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De Barroso da Fonte:
A coincidência do aniversário de Bento da Cruz com o de mediático Padre Fontes, em 22 de Fevereiro, fez com que a Câmara de Montalegre, na presidência do médico Joaquim Pires e do Prof. Fernando Rodrigues, trouxesse à tona os méritos do escritor Bento da Cruz e do etnógrafo Padre Lourenço Fontes. Cada um à sua maneira evidenciou as qualidades que sobressaíram da vulgaridade. Políticos da mesma área, foram pescados no mérito da escrita. Bento da Cruz fora o primeiro a impor-se pela qualidade da sua obra literária. Até 1950 poucos Barrosões se tinham revelado figuras de repercussão regional ou nacional.
Montalvão Machado, Juiz em Montalegre, com o Arcipreste de Barroso, Ferreira de Castro com «Terra Fria» e Artur Maria Afonso com Boninas de Chaves e com os versos sobre o enforcamento do Bagueiro, tinham dado sinal de que esse planáltico espaço do Larouco, à Mourela e desta ao Gerês, era habitado e, desde há muito, constituía a principal porta da fronteira com a Galiza.
Fora um vazio de ideias, de pobreza social e, sobretudo de escuridão cultural.
Se não havia quem tivesse vocação e preparação para dar testemunhos em livros, também em jornais esse vazio se limitava a João do Rio (pseudónimo de um Padre de Vila da Ponte), ao Alberto Machado (de Stª Cruz-Venda), ao José Taboada, de Montalegre. Como correspondentes de diários era na imprensa regional que pontificavam, de longe a longe.
Foi na ausência de colaboradores mais assíduos na imprensa regional e nacional que o autor desta nota de leitura, começou a dar Voz às Terras de Barroso, em a Voz de Trás-os-Montes, no Notícias de Chaves e em a Voz de Chaves. E também no DN, no Diário Popular, Jornal do Norte e no Primeiro de Janeiro que passámos a ter voz ativa. É certo que em Barroso tinham existido vários semanários, quinzenários e mensários. Mas após essa febre de jornais a mais, veio o tempo das vacas magras. No século XIX publicaram-se vários periódicos porque havia diversos partidos políticos e cada força procurava manifestar-se por essa quase única via, visto não haver rádios, nem televisões, nem outros meios que hoje proliferam. Durante o Estado Novo perdeu-se a liberdade e perderam-se vocações por falta de estímulos à educação permanente dos cidadãos que vegetavam no interior do país. O concelho de Montalegre foi vítima do seu isolamento. Por falta de meios e de escolas, os jovens não estudavam. E aqueles que conseguiam ter acesso à escola eram raros. Os filhos de famílias remediadas ainda chegavam ao liceu. A par desses, somente o seminário diocesano de Vila Real que apareceu na primeira década do do Estado Novo.
Bento da Cruz nasceu em Peireses, em 1925, no seio da conhecida Família dos Marinheiros. Por volta dos 15 anos ingressou no Mosteiro de Singeverga, de onde saiu, anos depois para ingressar no Curso de Medicina em que se licenciou e fez carreira. Aos 34 anos publicou o seu único livro de versos e, aos 38, passou a publicar em prosa, em torno da mítica aldeia de Gostofrio, nome do Monte do Castro que pertence a Codeçoso e que fica junto à EN, onde hoje existe a estação da recolha e tratamento do lixo da Câmara. Esse era o monte comum às povoações de Codeçoso e Peireses, para apascentar o gado. Também junto da Estrada 311, no concelho de Boticas, há um povoado com o nome de Bostofrio. Mas B. de C. foi pastor e muitas vezes «botou» o gado ao monte de Gostofrio pelo que esse topónimo terá servido de laboratório para o seu imaginário ficcional. Como era o primeiro Barrosão a escrever e a usar temática etnográfica e antropológica sobre um povo martirizado e quase escondido no «planalto» que usaria para título do Jornal que criou e dirigiu até à morte, depois das recensões favoráveis da imprensa prevalecente de Lisboa e Porto (DN e JN), o autor foi acarinhado pela crítica, mas bastante, contestado pelo clero e alguns católicos mais afeitos ao tradicionalismo reinante. A Editorial Notícias e a Âncora foram editoras que apostaram no autor que floriu em terra certa e em hora de promissão. Ao mérito ficcional juntou-se o evolucionismo partidário. Após meio século de autor do novo regime e noventa de idade, B. de C. sentiu, em vida, os louros que os artistas, normalmente só alcançam depois de mortos. Patrono da Escola Secundária, Patrono do Agrupamento, nome na Biblioteca dessa Escola, uma avenida com duas travessas dessa avenida, mais uma escultura com o seu busto, no recinto da mesma Instituição foi quanto Bento da Cruz granjeou em vida.
No dia 22 em que completaria 91 anos se fosse vivo, o Presidente do Agrupamento de Escolas, Dr. Paulo Alves e a sua equipa primaram pelo fulgor da homenagem ao mais conhecido escritor Barrosão. Com a presença da Família (Viúva, filho, nora e netos, mais o irmão mais novo), o Presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes, António Chaves; a Presidente da Assembleia Geral da mesma Academia, Maria da Assunção Anes Morais e Vice-Presidente do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, mais o signatário, usaram da palavra para enaltecer a vida e a obra do homenageado. Foi uma manhã em cheio, com um sol de inverno a aquecer o ambiente que a neve da Serra do Larouco parecia transtornar.
Paulo Alves conseguiu reunir naquele auditório, completamente cheio de alunos, professores e convidados, representantes das principais instituições publicas e privadas da capital de Barroso. Na feliz saudação que fez, Paulo Alves esclareceu que até 22 de Fevereiro de 2017, serão regulares, os eventos culturais a levar a efeito.

O livro IN MEMORIAM BENTO DA CRUZ
O encontro da partida para rememorar a vida e a obra de Bento da Cruz começou dia 22 de Fevereiro. Tendo falecido em 25 de Agosto de 2015, completaria 91 anos de vida no dia em que a Escola de que é Patrono o invocou, convocando os Barrosões (e não só) para um ano inteiro de atividades em sua homenagem. Dois dias antes a UTAD e o Grémio Literário de Vila Real tinham-se aliado à Câmara para o mesmo efeito. A ideia fora do compadre do extinto autor José Dias Baptista que sugeriu in memoriam Bento da Cruz. Nesse livro de 116 páginas editado, algures, pela NORPRINT, com a nota introdutória de três editores: Fernando Moreira, Joana Abreu e Orquídea Ribeiro e custeado pela autarquia, se condensam 37 testemunhos desde a Esposa Ilda Cruz ao Ricardo Moura, do Gabinete de Imprensa. Orlando Alves, Presidente da autarquia afirmou que esta ainda não era a homenagem da Câmara. Seu antecessor, Fernando Rodrigues foi claro ao afirmar que a ele e a Manuel Baptista se deveu a designação deste nome para a Escola. Que a Câmara já fez tudo o que tinha a fazer para eternizar o democrata, o socialista, o jornalista, o libertador e deputado e o mais que ele próprio não quis ser.
No site da Academia de Letras de Trás-os-Montes, podem ver-se e ouvir-se os convidados da Câmara Municipal, que no dia 20 de Fevereiro se concentraram em Montalegre para o tiro de partida para a maratona que só terminará em 22 de Fevereiro de 2017. Esse é o programa da Escola de que é patrono.

 

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publicado às 18:21

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De Barroso da Fonte:

"Cada vez mais desavergonhados e com apoio da esquerda Na última terça-feira soube-se que «Catarina Albergaria, vereadora responsável pelo pelouro da Educação na Câmara de Lisboa desde Novembro (quando foi substituir Graça Fonseca, que saiu para o Governo), recrutou seis pessoas para o seu gabinete por ajuste directo e com contratos até ao final do mandato autárquico. Cinco dos seis assessores, passaram a ganhar entre 2.800 e os 3.500 euros. Mas o neto de Mário Soares, passou a desempenhar tarefas administrativas e recebe 68.600 em dois anos, desde Dezembro de de 2015. Mas o carro andou à frente dos bois, porque o Portal Base que justifica a sua entrada só foi publicado em 27 de Janeiro. O agora assessor cultural na CML é filho de João Soares, antigo presidente da Câmara e actual ministro da Cultura. Na sua página do Facebook, o governante, mal soube que este chorudo emprego já andava na imprensa, reagiu no Facebook à notícia, nestes termos: "Saiu hoje no "Público", uma "noticia" sobre o facto de um dos meus filhos, Mário Barroso Soares (30 anos), ter sido contratado por uma vereadora da CML como seu colaborador. Quero sobre essa matéria deixar claro que, embora sentindo-me feliz como pai, não tive a menor interferência nesse processo de contratação. Os meus filhos não devem ter, por esse facto, nem têm, nenhuma espécie de privilégios. Mas também não podem, por esse facto, ser prejudicados. O senhor José António Cerejo, autor da referida peça "jornalística", sabe até por via da forma obsessiva como de há uns anos a esta parte tem seguido a minha vida publica e privada, que eu sou um homem sério. Que sempre exerci de forma desapegada de interesses materiais, no plano pessoal, as funções públicas que desempenhei e desempenho». Na minha rua conheço ninhadas de repetentes desses cursilhos que se sucedem uns aos outros e que servem para os políticos, quando querem favorecer correligionários, alegarem que optaram por este ou por aquele, por ter mais habilitações. Antes do actual governo entrar em funções, a esquerda revolucionária levantava esses escândalos para ver quem primeiramente protestava no Parlamento. Agora a esquerda radical ou entra e sai calada ou, apenas fala para agradar ao Chefe e aos camaradas socialistas. A benemérita vereadora limitou-se a justificar que o filho do ministro João Soares já fora assistente administrativo 4 anos na Câmara da Amadora. O que isto significa é que «o pretenso pai» da democracia portuguesa, transformou a Republica numa moderna monarquia na qual a «Família Barroso Soares» leva através do Colégio Moderno, da Fundação, do Orçamento Geral do Estado e do Orçamento Municipal de Lisboa «o couro e o cabelo». Tão pouco se compreende que uma vulgar vereadora tenha competência para se rodear do número de assessores que lhe apetece. Se a lei lhe confere essa liberdade deverá ser revista porque é através desse processo sinistro que a corrupção medra e se reproduz por geração espontânea. Uma espécie de mosquito Zika!".

 

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publicado às 19:20


Palavra dada palavra desonrada

por aquimetem, em 11.02.16

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De Barroso da Fonte:

"O primeiro ministro que nunca o seria se tivesse um mínimo de decoro político, fartou-se de usar e abusar do chavão: palavra dada é palavra honrada. Talvez este aforismo fosse propício no tempo dos nossos avôs. Mas não hoje, quando se cometem crimes monstruosos e se fazem comícios a arrancar palmas pelo seu sucesso.

Mal chegou ao governo deu ordens aos seus colaboradores para zurzirem no governo anterior. Para tanto celebrou «casamento» contra natura, com os partidos da esquerda que se comprometeram a votar, favoravelmente, os orçamentos e as deliberações que entendesse levar ao Parlamento. Logo no primeiro teste foram os dois partidos que desprezou e que teima em provocar, sempre que as coisas lhe correm mal, a salvar a honra do convento. Nos cerca de dois meses que leva de governo já sentiu vários puxões de orelhas. O ultimo foi mais visível e, se tivesse um mínimo de humildade perante aquele que o derrotou nas legislativas de 4 de Outubro, não viria a correr, ao Porto, disfarçar a lição que Ângela Merkel lhe deu, de luva branca, quando lhe disse, olhos nos olhos, que «o seu antecessor conduziu Portugal por um período bastante conturbado. Não foi fácil mas conseguiram-se coisas impressionantes e que ele, António Costa, terá que fazer tudo para conseguir continuar este caminho bem sucedido». Qual quê?

Prometeu por imposição dos seus pupilos da esquerda, não aumentar os impostos e foi a primeira desonra que cometeu perante o país. País que no dia 24 de Janeiro, em ato eleitoral da máxima importância, lhe mostrou o cartão amarelo, como que a preveni-lo de que use mas não abuse, porque 52% dos eleitores estão contra si e contra os seus comparsas de governação. Lembre-se de que um Presidente da República, por mais benévolo que seja e mesmo que tenha sido seu professor de direito, não poderá «abençoar» deslizes tão graves como foi a venda do BANIF. Num fim de semana, à socapa, como se assaltam as residências, os bancos e as bombas de combustíveis, vendeu um banco que em 30 de Setembro valia 675 milhões de euros, por tuta e meia, a um outro banco estrangeiro, surpreendendo os gestores e deixando de boca aberta tantos outros bancos que poderiam dar muito mais pelo negócio se fosse essa operação às claras? Terá António Costa assistido ao programa que a RTP2 exibiu no dia 29 de Janeiro, com o seu amigo Rui Rio? Acaso lhe ouviu dizer que os Portugueses têm o direito de saber porque motivo, num delírio de fim de semana deitou à fogueira «mais de 2 mil milhões de euros»? O economista Rui Rio, seu confidente do tempo em que ele Presidente da Câmara do Porto e o Senhor da de Lisboa, disse que a equipa que lidera «não tem condições para bater o pé o Bruxelas». E perante esta reprimenda pública, da qual parece não ter tirado ilações, ainda teve coragem de baixar a «bolinha» ao plano e orçamento que Bruxelas não aceitou, tendo que rastejar junto de Jerónimo de Sousa e de Catarina Martins para que aceitassem aquilo que nem agradou ao PC nem ao PSD nem ao CDS. Afinal com que orçamento vai governar: com o do PS ou com o da esquerda (des)unida?

António Costa, em surdina, pela calada da noite, malbaratou mais de dois mil milhões de euros com a venda do BANIF. O Parlamento já designou uma comissão para averiguar esse ruinoso negócio. Os eleitores cada vez mais fogem das urnas ou então, por respeito ao voto, fazem-no por protesto nos «Tinos» de cada eleição. Mas a equipa de Finanças do anual governo terá que prestar contas na praça pública. Disso não se livra, mais cedo ou mais tarde, pelo facto dos políticos poderem fazer todo o tipo de negócios, com a prévia certeza de que não são criminalizados. É mais uma aberração da democracia que escandaliza o zé povinho que já começou a pagar mais impostos no combustível, nas viaturas, no tabaco, no acesso à banca, na poluição automóvel etc. etc.

Como prémio destes dois meses de governo, António Costa encenou para as televisões mostrarem que tudo vai bem no reino da Capadócia. O pretexto foi a reversão da venda da TAP. Quem assistiu a essa geringonça ficou atónito: como é possível ao Estado e à Empresa que adquiriu a TAP, geri-la, se cada uma das duas partes fica com metade do capital e do poder? Que benefícios recuperou com mais esta reversão? Tinha prometido recuperar, pelos menos os 51%. Até Jerónimo de Sousa ficou irritado. Foi coerente. Para terminar, mais uma «desonrada à palavra»: qual o motivo porque anunciou que já pagava, no mês de Janeiro, a reversão das reformas aos pensionistas e a raia miúda a que pertenço, não viu reversão alguma?”.

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publicado às 22:23


Nem tudo o que reluz é ouro

por aquimetem, em 07.02.16

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De Barroso da Fonte:

"A tecnologia inova, gera progresso, facilita a evolução. Mas a filosofia de vida consolida o saber global, explica os avanços e os recuos e dá coerência à vida dos povos que nem sempre sabem rever-se nos ensinamentos cósmicos inscritos na ordem natural. A filosofia é a mãe de todas as ciências, investigando-as até aos seus mais ínfimos pormenores. Esta dialéctica não deve alienar-se dos saltos qualitativos que vamos constatando, através dos avanços científicos que às vezes nos deixam peripatéticos. Foi assim com a teoria darvinista, com as explicações de Galileu, com a façanha de Armstrong e com a generalização da informática que nos aproxima por cada clique, mas também nos pode separar mortiferamente. A era da informática resultou de todos os avanços planetários. Para a sua implementação nenhum pormenor terrestre, marítimo ou aéreo poderia ser ignorado. Mas, como é óbvio, a humanidade acaba por beneficiar dos avanços científicos, utiliza-os nos seus excessos, mas não cuida de saber dos seus malefícios. Tudo o que na vida temos ao nosso dispor, tem a parte boa e a parte má. O próprio medicamento que tomamos para nos curar, pode matar-nos, quando tomado em excesso. O vinho faz bem, bebido com moderação. Mas poderá embebedar-nos e alterar o juízo,quando se exagera.

Tenho o hábito de usar nos meus escritos o exemplo pessoal. E neste caso uso-o para lamentar a minha falta de jeito para a informática. Numa só geração a vida mudou radicalmente. Os netos e bisnetos da minha geração e seguintes mal abrem os olhos, logo querem uma tablete, um telemóvel, um computador. E aquilo que para nós «é um bicho de sete cabeças», para eles parece não ter qualquer dificuldade. Mas é neste patamar da vida de cada um que devemos ter todos os cuidados. Para os internautas todos os cuidados são poucos. Conhecemos milhentos casos de jovens que se deixam seduzir pelos sortilégios da informática. E é por isso que valorizo e perfilho, nesta crónica, um apelo que me chegou nesta manhã de Fevereiro,

de uma pessoa que bem conheço e que me diz: Como sabeis somos vigiados, a nível mundial e nacional, pelo que fazemos e escrevemos na internet, sobretudo no FACEBOOK e redes afins, às quais, por vezes, trapaceiramente nos pedem para aderir em nome de amizades nossas, sem ser a pedido pessoal e direto. Nunca aderi ao FACEBOOK (nem espero fazê-lo), apesar de admitir que para muita gente é um vírus benigno contra a solidão e em alguns casos um SOS de auxílios e ajudas. Porém é neste pântano informático que muitos serviços secretos e polícias controlam os cidadãos, capturam pedófilos e combatem a corrupção.

Muitas ditaduras, sangrentas ou musculadas, fazem verdadeiras lavagens ao cérebro dos povos que dominam e formam opiniões públicas com aparentes e falaciosos e-mails, para além de muitos políticos aproveitarem o FACEBOOK para se enaltecerem, comunicarem e até corromperem. Em contrário, também para eles, as redes sociais electrónicas são um dos meios para exercer cidadania (coartada nos Areópagos das Democracias e Partidos que nelas têm assento), onde nem sequer em dias de efemérides da Liberdade as «Galerias» têm voz. Limitam o número de e-mails diários, interferem com a nossa liberdade de consciência, escravizam-nos com publicidade (tantas vezes pornográfica e de consumismo pernicioso) e por tudo isto as «operadoras» nada fazem, mas colaboram com "espiões" para estes acederem a toda uma gama de escutas conforme a imprensa relata e os tribunais julgam.

Abusei da transcrição mas é oportuna e eu não seria capaz de dizer o mesmo em linguagem tão explícita. Também não uso o Facebook porque conheço casos arrepiantes que tiveram origem nesta forma de comunicação".

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publicado às 12:06


O editorial de seu ultimo numero

por aquimetem, em 04.02.16

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Pessoa amiga fez-me chegar à mão o recorte de um jornal que, como tantos outros, acaba de dar o seu ultimo suspiro, ou então entrada em prolongado estado sonambúlico. O JORNAL POETAS & TROVADORES que tinha por director e proprietário Barroso da Fonte. É uma perda para o património editorial, mas sobretudo para os nossos poetas que no anonimato, deixam de ter um espaço, onde divulgar os seus trabalhos e se tornarem conhecidos, dado que as grandes empresas de comunicação e informação, são só para lançamento de amigos e afilhados. Lamentando a extinção deste órgão de divulgação e informação cultural, transcrevo, com pesar, o editorial de seu ultimo numero:       

“Escrevo esta crónica nostálgica no dia de Natal de 2015. Talvez seja o editorial mais desolado de quase 63 anos de jornalismo.

Iniciei-me em 24 de Janeiro de 1953. Raros foram os dias em que não escrevi, fosse o que fosse. Quase sempre para reivindicar justiça, solidariedade e paz social. De pouco me valeu, pela vida fora, este frémito que os poderosos usam e abusam para espezinhar, cada vez mais os indefesos, os inválidos e os famintos.

O que se diz dos homens, aplica-se aos jornais. Nascem, vivem e morrem com a consciência plena de que cumprem a sua missão, mas nunca conseguem contribuir para os seus objectivos: denunciar para corrigir, esclarecer para formar, repreender para humanizar.

Este Jornal foi registado na antiga Direcção-Geral da  Comunicação Social. Em 6 de Novembro de 1979. O primeiro número apareceu em Maio de 1980. E chegou em forma de revista. Sempre com vontade de ser grande, mas nunca conseguindo meios para dar o grande salto qualitativo que ansiava. Napoleão Palma fora o director. Mas não teve sorte e por ali se ficou.

Em 1985 José de Azevedo retomou-o e prolongou-lhe a vida até 12 de Março de 1997. A última edição saíra em 1994. José Azevedo faleceu em acidente de viação, em 12-02-1997.

Por ofício de 7-01-1998 o jornal foi registado em nome pessoal do signatário. Alterámos o formato para o tablóide. Chegou a publicar-se mensalmente, como encarte do quinzenário a Voz de Guimarães. Em 1999 passou a trimensário autónomo até que a crise se fez sentir decisivamente.

Nunca este jornal recebeu fosse o que fosse de publicidade, nem pública, nem privada. Sendo uma publicação nacional, com sede em Guimarães, que em 2012 foi a Capital Europeia da Cultura, onde se esbanjaram 107 milhões de euros de maneira escandalosa e cujo maior responsável foi condecorado pelo Presidente da República, este Jornal de cultura nunca foi ouvido nem achado, fosse para o que fosse. Este contraste paradoxal de tudo para o fútil e do nada para o essencialmente cultural é o exemplo claro de como se gastam os fundos comunitários e nacionais, naquilo que apenas dá glória a algumas dúzias, em detrimento de milhões de contribuintes a quem ninguém dá ouvidos. Ainda hoje , volvidos quase quatro anos, há mamarrachos espalhados pela cidade que nunca ou poucas vezes abriram as portas, que custaram muitos milhões, como há processos judiciais de calotes e de fretes de que nunca mais se ouviu falar, mexendo-se os seus algozes como heróis nacionais. Que, imunes à justiça e às suspeitas de que a culpa morrerá solteira, nunca mais terão explicações convincentes. É este o país que temos, com a cultura transformada em esterco da agricultura, que dá nabos, cebolas e nabiças para todos os gostos.

O signatário deste editorial,  ao despedir-se dos leitores do Jornal dos Poetas & Trovadores, que algumas vezes sentiu chorarem lágrimas de alegria pela chegada do periódico e que, agora, talvez chorem de compaixão pelo mensageiro dessas horas de leitura, não pode silenciar a injustiça com que tratam os assuntos sérios, trocando-os por brincadeiras de mau gosto.

O voluntarismo em que me envolvi com este projecto levou-me ao desânimo pessoal e familiar. Nele investi o meu apreço pelos poetas populares, alguns dos quais nunca teriam visto os seus poemas em letra  de imprensa se este jornal não tivesse existido. O empenho em repercutir os méritos literários de outros autores mais calejados, em prosa e em verso, mas aos quais outras tribunas, impressas, radiofónicas ou televisivas não dão ouvidos.

Sou abertamente contra os canais televisivos que tresandam com o volume de informação cor-de-rosa e que apenas dão imagem e voz aos amigalhaços desses órgãos e seus camaradas. «Fabricam» autores que nunca o seriam, em detrimento dos outros autores verdadeiros do «país real». O país está cheio de exemplos desses.

Por tudo isso entendi pôr um fim ao Jornal dos Poetas & Trovadores . Continuaremos a editar livros de poetas e/ou prosadores. Talvez o jornal volte ao formato de revista e reapareça com cara diferente. Se tal acontecer darei notícias online.

Como proprietário e director deste periódico peço desculpa aos leitores e assinantes que foram mais solidários, sendo com esses proventos que pagava os encargos da expedição por correio. Os custos da impressão sempre saíram do nosso pobre bolso de reformado. E a parte gráfica resultou da competência técnica do meu filho João Pedro.

Os dois nos despedimos, até quando Deus quiser.

O director

 

In JORNAL DOS POETAS & TROVADORES”.

 

 

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publicado às 18:23


Ossos de um insigne vila-condense

por aquimetem, em 03.02.16

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Há quatro anos, em 2012, a propósito deste saudoso e ilustre amigo, escrevi: "Faz um ano, no dia 08 de Fevereiro, que faleceu em Lisboa, onde residia, o Dr. Primo Casal Pelayo, que foi professor, director e proprietário do Externato Latino Coelho, na freguesia de Santa Maria de Belém. Natural de Fajozes, Vila do Conde, foi no colégio de São José, da família Pelayo, que iniciou a sua notável carreira de formador e educador de várias gerações que ainda hoje recordam com saudade o Colégio dos Pelayos, da rainha do Ave. Em Lisboa muitos foram, e são, também, os que ficaram gratos ao Dr. Primo Pelayo e ao colégio de que foi dono, gestor e professor exímio, na Rua da Junqueira.

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Sempre que posso costumo visitar a campa onde, no Cemitério de Benfica, repousam os seus restos mortais; mormente na data do falecimento. Este ano faz cinco anos que deixou o mundo dos vivos, as autarquias que até com os mortos fazem dinheiro, não sei o que a de Lisboa vai fazer da sua ossada. Que ao menos avise os familiares ou a Junta de Freguesia de Fajozes, antes de atirar com ela para a bala comum. São ossos de um insigne vila-condense, e autor da Ermida do Monte Farinha, a quem também muito deve Mondim de Basto.

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publicado às 11:02


Muito obrigado poeta amigo

por aquimetem, em 02.02.16

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Temos o Carnaval à porta, o Domingo gordo é já o próximo, no dia 07. Este ano faço a minha partida ao corço da Bajouca, não vou lá. Mas, como dizia…. o saudoso Raul Solnado: “ meu pai não veio cá, mas foi a minha mãe lá”. No verdadeiro dia de Carnaval, terça-feira, que este ano calha no dia 09, tenho cá uma embaixada de bajouquenses que vêm à RTP1 para assistir ao programa Preço Certo, e como por adopção faço parte da família, lá estarei uma vez mais a passar uma tarde sempre muito animada pelo seu apresentador Fernando Mendes. Para que no dia me não engane no caminho, no passado domingo, apanhei o autocarro 750 e na Rotunda do Relógio entrei na Av. Gomes da Costa, passei ao lado da RTP, e sai na paragem a seguir, para entrar na rua Augusto de Castro, ao encontro da rua Conselheiro Emídio Navarro, onde, mais ao cimo  ficam as entradas para os estúdios da RTP. Claro que não me vou enganar, mas com isto quero que também não se engane  quem vem de longe, e não sabendo, precisa de saber para lá chegar.

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E como diz o outro, "por morrer uma andorinha, não acaba a primavera". Pois, então! Tão-pouco alguma vez faltará inspiração ao meu distinto amigo e co-provinciano, o poeta e prosador João de Deus Rodrigues para poetizar e  como neste carnaval, nos deliciar, assim:

"O Carnaval na minha infância

     (memórias)

Foi antanho, é passado,

Mas a memória devolve tudo:

Uma mulher, a roca, o linho fiado,

Mas não se fiavam as barbas ao Entrudo!

Mão ágil, fósforo aceso, a estopa queimada.

Uma pedra que sai da mão,

E a cabeça rachada, ao carpinteiro João.

Uma mulher, as estopas a arder,

A ousadia, o drama, a agressão.                             

Porque os homens da aldeia faziam tudo,

Para que não se fiassem as barbas ao Entrudo,

Para manter viva a tradição.

Enquanto na cozinha, à luz da candeia,

Quatro gerações junto à lareira,

Festejavam o carnaval, sem máscaras,

Essas coisas do demónio tentador,

Porque só eram permitidas brincadeiras,

De deitar farinha na cabeça,

E contar “estórias”, não muito brejeiras…

E toda aquela boa gente,

De cara descoberta, alegre e contente,

Passava a noite de carnaval,

Com uma estridente gargalhada,

Até ao clarear da madrugada...

Era assim o Carnaval na minha infância,

Em casa dos meus avós maternos,

A tão longa distância…

Onde não eram conhecidos corsos carnavalescos,

Nem desfiles de samba, com foliões pitorescos…

     Desejo a todos os meus amigos um BOM CARNAVAL 2016.

                    João de Deus Rodrigues".

 

                      

 

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publicado às 18:11

 

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De Barroso da Fonte:

Júlio Pereira, secretário-geral do SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa), foi condecorado pelo reino de Espanha com a grã-cruz da ordem da rainha Isabel a Católica. Esta distinção é atribuída a cidadãos estrangeiros e espanhóis "por actos de lealdade ao país". A condecoração, com graus que vão da cruz ao grande colar, contribui para fortalecer as relações de amizade e cooperação entre Espanha e a comunidade internacional. É a distinção mais frequentemente atribuída a estrangeiros.    Entre os portugueses agraciados estão os quatro presidentes da democracia (Eanes, Soares, Sampaio e Cavaco), ex-presidentes como Francisco Balsemão e António Guterres, além de antigos e actuais ministros e embaixadores. Em Janeiro, o historiador português Lourenço Correia de Matos havia sido agraciado com a Ordem. O gabinete de Júlio Pereira referiu ao Expresso, que primeiramente difundiu a notícia, de que "o secretário-geral do SIRP se sente muito honrado pela atribuição da Grã-Cruz da Ordem da Rainha Isabel a Católica, porque esta distinção representa o reconhecimento e o apreço por parte das mais altas autoridades do país vizinho pela qualidade do trabalho dos serviços de informações portugueses e pela excelente colaboração estabelecida com os nossos homólogos espanhóis no combate a ameaças comuns a ambos os países". Normalmente, esta condecoração é entregue pelo embaixador de Espanha, em Lisboa. Ainda não foi definida uma data para a cerimónia, mas nas próximas semanas o número um dos serviços de informações portugueses deverá deslocar-se à embaixada para receber a distinção. De acordo com a mesma fonte , segundo a diplomacia espanhola, "a Ordem de Isabel a Católica, criada em 1815, visa premiar os comportamentos extraordinários de carácter civil, realizados por espanhóis ou estrangeiros, que resultem em benefício da nação ou que contribuam, de modo relevante, para o favorecimento das relações de amizade e cooperação da nação espanhola com o resto da comunidade internacional". Júlio Alberto Carneiro Pereira nasceu em Montalegre em 2 de Julho de 1953, passou pelo Seminário de Vila Real, concluiu os estudos secundários no Colégio da sua vila natal, fez direito em Coimbra e começou a vida profissional como Delegado do Procurador da República no Porto. Entre 1981 e 1985 exerceu na Comarca da Praia da Vitória. Dali transitou desde 1985 e 1992 para Macau. Até 1995 foi adjunto do Alto Comissário contra a corrupção e Ilegalidade Administrativa em Macau, onde também esteve ligado a actividades de formação no âmbito do direito Criminal, na Escola da Polícia Judiciária. Entre 1997 e Julho de 2000 foi Director Adjunto dos Serviços de Informação e Segurança (SIS). Em 2001 passou a diretor-Geral do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Desde Maio de 2005 sempre presidiu como Secretário-Geral do SIRP aos Serviços de Informação e Segurança da República Portuguesa. Esta condecoração pelo Rei de Espanha vem coroar o esforço porfiado

deste Transmontano de Barroso.

                                                                                                                                 

 

 

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publicado às 17:03


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