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Até sempre amigos!

por aquimetem, em 30.07.09

          O dia 29 estava destinado ao regresso ao Huambo, logo pela manhãzinha. Mas era Domingo, e um cristão que se preze não pode nem deve ficar sem missa dominical. Como  em Angola até para isso  é necessário contar com  as distâncias  que em certas zonas separam entre si os lugares de culto, nada melhor que aproveitar o primeiro à mão, e poder assim partir já com este preceito cumprido.

           Na véspera, após o regresso de Benguela a Caimbambo, procurei informar-me a que horas havia missa, ao domingo, na igreja paroquial de São Francisco de Assis, a informação foi que era às 07h00. Assim manhã cedo eis-me a percorrer o centro desta  vila, que foi martirizada com uma guerra fratricida, e desse modo agradecer os momentos agradáveis que me proporcionou durante a minha estadia no município, onde, em Chinhungo,  nasceu D. Mário Lucunds, bispo de Menongue, a 13 de Maio de 1957. 

          A igreja é perto e dá tempo para mais um vez apreciar a vila do Caimbambo e a paisagem envolvente.

          Era domingo, por isso o  pessoal das equipas de "desminagem" de engenhos explosivos  de guerra dormem ainda a bom sono, nas tendas montadas em frente aos escritórios da AAA.. Levantar cedo bem basta à semana para no trabalho de campo desviar o perigo das ninas  deixadas pela guerra.  

           A igreja paroquial e a história da Missa. Com toda a calma fui-me aproximando da igreja, mas ao fezê-lo dei conta que a porta estava fechada e nenhum movimento de pessoas ali perto. Vi as horas, que deviam ser cerca das 06h45 e mesmo sabendo que os africanos não são pessoas apressadas, achei que algo estava errado, ou o meu relógio ou a informação que me deram. Foi a informação! Aqui valeu, no momento, passar uma senhora a quem interroguei e  me informou ser a Missa a essa hora, mas na Missão Católica  da Sagrada Família de Caimbambo. Quando perguntei se era muito longe, a resposta foi: "É já ali...". Pois é, só que foram os bons 20 minutos, para lá chegar, e valeu também a senhora levar o mesmo destino. 

 

           Depois da igreja paroquial, deixa-se a estrada e toma-se o caminho que nos conduz à Missão que vi algures foi fundada pelo Padre Rafael dos Santos Morais que foi pároco do Cubal. 

           Antes de chegar à Missão Católica de Caimbambo fica este típico aldeamento.

           Pátio e anexos nas traseiras do templo da Missão.

           Tudo quanto de edifício sagrado ou não ficou abalado pela guerra, e a maioria se não está em ruinas, oferece pouca segurança. Também a Missão da Sagrada Família do  Caimbambo não foge à regra. Por isso a Santa Missa quando celebrada aqui é campal como nesse dia aconteceu. Num destes bancos muito usados por onde andei, me  recolhi anonimamente quando cheguei à Missão, só que muito atento ao movimento dos fieis, o celebrante notando que havia gente estranha na comunidade, não faz mais que convidar os intrusos a subirem ao altar e ali permanecerem até ao fim da celebração, e depois dizerem quem são e donde são. Foi o que me sucedeu.

           Fim de Missa, 09h30

           Fim de Missa

O António Hóka com a minha cara-metade

          Ainda não contei toda a história da Missa. Como digo no inicio, a partida para Huambo estava programada para ser da parte de  manhã quanto mais cedo melhor. E esse tinha sido o compromisso que assumi com a minha condutora. Só que o local da celebração eucarística alterou as promessas feitas. E pior do que isso foi ninguém saber onde é que os pais da Drª Gisela se teriam metido. Valeu então a gentil disponibilidade do António Hóka e Pedro Haleka que no fim de Missa lá estavam com a minha filha para de regresso nos levar à vila, antes de partirmos.

           O José Pedro Haleka sorridente a observar as ocorrências junto aos muros da Missão. 

           Edifício junto e pertencente à Missão Católica de Caimmbambo

           Enquanto eu regressei de Jipe, o senhor Haleca na cauda veio de mota

           São 10h13 o momento de partida aproxima-se. Até sempre amigos! 

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2 comentários

De mg a 31.07.2009 às 12:07

O Conterrâneo bem podia passar sem a missinha só
por uma vez, ainda para mais com minas por ali perto; a mim, é que que ninguém me lá apanhava.
Gente simpática esta, vê-se que vos tratavam com deferência.Engraçada a igreja improvisada e aqueles bancos tão toscos...O edificio da Missão Católica acho airoso assim baixinho, tipo solarengo, e com muito verde de fundo.
Parabéns tanbém pela sua esposa, que tem uma cara muito meiga e simpática.
Desejo então umas boas férias ao nosso conterrâneo e saúde, para que traga mais reportagens destas.Abraço da comadre.

De aquimetem a 02.09.2009 às 14:00


Parece-lhe! Não foi por mero a caso que o nosso povo fez realçar: " Não há domingo sem missa, nem segunda, sem preguiça ". Bem basta os que por falta de fé ou doença lá não vão. Vim a Lx. e aproveitei para agradecer este seu comentário. O meu abraço

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