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A Praia de Pedrógão

por aquimetem, em 23.11.06

Acabei de dar uma vista d'olhos por um livro que minha mulher me ofereceu em Agosto, quando em férias na região leiriense. É o livro que faltava à terra, e que um conimbricense, com o apoio da Câmara Municipal de Leiria e mais o patrocínio da Junta de Freguesia do Coimbrão, da Associação Cultural, Desportiva e Promotora da Praia do Pedrógão e da Tribuna da Marinha Grande, agora materializou. De seu titulo "PRAIA DE PEDRÓGÃO - locais, gentes e memórias", este trabalho monográfico vai de futuro passar a ser um guia indispensável a todos os forasteiros e  estudiosos interessados em conhecer pormenorizadamente esta localidade que anteriormente Aquilino Ribeiro descreveu em "A Batalha Sem Fim".

O autor, natural de Coimbra, é um frequentador da Praia,  que já conheço ali de vista há mais de um quarto de século, sem que entretanto, como se dizia na minha região, alguma vez fosse a falas com ele. Mas se não estou em erro, também ele, como eu, é daqueles veraneantes que gostam mais de Paredão... do que de areia...; daquela  equipa  de que por último faziam parte os saudosos dr. Rui de Carvalho e  Prof. Garcia. Eu falo assim por ao identificar agora, pela foto, o dr. António Inácio Nogueira, me ter vindo à memória uma das imagens recentes que tenho dele, a passear-se na avenida marginal da praia que tão admiravelmente, no seu todo histórico e etnográfico, acaba de radiografar desde as origens até aos nossos dias.

Depois como é que  não se há-de ficar satisfeito, se ao esfolhear um livro o leitor, sem esperar, dá de caras com o seu nome referenciado na obra? Foi o que sucedeu quando na página 57 sou citado como colaborador d'O Mensageiro. Confesso que foi surpresa; que entretanto  agradeço,  e por isso aqui estou mais apressado a felicitar o autor deste  laborioso trabalho de pesquisa que tem a chancela da Magno - Edições (Leiria).

Que nenhum veraneante  ou amigo desta  típica aldeia balnear do concelho de Leiria  deixe de possuir o livro  "Praia de Pedrógão-locais, gentes e memórias", aconselho eu.

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publicado às 15:31


País sem tino

por aquimetem, em 16.11.06

O boletim informativo da Prelatura do Opus Dei, em Portugal, correspondente ao mês de Setembro, surge ilustrado com o aspecto interior do oratório de São Josemaria Escrivá, situado na Rua Vera Lagoa, 5 - c (às Laranjeiras) 1600-028 Lisboa,  no qual ressai evidenciado o painel central com o retábulo onde consta a   frase evangélica: Quando for levantado sobre a terra atrairei a Mim todas as coisas

Depois além duma entrevista ao Pe. José Guedes, responsável pelo oratório, também ilustrada com fotografias que recordam a primeira visita de São Josemaria, a Fátima, a 6 de Fevereiro de 1945, onde está  acompanhado da mãe dos beatos Jacinta e  Francisco, do bispo de Tuy, de D.Álvaro del Portillo e do Cónego José Galamba de Oliveira, merece também particular destaque  as alusões  a uma  palestra que a propósito do aborto, agora de novo na baila, São Josemaria  proferiu, em 1972, e da qual  aqui realço, o trecho seguinte:

 <- Meus filhos, quero que sejais felizes. E sê-lo-eis se  não destruirdes as fontes da vida, na vossa vida conjugal, conforme é vontade de Deus. Contei há dias, e parece-me que o repeti duas ou três vezes, o que se passou com um filho meu, chinês, que é médico. A familia dele teve de fugir do país. Talvez ele regresse, se as coisas melhorarem: rezemos. Tinha exercido medecina num pais da América , e passou dois anos comigo em Roma. Um dia, disse-me: 

- Padre, vou contar-lhe uma coisa que aconteceu comigo. É uma história verdadeiramente original. Apareceu uma senhora dos Andres (....) a dizer-lhe que queria abortar. Este médico explicava-lhe :

- Isso não se pode fazer! É um crime ! Isso é um assassinato!

 Eu subscrevo que é assassinato diabólico: um assassinnato diabólico, porque o pobre bebé nem se pode defender...(...).

Quando viu que não convencia  aquela senhora , que iria certarnte procurar outro médico, teve uma moção verdadeiramente sobrenatural: uma espécie de juizo salomónico. Pergunta-lhe:

- Quantos filhos tens? 

A índia  respondeu que tinha seis  ou sete.

- E que idade tem o mais velho?

- Nove anos.

- Porque é que agora não queres ter este?

- Porque não lhe posso dar de comer.

Então, este meu filho disse-lhe :

- Pois, este que vai nascer, não; mas traz-me o de nove anos para eu matar. 

 A mulher deitou as mãos à cabeça: - Não! Não!

O  Médico argumenta: -Esse é quem come mais! Em contrapartida, aquele que vai nascer não consome quase nada, porque tu é quem lhes dás de mamar>.

- Que sirva de reflexão, a leigos e a intelectuais, deste país sem tino.

 

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publicado às 16:08


manda quem pode

por aquimetem, em 11.11.06

          Hoje, dia de São Martinho, deu-me  para fazer uma  passeata por uma das zonas mais antigas da cidade: a freguesia da Sé. A sua origem paroquial remonta ao ano de  1150, logo após D. Afonso Henriques ter conquistado Lisboa, em 1147. E ao facto de ter mandado arrasar a mesquita que no local existia, para sobre a mesma ordenar a construção da igreja matriz alfacinha, que depois, em 1393, D. João I, elevou a catedral metropolitana.

           Para além da Sé Catedral, que deu o nome à freguesia, merece particular realce a igreja de Santo António, onde, segundo a tradição, terá nascido o nosso Santo António, que os italianos dizem de Pádua; a igreja de São João Baptista, o Aljube, a Casa dos Bicos, o Chafariz de El-Rei, e outros motivos patrimoniais, como o Campo das Cebolas e a Zona Ribeirinha. 

          Já há muito tempo que  não percorria esta histórica e nobre zona citadina, mas tenho ainda bem presentes aquelas árvores seculares que vingavam junto ao Aljube e que em vez de serem devidamente podadas e conservadas, como valores históricos que eram da cidade, foram entretanto simplesmete abatidas e por certo nem para madeira de caixão serviram.

           Mas como esta, também não sei a que titulo as Escadinhas do Quebra Costas, com entrada e saida para a Rua do Barão e de São João da Praça, passou a denominar-se Beco do Quebra Costas. Provavelmente que estes "golpes" de inteligência não dependem apenas da Rua Augusto Rosa..., mas também ou só... da Praça do Município. Restaurantes não, mas casas de  antiquários é que são cada vez mais. Manda quem pode e nem sempre quem sabe

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publicado às 20:15


Uma alma amiga que Deus já tem consigo

por aquimetem, em 02.11.06

          É verdade, e o mais certo... De manhã levantei-me cedinho e fui até Telheiras, um bairro que ainda conheci rural e hoje é dos mais modernos e populosos da capital. O dia apresentou-se de cara carrancuda, a fazer lembrar a efeméride que nesta data ocorre: Comemoração de todos os fieis defuntos ou Dia de Finados.

          Neste dia em que até a  Igreja permite que os sacerdotes possam celebrar três Missas é tradição antiga dos cristãos sufragar de forma mais  intensa a alma dos seus familiares e amigos falecidos ou pelo menos honra-los com uma  romagem ao cemitério. O facto desta comemoração ocorrer em dia normal de trabalho tem contribuído para que a tradição da romagem aos cemitérios, mesmo nas paróquias rurais, tenha vindo a perder cadência e  daí, em muitos casos, os párocos convocarem esses cortejos para o domingo mais próximo a seguir ao 2 de Novembro.

          Nas cidades e vilas mais populosas, as pessoas por norma fazem esta romagem de saudade  no dia de Todos os Santos, por andar à volta e ser um dia feriado, daqueles que gozamos, graças à  Igreja. Ontem aconteceu isso comigo, no fim de almoço aproveitei para ir visitar o campo santo de Oeiras, e honrar a memória de uma alma amiga que Deus já tem consigo.   

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publicado às 21:49


Amanhã é outro dia...

por aquimetem, em 01.11.06

          A efeméride que a Igreja hoje comemora é consagrada a todos os Santos e em particular àqueles cujos nomes não constam no calendário litúrgico, nem as suas imagens nas peanhas dos lugares públicos de oração, os santos das nossas famílias.  É uma solenidade que desde o século VIII a Igreja celebra, propondo à nossa meditação alguns temas  fundamentais da fé cristã.

          Na obra "Falar Com Deus", Francisco Fernández-Carvajal, recorda:  < A Igreja, nossa Mãe, convida-nos hoje a pensar naqueles que, como nós, passaram por este mundo lutando com dificuldades e tentações parecidas às nossas, e venceram. É essa "grande multidão que ninguém poderia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, como recorda a primeira Leitura da Missa". (.....) recordamos aqueles que,enquanto estiveram entre nós, se ocuparam talvez num trabalho semelhante ao nosso: empregados de escritório,comerciantes, professores,secretárias, trabalhadores da cidade ou do campo.... Lutaram com dificuldades parecidas às nossas e tiveram que recomeçar muitas vezes, como nós procuramos fazer (...)> Amanhã é outro dia...

 

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publicado às 11:25


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