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asilo no Caimbambo

por aquimetem, em 12.08.09

          Cerca das 10h30, partimos rumo ao Planalto Central angolano. O tempo estava soalheiro, mas nestas terras até o comportamento da meteorologia não raro estraga os planos de quem quer que seja. 

          Eram 10h27 quando atravessamos a pequena ponte sobre o também modesto rio Caimbambo, onde  junto uma placa assinala o fim da localidade.

 

          A viagem é longa e a estrada pouco ou nada convidativa para se fazer de noite, por isso há que aproveitar. Depois o tempo é outro condicionante, como vão ver... 

          Aqui até as vacas decidiram travar a pressa, a quem a tem. Faz lembrar a Terceira, onde em Angra do Heroísmo as vacas têm mesmo prioridade nas estradas secundárias. Que remédio! 

 

           Aqui  o famoso morro dos "irmãos gémeos" que pela sua configuração  em "V" os politiqueiros recentemente baptizaram de "morro da vitória" .

           Não muito afastado e já próximo da progressiva vila do Cubal  fica a  "Pedra que  Beija"  termo que se deve a uma pedra de grande dimensão parecer estar a ser beijada por outra de dimensão reduzida e feitio de  pessoa. Como as vacas também esta me fez reduzir a marcha.

            Dez minutos depois da Pedra que  Beija, tínhamos já atravessado o Rio Cubal e feito o desvio que mais uma vez nos impediu de passar pelo centro da vila, dando connosco numa aldeia em feira onde o desvio desemboca em direcção à Ganda

           A Ganda é um município que tudo aponta há-de voltar a ser dos mais importantes de Benguela. Se não estou em erro é dos únicos municípios vizinhos que neste momento dispõe de multibanco

           Ainda muito carenciada a cidade da Ganda tem como seu padroeiro São João Baptista ou não fosse o município rico em linhas de àgua, muito mal aproveitadas.

           Como atrás disse as condições meteorológicas aqui condicionam a circulação de pessoas e bens e quem já tem experiência por conhecer o terreno sabe disso. Percebi que não foi por mero capricho que devíamos sair o mais cedo possível de casa. É que na Estação  das Chuvas as trovoadas no Planalto ocorrem com frequência e em certas situações não se pode circular. Aqui já no Alto Catumbela, começou-se a prever o pior....

           Confiado aos cuidados maternais de Nossa Senhora da Conceição do Alto Catumbela, e percorridos já os 18km que separam esta vila da sede do município, andamos  mais uns 2 ou 3km para lá do centro da povoação que teve a maior fábrica de celulose e papel de Angola,  e hoje é como que uma aldeia fantasma, tudo  na expectativa de podermos prosseguir viagem, mas em vão. 

           Ainda tive tempo para tirar uma foto uma chaminé sem fumo, mas logo a seguir deparei com o pandemónio....do trânsito

          A chuva tinha feito das suas, ali mais um dos muitos  desvios enlameou-se e quem  tentou passar naquela situação ficou atolado. Muito boas vontades, mas  uma coisa é certa "sem ovos não se pode fazem omeletas".

          Esperou-se ainda que um milagre se desse, mas quando começamos a ouvir os  motoristas dos camiões dizer que único remédio era ali pernoitar, pois a isso já estavam habituados, o que nos acorreu á mente  foi inverter a direcção  e regressar ao Caimbambo a tempo de jantar.

           Cerca das 15h00, deixamos a barafunda, para depois de com uns 250 km gastos em seco por terreno encharcado ir pedir asilo no Caimbambo

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publicado às 00:00


2 comentários

De mg a 14.08.2009 às 23:27

Pois é, não fosse passear, não pára em lado nenhum, tanto lá no Safari como cá!... Sempre de um lado para o outro...!
Estas coisas dos atolamentos nas estradas, que não são estradas, só lama, coitados dos desgraçados , acontecem , porque o governo não desembarga o dinheiro para as construções que levem a melhorar a vida dos populares, tanto de estradas como de edifícios de bem comum.Primeiro tem de se calçar a familia toda do presidente, á grande e à africana; a ralé, que se lixe,.Depois é claro que nem se vendem as máquinas , pois já os de lá não conseguem mandar dinheiro para cá.Não autorizam transferências bancárias.Então vão dizendo que é a tal crise...
O o conterrâneo de férias eternas...

De aquimetem a 21.08.2009 às 17:03

Os nossos ao menos são mais precavidos, comem com os que mais tem e de vez em quando dão umas migalhitas aos pobretes seus correligionários que tapados mantém a corja no poleiro a lixar a malta. Todos os mesmos, só que os de cá são brancos....A conterrânea se não conhece Angola, imita muito bem...

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