Este foi o grupo que em Maio de 2009 deu sentido e objectividade a mais um " Cantar, Contar e Pintar Mondim", o 2º desse titulo, levado a efeito por iniciativa da Junta de Freguesia de Mondim e desta vez consagrado aos três rios principais que banham terras de Mondim de Basto: Cabril, Olo e Tâmega.
Da importância desses decantados cursos de água que ao longo dos séculos têm sido fonte de economia e riqueza das populações daquele concelho, se ocuparam: Costa Pereira, que dissertou sobre o Cabril; o Dr. José Faria, realçou o Ôlo, e Luis Jalles de Oliveira, destacou o Tâmega. Deste evento os interessados podem ver mais em post de 5 de Maio passado no blog http://aquimentem2.blogs.sapo.pt = Ao Sabor do tempo. Isto porque em época de manigâncias políticas quem tenha que lhes fazer frente não pode ficar pasmado.
E é isso mesmo que tem feito e faz o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega que agora mesmo acaba de acusar o executivo do 1º Ministro de mais uma das suas habituais manigâncias politiqueiras aqui ao "ter recebido cerca de mil milhões de euros em 2008, quando ainda não estava decidido segundo os tramites normais a viabilidade de parte do plano. Este expediente permitiu ao executivo, de forma habilidosa, cumprir os limites estabelecidos pela União Europeia para o défice orçamental". Como exemplo deu a "construão da barragem de Fridão no rio Tãmega, acusando o executivo de já ter recebido cerca de noventa milhões de euros, quando o "Estudo de Impacto Ambiental" (EIA) ainda está em discussão até ao próximo dia 15 de Fevereiro".
Alerta também o deputado Altino Bessa, natrural da região de Basto, "para os prejuizos que a construção da Barragem de Fridão, sem os devidos estudos, possam trazer para as populações locais e para o desenvolvimento dos concelhos ribeirinhos". Não vão em manigâncias politiqueiras, conservem a riqueza natural com que foram favorecidos pelo Criador, sabendo aproveitar com engenho e arte as sua potencialidades. Não à barragem de Fridão, não à manigância dos inimigos do Tâmega e seus afluentes!
Mas não será que entrou enrolado, em canudo, Sr. Primeiro-ministro? Bem precisa de ir ao oftalmologista quem desde que passou a chefiar o governo deste país não tem feito outra coisa do que em nome da crise internacional lixar os portugueses que confiaram nas suas promessas e agora estão a braços com o desemprego, e a miséria a entrar-lhes porta dentro.
Entretanto com o país a crescer em corrupção, a justiça desacreditada e as regalias sociais a diminuir, este governo sem se preocupar com a solução destas lacunas que afectam a nossa sociedade, antes aposta em ser casamenteiro de homossexuais e lésbicas que sendo seres humanos dignos de respeito, pela sua condição jamais podem comparar-se a um casal capaz de produzir aquilo de que Portugal tanto carece: Homens e Mulheres!!! Foi isso precisamente que o senhor Presidente da Republica, Cavaco Silva, hoje lembrou numa visita ao Hospital de São Francisco Xavier, e logo provocou um certo mau estar no seio do estado maior do PS, a ponto de à entrada para uma reunião entre o secretário-geral, José Sócrates, e os autarcas socialistas, um tal Sérgio Sousa Pinto vir acusar o Sr. PR de se estar a "intrometer na agenda do PS sobre casamentos homossexuais" . Satisfaçam lá os vossos gostos, mas ao menos deixem que o senhor Presidente da República fale verdade aos portugueses e não navegue ao sabor das ondas desse vosso poluído mar. Rabeiem..., mas não lixem mais os incautos!!!
Um Santo Natal e um 2010 com melhores perspectivas para o nosso Portugal. Olho vivo!!
Amanhã há que levantar cedo pois o adeus aos encantos angolanos acaba. Depois em Angola o dia faz-se cedo, mas também a tarde anoitece mais depressa. Além disso de noite todos os gatos são pardos, e não só mas também porque sabendo que uma avaria na estrada e em locais isolados e sem oficinas, nem comunicações não é caso para estar muito à vontade.
Dai que consumido o farnel e tomada uma "banhoca" há que deixar Cabo Ledo e por esta picada subir a barreira, até ao morro, de volta à estrada de Luanda a Lobito e Benguela.
No sentido inverso deste táxi "candongueiro" que vai para Sul em direcção a Benguela, vamos nós retomar de novo o troço de 120km já nosso conhecido, mas agora sem fotografar a paisagem para com atenção ver se enxergo algum exemplar dos muitos que habitam no Parque de Kissama. Se me viram a mim, devo dizer que não vi nenhum desses animais selvagens... Em compensação, no percurso, se não visitei, vi uma placa a indicar para o famosa igreja de NªSª da Muxima. Valeu a pena, o silêncio!
Nem ao menos ao deixei a Província do Bengo para, atravessando a ponte da portagem, entrar na de Luanda, um dos muitos jacarés que dizem haver na Foz do Kwanza se dignou mostrar-se-me. Foi para me não assustarem.
Mas se não observei fauna selvagem, pude, depois de passar pela zona do Miradouro da Lua, do Mussulo, do Morro dos Veados e do Museu da Escravatura, ver perto e à volta de Benfica espectáculos como este, a envergonharem a lha do Mussulo que lá ao longe com a sua língua de areia com cerca de 40km de comprimento vem a terra firme "tocar" a costa.
Entretanto faz-se noite e com esta o fim de uma jornada inesquecível que em Sexta-feira Santa de 2009 tive a felicidade viver em terras africanas de Angola. Luanda dista ainda uns 15 ou 20km, mas devido ao infernal transito da cidade e bairros periféricos o bastante para demorar 2 ou mais horas a chegar à baixa.
Com cerca de 260km percorridos (ida e volta) por terras a sul de Luanda, regressamos cerca das 19h00 aos aposentos que nesta passagem pela capital de Angola de volta a Portugal generosamente nos acolheu. Agora que a viagem foi directa, os cerca de120km que separam Cabo Ledo de Luanda até nem demoram muito a fazer apenas umas de 2h30. Nada mau. E pronto! Há que descansar pois amanhã é outro dia, e para a frente é que é Lisboa.
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O adeus a Luanda, algures na antiga Av. Guilhermino Capelo.
Sábado de Pascoa, dia 11, manhã cedo foi levantar e partir para o Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, para depois de satisfeitas as demoradas formalidades de embarque apanhar o avião da TAP que por cima do Golfo da Guine e do deserto marroquino, atravessando o mar mediterrânico entrou em Portugal para na Portela aterrar por volta das 15h00. Foi o regresso, com saudades de uma maravilhosa Angola e seus zeladores.
Paga a portagem e atravessada a ponte, entramos na província do Bengo, e neste caso também no Parque Nacional do Kissama que situado além do rio Kwanza, e a 72 km a Sul de Luanda se distende por mais de 100 km de costa.
Paisagem a fazer lembra a nossa lezíria, esta zona do Kissama oferece óptimas condições de pasto à fauna selvagem
Ao longo do percurso a paisagem mostra-se variada
O curioso da diversidade de espécies que o parque conserva
O embondeiro que também no parque é rei.
E passados uma hora de viagem sem ver casas nem palhotas na estrada, chegamos à zona do Ledo, muito militarizada e com uma ou duas casas de comercio. Não paramos pois levávamos farnel, e vontade para o comer também, dai o andar mais um pouco à frente e destemidamente desviar por uma picada que ao fim de uns 2 ou 3 km nos conduziu a mais um daqueles maravilhosos santuários de beleza natural que Angola tem.
Um cato, foi a primeira surpresa antes de descer à praia!
Perto, a palhota de um morador da praia.
Aqui já na zona do areal uma das vias por onde os habitantes da praia, os visitantes e os banhistas circulam com as viaturas se querem ficar com elas mais próximo da orla.
Neste preciso local ficamos entulhados e só por sorte conseguimos dali sair. Bem! Juntava-se o almoço com o jantar.
Habitação do pescador e morador em Cabo Ledo
Não sei se por ser feriado, ou por outro motivo, não vi pescadores ali, e no velho barco apenas um nativo a exibir as suas fantasias, em quanto nós comíamos o farnel que com ele e outro companheiro repartimos.
Da praia o vídeo dá uma breve panorâmica, mas não a imagem autêntica da bucólica e encantadora aldeia balnear e piscatória de Cabo Ledo que na tarde de 10 de Abril de 2009 visitei, e adorei fazê-lo!
Fartura de praia e de barco para a pesca
Caminhar de gatas é o destino de muitos....
O cão é o nosso maior amigo, e cada um com o seu....
Um encanto de praia que se devidamente zelada e o local dotado com os requisitos que um espaço de repouso e lazer exige maior será o encanto e mais atracção dará a Cabo Ledo.
Seguindo em frente, pela mesma estrada, a cerca de uns 16km da portagem do Kwanza, deparamos á nossa direira com um desvio, que já teve trancão, cujo piso que também já foi excelente nos conduz à sedutora Foz do Kwanza, paradisíaco parque de lazer, na margem direita da foz do maior rio genuinamente angolano.
Espaço envolvido por uma variada e exótica flora das zonas tropicais, a comuna de São João Baptista da Barra do Kwanza que já foi um dos mais concorridos e admirados espaços de atracção turística mete dó passar hoje por lá e ver o desleixo em que se encontra.
Este vídeo foi feito junto à moita de junco que se vê na foto inferir. E de costas para o que foi uma esplêndido restaurante, hoje em ruínas como numa segunda foto é mostrado.
Lá ao fundo a caminho da barra, existe um restaurante para quem de jipe através de picada lá chegar.
Para conhecer a Foz do Kwanza só havia que chegar aqui, aqui no interior da comuna de São João Baptista da Barra do Kwanza, onde grandes estruturas hoteleiras foram montadas e sonhos de progresso e desenvolvimento jogados, com os resultados à vista...
O selo de garantia da minha passagem pela Foz do Kwanza. De regresso voltamos em busca doutro destino, com um adeus à Barra, e uma paragem a meio do trajecto para visitar a casa de oração católica
Exterior da igreja paroquial de São João da Baptista, da Barra do Kwanza. Sem comentários.
Comentários para quê? Interior da igreja de São João Baptista, da Barra do Kwanza.
Com paragem e lento andamento por causa do piso ao cabo de uns 18 minutos estávamos chegados à estrada que deixamos antes da portagem da Ponte do Kwanza, a única portagem que neste momento se paga em Angola. Dista 72km da cidade de Luanda. Também com as estradas que por enquanto Angola tem, obrigar a pagar portagens era como que sacar os "kwanzas" sem bazuca...
Ponte que ali liga a província de Luanda com a província do Bengo. Eram 14h20, e a barriguinha a contar horas. Mas com maravilhas destas, nem a fome se faz sentir.
Da ponte, o rio visto para montante, já não muito longe da barra e para jusante fica a descrita Foz do Kwanza
Na quinta-feira, foi o jantar de despedida e o Broadway Bar o restaurante escolhido, para quem não acredita que Lunda é a cidade mais caro do mundo: fica a fatura: 1 água, 1.51 = 500.00 kz; 1monte velho = 3.200.00 kz.; 2 Nac/ Alho = 1000.00 kz; 1 frango Nizami = 2.300.00kz, 1 Makahanwala de Frango = 2.400.00kz; 1 Cabrito kadai = 2.500.00kz; 1 Palak Panir = 2.000.00kz; 3 Cafés = 750.00 kz; 1 Nosso Maracuj = 1.000.00kz; e 1Aguardente= 1.200.00kz. - total 16.112. 25kz. Isto porque fizeram um desconto de 1.705.00kz. E depois ainda nos ficamos a rir, e eles a rir de nós. Mas não me apanham lá mais!!!
Depois de jantar, o resto do dia 9 foi para repousar, pois na manhã seguinte, dia 10, já estava destinado dar um passeio por alguns dos mais afamados sítios dos arrabaldes da Província de Luanda, que nesse dia, por ser Sexta- feira santa, o trânsito facultaria alcançar sem tanto embaraço.
Algures do centro da paróquia da Sagrada Família, cerca das 10h45 partimos com destino ao Miradouro da Lua, esquecidos de que também muitos outros pensaram como nós, e até primeiro, daí que a essa hora demos já com a estrada entupida quando nos pusemos a caminho.
Valeu o condutor conhecer bem os cantos à casa, e atalhando pela Samba Pequena, que se situa no Bairro da Samba, ao lado da Corimba, ganhar algum bom tempo que nos permitiu chegar mais cedo ao ponto de destino
Para trás, além da cidade ficou Benfica, a cerca de 15km; o Morro dos Veados, a 18km, onde se localiza o Museu Nacional da Escravatura, instalado na que foi a "Capela da Casa Grande", datada do séc.XVII, ali os escravos eram baptizados antes de embarcar para o Brasil; bem mais depois fica a entrada do Mussulo (zona onde o Mussulo "toca" a costa), tudo isto no município de Samba.
A comuna de Benfica e Mussulo é das mais importantes da província de Luanda, e o mercado de Benfica dos mais concorridos de Angola.
Mesmo assim deixa espaço livre e não retira oportunidades a estes anunciantes.
Nem a estas boutiques que perto das povoações e junto à estrada, abrem loja....
E após cerca de três horas de viagem, sem sair do carro, eis-nos no cimo de um morro onde mais parece chegados a um planeta diferente do nosso, e o insólito nos faz imaginar uma visita fantástica ao nosso lunar satélite.
Aqui no topo de uma falésia que conduz ao centro do fantástico aspecto paisagístico, aproveitei para recolher do sítio algumas imagens
O vídeo dá do lugar uma breve mostra, onde é patente a aridez do espaço, com o mar a servir de pano de fundo à paisagem.
Sem dúvida um verdadeiro panorama "lunar", este!
Se vive ou vai visitar Angola não perca a oportunidade de visitar este curioso e sedutor fenómeno geológico que o Criador ali modelou, fica a cerca de 55km de Luanda e a estrada é boa até lá. Não percam e visitem o Miradouro da Lu!
Depois de uma hora de voo, eis-me de novo no aeroporto de Luanda, onde quem ali chegar pela primeira vez e não tenha alguém de confiança que o oriente ou transporte ao seu destino sujeita-se a ser ludibriado por algum dos muitos "profissionais" da caça à vítima desprevenida...Os inúmeros e aborrecidos "ajudantes" que ao sair da gare rodeiam o passageiro oferecendo-se para transportar as malas, a falta de transportes urbanos com indicação dos pontos de partida e chegada ao centro da cidade ou arrabaldes são lacunas que se vêem a olho nú e dão da capital angolana uma imagem que não merece:desordem.
A mim valeu-me além da filha, ter lá amigos que se disponibilizaram não só a ir buscar-me ao aeroporto como colocar um carro ao meu dispor para nessa tarde viajar pela cidade. Depois de almoço que mais uma vez foi num restaurante da Ilha do Cabo, seguiu-se uma visita pela baixa e bairros principais da cidade, como Miramar, Alvalade, Bairro Azul e outros.
Luanda - cidade
Luanda - cidade
Luanda - cidade
Luanda - Vendedeiras de fruta
Ilha do Cabo ou Ilha de Luanda
Na ilha do Cabo ou ilha de Luanda existe a igreja mais antiga de Angola, mandada construir em 1575 pelos portugueses que aquando do desembarque do Capitão-mor Paulo Dias de Novais na ilha, com homens de armas, padres, mercadores e servidores, ali se fixaram e consagrados a Nossa Senhora, deram ao templo a designação de igreja de Nª.Sª. do Cabo. O Papa João Paulo II, numa sua visita a Angola entrou e rezou neste templo. Também na minha primeira visita à ilha, no passado dia 14 de Março, foi na sua frontaria que vi o primeiro cartaz com a foto de Bento XVI, anunciando a sua visita pastoral a Luanda de 20 a 23 do preciso mês. Se houvesse bons e rápidos transportes e mais alojamentos disponíveis em Luanda por certo que muitos angolanos e turistas que nas minhas condições não puderam assistir ao histórico evento, o teriam feito nessa ocasião para agradecer e saudar Sua Santidade pela sua visita à capital angolana.
Com pena deixo por ver muito do que de belo e notável a cidade do Huambo e arredores tem para mostrar aos apreciadores das paisagens fortes do Continente Africano, o Morro do Moco que é o ponto mais alto de Angola, com 2.619m, e se encontra a sul do Londuimbale, está nessa conta. Também o Morro de Santo António do Bailundo, onde fica o Túmulo do rei Ekuikui, fiquei sem visitar; e o mesmo sucedeu em relação às Ruinas da Embala Grande; do Túnel subterrâneo, onde se abrigou o soba (chefe) Candumbo; a Ilha dos Amores, ou a Reserva Florestal do Kavongue, com os seus 39km2 de área, me passaram ao lado. É tudo muito grande, para se poder ver em tão pouco tempo.
Do que vi, e só disso, dei conta em posts anteriores e, em homenagem à antiga Nova Lisboa, faço questão em realçar que de facto o Huambo com seus jardins e viveiros, sua zona floestal e seus campos de cultura floridos mostram a diversidede da flora local, onde sobressai as dálias que dizem, destas, existir ali mais de 500 variedades.
A tarde do dia 8 foi para dar uma volta pela cidade e ir ao supermercado onde no primeiro dia que cheguei ao Planalto Central as minhas madames se foram aviar. Depois, jantar e cama, que no dia seguinte, por volta das 06h00 há que avançar para o aeroporto.
Aqui o "dragão" Miguel com um vermelho-cinzeto para tentar disfarçar, a deixar-se fotografar antes de se comprometer a nos ajudar a conduzir ao aeroporto na manhã cedinho da partida, dia 9. A porta é conhecida pois já por mais que uma vez a foquei.
Em frente, a residência de um graduado superior da Policia, parecendo que não, dá outra segurança aos vizinhos e habitantes de uma cidade em recuperação dos estragos de que uma guerra fraticida provocou. E claro,as consequências são a miséria e a desordem social! Todos conhecidos, os moradores f
Chegou a manhã do dia 9, às 05h30 há que levantar tomar uma banhoca, um cafe caseiro e com a preciosa ajuda do Miguel arrancar para o aeroporto Albano Machado, que fica a cerca de uns 3,5km do centro da cidade, pertinho.
No aeroporto deu tempo para subir ao primeiro andar, e no restaurante tomar um cafezinho de máquina enquanto se aguadava que o avião da TAAG que vinha de Luanda chegasse e de regresso, por volta das 08h00 (07h00, portugusesas ), me transportasse à capital de Angola.
Agora sim, foi o adeus definitivo a uma região cujo clima é muito semelhante ao do território continental português e por isso se tivesse de viver em Africa seria no Planalto Central Angolano!
O adeus ao Bongo começou aqui ao sair da missão e tomar esta via asfaltada que passando pelo largo da igreja católica, escola, esquadra da polícia, pousada e pracinha, me levou até ao desvio, onde entronca com a estrada de Longonjo.
A ponte que só graças ao empenho da Acção Agrária Alemã se pode ver e atravessar é uma mais valia no contexto do apoio por parte das instituições internacionais ao povo angolano. Já dela tinha falado e do córrego que dos lados de Sopasse por ali passa.
Ao fim de percorridos os 7km. que separam o Bongo do "desvio" surge a estrada que liga Huambo a Benguela. No desvio, além da placa de orientação que indica a distância dali ao Bongo (7km) e Sandombo (19km), junto consta também um cartaz informativo à volta do Projecto da AAA.
O Lépi é uma das mais importantes comunas do município de Longonjo, além de estrada, tem apeadeiro de CFB, quando voltar a funcionar. Zona muito fértil em produtos hortícolas.
A seguir a Lépi fica a comuna de Calenga, onde se realiza a maior feira ou mercado de produtos agrícolas que vi durante a minha estadia nestas angolanas terras. Vizinha de Lépi, mas como noutro post já disse, pertence ao município de Cáala.
A seguir a Calenga temos a cidade de Cáala, que do morro de NªSªdoMonte fotografamos. Quando aquela imensidão de terra arável voltar a produzir como no tempo de um Cavaco & Filhos, Lda, ou de um A. Pessoa & Irmão, por certo que a antiga Robert Williams de novo votará a ser o celeiro de Angola. Faço sinceros votos para que isso não tarde, para bem de todos os angolanos.
E de malas haviadas e com cerca de uma hora de viagem, cá estou de novo no Huambo, para amanhã, dia 9, no aeroporto Albano Machado tomar um avião da TAAG que me leve até Luanda e ali, ao outro dia, me despedir da terra que um meu comprovinciano (Diogo Cão) descobriu e eu só agora visitei.
Serviram estes derradeiros três dias de estadia no Bongo para como também aconteceu no Huambo, me despedir das pessoas e dos contrastes paisagísticos com que me familiarizei durante quase um mês de permanência no sector do soba e regedor, Sr. Bernabé Celestino e, em particular, na embala da Missão, onde rege o soba Sr. Filipe.
A missão do Bongo é o local onde se instalaram os primeiros missionários adventistas, em 1924, comportando várias infra-estruturas quer educacionais quer hospitalares, incluindo templo e residências. Aqui funcionou um dos mais importantes hospitais de Angola e no qual se notabilizou um Dr. Persons, que com a esposa, D. Mabel, e os filhos David, Elaine e Bob, ainda hoje são recordados pela sua muita generosidade. Se lá voltassem hoje morriam de desgosto ao ver o estado em que a menina dos seus olhos, o hospital, se encontra!
O que foi a vacaria da Missão é nesta altura a sede do Projecto da Acção Agrária Alemã que nas Províncias de Huambo e Benguela, Angola, combate a Doença de Newcastle, a que já noutros posts fiz referência.
Também da horta que vi semear há uns 15 dias e deixo ficar os rebentos deste tamanho vou ter saudades, sobretudo por não poder provar os frutos. Que façam bom proveito a quem os saborear! Que não seja o gado. Do bater ritmado do pisoeiro, da manada que de manhã e à tardinha deambulava pela cerca da Missão, das pantominas dos gatos da casa para afiar as unhas, do sorriso e espírito de partilha que vi nos jovens daqui, de tudo levo saudades. Mas não sou de cá, quem cá fica que a faça grande, como no tempo da Familia Persons e dos comerciantes Amadeu Oliveira Cardoso, Artur Martinho de Lemos & Cª., João Faria Salgueiro, José Gomes Ferreira Gonçalo e José Peixoto de Carvalho. Ou dos lavradores e agricultores Amilcar Simões Barros, Artur Marinho de Lemos, Durval Lopes Julião, Elisio Loureiro e José Baptista Caldeira. Além da padaria, de Artur Marinho de Lemos & Cª., havia pensão, a Pousada Bongo, de João Rodrigues de Brito. Hoje mais parece uma aldeia fantasma, por onde se passa a caminho de Sandombo, ainda uns 12 km. mais para o interior da montanha.
Chegou a hora, mas antes de partir para o Huambo vou primeiro conhecer a embala do soba, Sr. José Adriano, a aldeia de Sopasse que no interior do sertão uma picada que sai de junto à "pracinha" ou ruinas da " Pousada Bongo" nos encaminha até lá. É mais uma das terras por onde não passou Jesus Cristo, ou se passou perderam-se as pegadas. Pese tratar-se duma terra associada à história do Sabado do Bongo. O vídeo e as fotos serve para exemplificar.
Este não queria se vacinado.
Aqui o soba José Adriano a controlar quem é que não vacina a pita
Ora aqui temos a juventude negra, no meio da branca, a mostrar a pita.
O Soba Sr. José Adriano ladeado por mim e minha esposa. Para honra nossa. E porque Sopasse é zona de muita banana um cacho enorme tivemos que carregar. A pobreza dividida por todos é menor. Mas que Sopasse merece e caresse de vias de comunicação garanto-lhes que sim, senhores governadores do tesouro angolano!
Em Angola a actividade diária começa muito sedo, se observarem pelas fotos referentes a Sopasse verificam que às 7h30 já toda gente se tinha levantado e apanhado as aves, e quem foi assistir teve de se deslocar, o que demora. Mas valeu a pena!
Depois no regresso foi só passar por casa, almoçar, fazer e pegar nas malas e adeus Bongo que não te volto a ver.
Três amigos que deixei
Quando se está bem, o tempo parece correr veloz , não se dá conta. Mas nem por isso as horas deixam de fazer os dias e os dias anos. Assim aconteceu comigo no passado dia 8 de Abril deste 2009, em que depois de visitar a aldeia de Sopasse e de no Bongo me despedir dos amigos com quem mais de perto ali privei me pareceu não ser verdade aquele que de facto era um definitivo adeus ao Bongo, e aos amigos que trouxe no coração.
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