Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Dar resposta

por aquimetem, em 17.11.11

  

          O dia 18 foi para deixar o cérebro em liberdade ver desfilar as imagens mais marcantes que nestes últimos dias captou e que jamais esquecerá. Uma madrugada marcada pela despedida da Carla que às 04h partiu de Quelimane com destino a Nampula, resultou daí que não houve sono nessa manhã. Depois passou-se um dia caseiro a culminar com um jantar à salvadorenho que a Ema confeccionou. E a ver fotografias maravilhosas, e outras que só o pensar nelas provoca tristeza e compaixão como, por exemplo, olhar esta relíquia histórica de 1800, que foi Sé Catedral até 1974, e hoje, em ruínas, abandonada em plena marginal, frente ao rio Bons Sinais. A Diocese de Quelimane foi criada a 06 de Outubro de 1954. 

           Colunata que mostra o abandono em que se encontra este templo sagrado que sem favor merecia honras de monumento protegido.

 

           Como a anterior, também a "Sé Nova" de Quelimane, de 1974, é consagrada a Nossa Senhora do Livramento, já a precisar de obras de conservação antes que lhe aconteça o mesmo que sucedeu à antiga.

 

          No dia 19, às 07h, já o Paulo Alberto - aqui na foto junto ao muro da Sé Nova - tinha deixado a sua família, esposa e filhos, em Torone Velho , e montado na sua “ginga”  chegado à rua Mao Tse Tung, onde aguardava que lhe abrissem a porta para receber os recados e ir às compras habituais. Desta vez apeteceu-me fazer-lhe companhia na volta da manhã, e assim ficar a conhecer algumas das modestas lojas comercias e o chão, onde espalhados, se vendem os jornais.

          Nesse dia comprei o Diário da Zambézia que por curiosidade até se diz Mensal. Só depois reparei que era o primeiro número, e tinha a data de 25 de Junho. Também o editorial explicava o porquê “ Inicialmente, uma vez por mês, sairemos à rua em formato de tablóide, até um dia chegarmos a diário”. Faço votos que sim,  Moçambique carece de boa informação, livre e imparcial, que denuncie a corrupção e os corruptos, por forma a abrir os olhos a um povo que não precisa de artigos muito grandes para perceber, mas de noticias curtas e perceptíveis.

 

          No regresso aos aposentos aproveitamos para ao passar pela Sé Catedral, vizinha do campo do Sporting de Quelimane, tirar uma foto ao Paulo e prosseguindo caminho, entrar no "mercado", onde de vestir e calçar não falta que vender. Assim hajam meticais.

          Daqui não saio, daqui ninguem metira....O sol nesse dia começou cedo a queimar, e quando assim é a sombra é um regalo. Até no "mercado".

 

           O artesanato regional  faz-se ali representar à mistura com muita chinesice... como cá, e até na China.

 

           Tudo quanto em feira possa ter compradores ali se vende, em barracas que pela negativa nada têm a ver com as da Feira do Artesanato, em Maputo. Também neste aspecto, lá como cá. Maputo é Moçambique e o resto é machamba reles.

           Já naquela Avenida, vizinha dos meus aposentos e que conduz directamente ao Porto de Pesca, só temos que virar na primeira rua à esquerda e em casa dar pão a quem tem fome.  

 

            Na rua se encarregou a chuva de fazer poças de água e dar de beber a quem tem sede, por quanto tempo se vão manter é uma incógnita que compete aos autarcas quelimanenses dar resposta

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:17


2 comentários

De mg a 21.11.2011 às 17:13

Olá! Então ainda por Moçambique?
-Gosto mais da Catedral velha do que da nova.Realmente é uma pena que a deixem abandonada.
Nota-se muita vida nesse mercado...fez bem ir lá e comprar o jornalinho. Sentir como é o dia -a-dia...


De aquimetem a 21.11.2011 às 19:43

Ainda por lá ando, embora que já com os pés e a cabeça bem dentro deste nosso país destroçado pelos ditos democratas que tomaram conta de Portugal. Mas tenho a minha descrição feita, apenas só mais um post vai sair e acaba a minha reportagem daquele país que muito gostei de visitar. A Sé nova perde por em brancura não condizer com o sujo da cidade. Mas a antiga devia de ser muito bonita. Tudo que descrevi condiz com os bons políticos que os povos alimentam.

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D