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25 de Novembro

por aquimetem, em 25.11.07

 Marechal Spínola

           Foi o XVº Presidente da Republica Portuguesa e o lº após a "Revolução dos Cravos" ou "25 de Abril". Nasceu em Estremoz  a 11 de Abril de 1910 e faleceu em Lisboa a 13 de Agosto de 1996. Autor de "Portugal e o Futuro", o Marechal Spínola é quem dá os primeiros sinais de que está para breve a queda do nosso domínio em território ultramarino. O que também lhe valeu por isso ser escolhido pelos "capitães de Abril" para seu "escudo" na hora das aflições... Mas por pouco tempo, dado que  Vasco Gonçalves tinha no então General  Costa Gomes mais confiança e fé...Na véspera em que tomou posse como presidente passei pelo Palácio de Belém e dei do ilustre militar as melhores referências a quem delas naquele momento carecia, pois com ele ia trabalhar. Garanto que  não era o meu dilecto amigo General Manuel Monge, era civil como eu. 

           Do 25 de Novembro só recordo que o facto de hoje estar vivo é um autêntico milagre, que o diga quem ao meu lado, no 2º Escalão das OGME, na Calçada da Ajuda, assistiu à tomada do Quartel de Lanceiros 2, pelos briosos soldados do Coronel Jaime Neves, e que no ataque só por sorte me não atingiram mortalmente, que nada tinha a ver com a intervenção

           Não foi por isso, mas  muito cá para nós, talvez por isso, eu tenha ficado satisfeito quando mais tarde fui condecorado com a medalha de D. Afonso Henriques, Patrono do Exercito. Se o 25 de Novembro se não tivesse dado, Portugal não seria o mesmo que é hoje, se melhor ou pior deixo ao critério dos comentadores.

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publicado às 18:15


4 comentários

De Arte por um Canudo a 26.11.2007 às 23:56

Quem melhor sabe do que aquele lutou por elas.Parabéns por teres sido um dos que lutou pelas liberdades que hoje usufruimos.Ainda hoje existe uma certa confusão sobre o que foi o 25 de Novembro mas depreendo do que aqui se diz que alguém tentou branquear o significado dessa data.Força e luta pelo que acreditas.Um abraço

De aquimetem a 27.11.2007 às 22:56

Mas de que maneira! Toda história está deturpada, há-de reparar que logo ao falar-se do dia 25 de Abril ninguém fala do Coronel Rameiras, o Comandante de Cavalaria 7, que saiu com os blindados para o Terreiro do Paço e acabou por não fazer uso da força. Se o tivesse feito era um banho de sangue, ainda voltou ao quartel e só depois foi detido. Era um grande amigo de Costa Gomes que por isso nunca lhe perdoou o não o ter informado. Só que o Costa Gomes à data também sabia tanto como eu . Nada.
Mas ninguém fala nesta passagem porque não assistiram a ela, por curiosidade só eu e os intervenientes, eu porque nesse dia, e a essa hora, ( umas 06h20) tinha me comprometido a ir a Santa Apolónia esperar um meu conterrâneo que vinha da terra, e ao chegar à Calçada da Ajuda dei com aquele espectáculo dos blindados a sair e só por ser conhecido do comandante passei para a Praça do Império. Com o 25 de Novembro sucede o mesmo, mas aqui o história já é melhor desenvolvida e de muitos conhecida, embora cada um a conte a seu modo. A bica que dei quase explica tudo.
É verdade que fiquei maravilhado com a liberdade que os militares deram ao povo, mas confesso que logo a seguir fiquei muito triste por uma grande maioria a não saber usar e daí ver nela um perigo contra todos nós cidadãos amantes da ordem e da paz sem musculatura... Bom fs .

De touaqui42 a 27.11.2007 às 22:51

Sabes meu amigo.
Uma pena que não houvesse coragem de escrever as suas memórias como deve ser e dar a conhecer aos Portugueses o que foi essas datas que mencionas.
E a causa da sua recusa na sua saida de Belém.
Muitas coisas haveria para se contar.
Mas não como a contam claro.
A verdade seria muito dura para alguns que hoje se intitulam DEMOCRATAS.
Um bem haja pela recordação.

De aquimetem a 27.11.2007 às 23:07

Já vi que também está bem dentro da história... Ele sabia bem com quem estava metido e o melhor era salvar a pele, e assim também a de muitos amigos. Por vezes é melhor desistir do que atacar em vão...Tudo tem o seu tempo. Um abraço

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