,
Aquela atrevida.

Breve o cuco vai chegar!
Porque já se fez anunciar.

E já o S. José se aproxima,
Para ele se ouvir cantar:
Cúcú, para baixo ; cúcú, para cima...

Porque, como a minha mãe dizia,
Se o dia de S.-José chegar,
E o cuco não se ouvir cantar,
Então , o mundo vai-se acabar.

Por isso,
haja alegria,
Maria!
E dançamos eu e tu,
Que o frio vai passar.

E o cuco já se anuncia,
E nós vamos ouvi-lo cantar:
Cúcú; cúcú; cúcú; cúcú ...

In RIO SABOR
João de Deus Rodrigues

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