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Adeus a D. José Policarpo

por aquimetem, em 15.03.14

Natural de Alvorninha, Caldas da Rainha, onde nasceu a 26 de Fevereiro de 1936, no seio de uma  família cristã, D. José Policarpo descobriu a sua vocação sacerdotal no dia do seu Crisma, revelou ele à “Voz da Verdade”, em 2011.

Cresceu no meio de uma família numerosa, e um, dos oito irmãos, que um dia  disse aos pais : “ desejo ir para o seminário”. Foi, e a 15 de Agosto de 1961 é ordenado sacerdote, e logo, em 1968, é licenciado em teologia dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma

Em Maio, dia 26, de 1978 é nomeado bispo auxiliar de Lisboa, e em 1997 é nomeado arcebispo com direito a sucessão do cardeal D. António Ribeiro, o que sucedeu logo no ano seguinte face ao falecimento do ilustre celoricense de saudosa memória. Na caminhada até ali vem já com uma carga notável de serviços prestados à Igreja e de modo geral à sociedade.  Em funções que exerceu como docente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, de que foi diretor e também reitor.

 A  24 de Março de 1998, tornou-se no 16º. Patriarca de Lisboa e dos mais ativos líderes do Congresso Internacional para a Nova Evangelização, a par dos seus similares de Paris, Bruxelas, Budapeste e Viena. Em 2000, preside ao encontro da Comunidade de Santo Egídio e pede perdão aos judeus pelas perseguições. Também a comunidade monástica de Taizé,  França, é por ele convidada a promover o encontro europeu de jovens, em Lisboa, em 2004. Foi nomeado cardeal em 21 de Janeiro de 2001 por João Paulo II; nessa condição participou nos Conclaves que elegeram os papas Bento XVI, em 2005, e Francisco I, em 2013. D. José Policarpo e o Papa Francisco foram feitos cardeais no mesmo consistório. Ainda de realce na vida deste saudoso pastor  da Igreja é o ter recebido a visita de Bento XVI a Portugal, em Maio de 2010.

Ao atingir os 75 anos pediu a resignação, mas Bento XVI pediu-lhe para que se mantivesse no cargo por mais algum tempo; como entretanto também Bento XVI acabou por resignar, foi decorridos uns três anos e já após a eleição do Papa Francisco,  que a resignação de D. José Policarpo acabou por ser aceite, a 18 de Maio de 2013.

  

Dele comenta o seu sucessor, D. Manuel Clemente, ao anunciar a sua morte na passada 4ª-feira, dia 12 : “ Mantém-se viva a feliz memória do seu trabalho e do muito que a Igreja de Lisboa e a Igreja de Portugal deve à sua generosidade e à sua lucidez, à sua grande bondade com que exerceu o seu Ministério”. O patriarca emérito estava num retiro dos bispos em Fátima, sentindo-se mal veio para Lisboa, onde morreu às 19:50h vitima de um aneurisma da aorta, no hospital do SAMS.

 

 

 No passeio, junto à casa onde nasceu Santo António, frente à Sé

O corpo do saudoso patriarca esteve desde 5ª até 6ª-feira em câmara ardente na Sé Patriarcal, donde por volta das 18:15h saiu em cortejo funebre para o Panteão dos Patriarcas de Lisboa, na igreja de São Vicente.  Calcula-se que cerca de cinco mil pessoas marcaram presença no funeral deste zeloso pastor que até as ovelhas ranhosas tratava com respeito e carinho. Fui dos que entraram na Sé para assistir às exequias fúnebres, mas que para dar espaço aos muitos que também desejavam fazer o mesmo, optei por me juntar  aos muitos que se concentraram cá fora à espera de se despedirem dos restos mortais que foram invólucro de uma alma sublime na terra, e que no Céu já tem o prémio.

 

Dois carros funebres, o que esta junto à porta da Sé foi que transportou a urna, o outro flores.

 O cortejo a saír da Sé

Por ordem vão formando no largo fronteiro à Sé

Uns por cada vez

  E a fila vai aumentando 

 

 Com muitas caras conhecidas.

 

O episcopado português fez se representar em peso

O vídeo mostra a cauda do cortejo fúnebre da Sé Para São Vicente

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publicado às 19:50


Padornelo mais enobrecido

por aquimetem, em 09.03.14

Se não fosse a distância, e tempo já programado para outro fim, bem gosto fazia em estar presente no lançamento deste minucioso trabalho bibliográfico sobre Padornelo, da autoria do conceituado historiógrafo Jofre de Lima Monteiro Alves. Estudioso fecundo que alimenta blogs como: A ILUMINURA,  http://iluminura.blogs.sapo.pt , página sobre ex-libris e Artes; PADORNELOhttp://padornelo.blogs.sapo.pt, blogue acerca da terra, das pessoas, dos costumes e da História de PADORNELO, freguesia do concelho de Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo; VILA FLOR em Florhttp://vilaflor.blogs.sapo.pt, blogue acerca de Vila Flor, do Nordeste Transmontano, em parceria com Maria de Fátima Amaral, Especiosa Sara Monteiro Alves e Ilídio Inocêncio Monteiro Alves. Outro seu blog dá por Escavar Em Ruínas, onde em post de 01 do corrente mês fez constar um apreciado comentário ao meu opúsculo Nossa Senhora da Graça - Na Fé dos Mareantes. Padornelo vai ficar mais enobrecido, e a etnografia mais rica com este trabalho histórico - bibliográfico do ilustre minhoto e dilecto regionalista que por residir fora do seu torrão mais amor lhe tem.

De um dos seus blogs transcrevo uma oração popular que em criança ouvi e cheguei a memorizar, esqueci-me dela por isso a recordo agora. Creio que era mais ou menos a mesma versão da que se reza no Minho; Mondim de Basto só pela margem de um rio é transmontano.  Já que não se vai ao lançamento da obra Padornelo, no próximo dia 23, vamos ao Padre-Nosso Pequenino.  

Versão de  Ponte da Barca:

Padre-Nosso Pequenino

Quando Deus era menino

Pôs o pé no altar,

O sanguinho a pingar.

Tem-te, tem-te, Madalena,

Não no queiras alimpar,

Que estas são cinco chagas

Que o Senhor tem pra passar.

E por fim, ainda esta versão minhota, que é, todavia, muito parecida a uma loa beirã que conheço de ouvido e letra:

Padre-Nosso Pequenino

Quando Deus era menino

Tinha as chaves do Paraíso,

Quem las deu, que las daria,

Foi o filho da Virgem Maria.

Cruz no monte,

Cruz na fonte,

Nunca o Diabo nos encontre

Nem de noite, nem de dia

Nem ao fim do meio-dia.

Já os galos cantam, cantam,

Já os anjos se alevantam,

Já o Senhor vai para a cruz

Para sempre amém, Jesus.

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publicado às 20:21


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