Está de parabéns a cidade de Guimarães que a partir do dia 21, e até ao fim do ano vai ser a Capital Europeia da Cultura. Com um programa recheado de surpresas, a "Cidade Berço" abriu a partir de agora as suas portas não apenas a toda a Europa, mas a todo o universo onde a Cultura não é letra morta e tem quem a zele e cultive como património da humanidade. A música, o teatro, as artes e ofícios vão a par do património arquitectónico servir de mais valia a um evento que por certo vai devolver à cidade vimaranense aquele dinamismo que já teve e a crise, que nestas últimas décadas se abateu sobre as zonas industrializadas do vale do Ave, lhe tem roubado.
Não é meu habito perder-me diante dos ecrãs do TV, mas este sábado deixei-me acompanhar os passos que antecederam o acto inaugural da Capital Europeia da Cultura/2012 e que contou com as principais figuras da vida nacional, com o Sr. Presidente da Republica, Cavaco Silva, entre as principais; e da Comissão Europeia, com o seu presidente, Durão Barroso. Parabéns a Guimarães!
Se Deus o não tivesse chamado para junto de Si, a 26 de Junho de 1975, fazia hoje 110 anos que nascera em Barbastro (Espanha) aquele generoso catalão que viria a distinguir-se como sacerdote, de modo a merecer por parte da Igreja o ser apresentando aos fieis como modelo de cristão a imitar; sendo em função disso canonizado pelo beato João PauloII a 6 de Outubro de 2002. Tendo iniciado a sua actividade sacerdotal numa paróquia rural da diocese de Saragoça, após algum tempo veio para Madrid, onde a par da sua fecunda missão sacerdotal também os estudos universitários passaram a ocupar-lhe algum tempo.
Homem de fé e seguro na palavra e viver, São Josemaria Escrivá a 2 de Outubro de 1928, por inspiração divina, funda o Opus Deu "caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão". Aquela instituição da Igreja Católica que uns por ignorância e outros por má-fé comparam com as secretas lojas maçons.
No Opus Deu não há "iniciados" há cidadãos normais e de todas as classes sociais, homens de barba rija e cada um responsável pelos seus actos , servindo a Igreja sem dela se servir. Mas há segredos: rezar muito, e caladinho para não incomodar os que falam demais sobre aquilo que desconhecem. Quem tiver duvidas que apareça que a ceara é grande e os trabalhadores são poucos. Áh! Vou deixar o contacto da Obra: www.opusdei.org.
Recolhido em Janeiro, numa rua de Fátima.
A todos os amigos e visitantes deste blog venho desejar um Santo e Feliz Natal e que o 2012 corresponda aos anseios de cada um de vós, são os votos do
aquimetem, que dá pelo nome de Costa Pereira. Até Janeiro, se Deus deixar!
Sob o comando do nosso ten-coronel Figueira e do ajudante Gonçalves lá fomos uma vez mais fazer um ataque surpresa à zona saloia de Caneças, onde no Restaurante Churrasqueira da vila, com êxito foi a missão cumprida. Da batalha que já só a cor do sangue derramado mal se vê nos copos e nos vasos; ficou apenas a prolongada cavaqueira que estes encontros entre amigos e companheiros de trabalho fomenta e são motivo de satisfação e prazer. Como de costume o encontro tem sido sempre junto à igreja paroquial de São Pedro de Caneças, onde por volta das 12h30 a meia dúzia de "garfos" está reunida e depois é para onde o vento estiver virado. A opinião do Zé Vargas, por estar no seu terreno, aqui tem certo peso, mas este ano também a minha pesava alguma coisa, uma vez que em post de 17 de Dez. de 2010, prometi, então, voltar : "Mas a pagar... "
É um encontro amistoso que em jeito de almoço anual constumamos fazer e assim manter viva a amizade que nasceu de um convívio gerado no local de trabalho profissional e se quer serva de elo fraterno entre os que ficam e os que vão dando lugar aos mais novos. Com muita pena minha... A vida é isto mesmo, tem um principio e um fim. Só o amor é eterno! Há que cultiva-lo, e estes convívios são um bocadinho disso mesmo. Não fora isso quem de mais longe como o Jorge ou o Dário, sempre atarefados, por certo não teriam vindo. Bem hajam.
Terminada a jornada, cada um recolheu à sua "caserna" ficando eu confiado ao Vargas que como de costume gosta de me levar a ver Caneças lá bem do cimo, de perto das fontes, ou como desta vez ao Bairro dos Carrascais para no Café Ricardo tomar o cafezinho da despedida que o amigo Luís serviu e à saída nos acompanhou até à porta. Para o ano há mais, se Deus deixar!
A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa, ontem esteve em festa. De Chaves veio a Drª Manuela Morais propositadamente para fazer a apresentação do livro Rio Sabor e entregar o Prémio Nacional de Poesia - 2011 Fernão de Magalhães Gonçalves ao autor galardoado João de Deus Rodrigues.
O Dr. Jorge Valadares, presidente da direcção da Casa, deu as boas-vindas a todos os presentes e agradeceu o terem escolhido o local para tal evento, lembrando que é essa uma das funções da Casa servir de apoio e alavanca a todas as boas causas da província de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Ladeada pelo escritor Dr. Pedro Teixeira da Mota e pelo Dr. Jorge Valadares, a Drª Manuela Morais, da editora Tartaruga e instituidora do Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves, que foi seu dilecto marido, aqui no uso da palavra e a justificar a atribuição do merecido prémio deste ano a João de Deus Rodrigues.
Fernão de Magalhães Gonçalves (1943-1988) foi um insigne transmontano que se distinguiu como poeta,escritor,investigador e ensaísta, era natural de Murça, aldeia de Jou. Leccionou em Murça, Vouzela, Porto, Chaves e nas Universidades de Granada (Espanha) E Seoul (Coreia do Sul).
Já o poeta João de Deus Rodrigues que aqui vemos a agradecer atribuição do Prémio e a presença dos muitos amigos e admiradores é natural de Morais, Macedo de Cavaleiros. Vive em Lisboa e nesta ocasião está a ultimar mais dois livros : um de contos e outro sobre gado asinino, burros.
No final da cerimónia que reuniu muita gente, tendo por isso sido usada uma das salas maiores da casa, foi oferecido um "Porto" de honra a todos os presentes, "porto" com sabor real ao nosso Douro e Trás-os-Montes.
No domingo passado, dia 27, fui almoçar a Nisa, e assim satisfazer um convite para esse efeito que nas vésperas me foi proposto. Tinha saído de Lisboa na sexta-feira para passar por inteiro esse fim de semana na capital do barro leiriense, mas nestas coisas, como em todas, o homem põe e Deus dispõe. De forma que no domingo, uma vez comprometido com a palavra sim, após a missa das 09h, lá arranquei estrada fora com destino à terra que diz Leite de Vasconcelos tomou nome de mulher que em tempos idos se notabilizou.
Vila Velha do Ródão. - Às 10h30 deixei a terra do beirão Padre Jerónimo para directo a Pombal entrar na IC8 que por Ansião e Pedrógão Grande deixei em Proença a Nova, de modo a encontrar depois a IP2 e logo a seguir a EN 241 que por Vila Velha do Ródão conduz a Nisa.
Portas do Ródão, espectacular geositio visto da ponte sobre o Rio Tejo que separa aqui os distritos de Castelo Brando e Portalegre por Vila Velha do Ródão e Nisa, respectivamente. Ainda conheci este sedutor local antes da construção da barragem do Fratel que lhe veio roubar encanto e às águas qualidade.
Com a freguesia e paroquia de Nossa Senhora da Graça por padroeira, a vila de Nisa é sede de um concelho constituído por 10 freguesias, a saber: Alpalhão, Amieira do Tejo, Arês, Espírito Santo, Montalvão, Nossa Senhora da Graça, Santana, São Matias, São Simão e Tolosa . Vila muito airosa e bem enquadrada na paisagem que envolve esta região fronteiriça do Alto Tejo, lá fui nesse dia poisar no nº 14 da Estrada das Amoreiras e na Flor do Alentejo almoçar à boa maneira alentejana.
Uma vez ali, a visita ao cabecinho de Nisa-a-Velha não podia escapar-se. E assim aconteceu. Afastado do centro da vila cerca de 4km para lá embiquei de modo a poder observar in loco um santuário de devoção mariana similar ao que na freguesia de Vilar de Ferreiros (M. de Basto) se venera no alto do Monte Farinha: Nossa Senhora da Graça. Creio que a primeira vez que dei realce há existência deste culto Graciano em Nisa foi em Junho de 2006, quando iniciei um arrolamento à volta de todas as freguesias de Portugal que têm por Padroeira Nossa Senhora da Graça, e que se bem contei no total (com Açores e Madeira) são 82.
Nesse lugar que dizem teve origem a formação da Nisa que hoje conhecemos, ficou espaço livre para erguer no topo um santuário mariano a Nossa Senhora da Graça, e assim colocar o local sob protecção de Nossa Senhora a perpetuar no tempo o passado histórico da terra e da sua gente.
Falando da ermida, dizem ser do séc. XVI, mas muito modificada, tudo parecendo indicar ter sido edificada sobre outra mais antiga, talvez do séc. XIV ou XV. O facto de ter/ou ter tido ermitão já por si atesta-lhe muita importância e antiguidade. E os aposentos, agora vazios, ao fundo do escadeiro são bem demonstrativos da recompensa atribuída ao cargo.
O acesso ao templo faz-se por uma pequena escadaria directa à entrada do templo ou por ladeira muito suave e ampla que desemboca no adro.
Se necessário quem quiser pode subir de carro até ao cimo do cabeço, mas a visita a pé dá outro prazer e sabor de romaria.
Pena tive foi encontrar um local com tando valor histórico e religioso na região, mas sobretudo na vila de Nisa, completamente deserto e com as portas fechadas mesmo aquela hora de domingo. Pesar ainda maior por ter deixado de ver in loco a imagem de Nossa Senhora da Graça que dizem ser do séc. XV, e que repintada recentemente ocupa no Altar-Mor o lugar de padroeira.
Curioso foi ir encontrar ali uma velinha acesa que, dentro de um garrafão de plastico para a proteger do vento, algum devoto de Nossa Senhora da Graça ali tinha ido há pouco colocar sob um azulejo com a imagem da Padroeira embutido no lado norte da ermida.
Topo da escadaria.
Sedutor panorama recolhido do adro
Topo do acesso ao adro pela ladeira.
Video que dá aqui do actual cabecinho de Nisa uma melhor ideia.
O dia 20 foi para arrumar a bagagem; e para despedida, mais um jantar na Pizzaria da Estação. No dia seguinte era o adeus a Quelimane, cidade que me deixou saudades e interesse pela sua história. Sempre dela falarei com simpatia e do seu povo também. Dos políticos, enquanto nada em contrário, mantenho a mesma opinião do Fernando Manuel, da Savana. Ampliar e ler.
Às 08h fora da cama, porque já se adivinhava um dia mais comprido...Ainda que em avião, viajar de Quelimane para Maputo não é o mesmo que fazer Lisboa/Porto. São cerca de 1600km por estrada, e pelo ar a distancia não deve ser muito menos, até porque habitualmente o avião faz escala pela Beira ou Nampula. Nesse dia, 21 de Julho, calhou a Beira, capital de Sofala. A hora de partida estava marcada para as 21h30, mas entretanto o nosso amável condutor às ordens e encarregado de antecipadamente transportar a bagagem e fazer o nosso check-in, regressou com a noticia de que o voo estava muito atrasado. Daí resultou mais uma foto deste acolhedor espaço que me deu guarida durante a minha estadia na capital da Zambézia, e trouxe no coração.
O Aeroporto de Quelimane fica do lado oposto à rua Mao Tse Tung, e aqui, ao lado, começa a rua ou Avenida do Aeroporto, portando depressa se percorre a distância que separa os dois pontos de referência. Para quem viaja, ordenam as normas aeroportuárias que em certos casos o passageiro esteja no aeroporto duas horas antes do embarque. Havia tempo, porem, esperar por esperar, nada como no sitio certo; até porque além disso, foi um modo de libertar mais cedo do serviço o nosso atencioso condutor, o amigo Clemente. Quando a objectiva colheu esta foto eram precisamente 21h30 e só muito próximo da meia noite é que chegou o avião para nos transportar, e que só levantou aos 00h20, com escala e paragem de 20minutos no Aeroporto da Beira.
O dia foi mesmo muito comprido...., durou das 08h do dia 21, às 04h10 do dia 22; hora a que chegamos à já nossa conhecida Pensão Sundown, em Maputo. Deu para repousar até às 08h30 e guardar o sono para gastar durante as cerca de onze horas que vai durar a travessia do Continente Africano, rumo a Lisboa.
Vista recolhida para as traseiras da pensão
Vista recolhida da porta principal da pensão. Em primeiro plano a sede da Frelimo, onde não faltam antenas...
O almoço foi na Feira do Artesanato, onde dei conta haver muitos portugueses a fazer o mesmo e que pelo palavreado...percebi eram operários de qualquer empresa portuguesa a trabalhar em Maputo. Findo o repasto, agora há que fazer horas até que se aproxime o momento de regressar a Portugal, e da nossa anfitriã dar as voltas que tinha a dar na cidade, antes de nos acompanhar ao aeroporto e voltar depois para Quelimane.
Por volta das 16h00 já aqui temos mãe e filha no recinto da feira a ver as capulanas e outros tecidos de adorno e decoração. E entretanto aproxima-se a hora de passar pela pensão, jantar, pegar nas malas e às 19h30 seguir para o aeroporto.
Com a papinha quase toda feita, mal dei conta das formalidades que um entrar e sair do país de origem obriga a respeitar. O ser viajado, o dominar mais que uma língua, o ser desenrascado e culto pesam muito no relacionamento social da pessoa. A sorte de beneficiar desses frutos que não cultivo é que não calha a toda a gente. É como os euromilhões...
Posso e devo considerar-me um felizardo que teve a sorte de ser levado a conhecer mais um grande país africano que oficialmente fala a nossa língua, e que em 32 posts procurei fazer um resumo daquilo que nos sítios e lugares que visitei mais me sensibilizaram, como por exemplo a Ilha do IBO, no arquipélago das Quirimbas, província de Cabo Delegado; a Ilha de Moçambique, na província de Nampula; Quelimane, capital da província da Zambézia; Catapú, posto administrativo de Inhmitanga, na província de Sofala; e Maputo, capital de província com o mesmo titulo e também capital de Moçambique. Sobrando ainda tempo para atravessar a fronteira de Massano Garcia e na África do Sul visitar o Kruger National Park.
Cerca das 22h locais o avião levantou voo, e passados breves minutos estava a sobrevoar o Kruger Park, deixando para trás o Oceânico Indico e lentamente se afastar da chamada África Austral, para apontado ao Deserto do Saara e depois de atravessado o Mediterrâneo continuar o seu percurso com destino à capital portuguesa.
Por volta das 07h já o avião andava há momentos a sobrevoar o espaço vizinho da Rainha do Tejo, onde não demorou no Aeroporto da Portela aterrar. Devolvendo à procedência um passageiro que maravilhado andou durante 30 dias por terras e enseadas que Vasco da Gama deu a conhecer ao Velho Continente.
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PS
Faz hoje, 23 de Novembro, precisamente 5 meses que parti para Moçambique, e 4 que regressei a Portugal, de 23/6/ a 23/7/11. Fim da reportagem!
O dia 18 foi para deixar o cérebro em liberdade ver desfilar as imagens mais marcantes que nestes últimos dias captou e que jamais esquecerá. Uma madrugada marcada pela despedida da Carla que às 04h partiu de Quelimane com destino a Nampula, resultou daí que não houve sono nessa manhã. Depois passou-se um dia caseiro a culminar com um jantar à salvadorenho que a Ema confeccionou. E a ver fotografias maravilhosas, e outras que só o pensar nelas provoca tristeza e compaixão como, por exemplo, olhar esta relíquia histórica de 1800, que foi Sé Catedral até 1974, e hoje, em ruínas, abandonada em plena marginal, frente ao rio Bons Sinais. A Diocese de Quelimane foi criada a 06 de Outubro de 1954.
Colunata que mostra o abandono em que se encontra este templo sagrado que sem favor merecia honras de monumento protegido.
Como a anterior, também a "Sé Nova" de Quelimane, de 1974, é consagrada a Nossa Senhora do Livramento, já a precisar de obras de conservação antes que lhe aconteça o mesmo que sucedeu à antiga.
No dia 19, às 07h, já o Paulo Alberto - aqui na foto junto ao muro da Sé Nova - tinha deixado a sua família, esposa e filhos, em Torone Velho , e montado na sua “ginga” chegado à rua Mao Tse Tung, onde aguardava que lhe abrissem a porta para receber os recados e ir às compras habituais. Desta vez apeteceu-me fazer-lhe companhia na volta da manhã, e assim ficar a conhecer algumas das modestas lojas comercias e o chão, onde espalhados, se vendem os jornais.
Nesse dia comprei o Diário da Zambézia que por curiosidade até se diz Mensal. Só depois reparei que era o primeiro número, e tinha a data de 25 de Junho. Também o editorial explicava o porquê “ Inicialmente, uma vez por mês, sairemos à rua em formato de tablóide, até um dia chegarmos a diário”. Faço votos que sim, Moçambique carece de boa informação, livre e imparcial, que denuncie a corrupção e os corruptos, por forma a abrir os olhos a um povo que não precisa de artigos muito grandes para perceber, mas de noticias curtas e perceptíveis.
No regresso aos aposentos aproveitamos para ao passar pela Sé Catedral, vizinha do campo do Sporting de Quelimane, tirar uma foto ao Paulo e prosseguindo caminho, entrar no "mercado", onde de vestir e calçar não falta que vender. Assim hajam meticais.
Daqui não saio, daqui ninguem metira....O sol nesse dia começou cedo a queimar, e quando assim é a sombra é um regalo. Até no "mercado".
O artesanato regional faz-se ali representar à mistura com muita chinesice... como cá, e até na China.
Tudo quanto em feira possa ter compradores ali se vende, em barracas que pela negativa nada têm a ver com as da Feira do Artesanato, em Maputo. Também neste aspecto, lá como cá. Maputo é Moçambique e o resto é machamba reles.
Já naquela Avenida, vizinha dos meus aposentos e que conduz directamente ao Porto de Pesca, só temos que virar na primeira rua à esquerda e em casa dar pão a quem tem fome.
Na rua se encarregou a chuva de fazer poças de água e dar de beber a quem tem sede, por quanto tempo se vão manter é uma incógnita que compete aos autarcas quelimanenses dar resposta
Como já disse, estas casinhas em madeira, os bungalows, não têm paredes, permitido que através das vidraças se possa observar o exterior à volta. Ideal para quem quiser apreciar a fauna nocturna que ali se movimenta, aves, macacos e borboletas são o principal recheio. O figurino diorno é outro e no terreno é que se aprecia, o da minha manhã de 17 de Julho em Catapú foi com o sol a reflectir no telhado e o cantar dos pássaros madrugadores. Ainda não eram 06h e já eu, fora desta casinha que me foi destinada para pernoitar, andava em passeio matinal pelo interior do parque. Um encanto !
Como as casinhas de pernoita também o restaurante é sem paredes, conferindo ao espaço o verdadeiro sentido e significado de "ecolodge por excelência". Rodeado de arbustos e plantas valiosas, espaços para descansar, ler ou estudar comodamente, o silencio, ali , só a chilraria dos pássaros nas árvores e nos bebedouros vizinhos é de vez enquanto harmoniosamente quebrado. Aqui tomamos o pequeno almoço do dia e com as malas prontas aguardamos que da sua casinha chegassem as nossas companheiras de viagem.
Para memória fica uma foto de mãe e filha juntas a uma árvore, em crescimento, de Pau-Preto que faço acompanhar por uma revelação atribuída ao concessionário James White que por oportuna transcrevo: " O nosso parceiro é a população que faz a plantação de árvores nativas nas comunidades onde depois de quatro anos de sobrevivência da espécie nós pagamos algum dinheiro como simples incentivo". Uma forma didáctica de moldar mentalidades e proteger espécies da flora e da fauna africana em perigo de extinção. Isto não são chinesices....é sobretudo prestar socorro ao património ecológico de Moçambique.
E eram 10h locais, em ponto, estávamos a entrar na Estrada Principal nº1 de regresso a Quelimane, deixando com saudades o lodge onde na realidade é um lugar para estar e visitar na localidade de Inhamitanga, zona de Catapú.
16minutos depois, estavamos atravessar a linha do ramal Beira/Sena, trocando o distrito de Cheringoma pelo de Caia.
E às 10h32 já em Caia, junto da portagem da ponte, para deixar a província de Sofala e voltar à da Zambézia.
Atravessada a ponte sobre o rio Zambeze, no sentido sul - norte de novo se deu entrada em território da Zambézia já nosso conhecido
Estrada fora a objectiva vai recolhendo recordações que capta, como esta
Ou esta, que do mel da Zambézia faz divulgação e vende.
Umbaua-Moogano
No percurso, deparamos a certa altura com uma tabuleta indicando que algo ali existe que merece ser visitado. Fomos ver. Uma árvore enorme e à sua volta um espaço muito bem cuidado, e em telheiro a explicação do porquê da chamada de atenção para tal preciosidade, assim:
" Nome Cient. - Khya Nyasica
Nome Local - Umbaua-Moogano
Idade + ou - 250 Anos
Altura - 42 m/24 cm
Diâmetro de Base - 2, 83metros".
Ás 12h30 estávamos a passar pelo centro de Niocoadala, vindos da floresta por trajecto onde os cajueiros, a mandioca, as palmeiras e bananeiras abundam e são o enfeite das machambas vizinhas da estrada.
E já nas proximidades do paraíso dos palmares de Quelimane, também com um fim de semana à lorde, quase a chegar ao fim
Ás 13h15 eis-nos a escolher mesa no Restaurante - Pizaria da Estação para almoçar, onde como não sou apreciador desse prato italiano optei por camarão que em Quelimane é ao preço da sardinha em Portugal quando dantes se pagava com escudos.
Cabecinha pensadora! Ou modo de sacudir as melgas....como eu.
E antes de recolher aos aposentos, uma passagem pelo terminal rodoviário da cidade. Às 03h30 da madrugada a seguir, dia 18, a Carla parte de férias para a Ilha de Moçambique, e precisa de antecipadamente marcar transporte, para essa hora, até Nampula. Não sou só eu a viajar por terras de Moçambique
Do Portal Clube Renascença fui recolher para informação cultural e actualizada este breve aditamento: " Constituída em 16 de Junho de 1938 como associação no quadro do Direito Canónico, com o objectivo de apoiar espiritual e materialmente a Emissora Católica Portuguesa, a Liga dos Amigos da Rádio Renascença - LAR, hoje designada Clube Renascença, contribuiu de forma notável para o desenvolvimento deste órgão de comunicação social da Igreja". Além de apreciador da Rádio sou também associado do Clube Renascença e por isso mesmo sempre que há iniciativas abertas aos associados eu por norma sou avisado.
Assim aconteceu agora que o Clube Renascença levou a cabo um interessante colóquio intitulado O VINHO - na História da humanidade, Componentes Social, Cultural e Religiosa. Colóquio que foi moderado pela Drª Dina Isabel, directora da Rádio Sim e teve como apresentador António Sala, presidente da Direcção do Clube Renascença. Aqui a Drª. Dina Isabel em conversa com o Dr. Vasco d'Avillez, momentos antes da chegada dos restantes convidados ao auditório da Rádio Renascença.
Os 3 convidados, figuras de relevo nas áreas em debate, foram o Mestre José Bento dos Santos, vice - presidente da Academia Internacional de Gastronomia, Conselheiro Gastronómico da Chaîne des Rôtisseurs, Cavaleiro da Confraria do Vinho do Porto, membro da Académie des Psycologues du Goût, Chevalier du Tastevin; o Dr. Vasco d'Avillez, Presidente da Direcção da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa; e o Eng. Paulo Laureano, produtor de vinhos e um dos grandes nomes da enologia em Portugal (vencedor do prémio Enólogo do Ano em 2004).
Mestres no saber e dizer deixaram a plateia radiante e mais enriquecida culturalmente. Facto que António Sala no encerrar da sessão reconheceu e enalteceu muito agradecido. A história do Vinho desde os seus primórdios aos tempos actuais foi abordada e com muita clareza exposta. Sem vinho não se celebra Missa, como também uma festa sem vinho é uma pobre festa. Viva o Vinho Português. Que o melhor não é o mais caro ou por ser caro; o melhor é o que dá prazer berber-se!
. Bodas de Prata duma Prela...
. Os manos
. BTT- Fisgas de Ermelo - S...