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Por terras de Moçambique

por aquimetem, em 11.11.11

          

          Como já disse, estas casinhas em madeira, os bungalows, não têm paredes, permitido que através das vidraças se possa observar o exterior à volta. Ideal para quem quiser apreciar a fauna nocturna que ali se movimenta, aves, macacos e borboletas são o principal recheio. O figurino diorno é outro e no terreno é que se aprecia, o da minha manhã de 17 de Julho em Catapú foi com o sol a reflectir no telhado e o cantar dos pássaros madrugadores. Ainda não eram 06h e já eu, fora desta casinha que me foi destinada para pernoitar, andava em passeio matinal pelo interior do parque. Um encanto !

 

           Como as casinhas de pernoita também o restaurante é sem paredes, conferindo ao espaço o verdadeiro sentido e significado de "ecolodge por excelência". Rodeado de arbustos e plantas valiosas, espaços para descansar, ler ou estudar comodamente, o silencio, ali , só a chilraria dos pássaros nas árvores e nos bebedouros vizinhos é de vez enquanto harmoniosamente quebrado. Aqui tomamos o pequeno almoço do dia e com as malas prontas aguardamos que da sua casinha chegassem as nossas companheiras de viagem.

          Para memória fica uma foto de mãe e filha juntas a uma árvore, em crescimento, de Pau-Preto que faço acompanhar por uma  revelação atribuída ao concessionário James White que por oportuna transcrevo: " O nosso parceiro é a população que faz a plantação de árvores nativas nas comunidades onde depois de quatro anos de sobrevivência da espécie nós pagamos algum dinheiro como simples incentivo". Uma forma didáctica de moldar mentalidades e proteger espécies da flora e da fauna africana em perigo de extinção. Isto não são chinesices....é sobretudo prestar socorro ao património ecológico de Moçambique.

          E eram 10h locais, em ponto, estávamos a entrar na Estrada Principal nº1 de regresso a Quelimane, deixando com saudades o lodge onde na realidade é um lugar para estar e visitar na localidade de Inhamitanga, zona de Catapú.

          16minutos depois, estavamos atravessar a linha do ramal Beira/Sena, trocando o distrito de Cheringoma pelo de  Caia.

          E às 10h32 já em Caia, junto da portagem da ponte, para deixar a província de Sofala e voltar à da Zambézia.

          Atravessada a ponte sobre o rio Zambeze, no sentido sul - norte de novo se deu entrada em território da Zambézia já nosso conhecido

          Estrada fora a objectiva vai recolhendo recordações que capta, como esta

          Ou esta, que do mel da Zambézia faz divulgação e vende.

          Umbaua-Moogano

          No percurso, deparamos a certa altura com uma tabuleta  indicando que algo ali existe que merece ser visitado. Fomos ver. Uma árvore enorme e à sua volta um espaço muito bem cuidado, e em telheiro a explicação do porquê da chamada de atenção para tal preciosidade, assim:

  " Nome Cient. - Khya Nyasica

    Nome Local   - Umbaua-Moogano

    Idade + ou - 250 Anos

    Altura - 42 m/24 cm

    Diâmetro de Base  - 2, 83metros".

 

          Ás 12h30 estávamos a passar pelo centro de Niocoadala, vindos da floresta por trajecto onde os cajueiros, a mandioca, as palmeiras e bananeiras abundam  e são o enfeite das machambas vizinhas da estrada.

 

          E já nas proximidades do paraíso dos palmares de Quelimane, também com um fim de semana à lorde, quase a chegar ao fim

 

          Ás 13h15 eis-nos a escolher mesa no Restaurante - Pizaria da Estação para  almoçar, onde como não sou apreciador desse prato italiano optei por camarão que em Quelimane é ao preço da sardinha em Portugal quando dantes se pagava com escudos.

          Cabecinha pensadora! Ou modo de sacudir as melgas....como eu.

 

           E antes de recolher aos aposentos, uma passagem pelo terminal rodoviário da cidade. Às 03h30 da madrugada a seguir, dia 18, a Carla parte de férias para a Ilha de Moçambique, e precisa de antecipadamente marcar transporte, para essa hora, até Nampula. Não sou só eu a viajar por terras de Moçambique

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publicado às 09:07


4 comentários

De mg a 13.11.2011 às 21:47

Regalo...esta casinha envidraçada pra ver tudo lá p'ra fora...mas tem cortinas?...É que se vê também para dentro...
Isto do incentivo às arvores (pau santo), golpe de mestre..., mas a família ficou bonita ao lado da árvore!!
Essa árvore, a Umbaua Moogano, com 250 anos, apreciei e admirei o cuidado de a assinalarem.
Que fartura-Cajueiro, mandioca, bananeira ...e mel, é um "maná"!
Então, o camarão ao preço da sardinha? Devia ter trazido um saquinho dele para nós, agora com esta austeridade...
Deve ter sido realmente muito agradável estar neste lugar"Verde", e sem paredes.Só Natureza...

De aquimetem a 14.11.2011 às 16:17

Só visto! O panorama para além de sedutoramente rústico é também tonificante e encantador com a vertente cultural que lhe está associado. A protecção das espécies raras da flora local e do ambiente são de facto motivo para louvar Catapú Quanto às casinhas têm cortinas, sim senhora, mas mesmo que não tivessem só alguém muito destemido se atrevia a ir durante a noite espreitar a casinha do vizinho . A noite ali é selvagem...É só natureza . Os motivos de curiosidade ao longo da estrada são muitos e variados. Camarão não trouxe porque sinceramente também não sou grande apreciador, gosto mais de bacalhau com batatas ou cozido à portuguesa, depois a viagem é longa e podia estragar-se. Se um dia calhar faça este passeio que vale a pena . Um forte abraço

De mg a 14.11.2011 às 18:52

Pois...fazer este passeio... -Pensa que sou filha do Cavaco Silva ou quê? Eu num tenho lá, quem me dê pensão de borla...
Ai Jasus !...

De aquimetem a 14.11.2011 às 19:27

Essa das borlas é que não sei.....Mas lá que haver quem nos acolha e oriente em terra estranha já é uma grande ajuda que vale mais de meia viagem, isso é verdade. Também não é preciso ser filho de PR para fazer passeios destes, basta gostar de viajar e poupar para esse fim. Ou quer um no papo e outro no saco? Pobrezinha. Um abraço

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