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Agradecimento

por aquimetem, em 27.10.15

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Ao cirurgião Bruno Graça e a toda a sua equipa, bem como a toda o pessoal de enfermagem e auxiliar que no Hospital da Luz - Lisboa me cuidaram com saber e delicadeza, desde a intervenção ao internamento de 12 a 19 de Outubro, venho por este meio manifestar o meu reconhecimento e publico agradecimento.

 

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publicado às 14:48

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Por: Barroso da Fonte

“Na reunião de Câmara da 3ª semana de Outubro, Rui Moreira, Presidente da autarquia do Porto, manifestou discordância, relativamente à estratégia de promoção usada pela Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte (ERTPN), de «um Portugal bucólico, vendendo o Porto como cidade do Galo de Barcelos e do Fumeiro». E disse ainda que esta entidade irá criar uma agência de promoção externa, o que, em seu entender, colide com as atribuições da Associação de Turismo do Porto (ATP), por ele próprio liderada» Leu-se isto no JN de 22 de Outubro. Américo Pereira e Miguel Costa Nunes, presidentes, respetivamente, das Câmaras de Vinhais e de Barcelos, não gostaram. O Transmontano acusou Rui Moreira de «parolice» e o Barcelense respondeu que RM era elitista e que tal postura era «pedantismo atroz». O JN do dia seguinte deu voz ao autarca de Barcelos que acusou Rui Moreira de que «pior do que o centralismo de Lisboa, é o centralismo do Porto». E em comunicado, Miguel Costa Gomes, afirma que «Rui Moreira «revela que não tem noção da importância dos 85 municípios na promoção do Porto e Norte de Portugal».

Confesso que não conheço pessoalmente o Presidente da Câmara do Porto, mas tenho vindo a apreciar a sua postura política e social. Contudo, quando alguém menoriza a minha Terra, neste caso Trás-os-Montes, tem-me à perna, porque, seja lá quem for, Trás-os-Montes e os Transmontanos, não recebem lições de ninguém, a não ser dos professores quando ensinam e dos técnicos enquanto formadores. Sempre Trás-os-Montes e os Transmontanos foram vítimas do centralismo. E, já é tempo de esquecer a linguagem que prevaleceu durante séculos, usada pelos tempos fora, contra os os «tais parolos», que, à falta de argumentos, nos chamam, ainda que disfarçadamente.

Aquilo que Rui Moreira disse dos Nortenhos na reunião de Câmara, provocou um mal-estar que Barcelos e Vinhais já reprovaram e que eu próprio, enquanto Transmontano, enquanto ex-autarca promotor da Zona Turística de Guimarães e enquanto sócio fundador nº 1, da Casa Regional dos Transmontanos e Alto Douro do Porto, não posso silenciar. O povo diz que «quem cala consente». E que «quem não se sente não é filho de boa gente».

O autarca de Barcelos disse (e eu próprio corroboro) que «pior do que o centralismo de Lisboa, é o centralismo do Porto». Quando se batizou a Invicta como «capital do norte», com Barcelos, Braga, Guimarães e toda a Província de Trás-os-Montes e Alto Douro» justificavam esse pomposo nome. Senão fosse este norte real, o Porto, só por si, não poderia ser capital de si própria, como cidade.

Desde que Portugal nasceu no Portuscale, teve necessidade de agasalhar-se contra o inimigo que chegava pelo mar e pela foz do Rio Douro, transferindo o burgo para Guimarães. Foi Mumadona Dias. Daqui apenas saiu para Coimbra, em 1131. O Vinho do Porto dá nome ao produto das vinhas das margens do Douro que é mais Transmontano do que portuense. São meros exemplos de como o Porto, para ser a grande cidade que é, sempre prosperou à custa do Minho e de Trás-os-Montes. Chamar «bucólicos» ao Galo de Barcelos e ao Fumeiro de Barroso, de Vinhais, de Mirandela, de Boticas ou de Chaves, no sentido depreciativo, é uma infâmia para quem aqui nasce, daqui não sai ou, se sai, aqui volta, sempre, com a mesma fé, o mesmo respeito e o mesmo amor cívico pelo chão que embalou tantos e tão honrados filhos.

Permitir que um qualquer político, técnico ou burocrata, nascido ou bem reconfortado urbanista, parasite do espaço geográfico e do labor de milhares de cidadãos que honestamente trabalham o pão, o «fumeiro» e tudo aquilo que daqui sai para abastecer quem vive na cidade que tão mal agradece, é uma ofensa à dignidade de gerações que sempre foram tratadas como escravas.

O Dr. Rui Moreira - que repito,considero como homem de estatura cívica, cultural e política - foi infeliz. Os Transmontanos e os Minhotos não merecem que os trate, depreciativamente, como bucólicos, nem mercadejares de fumeiro. Além deste produto que é genuíno, é excelso e é sedutor, os transmontanos trabalham, nas suas terras e com o suor do seu rosto: o presunto, a batata, todo o tipo de legumes, a castanha, a maçã, a cereja, a pera, o centeio, o azeite e o vinho mais famoso da Lusofonia: o moscatel de Favaios, o vinho dos mortos de Boticas e o néctar do Douro, reforçam mundialmente, alma do Porto. Bastaria esta dádiva Duriense que é o Vinho do Porto para que nunca mais, seja quem for e onde for, erga voz, o gesto e a ideia de minimizar Trás-os-Montes e os Transmontanos. Do mesmo modo, os Minhotos. Nunca se esqueçam de que, em 868 nasceu o primeiro Condado Portucalense que durou até 1071; que foi restaurado em 1096 e que, apenas se desconfigurou para melhor, na batalha de S. Mamede, em 24 de Junho de 1128, em Guimarães. Esse condado estendia-se, apenas, entre os Rios Minho e Douro. Trás-os-Montes já tinha soldados, já tinha chão e sortilégios (talvez o fumeiro) de que o Porto, para manter sempre viva a sua História, sempre precisou. Não foi D. Pedro de Pitões, nascido nesta aldeia Barrosã, aí formado, no Mosteiro de Santa Maria de Pitões, ainda visível, mais tarde nomeado Bispo do Porto que convenceu os cruzados a participarem na conquista de Lisboa e os acompanhou na luta contra os sarracenos? Como se pode constatar desde os primórdios da nacionalidade os Transmontanos não eram parolos, nem bucólicos. Talvez fosse o Porto a crescer à sombra dessa nobre e sofredora gente que hoje não aceita lições de quem vive no «véu de ignorância» de que fez teoria de Justiça John Rawls”.

 

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publicado às 22:24

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 Por: Barroso da Fonte:

António Costa anda desesperado, desde que perdeu as eleições. São os remorsos da patifaria que fez a António José Seguro. Se este ganhou por «poucochinho», aquele perdeu, como o PS nunca tinha perdido. Seguro, teria, obviamente muito melhores resultados e teria poupado uma das mais humilhantes crises que o PS enfrentou, colocando o país na rota de um novo PREC. Perdeu por três deputados em relação ao PSD, o que pouca gente pensaria, um mês antes de 4 de Outubro. Depois de quatro anos de governo da Coligação, a pôr ordem no caos em que Costa e alguns dos seus camaradas o colocaram, depois dos quatro anos de descontentamento generalizado contra quem, com medidas extremas, o normalizou, qualquer líder partidário tinha obrigação de ganhar as eleições. Mesmo que fosse pelo «poucochinho» que ele invocou para correr com Seguro. Só na noite da derrota se lembrou de que, talvez pudesse chegar pela via revolucionária, ao cargo que sempre ambicionou, mas que por via clara, transparente e democrática, não foi capaz. Sinal de que não é o primeiro ministro de que o País precisa. Em política não vale tudo. Os cargos conquistam-se com trabalho, com seriedade, com humanidade, com justiça e com simpatia. Ao vir acusar o PR com três adjectivos graves contra o mais alto magistrado da Nação que, neste caso concreto, se limitou a cumprir aquilo que a Constituição impõe, que a tradição recomenda e que os resultados exigem, Cavaco fez aquilo que se esperava. Não teve António Costa moral para aceitar a regra que se utilizou ao longo de 40 anos e que vigora em todos os actos democráticos do mundo onde a democracia se pratica. A força que tem mais votos e mais deputados é aquela que ganha a competição para a qual se concorre. Ora não foi Costa mas Passos que, surpreendentemente, teve mais votos, mais deputados e total direito para formar governo. Não seria isso o que Costa exigiria se o PS tivesse ganho, mesmo que fosse por «poucochinho»? Costa teve à sua mercê, durante muitos meses, todos os canais televisivos, os jornais, as rádios e os comícios para explicar isso aos eleitores. Se tivesse afirmado, alto e bom som, que não viabilizaria qualquer governo à direita, mas que formaria governo com a esquerda, talvez o PR não hesitasse em designá-lo chefe do governo saído dessa eleição de 4 de Outubro.

Rejeitar liminarmente qualquer acordo com a direita e exigir que o PR o nomeasse primeiro ministro, sem que essa esquerda, à data do anúncio presidencial, ainda não tivesse passado ao papel qualquer acordo, seria leviandade excessiva para assunto tão sério. Noutros tempos a palavra valia mais do que as escrituras. Hoje, a palavra nada vale e as escrituras são, muitas vezes, viciadas, forjadas, falsificadas. António Costa que já foi ministro da Justiça deve saber mais disso. Mas faz de conta que não sabe. E fala, arrogantemente, como se tivesse o rei na barriga. Para explicar esta subversão de valores, basta aquele «aforismo» do ex-presidente do Vitória de Guimarães quando afirmou que «o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira». Costa leva tudo à sua frente como máquina escavadora. Bruscamente «inventou» a «pólvora»: Lembrou-se do PREC de 1975 e deixou-se seduzir pelas «sereias gregas». Aceitou devolver tudo o que o governo anterior poupou; anular contrato, fixar em 600 euros o salário mínimo. Contra a austeridade, toca a esbanjar o que o governo da direita economizou. «Não pagamos» vai ser refrão social. Viva a democracia revolucionária! Isto é: aquilo que ao longo de 40 anos dividiu os partidos, em «arranjinhos» de quem nunca chegaria ao poder pela via da legalidade democrática, cozinha-se num governo que sirva todos aqueles que «dividem para reinar». Pobre democracia...

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publicado às 21:30

 

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Por: Barroso da Fonte

"António Costa anda desesperado porque joga tudo: rasteja, contorce-se e teme «a pena» de morte se não for primeiro ministro. Foi ignóbil para com António José Seguro por este ter ganho as eleições por «poucochinho». Costa aproveitou este «poucochinho» com o pretexto de vencer as legislativas e ser primeiro-ministro de Portugal. Partiu a meio o PS cuja Jota o lançou para o profissionalismo político. Não se lhe conhecem obras que o liguem à História. Mas conhecem-se-lhe episódios caricatos: «0 Triunfo dos Burros» que fez furor no Expresso de 2 de Outubro de 1999, quando concorreu à Câmara de Loures. Em vão tentou provar que «os burros podem ser mais rápidos do que os Ferraris. O asno que propôs subir a Calçada de Carriche, fez menos cinco minutos do que o carro de marca cavalinho». A foto que ilustra essa derrota do candidato socialista foi tirada por Ilídio Teixeira. E a legenda diz tudo. Resultado: derrota de Costa.

Em Guimarães, quando era ministro da Justiça, levou com uma posta de bacalhau demolhado, no rosto, no Museu Alberto Sampaio. Em 2014, traiu a promessa de cumprir o mandato de quatro anos na Câmara de Lisboa. Espreitou o «poucochinho» da vitória de Seguro e não resistiu aos malefícios partidários, ao dar ensejo, antes e depois da eleição para Secretário Geral do PS, desenterrando eleitores mortos, inexistentes e quotas pagas de quem nunca se filiara.

Face à derrota recente não teve coragem de se penitenciar, pedindo desculpas públicas, como faria um político sério, ao camarada António Seguro. Nem esboçou o gesto de se demitir do cargo, face à derrota que foi um escândalo e que fez regra em muitas eleições anteriores nos partidos democráticos.

   António Costa não esteve ao nível do que merecia o maior partido da oposição. Um profissional da política não demonstrou credenciais para ser primeiro ministro. Mesmo assim a Coligação que foi a vencedora daquilo que estava em disputa, à luz de todas as exigências democráticas, António Costa poderia regenerar-se dos erros que cometeu: bastava-lhe colocar o interesse do país acima da vaidade de ser primeiro ministro. Foi o que vários outros políticos do chamado «arco da governação» fizeram no passado: permitir que os vencedores, não tendo ganho com maiorias absolutas, viabilizassem os orçamentos e outras votações para que cumprissem os seus mandatos.

A Coligação de direita não celebrou a vitória, nem estamos em maré de celebrar seja o que for, depois do «quase afogamento» de que o pais emergiu. Mas teve a calma necessária para acalmar a poeira da agitação política.

Se António Costa fosse um democrata a sério, patriota e nacionalista puro, aceitava a derrota com a naturalidade de qualquer ato democrático. E não seduzia dois partidos cujo ideário não rima com as regras da União Europeia. Esse tipo de coligação para fins governativos é, claramente, contra natura. Nunca, antes e durante a Campanha eleitoral, os três partidos se bateram por esse «casamento» de conveniência. Se o tivessem feito talvez assistisse alguma coerência, porque os eleitores, já estariam cientes de que o seu voto poderia provocar essas aberrações.

Não ouvindo a mensagem de que a esquerda radical que renega os valores da Europa Comunitária, poderia prescindir desses pontos nevrálgicos, a troco de cargos governamentais e de cedências nunca imaginadas, os portugueses, de todas as áreas políticas,viveram duas semanas peripatéticas, porque, nunca em 41 anos de democracia, tal se vivera. Óbvio seria que o PS, reconhecendo a vitória, aceitasse, democraticamente, colaborar com a força vencedora para que o país e os portugueses, pudessem recuperar o perdido, durante os anos da crise que perturbou toda a gente.

Ao invés, o PS, desde o princípio das conversações, apaixonou-se pela nova fórmula mágica que se poderá traduzir pelo seguinte silogismo:

O PCP e o BE nunca foram poder, nem vislumbram sê-lo, por meio de eleições democráticas.

Ora o PS, único partido que lhe poderá servir de moleta, não pode formar governo porque perdeu.

Logo nenhum, nem os três juntos, podem formar governo.

Que aqueles dois pequenos partidos queiram ser governo a qualquer preço, já se adivinhava.

Mas que António Costa ambicione transformar este contrassenso para ser primeiro ministro à força é deplorável, é ridículo e é uma prova clara de que vive imbuído de má fé.

Escrevo esta reflexão às 23 h de terça-feira, 20 de Outubro. Espero que o Presidente da República não alinhe nesta geringonça política que seria estender a passarelle para guindar ao poder máximo um derrotado em toda a linha. Se já nem se contenta com o cargo de vice-primeiro ministro que Paulo Portas lhe ofereceu de mão beijada, significa que apenas aceita ser primeiro ministro, o que as eleições de 4 de Outubro lhe negaram, categoricamente, nas urnas".

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publicado às 10:42

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Por: Barroso da Fonte:

“Já não é a primeira vez que António Costa põe o país em estado de alerta. Fê-lo quando destronou António José Seguro. Fê-lo quando, após as autárquicas e logo a seguir, na preparação das listas para as legislativas. E fê-lo quando «saneou» alguns dos melhores quadros parlamentares que tinham votado em Seguro. E, perante uma derrota humilhante e indicativa do abandono do cargo, aguentou a queda, retemperou energias, num estrebuchar, próprio de quem dá o último suspiro e aí o temos, a assumir as rédeas da formação do governo, como se fazia no Estado Novo.

É sabido que seu pai foi comunista. E, se nunca deixou transparecer essa homenagem paterna, espreitou, agora, essa vontade: aliar-se ao PC e ao BE que, bruscamente, esqueceram os ataques que fizeram, durante a campanha, tanto contra o PS, como contra a coligação. Os arquivos estão disponíveis para testemunhar essas acusações, ora à coligação, ora ao PS.

Nunca, António Costa, durante esta campanha, disse que governaria com a esquerda moderada ou com a radical, se perdesse as eleições. O que sempre pediu foi a maioria absoluta. E este apelo apenas veio agravar a derrota, humilhante, ridícula e, sobretudo, vergonhosa, para quem acusou o camarada Seguro de ter tido, no ato anterior, uma vitória por «poucochinho».

Em condições normais seria uma derrota normal, porque em democracia, deve prevalecer a vontade dos eleitores. Em qualquer ato que se dispute, através do voto, resultará uma vitória e uma ou várias derrotas, consoante o número de candidatos. Nunca se coloca em dúvida se é por muitos ou por poucos votos. O que se diz é que «por um voto se perde e por um voto se ganha». Era o que estava em causa nas últimas legislativas. Avaliar a força política, (partido ou coligação de partidos) que somava mais votos e mais mandatos. Ora essa vitória, embora não sendo absoluta, foi ganha, democraticamente, pela coligação, chamada de direita. Ficaram 107 contra 86 deputados.

Esta regra, norma ou tradição, serviu para dezenas de actos semelhantes. Porque há-de ser, desta vez, inventada uma nova teoria? Será que a democracia que presidiu às primeiras eleições, em Portugal, e desde essa altura, é diferente daquela que ocorreu em 4 de Outubro de 2015?

Ao longo dos 40 anos de vigência democrática houve diversos governos que poderiam ter maiorias absolutas se essa norma fosse praticável. Não o foi porque os partidos menores eram radicalistas e esse radicalismo não era compatível com os princípios ideológicos. Essa ideologia, do «a favor» ou do «contra» é o «sal», o «fermento» e o «paladar» dos partidos políticos. Então se para governar não se respeitam esses princípios, por que motivo geram tantas discussões, debates e polémicas, no parlamento, nas assembleias municipais, nas juntas de freguesia?

É evidente que o poder seduz. Mas para se merecer é imperioso que se lute por ideias e não pelo oportunismo do mando, do poder pelo poder e daquilo que é «arranjo» de tachos para os próprios e para os assessores, compadres e comadres.

António Costa é um político insaciável. Habituou-se a fazer profissão da política e, na idade em que está, torna-se incómodo perder o prestígio e a redução das mordomias. Por isso perdeu nas urnas e espreitou na perda de maioria por parte da coligação, a tal teoria «da vitória» da esquerda. Como se a esquerda ou a direita tivessem nascido com o último ato eleitoral.

Ora as eleições não se realizaram para ver se ganhava a «direita» ou a «esquerda». Muito eleitor, se tivesse ouvido nos debates, nos comícios ou lidos nos panfletos que o segundo partido mais votado governaria com os votos da esquerda, os resultados seriam outros. Muitos dos votos que foram cair no BE, no PCP, ou outros, teriam outro destino.

Manuela Ferreira Leite, que António Costa elogiou na pré-campanha, afirmou à TVI 24, que «estamos perante um país em estado de choque, uma grande parte em grande pânico, pela interpretação que está a ser dada aos resultados eleitorais... Do meu ponto de vista, absolutamente abusiva corresponde a um verdadeiro golpe de Estado». Disse mais: «é inadmissível que a procura de uma solução de governo seja feita através de uma fraude aos eleitores. Se António Costa tinha na sua mente aliar-se ao PCP e ao BE, só tinha legitimidade para fazer essa negociação se tivesse dito isso na campanha eleitoral. Nunca anunciou tal. 70% do povo português não quer essa solução». Como bem defende o também socialista Francisco Assis «os socialistas devem ficar na oposição».

António Costa revelou-se mal preparado para a campanha. Pode ser muito sério e muito competente para governar. Mas não para presidir a um governo; porque não tem carisma, nem a sua aparente bondade, vem do íntimo. Os políticos, como os poetas, os músicos e os pintores devem nascer com esse timbre. Falta-lhe, por exemplo, a simpatia e o carisma de A. Guterres e até de Mário Soares, para citar apenas membros da sua Família política. A. Costa simpatizou com o charme e o estilo da Catarina Martins. Talvez essa espécie de inveja o tenha inspirado a levá-la para o «seu» governo, para sua ministra dos Negócios Estrangeiros. Seria a primeira aproximação ao Siriza com o qual Catarina estagiou. Se ela fosse tão boa governante, como se mostrou na campanha eleitoral, até valeria a pena. Mas ela sabe mais de teatro e de ensinar. Quando fizer a universidade da vida talvez ela seja eleita. Foi um amor à primeira vista. É tão intenso que nesse mesmo dia, afirmou aos quatro ventos que «o governo da coligação caíra definitivamente». Olhe que não. Catarina irá animar o Parlamento que já é bem bom. Costa irá abster-se na aprovação do Orçamento para que a Coligação possa governar até que a Família socialista se reconcilie, para disputar as futuras eleições. Tem de mostrar que é um Partido essencial à democracia Portuguesa. Neste momento não o é, por causa de António Costa. Talvez o fosse se A.J. Seguro não tivesse sido afastado do lugar legítimo de que foi afastado tão desprezivelmente”.

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publicado às 14:36

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Por: Barroso da Fonte

«A História de Portugal constitui uma faceta gratificante para quem se orgulha de ser Português e também para os povos da Lusofonia. Todos gostamos de conhecer as nossas raízes. Mas o país que somos não nasceu de qualquer traçado , maqueta geográfica, combinação administrativa e nem sequer desabrochou, ao mesmo tempo, como uma flor, de norte a sul ou de nascente a ponte.

Em 1096 foi ofertado, como dote de casamento, a D. Teresa e ao conde D. Henrique, mas apenas o Condado Portucalense que se reduzia ao espaço geográfico, entre os Rios Minho e Douro. Entre 1096 e 1128 foi-se alongando para sul e para nascente, mas só em 24 de Junho de 1128, com a Batalha de S. Mamede se alterou o direito de propriedade, deixando de pertencer ao Reino da Galiza para se assumir como reino independente, o que apenas aconteceria em 1143 numa primeira fase e, em 1179, o reconhecimento internacional. Nunca foi pacífica a fronteira entre o Tui e Vila Real de Santo António. Os marcos algumas vezes afastados para um lado e para outro em batalhas que se foram travando e das quais a História, nem sempre bem contada, nos ensinou.

Nessa mesma História há chavões que nem sempre foram explicados e que, de longe a longe, se recordam a pretexto de vários factores.

A cidade de Olivença, por exemplo, sempre teve uma fortaleça fronteiriça de grande importância. Aí se celebrou, em 1279, o Tratado de Alcanizes, entre D. Dinis e D. Fernando IV de Castela. Era nessa altura território Português. Em 1668 assinou-se o tratado de Paz, pondo fim às guerras da Restauração e mantendo-se as fronteiras definidas pelo Tratado de Alcanizes. Em1801 Portugal cede Olivença à Espanha. Desde aí, com as invasões francesas volta a mexer-se no Tratado das Fronteiras. Ora cá, ora lá, quer a norte, quer a sul, outros episódios semelhantes.

O castelo da Piconha, catalogado por Duarte de Armas, como sendo Português, foi vítima do Tratado dos Limites (1864) e gera «Os Povos Promíscuos» de Rubiás a norte, e mantém Olivença na Espanha, por razões idênticas. Em 1944 é criado em Lisboa o Grupo dos Amigos de Olivença (GAO). Fizeram-se diligências e, em 1974, um jurisconsulto espanhol reconhece os direitos que Portugal tem para reclamar Olivença que, à Luz do Direito Internacional e da História é Portuguesa.

Desde 19 de Fevereiro de 2005 ganhou espírito de corpo associativo, no âmbito da História o Grupo da Piconha, constituído por onze casais, todos de ligação às Terras de Barroso. Elegeram para plataforma funcional o «Alcaidado da Piconha» que foi quartel-general do Couto Misto de Rubiás, tipo «Principado de Andorra» que teve autonomia e direitos próprios.

O Grupo dos Amigos da Piconha e Rubiás, nos dez anos de existência, com actividade anualmente programada e assumida, tal como consta do I volume da Alcaidaria do «Castelo da Piconha – 10 anos» editado em 240 páginas a cores, programou para 23 a 25 de Setembro último, uma visita «aos Dragões de Olivença». O grupo foi recebido pelo Comando do Regimento de Cavalaria 3, sediado em Estremoz. Seguiu-se uma visita guiada às várias áreas da unidade militar, nomeadamente aos claustros do Convento de S. Francisco, a Biblioteca, o Salão Nobre, a Parada de Olivença, as cavalariças e o Palácio Reynolds (Messe de Oficiais) e assistiu-se à cerimónia de homenagem aos mortos, junto ao respetivo monumento.

Em 1742 foi extinto o Regimento de Cavalaria de Olivença, passando a designar-se por Regimento de Dragões de Olivença. Ainda hoje existe uma ligação formal entre a unidade militar de Estremoz e os Dragões de Olivença. Esta visita de 22 cidadãos nascidos ou ligados ao extremo norte de Portugal, tem um simbolismo nacionalista, tão genuíno como aquele que os levou a unirem-se e a manter esta chama da Portugalidade. Cá e lá e lá e cá respira-se o mesmo ar, os mesmos usos e costumes, sentem-se as mesmas nuvens, o mesmo vento, a mesma chuva e até os mesmos pássaros se abastecem de materiais e de alimentação para fazerem os ninhos e dar vida aos filhotes.

Ir de Montalegre ao Alentejo profundo para um encontro com a História dos quase nove séculos da fundação de Portugal e dos 600 anos da existência da Casa de Bragança (1401) que nasceu do casamento da Barrosã, D. Leonor de Alvim, com D. Nuno Álvares Pereira, através da Filha D. Brites com D. Afonso (seu I Duque) representa uma incursão historiográfica à idade média. Já nessa altura, seus devotados obreiros, encurtaram nas infindas cavalgadas e tiveram de empreender, entre a sede, em Chaves (1401) e Vila Viçosa, e Veiros e a todos os teatros, onde o dever os chamava. Uma nota gratificante nesta visita de estudo.

Herdade de Torre de Palma

Quis o acaso que esta embaixada de Barrosões, fizesse quartel-general, nos arredores de Monforte, mais propriamente, na freguesia de Vaiamonte, perto de Estremoz e de Olivença, objectivo primeiro. Aquela que foi a Herdade de Torre de Palma tem história identificada, desde 1338 e também a data em que foi tomada de assalto pelos trabalhadores, logo após o 25 de Abril de 1974.

Deixando de lado o calvário que fez dessa herdade uma unidade hoteleira de recomendável eleição, direi que quem ali chega entra no paraíso. O bom gosto, a capacidade empreendedora e a fé em melhores dias, levaram a administração da referida herdade a concretizar um sonho que muitos gostariam de ter. Espaço quanto se queira, dentro e fora dos quartos; decoração para todos os gostos; equipamento técnico disponível: conforto, silêncio, horizontes diurnos e nocturnos de encher o peito; gastronomia para todos os paladares. Um ambiente onde a piscina e a sombra apetecem, em qualquer época do ano, mesmo que o visitante opte por escavar ruínas que nos transportam, de regresso, ao séc. VII d. C. Grande visão turística tiveram a Drª Ana Isabel e o Dr. Paulo Barradas Rebelo»

 

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publicado às 16:15


Chupins da política snob

por aquimetem, em 01.10.15

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De : Barroso da Fonte:

"Ao ler o JN de 28 de Setembro último, demoro-me na leitura da página 8. Metade é encimada por: «Passos Coelho quer «reconciliação» com quem pagou a crise», a 3 colunas. À mesma altura da página, vê-se uma foto com imenso público apoiante; e um abraço estudado e esperado entre António Costa e Freitas do Amaral, legendado com o seguinte texto: «António Costa recebe apoio de Freitas em plena festa no Minho. O apoio de Freitas, ontem, um dos momentos da campanha socialista».

Tentei registar nas minhas crónicas de mau humor, esta peripatética cena. Pensei que este registo era inocente. E já me tinha esquecido dele quando, no telejornal dos canais da noite seguinte, reparei no estrebuchar de Basílio Horta, num tom grotesco a que já nos habituara, quando foi candidato isolado, a PR, muitas vezes repetido nos cadeirões do Parlamento, onde, durante 4 anos, se irritava com aqueles que o tinham elegido, vezes várias, enquanto fundador e candidato do CDS.

Foi assim que rastejou para chegar a Presidente da Câmara de Sintra. Com esta visão, acordei para duas coincidências que me lembraram os chupins que são pássaros que põem os ovos no ninho do tico-tico (Brasil) que lhe cria os filhotes.

No JN de 28 estava um exemplo claríssimo. Nos telejornais um segundo exemplo. Freitas do Amaral e Basílio Horta tergiversaram, enrolando-se, aqui, ali e acolá, para ascenderem ao sonho que haviam tido quando emergiram do regime que durou 48 anos e que leva quase outros tantos para desmistificar alguns daqueles que foram perdendo a máscara da sua verdadeira identidade.

Numa crónica que escrevi, recentemente, mencionei os ressabiados da política alertando para os perigos que essa casta representa. Pretendi dizer que devem levar-se, a sério todos aqueles que são de esquerda, de centro ou de direita, desde que sejam puras essas intenções. Os comunistas, bloquistas, socialistas, sociais democratas, centristas. Todos merecem o meu integral respeito porque defenderam e defendem, contra ventos e marés, aquilo em que acreditam: um ideal de vida.

Ao lado destes dois citei outros, como: Pacheco Pereira, Mário Lino, Pina Moura, Santos Silva, Helena Roseta, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix,tantos que se fosse a citá-los todos não haveria espaço para concluir esta réplica a tanta provocação.

É por causa destes e de outros que tais que a baixa política deu no que deu. É evidente que os partidos vivem e sobrevivem com a boa fé dos militantes de base. São esses os heróis da verdadeira democracia. São fiéis àquilo que, em dada altura, entenderam corresponder à sua ideologia. Se agissem como agem os «graúdos», os que pensam ser melhores, apenas pelo facto de ocuparem cargos vistosos e bem remunerados, são piores, porque amuam, se não constam nas listas; irritam-se se não sobem na hierarquia da Câmara, da Assembleia Municipal ou na Parlamento.

Já aqui expliquei a incoerência de Freitas do Amaral que admirei como um super-homem, decepcionando - me ao dobrar da primeira esquina. Embora não conheça tão bem a biografia de Basílio Horta, desiludiu-me, do mesmo modo, pelos saltimbancos partidários. O mesmo digo e repito, de Manuela Ferreira Leite que se fartou de cometer erros como ministra das Finanças e da Educação e que tem vindo a arrastar a asa para ver se volta ao poleiro pelo PS. Censuro Pacheco Pereira, não por ser um dos melhores intelectuais contemporâneo, mas por se valer da «quadratura do circulo» para ser, de entre os três comentadores residentes (contra 8 mil euros mensais), aquele que mais combate, apenas pelo facto de não lhe terem distribuído um cargo ministerial. Tal como Bagão Félix, outro comentador que gostaria de ter um ministério em nome do CDS... E assim por diante.

Dia 4, o povo será soberano. Assim, daqui até, lá não haja «factos endiabrados» que a política tem vindo a conhecer à medida em que se aproxima a hora da verdade. Temos que estar precavidos contra essas atoardas que a Espanha já conheceu. Se as sondagens que têm vindo a sair diariamente tiverem base científica, a coligação ganhará. Seria o prémio justo para quem se bateu coerentemente, ao longo destes quatro anos, contra ventos e marés. Pagar a dívida que existia, foi justiça de Salomão. A honestidade, a dignidade e a transparência é a trilogia democrática. Os caloteiros não devem acolher-se em beiral de gente séria. A justiça deve exercer-se em plenitude, E em todas as direcções, espaços e tempos. Até, neste particular, os Juízes mostraram que estão atentos. E o governo, ao contrário de outros, não processou a imprensa, nem exigiu os direitos de resposta, tanto como era de supor. Não conheci casos ao longo do mandato.

Se fosse por comodismo, fiado nas promessas de devolver tudo o que Passos Coelho retirou, eu votaria em António Costa. Mas como desconfio de quem promete devolver tudo, sem saber como e onde vai buscar aquilo que o seu governo malbaratou, não irei na cantiga.

Pessoalmente votarei em Passos Coelho, não só por ser filho de um notável médico e escritor Transmontano, como pela honestidade que exigiu a todos, servindo sem se servir. Se ganhar, procure rodear-de de gente que não tenha telhados de vidro. Cumpra as promessas de olhar mais para quem mais sacrifícios suportou, por culpa de quem deveria ser mais prudente e menos arrogante. E, se perder, não faça como António Costa ameaçou. Procure viabilizar o orçamento Geral do Estado, porque será dessa maneira que mostra ser Português de corpo inteiro".

 

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